Nossa convidada é Alda Marina Campos, sócia-fundadora da Pares, uma empresa B comprometida com desenvolvimento e protagonismo humano, e membro do Conselho da Liga de Intraempreendedores do Brasil. Nesse papo, ela conta como decidiu redirecionar sua carreira, antes voltada para o marketing de grandes multinacionais, para atuar no terceiro setor. E como na transição, reconheceu a necessidade de trazer princípios de negócios para o empreendedorismo social, levando-a a iniciar seu próprio empreendimento, Pares, em 2010.
O primeiro contato com a Liga de Intraempreendedores foi em 2016. E rapidamente, ela percebeu esse traço comum entre os líderes com quem trabalhava – indivíduos que estavam pressionando pela sustentabilidade mesmo quando ela não era uma prioridade para suas organizações. "Esses líderes tinham um forte senso de propósito, responsabilidade e resiliência", destaca.
Durante a conversa, Alda também falou sobre cenário e a mudança de percepção em relação à sustentabilidade, agora vista como relevante por mais pessoas, incluindo as dos setores financeiro e jurídico. "Nesse contexto, os intraempreendedores tem um papel importante na condução da agenda de sustentabilidade, daí a necessidade de reconhecê-los e apoiá-los. O empreendedorismo é uma habilidade que requer prática regular. Ser empreendedor é ser capaz de assumir desafios complexos dentro de uma organização quando eles surgem, mesmo que sejam imprevisíveis".
Para vencer os desafios, em sua visão, a colaboração e o aprendizado com as experiências dos outros tem sido ferramentas poderosas para alimentar projetos e ações. "Mas para que isso floresça, precisamos focar no desenvolvimento da liderança pessoal e nos ecossistemas maiores, em que indivíduos e organizações operam para trazer mudanças significativas e desenvolver culturas de intraempreendedorismo", defende.
Ela observa a necessidade de aprofundar os relacionamentos e conexões com as redes internacionais, na condução da sustentabilidade, e endereçar aos intraempreendedores a missão de impulsionar essa agenda nas corporações. "Devemos nos cercar de uma cultura que apoia o potencial humano, e tenha uma abordagem ecossistêmica para a sustentabilidade. A pandemia de COVID-19 trouxe consciência e impulso para o intraempreendedorismo e essa oportunidade gera frutos importantes e visiveis".
Alda também destaca a importância de integrar as dimensões econômica, social, ambiental e de governança com maturidade. "A sustentabilidade deve ser abordada com profundidade e adaptação contínua. A pandemia de COVID-19 criou uma oportunidade única para as pessoas serem mais sensíveis e responsivas à necessidade de mudança, pois afeta a humanidade como um todo".
Em sua vida pessoal, ela aproveitou a oportunidade para avaliar e fazer mudanças estruturais, que incluiram a mudança para São Paulo. "A pandemia trouxe a experiência do trabalho remoto para o centro da nossa atividade, e isso certamente ampliou as chances de colaboração".
Ela reconhece os desafios enfrentados pelas mulheres durante esse período, principalmente para conciliar os papéis de empreendedora e mãe, e destaca a resiliência e a redefinição do trauma vivenciado como fundamentais para passarmos por esse momento. "Minha formação é no catolicismo, mas explorei outros caminhos para o autodesenvolvimento". No geral, sua espiritualidade está enraizada no desenvolvimento humano e ajudando os outros a alcançar níveis mais elevados de consciência. "Devemos ser a melhor versão de nós mesmas individual e coletivamente", pensamento que reflete perfeitamente no apoio que ela dá a empreendedores que desejam transformar o seus negócios e gerar impacto social.
Assista o episódio no Youtube: https://youtu.be/qjOni4sb6BU
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