As ações asiáticas operam em queda, com exceção ao índice Hang Seng em Hong Kong, enquanto os futuros em Nova York operam estáveis, entre perdas em ganhos, depois que os principais índices em Wall Street caíram para o menor nível desde novembro de 2020, depois de uma quinta-feira marcada pelas falas de funcionários do Federal Reserve que seguiram adotando um tom agressivo, somando-se a turbulência no continente europeu.
O S&P 500 caiu 2,9% durante a sessão de quinta-feira, mas reduziu as perdas com o fechamento dos mercados. O declínio acabou anulando a alta registrada na sessão anterior (quarta-feira), que interrompeu uma sequência de seis dias de quedas.
O Nasdaq cedeu ainda mais, caindo quase 4% no intraday, depois que o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que os investidores agora entenderam que não podem escapar de aumentos de juros adicionais nos próximos meses. O índice foi arrastado para baixo pela Apple, que chegou a cair até 6,1% após um raro rebaixamento de analistas do Bank of America, que alertaram sobre a demanda mais fraca dos consumidores por seus dispositivos mais populares.
Na Europa, os rendimentos da dívida do Reino Unido subiram, depois que a defesa realizada pela nova primeira-ministra, Liz Truss, sobre os recentes cortes de impostos, não se mostrou capaz de persuadir os investidores. A inflação alemã superou 10% e o país concordou com limites de energia que poderão aumentar as pressões inflacionárias.
Os investidores estão enfrentando ameaças representadas por movimentos discordantes de bancos centrais nos últimos dias, com autoridades do Fed inflexíveis em mais apertos monetários, o contestado plano de recuperação do Banco da Inglaterra e o trabalho de desvalorização forçada pelos bancos centrais na Ásia.
As preocupações com a recessão econômica persistem, à medida que a lacuna nas duas principais medidas do governo em relação à atividade econômica dos EUA durante o primeiro semestre de 2022 diminuiu. O Comitê de Ciclo de Negócios do National Bureau of Economic Research usa essa métrica e outras variáveis para fazer suas projeções para possíveis cenários recessivos.
Separadamente, a Comissão Europeia anunciou um oitavo pacote de sanções que incluiria um teto de preço para as exportações de petróleo da Rússia, já que a Putin prometeu prosseguir com a anexação das partes da Ucrânia que suas tropas atualmente controlam após votos condenados pela ONU, colocando o Kremlin em uma nova rota de colisão com os EUA e seus aliados (Otan).
Por aqui, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa ao Palácio do Planalto com 50% dos votos válidos, de acordo com nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 29. O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 36%. Eles são seguidos por Ciro Gomes (PDT), com 6%, e Simone Tebet (MDB), com 5%.
Soraya Thronicke (União Brasil) aparece com 1%. Os demais candidatos não pontuaram.
O cenário é de estabilidade entre os principais nomes na disputa eleitoral. Tanto Lula como Bolsonaro mantiveram o mesmo número de intenção de voto em comparação ao levantamento anterior, do dia 22 de setembro.
Um diferencial significativo na atual pesquisa é que aumentou a quantidade de brasileiros que afirmam ter decidido em quem irão votar. 85% deles dizem que já definiram o seu candidato. O número surge quatro pontos acima em relação aos 81% da semana passada. Eleitores de Lula são os numericamente mais decididos (91%). Atrás estão os brasileiros que votarão em Bolsonaro (89%), Ciro (54%) e Tebet (62%).
Para os 15% dos entrevistados que ainda podem mudar de voto, Lula é o que aparece como a preferência caso ocorra uma migração de candidato. O petista é citado como a segunda opção por 21% dos brasileiros. Neste segmento, Ciro ocupa a segunda posição, com 19%, e é seguido por Bolsonaro, que tem 17%, e por Tebet, com 14%.
A candidatura petista investe os últimos esforços da campanha para tentar atrair o voto útil de eleitores da chamada terceira via par