As ações asiáticas tiveram um dia de recuperação, com a China liderando os ganhos, enquanto os futuros em Wall Street operam em alta firme, próximos a 1,5%, mesmo com os mercados globais ainda tensos, com os investidores se preparando para um risco ampliado de recessão global.
Os títulos da dívida permanecem sob pressão na Europa e na Ásia à medida que a pior liquidação em décadas se intensificou, enquanto o rendimento de referência do Tesouro americano de 10 anos se manteve próximo do nível mais alto desde 2010.
A libra subiu cerca de 1%, após a queda que levou uma das moedas mais fortes do mundo a operar em uma baixa recorde na segunda-feira. Os investidores permanecem cautelosos com o risco de que a moeda possa ceder ainda mais em relação ao dólar, depois que o Banco da Inglaterra indicou que pode não agir antes de novembro para conter a recente desvalorização.
A volatilidade entre os mercados também se refletiu no risco de oscilações futuras de preços, que atingiu o maior nível desde o início da pandemia, conforme mostrado por um índice do Bank of America.
O indicador do dólar recuou de uma alta recorde na segunda-feira, quando autoridades do Federal Reserve repetiram comentários agressivos sobre a política monetária. As moedas asiáticas, incluindo o iene e o yuan, se fortaleceram ligeiramente, mantendo-se em níveis que causaram preocupação às autoridades do Japão e da China.
A turbulência nos mercados mostra poucos sinais de afastar as autoridades do Fed de sua recente retórica agressiva. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, e sua colega de Cleveland, Loretta Mester, disseram que é necessário um aperto adicional para conter uma inflação insistentemente alta e o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, também disse que o banco central ainda tem um longo caminho a percorrer para controlar a inflação.
Por aqui, a cinco dias das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança com 48% das intenções de voto ante 31% do presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa para o Palácio do Planalto, segundo a nova pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira, 26. De acordo com o levantamento, o petista tem 52% dos votos válidos, com possibilidade de vencer o pleito no primeiro turno.
Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) aparecem em seguida com 6% e 5%, respectivamente. Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe d’Avila (Novo) têm 1%. Vera Lúcia (PSTU), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Sofia Manzano (PCB), Eymael (DC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 4%, e 4% não sabem ou não responderam.
Lula oscilou positivamente um ponto enquanto Bolsonaro manteve o mesmo número em comparação com o último levantamento, do dia 19 de setembro. O cenário num eventual segundo turno continua igual: o petista tem 54%, e o candidato à reeleição, 35%.
Lula teve o melhor índice em comparação com as últimas pesquisas (51%) entre o eleitorado feminino, um dos mais procurados pelas campanhas nesta eleição. O petista oscilou um ponto para cima e tem 25 pontos porcentuais acima de Bolsonaro, que tem 26%, oscilação negativa de um ponto.
O ex-presidente também apresentou o melhor número entre os eleitores que recebem mais de 1 até 2 salários mínimos. 53% dos eleitores dizem que irão votar em Lula no primeiro turno, oscilação positiva de dois pontos porcentuais. Desde o dia 15 de agosto (quando tinha 44%), os números de Lula apenas sobem no segmento. O chefe do Executivo tem 29% e oscilou dois pontos para cima ante a pesquisa anterior.
O cenário entre quem recebe benefícios do governo federal se mantém estável. O petista está com os mesmos 55% das intenções de voto — mesmo número das últimas duas pesquisas — ante 26% de Bolsonaro, que oscilou um ponto para cima.
Lula oscilou positivamente dois pontos porcentuais na Região Sudeste, que concentra a maior porção do eleitorado brasileiro, e lidera com 45%, ante 33% de Bolsonaro, que oscilou um ponto para cima.
Bolsonaro segue como o candidato mais rejeitado entre os bra