No episódio de hoje do Morning Call by FUTURO invest, analisamos a herança deixada pelo fechamento de 10/06/2026 para o pregão de 11/06/2026, em um ambiente marcado por maior cautela global, pressão sobre ativos de risco e seletividade na Bolsa brasileira.
O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,70%, aos 168.619 pontos, acompanhando o tom negativo de Wall Street, onde o S&P 500 e o Nasdaq também recuaram diante da preocupação com inflação nos Estados Unidos, juros elevados por mais tempo e novas tensões geopolíticas envolvendo EUA e Irã.
No mercado local, a alta de Petrobras ajudou a amortecer parte da queda, impulsionada pelo avanço do petróleo Brent acima de US$ 90 por barril. Mesmo assim, o índice foi pressionado por Vale, tecnologia, varejo, locadoras e ações domésticas mais sensíveis à curva de juros. Entre os destaques positivos ficaram MBRF3, SLCE3, CXSE3, PRIO3 e PETR3. Na ponta negativa, os maiores recuos vieram de TOTS3, MGLU3, NATU3, VAMO3 e RENT3.
O episódio também aborda o comportamento do dólar, euro, Bitcoin e Ethereum, além da leitura das commodities para a abertura, com atenção especial ao petróleo Brent e ao minério de ferro, dois vetores importantes para a formação de preço em PETR4, VALE3 e demais ações cíclicas.
Na análise estratégica, discutimos se o movimento do mercado indica rotação de carteira, redução seletiva de risco ou saída de fluxo institucional estrangeiro. A leitura central é que o Brasil segue sem força suficiente para se descolar positivamente dos pares globais, dependendo da combinação entre commodities, juros futuros e humor externo para tentar sustentar uma recuperação.
Também trazemos os principais pontos de atenção para o leilão de abertura: comportamento dos futuros americanos, reação das bolsas asiáticas, direção dos DIs, petróleo sustentado e possível impacto do minério sobre mineradoras e siderúrgicas.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, oferta, solicitação de compra ou venda de ativos, nem deve ser utilizado como única base para tomada de decisão financeira.