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Neste primeiro episódio da sexta temporada de "Mulheres de 50" reencontramos uma grande amiga: Lucemary Peres, 56. O tema da conversa; amizade. A Lucemary é uma exímia cultivadora de amigos e amigas. Mãe da Paula, da Maya e do Matheus, ela faz amigos por onde quer que vá. Tem muitos amigos, em todos os lugares onde morou, desde a infância; tem amigos do trabalho; tem amigos que são filhos dos amigos; tem amigos que são amigos de seus filhos. “Eu preciso dos amigos”, ela nos diz. No Facebook, ela declara: “Amo Clarice (Lispector). Por vezes, me encontro total e absolutamente em suas palavras.” E cita a escritora: “Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos [...].”
Se você tem dúvidas se deve ou não cultivar amizades para viver bem esta segunda parte da vida, atenção ao que os pesquisadores Corey Keyes e Carol Ryff descobriram. Para eles, há seis fatores para a felicidade durante a meia-idade: autoaceitação, relacionamentos de qualidade, autonomia para tomar decisões, estar num ambiente que atenda às suas necessidades, ter um propósito e investir no crescimento pessoal. Viu "relacionamentos de qualidade" ali? Pois é.
Marcia Reis é pedagoga em Resende, RJ, tem duas filhas e trabalhou em empresas privadas até se aposentar, aos 51. Com o tempo, foi perdendo o sentido da vida. Vieram a depressão, os remédios, os pensamentos ruins. Até que ela decidiu se curar de uma maneira que poucas de nós teria a coragem e a ousadia de fazer: mochilando. Desde 2018, tem percorrido o Brasil de norte a sul gastando o mínimo possível. Há algum tempo, Márcia descobriu o aplicativo WorldPackers, que conecta viajantes a anfitriões que querem trocar trabalho voluntário por hospedagem, alimentação e outros benefícios. Em seu perfil no Instagram @coroamochileira relata suas viagens e dá dicas para outros viajantes. Neste episódio do podcast Mulheres de 50, ela mostra que não é apenas uma inspiração para todas nós. É também uma mulher alegre, cheia de vida, com quem queremos ficar conversando a noite toda.
Você sabia que pessoas com mais de 60 anos podem se inscrever em centenas de disciplinas na USP para estudar junto com os alunos regulares de graduação e pós-graduação? A cada semestre, os mais diferentes cursos regulares da universidade abrem vagas específicas para alunos com mais de 60. Para saber mais sobre esse projeto, entrevistamos Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP. Formada pela Faculdade Odontologia da USP em Bauru, onde é professora desde 2009, Cidinha, como é mais conhecida, diz que há apenas duas exigências aos alunos: ter mais de 60 anos e vontade de aprender. O programa atua em três frentes: aulas nos cursos regulares (comunicação, Ciências Políticas, Enfermagem etc.), atividades complementares na forma de palestras, cursos e excursões e, quando a situação permitia, atividades físicas e esportivas.
Para participar, basta se inscrever. Com a pandemia e as aulas digitais, você não precisa estar em São Paulo ou nos outros campi (Bauru, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, Lorena e São Carlos). Pode estudar de onde estiver. Saiba mais no site prceu.usp.br/usp60/.
A história é cruel: em 120 anos de Nobel, 622 pessoas receberam os prêmios de ciências (fisiologia ou medicina, física e química). Apenas 22 eram mulheres. Há um movimento global para mudar esses números - e ele começa incentivando as meninas a gostarem de ciências. Esse foi o tema da nossa conversa com Elysandra Figueredo Cypriano, formada em astronomia, com ênfase em astrofísica estelar. Elysandra é professora no departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e, há dois anos, foi a idealizadora do projeto AstroMinas, voltado a facilitar o acesso de jovens alunas à universidade. O AstroMinas, basicamente, aproxima jovens de todo o país de cientistas da ativa, para que troquem experiências. Para as mães, tias, avós interessadas em criar nas meninas a paixão pelas ciências, Elysandra recomenda: deixe que elas convivam com a natureza, que observem as formigas e as estrelas. Foi assim que nossa entrevistada, filha de mãe solteira, que cresceu em situação de vulnerabilidade, sonhou em ser astrônoma. Outra dica: baixe para elas o aplicativo Stellarium, que reproduz um planetário no celular.
Rosaly Lopes, carioca, 64 anos, é astrônoma, geóloga planetária e vulcanóloga. Desde 1991, é cientista na Nasa, no renomado Jet Propulsion Laboratory (JPL), em Pasadena, na Califórnia. Seu nome está Guinnes Book de 2006 (edição em inglês) como a pessoa que encontrou o maior número de vulcões do universo: foram 71, todos ativos, na lua vulcânica de Io. Atualmente, ela lidera um time de pesquisadores e estudantes de pós-doutorado de diversos países, que estudam vida em outros planetas.
Rosaly estuda os fenômenos do universo, mas também se interessa pelo que acontece no Planeta Terra. Ela é uma grande especialista em vulcões e um de seus nove livros, o único em português, é "Turismo de Aventura em Vulcões". É dedicado a quem deseja conhecer vulcões pelo mundo. Nesta conversa com o podcast Mulheres de 50, diretamente de sua casa na Califórnia, com uma diferença de quatro horas no fuso horário, Rosaly conta como é sua rotina e quando pensa em parar de trabalhar.
Quando era menina, ela se achava a mais feia dentre as seis irmãs. Agora, aos 60, Edna Vasselo Goldoni foi contratada por uma agência de modelos. O contrato é de dois anos. Edna anunciou a novidade em seu perfil do Facebook e recebeu 430 comentários. A maioria deles ressaltando seu exemplo de superação, sua beleza e desejando sucesso. Nesta entrevista ao podcast Mulheres de 50, ela conta como superou a baixa autoestima, se tornou uma empreendedora de sucesso e hoje se dedica a projetos para reduzir as desigualdades de gênero. Em 2020, ela criou um programa de Mentoria Colaborativa que já formou cinco turmas, ajudando centenas de mulheres a atravessar a pandemia com apoio de profissionais experientes. "Lutei muito para chegar ao meus 60 anos realizada com minhas conquistas pessoais , profissionais e agora sociais", diz ela. Ouça e também se apaixone.
A ciência já mostrou que nós, mulheres, falamos muito. Emitimos três vez mais palavras durante um dia do que os homens. É fato, precisamos lidar com isso. Como? Ouça a entrevista que fizemos com Rachel Polito, 44 anos, diretora do Curso Expressão Verbal Reinaldo Polito, escritora especialista em comunicação verbal. Ela analisa nossos defeitos e também nossas qualidades, que são muitas. E dá dicas de como podemos combater duas manias masculinas que atrasam a nossa vida: a de nos tratar como burras e a de não nos deixar falar. Se quiser conhecer mais a Rachel, tem livro novo dela à venda, este escrito com a radialista Fabi Saad: “Mais do que Mulher Maravilha… Mulher real” . O livro é parte da série "Mulheres Fora de Série", que as duas coordenam.
Sabe aquela sensação de que a roupa para a praia não combina mais com o nosso corpo? Pois é, não é só você que passa por isso - e foi esse sentimento de que os biquinis e maiôs disponíveis nas lojas são inadequados para o corpo da mulher acima de 45 anos que fez as irmãs Luciana e Marina Moraes criaram a Agapanto, marca que se define como a moda praia elegante e confortável. Nós tivemos uma conversa deliciosa sobre a grife, a tirania do corpo perfeito e a vida de empreendedora com a Marina, uma jornalista de texto impecável que agora está empreendendo junto com a irmã. Tenho certeza que você vai se divertir e virar fã.
Neste episódio, conversamos com uma das maiores especialistas do país em carreiras: Vicky Bloch, que fará 70 anos em 2021. Ela é mentora de presidentes de empresas, mas também fala dos problemas de todos nós em seus comentários na rádio BandNews FM. Durante o podcast, ela nos ajuda a entender sobre as competências que fazem diferença no mundo de hoje, como promover mudanças de carreira e a necessária busca de trabalho em vez de emprego. Você verá que é uma conversa otimista sobre o futuro.
Neste episódio, entrevistamos a psicóloga Monica Vianna, doutora em Psicologia Clínica pela PUC-Rio, autora dos livros "Da geladeira ao divã: psicanálise da compulsão alimentar" e "Do bisturi ao divã: cirurgia bariátrica, compulsão alimentar e psicanálise". O assunto é sério e tornou-se mais comum com a pandemia. A dra. Monica explica as diferenças entre anorexia nervosa, bulimia nervosa e compulsão alimentar. Todas são doenças graves. Nossa convidada faz um alerta: o mesmo ambiente que promove a obesidade é o que condena os que sucumbem ao excesso de pessoa. Isso traz sofrimento psíquico e têm impacto na construção da identidade de homens e mulheres de todas as idades. Quando acometem adolescentes, a família é fundamental para identificar e tratar a doença. Ouça e saiba identificar os sintomas.
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