O pregão de 17 de julho começa com sinais externos predominantemente negativos, pressão comercial sobre empresas brasileiras e uma possível rotação entre setores da Bolsa. O principal tema do dia é a combinação entre a correção das ações de tecnologia no exterior, as novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a alta do petróleo provocada pelo aumento das tensões geopolíticas.
No último pregão, o Ibovespa caiu 1,24%, aos 173.825 pontos, pressionado por Vale, Itaú, siderúrgicas e empresas expostas às tarifas americanas de 25%, previstas para entrar em vigor em 22 de julho. O dólar à vista comercial avançou 0,40%, para R$ 5,0990.
Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,51%, o Nasdaq Composite caiu 1,47% e o Dow Jones perdeu 0,20%, com forte pressão sobre tecnologia e semicondutores. Depois do fechamento, a Netflix apresentou projeções abaixo das expectativas, e suas ações recuaram aproximadamente 8,6% no pós-mercado.
Na Ásia, os primeiros negócios mostravam o Nikkei em queda de cerca de 2,8%, enquanto os futuros do S&P 500 recuavam aproximadamente 0,4% e os futuros do Nasdaq caíam 0,7%. Esse ambiente reforça uma leitura inicial de cautela para ativos de risco.
Entre os principais termômetros do mercado:
- O Brent para setembro subia 1,25%, a US$ 85,28 por barril, movimento que pode favorecer PETR3 e PETR4;
- O minério de ferro de 62% de teor era negociado a US$ 98,81 por tonelada, com queda de 0,07%;
- O Bitcoin operava próximo de US$ 63.414, com baixa de 1,83%;
- Os Treasuries americanos permaneciam em níveis elevados, com o rendimento de dez anos próximo de 4,56%;
- As ADRs de Vale e Petrobras recuavam aproximadamente 3,03% e 2,07%, respectivamente.
Na agenda doméstica, o mercado acompanha o IGP-10 de julho, às 8h, e o IBC-Br de maio, às 9h. O indicador de atividade é o principal gatilho brasileiro para os juros futuros, o câmbio e as ações mais dependentes da economia doméstica.
Nos Estados Unidos, a atenção se concentra nos dados de construção residencial e preços de importação e exportação, às 9h30, na produção industrial, às 10h15, e na confiança do consumidor da Universidade de Michigan, às 11h. Resultados acima das projeções, especialmente nos indicadores de preços, podem sustentar o dólar e os rendimentos dos Treasuries.
No mercado acionário, o episódio analisa os possíveis impactos sobre VALE3, PETR3, PETR4, siderúrgicas, bancos, WEG3, SUZB3 e empresas ligadas à tecnologia. A alta do petróleo pode oferecer suporte à Petrobras, enquanto Vale, siderúrgicas e ações de crescimento chegam ao pregão com sinais mais adversos.
Para o Ibovespa, os níveis calculados pelo método de pivôs clássicos são:
- Pivô: 174.458 pontos;
- Primeiro suporte: 172.904 pontos;
- Primeira resistência: 175.379 pontos.
O cenário-base é de abertura mista, com pressão vendedora sobre o índice e possibilidade de desempenho relativo melhor para Petrobras e empresas mais protegidas das tarifas. A direção poderá mudar conforme o comportamento dos futuros americanos, das bolsas asiáticas, dos juros globais e dos indicadores econômicos divulgados ao longo da manhã.
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