MULHERES DE 50

MULHERES DE 50

By Maria Tereza GomesScienceSocial Sciences
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MULHERES DE 50 episodes

  • T13: EPS 01 - Viuvez feminina | Precisamos romper o tabu

    É fato: a viuvez ocorre mais para as mulheres, pois elas vivem mais que os homens. Dados do IBGE mostram que quatro em cada dez mulheres de 60 anos ou mais são viúvas. Se a viuvez é uma grande perda para todas, por que temos tanta dificuldade para falar sobre o assunto? Para a psicóloga Denise Miranda, 53 anos, do Instituto do Casal, "nós precisamos nos preparar para esse momento; falar com nossos parceiros ele quer que seja o enterro; perguntar como estão as finanças?" Enfim, precisamos tratar de assuntos práticos hoje, os dois juntos, cada um expondo sua visão. Além de nos orientar sobre essa difícil conversa, Denise também dá conselhos para superar a tristeza que certamente virá.

    59 min
  • T 12 : EPS 08 - RELACIONAMENTOS: SOLIDÃO ACELERA ENVELHECIMENTO

    Anota aí: pessoas com uma saúde mental vulnerável - entre elas estão os solitários - têm um ritmo de envelhecimento mais rápido do que os fumantes. Ou seja, além de doenças como derrame, doenças hepáticas e pulmonares, o envelhecimento também é mais acelerado pelos fatores psicológicos. É o que mostra uma pesquisa publicada na revista Aging-US, que estimou em 1,65 anos o aumento na idade biológica (depende da genética, de escolhas da vida e do ambiente, diferente da cronológica marcada pela idade). Para entender o que é solidão e como evitá-la, entrevistamos a psicóloga Iaci Muniz, 60 anos, que começa avisando: nem toda pessoa sozinha se sente solitária; nem toda pessoa acompanhada não se sente sozinha. A solidão tem a ver com o sentimento de não-pertencimento, baixa autoestima, tristeza, irritabilidade, desesperança, pessimismo e sentimento de inutilidade. O que fazer diante da solidão? Iaci recomenda que a pessoa comece estabelecendo pequenas metas com prazos e indicadores de sucesso. Por exemplo: definir que vai ligar para três pessoas num dia; marcar um café virtual no outro; planejar um passeio e assim por diante. "É importante criar mini-hábitos". Além disso, para um envelhecimento saudável, Iaci nos desafia a permitir novas experiências, como fazer um curso de línguas, escrever um diário ou conhecer pessoas diferentes. "E invista na sua autoestima", diz. Com este episódio, o 120o. da nossa história, encerramos a décima segunda temporada, que foi toda dedicada aos relacionamentos. Veja lista:

    Relacionamentos violentos

    Relacionamentos: comunicação no casamento

    Relacionamentos: o que os homens querem

    Relacionamentos tóxicos

    Relacionamentos: ninho vazio

    Relacionamentos: a importância do perdão

    Relacionamentos: conversas difíceis

    Fique bem.


    1 hr 7 min
  • T 12 : EPS 07 - RELACIONAMENTOS: COMO TER CONVERSAS DIFÍCEIS

    Com certeza você já teve que ter uma conversa mais série, complexa, emocionalmente difícil. E não se trata apenas de relacionamentos amorosos; pode ser com filhos, amigos, colegas de trabalho e chefe. Mas como fazer isso sem destruir a relação? Levamos a questão para Carolina Losicer, 38 anos, especialista em comunicação não-violenta, professora, responsável por um curso on line sobre conversas difíceis na ESPM. "Você precisa focar na solução, não no ataque e nem na defesa. A comunicação não-violenta é baseada em fatos, sentimentos e necessidades”, diz Carol, que mora no Rio e desenvolveu a Plataforma Amanhã, um site para apoiar jovens nas escolhas de futuro. "Quando falo sobre mim, sobre as minhas emoções, não tem como estar errado". Prepare-se antes da conversa. Carol conta que ela tem mentores que a ajudam a se preparar para conversas difíceis e escreve e/ou grava o que vai dizer. Ela diz que é importante ter um pedido claro: o que você deseja que aconteça após essa conversa? Mas se a sua intenção de comunicação é mudar o outro, esquece. Não vai acontecer. Segundo ela, a comunicação é como andar de bicicleta. "Todas nós podemos aprender a construir pontes de palavras. Dá para aprender. É mito que nasce sabendo". Mas atenção ao alerta da Carol: comunicação é o que se entende e não o que se fala. Ou seja, se você falou, mas o outro não entendeu a sua mensagem, não houve comunicação. Você pode seguir a Carol no Instagram, onde ela defende que podemos voltar a amar as segundas-feiras.

    1 hr 11 min
  • T 12 : EPS 06 - RELACIONAMENTOS: 'PERDOAR NÃO É ACEITAR O OUTRO NA SUA VIDA"

    Todo relacionamento, cedo ou tarde, vai passar por uma necessidade de perdão. Pode ser um pequeno ou um grande perdão, ele faz parte da convivência. Mas por que é tão difícil perdoar? Quem não perdoa é uma pessoa ruim? O que o perdão tem a ver com religião? Levamos essas dúvidas para o psicólogo Wendell Coutinho, um mineiro que atualmente mora em Londrina, no Paraná. O primeiro esclarecimento que ele faz é que “perdão nada tem a ver com a demanda da outra pessoa”. Tem a ver com você abandonar “os pensamentos negativos sobre a outra pessoa”. Wendell explica que o perdão envolve um processo em quatro etapas: o primeiro é você reconhecer sofreu um dano; depois, deve expressar a emoção relacionada a esse dano; deve aceitar o que perdeu; e deve, por fim, tomar a decisão de perdoar. E a maior beneficiada nesse processo é pessoa que perdoa, porque vai substituir emoções ruins por sentimentos mais leves – e isso se reflete na saúde e no bem-estar. Mas atenção: perdoar não é esquecer e não é relevar o que aconteceu. “Você também não precisa aceitar a outra pessoa na sua vida”, diz Wendell. Ou seja, quem perdoa se sente melhor, independente de a outra pessoa aceitar ou não.

    1 hr 6 min
  • T 12 : EPS 05 - RELACIONAMENTOS COM FILHOS: QUANDO ELES VÃO EMBORA

    Por volta dos 50 anos, acontece tudo junto na vida da mulher: menopausa, aposentadoria, provável perda dos pais e até uma eventual separação - e, para complicar, os filhos já têm idade para sair de casa. Para este último fenômeno, a ciência até já deu um nome: síndrome do ninho vazio. "Começa com dor de cabeça, mal-estar e mal humor", diz Gilwanya Ferreira, 64 anos, psicogerontóloga em Pará de Minas, Minas Gerais. "Mas pode evoluir para UM estado depressivo agudo, de tristeza constante e isso é preocupante." Essa dor emocional pode se manifestar ainda com distúrbio do sono, melancolia, ansiedade, medo inexplicável de algo, distúrbios alimentares, distúrbios na libido e raiva do mundo por nada.

    Mãe de um casal e avó de quatro netos, Gilwanya conta que ela também chorou quando a filha saiu de casa, que isso é normal, mas é preciso observar os sintomas. Nessas situações, ela recomenda lembrar que a síndrome é temporal, vai passar; é preciso reorganizar a sua mente e a sua vida com outras coisas; e se orgulhar de ter criado os filhos. Nesta entrevista, ela também fala sobre o papel dos filhos para ajudar os pais nesse momento.

    54 min
  • T12 : EPS 04 - RELACIONAMENTOS TÓXICOS: ATENÇÃO AOS SINAIS

    Quais os sinais de que você (ou alguém que você ama) está num relacionamento tóxico? "A toxidade acontece quando o outro tem o controle do que você faz, desde a roupa que usa até onde vão jantar e com quem", diz Katia Cristina Aguiar Borges, 55 anos, psicóloga clínica em São Paulo. Katia, que tem especialização em saúde mental, diz que esse controle pode ser sutil, com manipulação psicológica ("estou fazendo isso porque te amo" ou "você fica linda com aquele vestido"). Também pode evoluir para situações de controle extremo, retirando a autonomia da pessoa, que se sente presa sem saber como sair.

    E não se engane: os relacionamentos tóxicos podem acontecer entre casais, entre pais e filhos, entre chefes e subordinados e até mesmo entre amigos. Em geral, as pessoas tóxicas, segundo Katia, não sabem respeitar o limite do outro. O importante é se livrar do relacionamento tóxico antes que se torne violento e vá parar na delegacia (se não ouviu, ouça entrevista com a delegada Olivia Fonseca clicando aqui). Quer saber mais? Ouça a entrevista e compartilhe com quem você acha que precisa de ajuda.

    1 hr 1 min
  • T12: EPS 03 - RELACIONAMENTOS: AFINAL, O QUE OS HOMENS QUEREM?

    Quer entender de onde vem o machismo? Por que tantos homens cometem violência contra as mulheres? Ouça a entrevista com psicanalista Helio Hintze, 52, de Piracicaba, no interior de São Paulo. Filósofo, educador e professor, Hélio é um dos pioneiros no estudo do machismo estrutural no Brasil. É autor do livro "Desnaturalização do Machismo Estrutural” e coordenador do Observatório do Machismo, uma iniciativa dele para discutir o machismo na sociedade brasileira. Segundo ele, o machismo é cultura, é a forma de hierarquização que coloca o homem superior e mulher inferior. Helio diz que a "masculinidade não tem nada de ruim se pensada de forma saudável" e cita Pepeu Gomes na música "Masculino e feminino": “Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino”. Para o pesquisador, o que está acontecendo hoje é que as referências cristalizadas da cultura que diziam como o homem devia ser (provedor, macho etc) estão todas ruindo. E uma das consequências disso é que o índice de suicídio entre homens seria mais alto do que entre mulheres. Outras declarações do psicanalista que você vai ouvir na entrevista:

    • Machismo é  algo naturalizado, que é diferente de natural. É portanto uma invenção cultural que coloca a mulher em posição inferior.
    • Ele não concorda que mulher cuida mais porque é genético: "se fosse genético, não teria mulher jogando filho no lixo"
    • Diz que mulher lava a roupa melhor porque foi ensinada e homem dirige melhor porque foi ensinado.
    • Gentileza não tem gênero.
    • 1 hr 13 min
    • T 12 : EPS 02 - Relacionamentos: comunicação é o maior problema no casamento

      O que mais causa o fim de casamentos no Brasil não é traição e nem falta de amor. São as dificuldades de comunicação. Para entender por que isso acontece, entrevistamos Fátima Lisboa Nascimento, 56 anos, professora, pesquisadora e facilitadora no workshop COMUNICAR, EXPRESSAR E AMAR, um evento para casais que buscam melhorar o seu relacionamento. Nesta conversa inspiradora, ela dá diversos conselhos para homens e mulheres melhorarem a comunicação. Entre eles estão:

      1. Não trate o outro como gostaria de ser tratada; trate o outro como ele gostaria de ser tratado. Segunda a Fátima, as pessoas são diferentes, têm expectativas e vontades diferentes das nossas. "Olhe para as diferenças, enxergue os talentos e o brilho da outra pessoa".
      2. É importante que o casal compartilhe dos mesmos valores para que possa seguir em frente mesmo com as diferenças. "Tenha um propósito comum".
      3. Diminua o julgamento do outro; se abra para o diálogo, entenda que não é pessoal, é da estrutura dela fazer as coisas diferentes do que você faria.
      4. Fátima é expert numa metodologia conhecida como "Dinâmicas humanas", que organiza as diferentes personalidades em algumas cores, como amarelo (quente, comunicativo, falante), azul (fria, sistêmico, planejador), rosa  (quente, paixão pelas ideias, adora conversar) e verde (o mais sistêmico de todos; calmo; ouve e ouve). "Se você souber como funciona e como o outro funciona vai parar de colocar o dedo no nariz do outro e colocar para si mesmo".

        1 hr 9 min
      5. T 12 - EPS 01 - Relacionamentos violentos: "Ele não dá um tiro, dá 10"

        Esta 12a. temporada vai ser 100% dedicada aos relacionamentos. Se tem uma coisa que aprendemos com a pandemia, foi a consciência da necessidade do outro. Não vivemos sozinhas. Precisamos do outro. Mas nem sempre é fácil e nem sempre sabemos o que fazer. Especialmente em casos de violência doméstica, quando a mulher é agredida pela pessoa que deveria amá-la e protegê-la. Nesta entrevista , a jovem delegada  Olivia dos Santos Fonseca, 38, adjunta na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Piracicaba, interior de São Paulo, põe luz sobre a violência doméstica:

        1. Há um ciclo da violência que se repete: começa com abusos discretos e corriqueiros (criticas veladas, por exemplo); então, o agressor vai elevando a tensão, quando aquelas micros-agressões que pareciam inofensivas se transformam em violência física. Nesse auge, muitas mulheres de calam e outras procuram a DDM. "Quando chega aqui, a mulher já sofre diversos tipos de violência", diz Olivia.
        2. A violência doméstica não é só física, quando vira caso de delegacia, é também psicológica, financeira, patrimonial, entre outras
        3. Quando acontece a violência, ela costuma ser extrema: "Ele não dá um tiro, dá 10; não dá uma facada, dá muitas".
        4. A medida protetiva de urgência, aquela que mantém o criminoso longe, funciona. "Ela salva mais de 90% das mulheres". Só em Piracicaba, foram emitidos cerca de 500 medidas protetivas em 2022.
        5. Por fim, um conselho da delegada: jamais dependa de homem qualquer. "A mulher precisa do homem assim como o peixe da bicicleta; trabalhe, se sustente, tenha o seu dinheiro".
        6. Muito importante: para Olivia, as DDMs não são o lugar de acolhimento das mulheres, não é o papel desses espaços. Para o acolhimento, diz ela, o Estado precisa criar uma rede de proteção multidisciplinar. Um bom exemplo? A Casa da Mulher Brasileira. Se precisar, procure no Google.
        7. Para nós, mulheres com mais de 50, Olivia ressalta que ainda temos dificuldades de procurar ajuda e mesmo de denunciar. As mais jovens, que conhecem mais os seus direitos, são as que mais procuram a DDM.

          1 hr 15 min
        8. T11 : EPS 10 - Menopausa: o que aprendemos sobre ela

          Tudo o que você sempre quis saber sobre menopausa, mas não tinha a quem perguntar. Essa foi a nossa promessa quando iniciamos esta temporada, a décima primeira, com dez episódios. Pois bem: tratamos do básico, como sintomas, diagnóstico e tratamentos, mas fomos além: descobrimos a importância do assoalho pélvico, da alimentação anti-inflamatória e dos exercícios físicos. Entrevistamos uma terapeuta sexual sobre libido na menopausa, uma dermatologista sobre consequências para a pele e um urologista, que explicou sobre a andropausa. E o que dizer sobre o nevoeiro mental? Se você ainda não sabe do que se trata, ouça a entrevista do episódio 6. Para encerrar a temporada, convidamos a executiva Heloisa Ribeiro, 53 anos, que compartilhou sua experiência com a menopausa. De maneira sincera e transparente, ela conta como os primeiros sintomas a deixaram atordoada, a ponto de perder a confiança na própria capacidade profissional. Também tivemos como convidada a Manoela Neves, 19 anos, estudante de psicologia, que nos brindou com sua jovem perspectiva sobre o tema.

          1 hr 12 min

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