
Sign up to save your podcasts
Or


Se você tem acompanhado esta temporada dedicada à menopausa, já sabe que a deficiência de estrogênio, dentre tantas consequências, tem mais uma: este hormônio ajuda a manter os vasos sanguíneos relaxados e abertos. Com menos estrogênio, o colesterol pode se acumular nas paredes das artérias. Isso aumenta o risco de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral. Além disso, o déficit de estrogênio leva a uma propensão maior a males como diabetes, osteoporose e doenças do coração. O que fazer? Os exercícios físicos não vão aumentar o seu nível de estrogênio - isso só com reposição - , mas trazem benefícios incríveis para ajudar você a atravessar essa fase. "O exercício ajuda a equilibrar outras alterações provocadas pela deficiência hormonal", diz a fisioterapeuta Rosana Soares Bittencourt, 40 anos, de Curitiba, que já esteve aqui no podcast para falar se podemos envelhecer sem dor. Rosana cita alguns dos benefícios dos exercícios no controle dos sintomas da menopausa: libera endorfina (que ajuda no humor e a dormir melhor), a controlar o peso, a controlar o colesterol (prevenindo doença cardíaca) e a evitar acúmulo de gordura nas artérias (o que previne AVC). Quanto de exercício fazer? "Uma vez por semana é melhor que nada, duas vezes é melhor que uma e assim por diante", diz a especialista. "Qualquer que seja o exercício escolhido, para dar resultado, precisa ter intensidade que altere a frequência cardíaca." Atenção ao alerta da Rosana: "O que mais acontece são mulheres que se negligenciam". Não faça isso com você. Ouça, se cuide e compartilhe.
Você já deve ter ouvido falar em andropausa, tecnicamente conhecida como Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM). Mas você sabe como ela acontece e o que provoca no organismo masculino? Para entender tudo isso, entrevistamos o urologista Marcelo Vieira, 56 anos, membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e coordenador do PAIH - Programa de Apoio Integral ao Homem, uma clínica de saúde sexual e fertilidade masculina, em São Paulo. A principal diferença para a menopausa, ele diz, é que nas mulheres a menopausa é um fenômeno pontual, por um período determinado. "No homem, o processo leva décadas. A partir dos 40, os níveis de testosterona já começam a diminuir, mas os sintomas só acontecem a partir dos 60", ele diz. A deficiência deste hormônio masculino pode provocar queda na libido, irritabilidade, redução da memória e da concentração, além de causar tristeza e falta de ânimo. Mas só 20% dos homens têm sintomas, os demais passam ilesos pela andropausa. Outra diferença em relação às mulheres - que perdem a capacidade de ter filhos após a menopausa - é que a andropausa não está ligada à capacidade reprodutiva dos homens. O médico nos dá um conselho sobre a melhor forma de lidar com o assunto: "Fique atenta às mudanças de comportamento e converse com seu parceiro. Não transforme isso num problema, nem fique na defensiva", diz.
A alimentação antiinflamatória aliada à fitoterapia é uma arma poderosa para amenizar os sintomas da menopausa. "Tenho muitas pacientes que não fazem reposição hormonal e conseguem viver essa fase com excelente qualidade de vida", diz a nutricionista Claudia Gladis, 41 anos, de São Paulo, fundadora do programa Descomplicando a Menopausa. A alimentação antiinflamatória é aquela à base de comida de verdade, na qual abrimos menos embalagens e descascamos mais. Ou seja, é preciso incluir vegetais, frutas, cereais integrais, azeites, castanhas e peixe na dieta. Por outro, são inflamatórios o trigo branco, o açúcar, excesso de chocolate, excesso de álcool, além de todos os ultraprocessados. Ela dá um exemplo de mulheres chegam ao seu consultório reclamando de fadiga, mas, depois do exame de sangue, descobre-se que sofrem de deficiência de vitaminas, que pode ser solucionada com um ajuste no cardápio diário. Claudia diz que não precisamos esperar a chegada da menopausa para nos prepararmos: "Se a mulher entra na menopausa já com um estilo de vida mais saudável, vai ter sintomas mais amenos e prevenir as doenças como osteoporose e diabetes". Sobre os fitoterápicos, Claudia faz um alerta: a fitoterapia é baseada em remédios naturais, que devem ser tomados com prescrição e dosagem adequadas. E não serve para todo mundo: precisa ver histórico paciente. Uma dica: não perca a receita de shot que a Claudia indica para ser tomado em jejum para melhorar a imunidade.
Muitas mulheres sofrem sem saber, se sentindo malucas. Em outras, a perda de memória e a desorientação são tão graves que elas - e até médicos- confundem os sintomas mentais provocados pela menopausa com a doença de Alzheimer. O fato é que, claro, pode haver realmente um diagnóstico de Alzheimer, mas o declínio cognitivo pode ser consequência da redução drástica nos níveis de estrogênio, o hormônio cuja queda na produção está diretamente relacionada à menopausa. A esse estado mental deu-se o nome de "o nevoeiro mental ou cerebral". O médico Eliezer Berenstein, 70 anos, autor do livro "Inteligência hormonal da mulher" faz um outro alerta: muitas mulheres passam a tomar antidepressivos quando deveriam fazer reposição do estrogênio. "O antidepressivo para 'brain fog' (termo em inglês para o nevoeiro mental) só piora, pode levar a um efeito sedativo. O que a mulher precisa é reagir, se conscientizar e procurar ajuda". Berenstein diz que há muitos tratamentos para o nevoeiro mental, incluindo substâncias que ajudam com a memória. "A névoa é transitória, vai passar". Dono da Clínica de Atendimento à Mulher, bairro Vila Nova Conceição, em São Paulo, Berenstein diz que, atualmente, se considera um “feminólogo”, um especialista nos estudos da feminilidade saudável. Ouça a entrevista e compartilhe com suas amigas. Elas vão agradecer.
Muitas pessoas não sabem, mas a menopausa causa estragos também para a pele de todo o corpo. A queda na produção de estrogênio e da progesterona leva à diminuição da produção de fibras de elastina e colágeno, causando aumento da flacidez, perda de elasticidade e tônus. A pele fica mais fina, frágil e ressecada. Especificamente em relação ao rosto, acontecem manchas, rugas, a pele fica oleosa e sujeita à acne. Conversamos sobre isso com a dermatologista carioca Andrea Sampaio, 43 anos, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ela recomenda o uso permanente - sim, para sempre - de cremes hidratantes, mesmo os baratos de farmácia. Ela fala sobre a importância da vitamina C, dos estimuladores de colágeno, dos tratamentos estéticos e muito mais. E também sobre outra indesejada consequência da menopausa: aqueles pelos grossos que aparecem no queixo. "Pode tirar com pinça, não use cera para não machucar a pele", diz. Aliás, para Andrea, nunca, jamais use cera no rosto. Ouça, aprenda e compartilhe.
A menopausa pode causar um estrago na vida sexual das mulheres. Seja pela redução do estrogênio, que é o hormônio responsável pelo desejo, seja pelas mudanças de humor, dificuldades de dormir e falta de motivação para a vida. Mas não precisa ser assim, garante a psicóloga Ana Canosa, 52 anos, terapeuta sexual e educadora em sexualidade, com consultório em São Paulo. Segundo ela, a primeira coisa que precisamos é falar sobre o assunto, procurar ajuda, ter paciência. "A menopausa faz parte da vida", diz Ana, que tem vários livros publicados e comanda o podcast "Sexotepia", no UOL. Sua principal recomendação nesta entrevista exclusiva que nos deu é: desenvolva a sua menta libidinosa, pense em sexo. "O desejo não ocorre só espontaneamente; existe também o desejo que responde a estímulos e este pode estar presente na vida toda." E como desenvolve a mente libidinosa para a vida toda? "Precisa se livrar da culpa, se permitir desenvolver o desejo."
Já ouviu falar da fisioterapia uroginecológica? Se ainda não e está na (ou já passou da) menopausa, muita atenção à entrevista da fisioterapeuta Cleima Coltri Bittelbrunn, 57 anos, da Clínica Cofib - Centro de Ortopedia e Fisioterapia Batel, em Curitiba. "Não é normal perder xixi na tosse e no espirro ou no riso", diz ela, sobre um dos sintomas comuns às mulheres na menopausa. "Se não é bexiga cheia, é uma patologia, precisa tratar." A incontinência urinária - provocada pelo enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico -é mais uma consequência da queda na produção de estrogênio, o hormônio feminino que deixa de ser produzido quando entramos na menopausa. O que acontece quando esses músculos enfraquecem? Incontinência urinária, fecal e de gases. A fisioterapia uroginecológica ajuda a prevenir e a tratar transtornos relacionados ao assoalho pélvico. Sabe o que é melhor? O tratamento ajuda a melhorar também a sexualidade: "Melhora até lubrificação e a parte vascular", diz Cleima. Ouça a entrevista e descubra qual é o exercício que vc pode fazer sozinha, em casa ou no trânsito, para melhorar seu assoalho pélvico.
Até 2030, 1 bilhão de mulheres vão atravessar a menopausa de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, o tema é cercado por desinformação e tabus que deixam grande parte das mulheres relutantes em procurar ajuda. Entender os sintomas e buscar soluções para suavizá-los, contudo, é importante tanto para a saúde física quanto para a emocional. Neste segundo episódio da temporada 11, toda dedicada ao tema, falamos sobre os tratamentos disponíveis para nos ajudar nessa fase. A entrevistada é a ginecologista Dulcimary Dias Bittencourt, 54 anos, professora assistente da UFPR, em Curitiba. Ela fala sobre a terapia de reposição hormonal em suas várias formas (gel, adesivo e comprimido) e sobre tratamentos mais específicos, como o comprimido para pacientes que têm apenas ressecamento vaginal. "Não sofra com os sintomas; há tratamento para eles", diz a médica, que é membro da Sogipa- Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná.
Com este episódio, estamos dando início a uma temporada inteira dedicada à menopausa. Vamos começar explicando o que é este evento fisiológico normal na vida da mulher e o que provoca em nós. Para isso, recrutamos a endocrinologista Karen Seidel, 44 anos, diretora do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Toda mulher entre os 40 e os 55 anos vai parar de menstruar - isso se deve à queda na produção do estrogênio, um hormônio crucial para o ciclo reprodutivo. Os sintomas variam de mulher para mulher. Algumas podem ter ressecamento de pele, oscilações de humor, melancolia, ressecamento vaginal e os temidos calorões. Outras nem percebem os sintomas. "Todas vamos passar pela menopausa e por isso é importante se preparar antes dos 40", diz a dra. Seidel. Ela recomenda mudanças no hábito de vida, como parar de fumar, reduzir o consumo de álcool, adotar uma alimentação saudável e fazer exercícios. "Não deixe de viver, não se entregue; você vai descobrir outros prazeres da vida e o sexo pode até ser mais prazeroso", diz a médica carioca. No próximo episódio, vamos falar dos tratamentos, com especial destaque para a terapia de reposição hormonal.
O número de brasileiros que deixam o país para morar fora cresce ano a ano. Mudar de país é morar em outra casa, viver outro clima, aprender outro idioma, conhecer outros amigos, ir para outra escola... Mas como é criar um lar numa terra distante? Para encerrar esta décima temporada do podcast, em que estamos falando sobre "Casa e bem-estar", entrevistamos o engenheiro mecânico Cleomar Aliane, 53 anos, que em 2018 se mudou com a mulher, Andreza, e as duas filhas pequenas para Portugal. Profissional de marketing com mais de 25 anos de experiência em multinacionais, Cleomar conta como foi fechar a casa em São Paulo - que ele considera um momento "cruel, tenso" -, sobre a decisão de contratar um container para enviar a mudança - "para levar o máximo da nossa história" - e quanto tempo demorou para se sentir em casa em Cascais, cidade perto de Lisboa. Atualmente, totalmente adaptadas, as meninas frequentam uma escola particular em tempo integral e, muitas vezes, voltam sozinhas a pé para casa. Que conselho ele dá para quem deseja fazer o mesmo? "Venha de peito aberto, entendendo que vai ser diferente, é preciso se adaptar", diz. Ah! Quer experimentar Portugal antes de decidir se muda para lá ou não? Fale com o Cleomar e alugue o Motorhome Experience, o veículo com o qual ele e a família têm viajado pela Europa, um dos prazeres de morar em Portugal.
From the publisher's feed