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Poucas de nós podem dormir tranquilas sem que essa preocupação ameace o sono. O pior é que pesquisa da consultoria Mercer mostra, em média, vivemos entre oito e 20 anos a mais que nosso dinheiro. Quando isso acontece, temos poucas alternativas: viver de favor, continuar trabalhando ou ir para a sarjeta. Não queremos isso, certo? A saída é se preparar o quanto antes. A recomendação é de Viviane Bellini, gerente de Longevidade e Desacumulação da Brasilprev, 42 anos. Nós quatro tivemos uma conversa que interessa a mulheres de qualquer idade sobre previdência privada, a hora certa de começar a guardar e - muito importante - a hora certa de começar a gastar o montante acumulado. Aprendemos, por exemplo, as diferenças entre os fundos de investimentos normais e os planos de previdência.
Nos primeiros dez episódios, éramos só as quatro falando da nossa vida, nossos pais, nossas esperanças, medos e lembranças. Na segunda temporada, vieram pessoas da família para nos ensinar sobre vinho, aposentadoria, games, futebol e muito mais. Isso nos deu segurança para, na terceira temporada, ampliar a roda e colocar na conversa os amigos, que vieram contar experiências sobre vários assuntos, mas com uma tendência a incluir viagem na conversa: falamos de viagens pelo mundo, de viagens de moto, de viagens para aprender uma língua, de viagem para correr maratona. E quando veio a quarta temporada, com foco em saúde e beleza, foi a hora de chamar os especialistas para nos ensinar sobre alimentação consciente, que menos é mais quando se trata de cirurgia plástica, que os projetos são os motores que nos mantêm vivas, que devemos beber leite para previnir a osteoporose e que não há idade para entrar numa passarela vestindo apenas lingerie. Neste ano tão diferente, nós quatro terminamos a temporada como começamos: numa conversa agradável de quatro irmãs que moram longe uma da outra, mas que há muito tempo não ficavam tão próximas. A regularidade das gravações nos forçou a estarmos juntas, as quatro, pelo menos uma vez por semana, na mesma chamada do Zoom. O saldo após 40 semanas não poderia ser melhor. Ouça e nos diga o que achou. Espero que você goste deste último episódio de 2020. Planejamos voltar em 2021. Feliz Natal.
Pode dar um Google no nome: Helena Schargel. Talvez você se surpreenda com as fotos incomuns desta senhora de 80 anos (quase 81) em trajes íntimos. Ela é a garota propaganda de uma linha de lingeries (pela empresa Recco, de Maringá) e outra de roupas de ginástica (Alto Giro, também de Maringá) que levam o seu nome. Tudo começou quando a estilista, já aposentada, descobriu que as mulheres com mais de 60 anos são ignoradas pela indústria de roupas. Além de criar, ela ela se propôs a fazer as fotos e protagonizar os desfiles. Graças a isso, descobriu uma nova missão na vida: encorajar mulheres a saírem da invisibilidade. Para contar os detalhes dessa história incrível, o podcast recebeu a própria Helena Schargel. Entre outras coisas, ela nos emocionar ao relembrar sua estreia como modelo num desfile para representantes de vendas. Ouça, se inspire e compartilhe.
Para combinar com a história da Helena, o filme que marcou a nossa vida deste episódio é “Garotas do calendário” (2004). Inglês, o filme conta a história de um grupo de mulheres interioranas que decide levantar fundos para o hospital local de uma forma inusitada: cada uma vai ilustrar um mês no calendário. Detalhe: nas fotos, elas estarão completamente nuas. Com a incrível Helen Mirren no elenco.
Neste episódio, abordamos um dilema que acomete todas as mulheres que entram na menopausa: tomar ou não tomar hormônios? Para esclarecer nossas dúvidas, convidamos a médica endocrinologista Dolores Pardini, de São Paulo, que é diretora do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Ela não tem dúvidas: recomenda hormônios para todas as mulheres que não têm contra-indicação identificada. Não apenas para aplacar os insuportáveis calorões, mas para prevenir a perda óssea, que leva à osteoporose, o ressecamento vaginal e para reverter as mudanças de humor. É uma questão de saúde e de qualidade de vida.
A dra. Dolores também fala do "chip da beleza", como é chamado o implante hormonal que se popularizou no mercado. Não deixe de ouvir.
E, no filme que marcou a nossa vida, falamos de “Conduzindo miss Daisy” (1989), com Jessica Tandy ,que interpreta uma professora de 72 anos, judia, viúva e aposentada, cujo filho contrata um motorista afro-americano. O filme ganhou vários Oscar (melhor filme, de melhor atriz, roteiro adaptado e maquiagem) e é de uma beleza e sensibilidades incomuns.
É inevitável. Com a idade, especialmente por causa da menopausa, nosso metabolismo funciona mais devagar. Com isso, ocorre redução da massa muscular e aumento da gordura corporal. Ou seja, é mais fácil engordar e mais difícil emagrecer. Só há duas soluções: comer menos e gastar mais calorias. Quem diz isso é a professora Carla Enes, professora da Faculdade de Nutrição da PUC Campinas, que tem PhD pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Carla, que tem ressalvas contra dietas restritivas, diz que podemos comer o que gostamos, mas precisamos de disciplina para reduzir as quantidades em relação ao que comíamos quando éramos mais jovens. Nessa entrevista ao podcast Mulheres de 50, Carla fala sobre o que comer no churrasco, o papel dos carboidratos e sobre os males dos alimentos ultraprocessados. Não perca. É uma conversa importante para toda a família.
No filme que marcou a nossa vida, trouxemos para a conversa Fome de Poder, que conta a história do homem que transformou uma lanchonete na Califórnia no McDonald's, a maior rede de lanchonetes do mundo. O filme está aqui menos porque gostamos dele e mais porque nos deu uma chance de ouvir a opinião da professora Carla sobre fast food. Não perca.
A pele madura, com mais de 50 anos, possui rugas e flacidez cada vez mais evidentes. Daí vem o desejo de camuflar as imperfeições. O problema é que, muitas vezes, o excesso de produto (ou o produto errado) pode deixar os sinais do tempo ainda mais aparentes. O que era para ser um look atraente, muitas vezes acaba parecendo uma máscara. Para entender o que usar e como usar, conversamos com o maquiador paranaense André Cezar, 32. André ganhou o Prêmio Avon 2018/2019 de maquiagem na categoria “maquiador revendedor” e, em 2014, foi um dos quatro finalistas do reality show Desafio da Beleza do canal GN. Ele se define como um “beauty artist”, um artista da beleza. Ouça e descubra por quê.
E no filme que marcou a nossa vida, relembramos Edward mãos de tesoura (1990), uma linda, sensível e inspiradora obra de arte do Tim Burton, com atuação magnifica do Johnny Depp. Se você ainda não vai, vale a pena.
"Aquele que sobreviver, terá as marcas do tempo". A frase é do cirurgião plástico Aristóteles Bersou Junior, 74, de São Paulo, entrevistado neste episódio do Mulheres de 50. A mudança hormonal provocada pela menopausa altera o cabelo (fica mais fino, quebra e cai) e o rosto ( os lóbulos das orelhas aumentam, a ponta do nariz começa a descer, a gengiva se retrai). O desejo sexual vai embora e, muitas vezes, leva junto o marido.
Como resultado, não nos reconhecemos no espelho, a autoestima despenca, nos abandonamos. Lidar com essa fase não é fácil e muitas de nós vai precisar de ajuda para recuperar o amor próprio. É preciso tomar cuidado, porém, com os exageros. "O físico de todos nós vai envelhecer. O que importa é manter a mente saudável", diz o médico. Ouça seus conselhos e decida: chegou a hora de fazer plástica?
No filme que marcou a nossa vida desta semana, lembramos O Diabo veste Prada (2006), com Meryl Streep e Anne Hathaway . O filme se passa no mundo da moda e da beleza e tem uma pontinha da brasileira Gisele Bündchen. Meryl Streep foi indicada ao Oscar de melhor atriz pelo papel de Miranda Priestly, uma poderosa editora de revista de moda. Vale a pena ver e rever.
A carioca Vera Lorenzo, 56, é uma especialista em estabelecer projetos - e realizá-los. Antes dos 50, definiu e completou 50 desafios - tudo documentado num blog, num livro e em entrevistas para televisão. Agora, está envolvida na realização de 60 metas antes dos 60. Os projetos mantém Vera viva, ativa, cheia de energia. Segundo ela, são dois os segredos para não desanimar no meio do caminho. O primeiro é escrever o projeto. O segundo, é compartilhá-los com outras pessoas, conseguir cúmplices dos seus projetos. No caso da Vera, sua lista com coisas do tipo voar de asa delta, saltar de paraquedas, aparecer num programa de televisão, era compartilhada pelo blog.
Resumindo: projetos são fundamentais para manter a saúde mental e aspirar a longevidade. Comece hoje a escrever a sua lista.
No filme que marcou a nossa vida desta semana, falamos do "Diário de Bridget Jones" (2001), que tem como pano de fundo um projeto que Bridget decide fazer numa virada de ano: registrar em um diário suas tentativas de melhorar de vida. Baseado no livro de Helen Fielding, é uma delícia ver a personagem, que é uma mulher comum, lutando contra a idade, o peso, o trabalho, a ausência de namorados e suas muitas imperfeições. Como todas nós.
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