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A segunda-feira foi de perdas generalizadas para as principais bolsas asiáticas, contrastando com os futuros em Wall Street que avançam levemente, à medida que os investidores acompanham os esforços dos EUA e dos seus aliados para evitar uma nova escalada do conflito Israel-Hamas.
As ações de tecnologia lideram as quedas no índice europeu Stoxx 600 depois que a Bloomberg informou que os EUA estão considerando novas restrições para restringir o acesso da China a semicondutores avançados. Os mercados estabilizaram-se ligeiramente após a corrida por refúgios na semana passada, enquanto os investidores aguardam novos desenvolvimentos no Oriente Médio. Os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 permaneceram estáveis. Os rendimentos do Tesouro de 10 anos subiram mais de seis pontos base, depois de terem caído 19 pontos base na semana passada.
Os preços do petróleo operam em leve queda, à medida que as autoridades norte-americanas se apressaram em falar com os países do Oriente Médio – incluindo conversações nos bastidores com o Irã – para conter o conflito. Uma escalada mais acentuada poderia levar Israel a um confronto direto com o Irã, fornecedor de armas e dinheiro ao grupo terrorista Hamas.
Na Ásia, os ventos contrários nos mercados da China seguem avançando. Os EUA devem tomar medidas para reforçar as restrições à tecnologia avançada de chips e continuam as preocupações sobre o setor imobiliário do continente. Os EUA disseram que irão reforçar medidas abrangentes que restringem o acesso da China a semicondutores avançados e equipamentos de fabricação de chips, numa tentativa de impedir que o seu rival geopolítico obtenha uma vantagem militar.
O Banco Popular da China injetou nesta segunda-feira 289 bilhões de yuans (39,6 bilhões de dólares) através de um mecanismo de empréstimo de médio prazo e manteve sua taxa inalterada em 2,5%.
Os investidores também estão atentos aos dados econômicos mais recentes, analisando os comentários dos responsáveis do banco central em busca de pistas sobre as perspectivas políticas. O presidente do Federal Reserve Bank da Filadélfia, Patrick Harker, disse que a desinflação está em andamento e reiterou que é a favor de manter as taxas de juros onde estão, exceto uma mudança acentuada nos dados, apesar de um aumento nas expectativas de inflação dos consumidores dos EUA para o próximo ano no início de outubro.
As principais atualizações sobre o estado da economia global previstas para esta semana incluem números de crescimento chinês, leituras de inflação no Japão, no Reino Unido e na zona euro. Enquanto isso, o presidente do Fed, Jerome Powell, deve falar ainda esta semana, após uma série de leituras de dados mais fortes do que o esperado.
Por aqui, a terceira semana de outubro será marcada pela divulgação de importantes indicadores econômicos no Brasil. Entre os principais destaques, estão os resultados dos setores de serviços e varejo referentes ao mês de agosto. Na terça-feira (17/10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), às 9 horas.Na quarta-feira (18/10), é a vez do IBGE divulgar os dados de agosto referentes ao varejo brasileiro, com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Em julho, as vendas do setor surpreenderam e tiveram crescimento de 0,7%, na comparação com o mês anterior, e de 2,4%, na base anual, acima das expectativas. No acumulado de 12 meses, até julho, a expansão foi de 1,5%.
Ainda no cenário doméstico, os investidores aguardam a divulgação, na quinta-feira (19/10), dos dados do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país.