MULHERES DE 50

MULHERES DE 50

By Maria Tereza GomesScienceSocial Sciences
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MULHERES DE 50 episodes

  • T3:E2 - "O chão sumiu da minha frente"

    A catarinense Ivone Dzyekanski de Paula é casada, tem 62 anos, dois filhos. No momento em que se preparava para reduzir o ritmo de trabalho, descobriu um câncer de mama, o tipo mais diagnosticado e que mais mata mulheres.  Ataca principalmente a partir dos 50, mas é mais agressivo nas mais jovens. No caso da Ivone, em dezembro ela tinha um nódulo comum; em maio, um tumor tão grande que não dava mais para operar. Foi direto para a quimioterapia.  A mastectomia radical foi traumatizante: "Quando ia tomar banho, evitava olhar no espelho". Nessa conversa sincera e emocionante, Ivone compartilha sua experiência e conta que agora, depois da cirurgia da reconstrução, consegue tirar a roupa na frente do marido. 

    Neste episódio, o filme que marcou a nossa vida é  “Já estou com saudades” (2015), dirigido por Catherine Hardwicke, com Toni Collette e Drew Barrymore. Conta a história de duas melhores amigas. Enquanto uma se casou, teve dois filhos e construiu uma carreira de sucesso, a outra decidiu levar uma vida pacata ao lado do marido. O filme retrata o momento em que uma engravida e a outra descobre um câncer de mama. As duas notícias abalam a amizade. Ouça a Ivone e veja o filme. 


    39 min
  • T3:E1 - O que sonha a atual mulher de 20?

    Quando tínhamos nossos 20 e poucos anos, queríamos terminar  a faculdade para começar a trabalhar. Como a grana era curta, a prioridade era ganhar dinheiro, mas algumas de nós sonhávamos em encontrar o homem certo, quem sabe casar com véu e grinalda.  Olhando para trás, conquistamos muito, aprendemos muito, erramos uma enormidade.  E ficamos curiosas: o que pensa as jovens de 20 hoje? Por isso, abrindo a terceira temporada do nosso podcast, convidamos para a roda a Gabriela Coimbra Pontes,  23, bióloga e empreendedora em Brasília.  A conversa foi tão boa que decidimos adotá-la como sobrinha. Ouça e descubra como faremos isso. 

    O conflito de gerações é o tema do filme que marcou a nossa vida: Laços de Ternura, com Shirley MacLaine (ganhou o Oscar pelo papel), Debra Winger e Jack Nicholson (Oscar de ator coadjuvante). A história é um novelão delicioso sobre o relacionamento de mãe e filha, de marido e mulher e como tudo isso se complica quando uma doença grave aparece. Aliás, Laços de Ternura ganhou o Oscar de melhor filme em 1984. 

      E ainda tem dicas maduras da semana. Não perca. 

    39 min
  • T2:E10 - Games: perguntas idiotas feitas para um jovem de 15 anos

    Para você, pode ser simples, mas para a maioria de nós, mulheres de 50, os games continuam um mistério inacessível. Por isso convidamos o Enzo Grigio, 15 anos, filho da Lúcia, para nos explicar o básico sobre essa paixão contemporânea. Qual a diferença entre Play Station e X-Box? Que fim levou o Atari? O que tem no Minecraft para quase 200 milhões o jogaram desde o lançamento em 2009? Enfim, como você pode ver, sem vergonha de fazer perguntas idiotas. Aprendemos bastante e, agora, já temos uma ideia por onde começar. Obrigada Enzo pela gentileza e paciência. 

    Para manter o clima dos games, nos filmes que marcaram a nossa vida, lembramos "Jogos de Guerra”, com Matthew Broderick e Ally Sheedy, que interpretam dois adolescentes que, sem saber, iniciam uma simulação de guerra nuclear, invadindo o computador principal de um grande desenvolvedor de jogos. O filme deu origem ao game. 


    38 min
  • T2:E9 - Estamos com a bola toda? Ainda não.

    Não faz muito tempo, mulheres eram proibidas de jogar futebol.  O decreto federal emitido pela ditadura só foi derrubado em 1979. Em pouco mais de 40 anos, nos tornamos uma potência global nos gramados. Marta, seis vezes melhor do mundo não nos deixa negar. No entanto, ainda há muito a ser conquistado. Um dos desafios continua sendo a remuneração: Marta ganha € 340 mil por ano no Orlando Pride, enquanto Neymar (nenhuma vez no topo da lista) recebe 267 vezes.  Para falar sobre mulheres no futebol, convidamos um craque dos gramados juvenis: José Guilherme Scotti Alves, 16 anos, filho da Mel. O Gui joga e entende do assunto. - e nos deu uma aula sobre o que está acontecendo no mundo da bola. 

    Claro, o Gui também é corintiano, como nós quatro. Afinal, nascemos de uma mãe fanática, que nos criou ouvindo e assistindo futebol.  Nosso pai torcia para o Santos de Pelé, mas não pôde fazer nada a respeito.  Por falar em Corinthians, o time é o atual campeão do campeonato paulista de futebol feminino.

    Na serie "Filmes que marcaram a nossa vida", lembramos de "Somos Marsahl”, que não é sobre soccer, mas sobre futebol americano. Conta a história de uma cidade que precisa se reerguer após a porte de 75 membros do time num acidente de avião.  Quem ajuda nessa travessia é o técnico Jack Lengyel, interpretado por Matthew McConaughey. No final, é uma história sobre superação coletiva que vale a pena ser vista. 

    38 min
  • T2:E8 - Um minuto de silêncio, por favor!

    O alerta nos foi feito pela Sandra, a caçula aqui do quarteto, que está cumprindo rigorosamente a quarentena: “Cada dia as pessoas ficam menos em silêncio, seja pelo movimento da cidade, seja pelo desejo de sempre ter algum som a sua volta. Nesta quarentena, muitas se espantaram ao ouvir nada, apenas o silêncio ou apenas os sons dos pássaros”. Por isso, neste episódio falamos sobre silêncio - ou a ausência dele. Vivemos num mundo em que o barulho é o normal: os carros, as sirenes, britadeiras, buzinas, celulares... Mas não é só isso: há uma valorização excessiva do falar. Como alguém disse: existe curso de oratória, mas não existe curso de escutatória. Se você conhece alguém que não para de falar, aale a pena lembrar o que escreveu Millôr Fernandes (Veja, janeiro de 1975): "As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades."

    Para falar sobre silêncio, o convidado deste episódio é nosso amigo-irmão Roberto Júnior Monteiro, que é jornalista em Curitiba, com quem dividimos apartamento na juventude. Praticante de yoga, ele confessa que não consegue meditar, a mente divaga sempre. Na conversa, ele mostra que continua usando a habilidade de ouvir, que sempre foi uma de suas melhores qualidades.  

    E, na série "filmes que marcaram a nossa vida", recordamos de Os Filhos do Silêncio” (1986) com William Hurt. Ele é um professor de linguagem de sinais recém-contratado em uma escola para surdos, onde conhece Sarah Norman, uma antiga aluna da escola. À medida que se aproxima para tentar ajudá-la, James se apaixona por ela. Marlee Matlin ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel. 

    39 min
  • T2:E7 - A fé que nos move
    Neste episódio, falamos sobre espiritualidade.  Que é diferente (mas não excludente) de religião. É possível ser uma pessoa espiritualizada sem frequentar uma instituição religiosa. O inverso também é verdadeiro: há muitas carolas que ... você sabe. O filósofo Mario Sergio Cortella já disse que "a espiritualidade ou religiosidade é uma das maneiras de dar sentido à vida. A religiosidade, não necessariamente a religião. Religiosidade que se manifesta como convivência, fraternidade, partilha, agradecimento, homenagem a uma vida que explode de beleza".
    O nosso pai frequentava a igreja católica; nossa mãe, aderiu mais no final da vida, mas era católica, ouvia missas no rádio.. Nós crescemos como católicas apostólicas romanas, sem nunca sermos frequentadoras da igreja. Para Cortella, quem se diz “católico, mas não praticante” tem mais religiosidade que religião. É assim que nos sentimos. 
    Sobre esse tema, tivemos uma ótima conversa com a gaúcha de Passo Fundo Valesca Poma Freitas, moradora de Jundiaí, interior de SP, mãe do Moisés e do Mateus. A Valesca é uma rara professora de física e química em cursos de engenharia - e segue a doutrina espírita. Aprendemos muito com ela - e tenho certeza que você também vai.
    Para combinar com o tema, o filme que marcou a nossa vida não podia ser outro: Sexto sentido (1999),  drama e suspense, escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, com Bruce Willis, que eternizou a frase "I see dead people".
    39 min
  • T2:E6 - Mãe em tempo integral: a experiência de quem optou
    O movimente tem até nome: "Mães opt-out". E já atinge 10% das mulheres com formação universitária. Elas têm marido que trabalha e afirmam que  optaram cuidar da família. Com a pandemia este número deve crescer: 14% das profissionais americanas estão considerando pedir demissão para ficar em casa. 
    Para entender como é a rotina de uma mãe opt-out, fomos conversar com a Nara Gracieli, 39 anos, mão do Miguel e da Manoela, casada com o Paulo, nosso irmão caçula. Formada em Zootecnia, a Nara é uma mãe opt-out há 15 anos. Ela fala sobre os preconceitos da sociedade, os desafios de arrumar tempo para si e o apoio fundamental do marido. Para quem está pensando em seguir pelo mesmo caminho, ela aconselha: "Avalie como foi sua vida na quarentena: se foi estressante, não serve para você".
    E já que o assunto foi mães, o filme que marcou a nossa vida é "Lado a Lado" (1998), do diretor Chris Columbus, com Julia Roberts, Susan Sarandon (sua personagem faz uma mãe em tempo integral) e Ed Harris. Uma excelente reflexão sobre família.
    39 min
  • T2:E5 - Vinho: amor eterno das mulheres
    Na antiguidade, as mulheres eram proibidas de beber vinho porque se acreditava que a bebida dificultaria a procriação e facilitaria o adultério. Bom, deve haver algum fundo de verdade na segunda afirmativa. Atualmente, liberadas dos preconceitos, em muitos lugares já rivalizamos com os homens na quantidade consumida.  Pudera: vinho faz bem para a saúde, atenua os efeitos da menopausa, nos deixa alegres e, ainda melhor, é uma boa desculpa para reunir a família e os amigos. Para nos ensinar um pouco sobre o tema (afinal, nós só gostamos de beber), o nosso convidado desta semana é o jornalista Geraldo Magella, que nos dá dicas incríveis de como apreciar a bebida dos deuses. Falamos de uvas, harmonização e viagens enogastronômicas. E a Sandra revela a melhor hora do dia para beber espumante. Ouça e descubra. 
    E, para completar, na sessão "filmes que marcaram a nossa vida", relembramos "Um bom ano", de Ridley Scotti. O personagem de Russel Crowe herda uma vinícola na França, mas não sabe muito bem se quer substituir Londres pela vida no campo. Você já deve imaginar o final, certo?  Vale a pena. É um bom divertimento e faz a gente sonhar.
    42 min
  • T2:E4 - Gastar agora ou poupar para amanhã?

    Ao chegar aos 50, um dilema nos assola: vale a pena deixar de viver o hoje para pensar num futuro incerto? Vamos desfrutar o momento ou cuidar do amanhã? Queremos menos antes ou mais depois? A resposta depende de cada uma, mas uma coisa é certa: temos cada vez mais passado e menos futuro. Nos parece fazer cada ver mais sentido a frase de James Dean, que morreu aos 27:  “Sonhe como se fosse viver para sempre; viva como se fosse morrer amanhã”.

    Seja qual for a sua escolha, nessa equação não pode faltar dinheiro. Por isso, quanto antes você começar a poupar, melhor. Para ajudar na conversa, convidamos um super-especialista em previdência, o advogado Zeno Simm, de Curitiba. Zeno, que é membro da Academia Brasileira de Seguridade Social, recomenda que, mesmo com as mudanças na lei da previdência social, se comece a pagar o INSS cedo, ainda jovem. É uma poupança para o futuro. 

    Esse assunto nos fez lembrar do filme "Antes de Partir" (2007), com Jack Nicholson e Morgan Freeman, cujos personagens estão à beira da morte e decidem viajar o mundo para fazer o que sempre sonharam, mas não tinham realizado. A viagem dos dois é uma lição de vida. Se você ainda não viu, veja e depois decida: vai poupar ou gastar?

    48 min
  • T2:E3 - Receitas para compartilhar afeto

    Lá em casa, enquanto nossa mãe estava viva, a cozinha sempre foi o centro dos acontecimentos. Tímida e de poucas palavras, mas uma cozinheira talentosa, especialmente para os assados e as massas, era com sua mesa farta - pelo menos três tipos de carne aos domingos - que a dona Olinda demonstrava seu afeto aos seis filhos e, depois, aos netos.  Crescemos assim, sem perceber como aqueles momentos eram especiais. Neste episódio do podcast, eu, Lucia, Mel e Sandra conversamos sobre essas memórias afetivas trazidas pela comida e muito mais. Nosso convidado é um jovem jornalista de 32 anos, morador de Brasília: Arthur Scotti, nosso sobrinho, filho do nosso irmão mais velho. Tuca, como o chamamos, aprendeu a cozinhar quando foi morar sozinho - e nunca mais parou. Faz a comida do dia a dia, mas também linguiça caseira. Aliás, tem receita dele lá no nosso instagram: um delicioso Tagliatelle ao Ragu.  Outra receita foi dada pela Mel: macarrão caseiro muito fácil de fazer. 

    Para complementar, veja nossa seleção de filmes sobre gastronomia. 

    47 min

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