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As principais bolsas asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira em alta (exceção ao índice Shangai) com os futuros em Wall Street e os recém abertos mercados europeus na mesma direção, acompanhando o fechamento recorde do S&P 500, devido ao otimismo sobre os cortes nas taxas de juros dos EUA, depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que a inflação está voltando a cair .
Na Europa parte dos holofotes seguem na política, na véspera das eleições na França e Reino Unido . Em Paris, o índice de referência CAC40 avança enquanto uma coalização de centro-esquerda tenta impedir que o grupo de extrema direita de Marine Le Pen alcance a maioria absoluta no segundo turno de votação legislativa no domingo.Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, impulsionados pelos ganhos da Tesla e de ações de megacapitalização em crescimento. No entanto, os volumes de negociação foram reduzidos devido ao feriado de Dia da Independência dos Estados Unidos e à expectativa pela divulgação do payroll de junho, na sexta-feira.
O relatório Jolts revelou que as vagas de emprego em aberto nos EUA aumentaram em maio, após quedas nos dois meses anteriores, mas as demissões também cresceram, refletindo uma desaceleração na atividade econômica.
O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou em um painel que os dados econômicos recentes representaram um "progresso significativo", mas destacou que o Fed precisa de mais evidências antes de alterar sua política monetária.
No Brasil, o Ibovespa fechou praticamente estável nesta terça-feira, beneficiado pelo avanço dos mercados em Wall Street e pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, enquanto preocupações com as políticas fiscal e monetária no país continuaram a influenciar negativamente o sentimento dos investidores.
O Ibovespa encerrou com uma variação positiva de 0,06%, a 124.787,08 pontos, após atingir 125.490,73 pontos na máxima do dia e 124.310,24 pontos na mínima. O desempenho foi favorecido especialmente pelo avanço das exportadoras. O volume financeiro totalizou 20 bilhões de reais.
A falta de sinais de medidas efetivas para melhorar as contas públicas, combinada com incertezas sobre o próximo presidente do Banco Central, uma vez que o mandato de Roberto Campos Neto termina no final deste ano, tem mantido os ativos locais sob pressão, com o dólar ultrapassando os 5,70 reais durante a sessão.
A escalada do dólar tem aumentado a defasagem no preço dos combustíveis da Petrobras em relação ao mercado internacional, resultando em perdas econômicas para a estatal e afetando cada vez mais os agentes privados, como refinarias e importadores, cujas operações se tornam inviáveis devido ao preço descolado do resto do mundo.
Nesta terça-feira (2), a diferença nos valores chegou a 19% em comparação com o Preço de Paridade de Importação (PPI), que leva em conta a cotação do petróleo e o câmbio. No caso do diesel, o gap é de 17%. Os dados são da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
Em 2024, o dólar já subiu 16,73%. Nesta terça-feira, fechou a R$ 5,67, com alta de 0,22%, atingindo o maior valor desde 10 de janeiro de 2022. Por outro lado, o preço do petróleo tem oscilado pouco. Nas últimas duas semanas, a cotação do brent permaneceu praticamente estável, entre US$ 83 e US$ 86.