Mundaréu
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Mundaréu episodes

  • Sentidos do Campo: storytelling antropológico e experimentação sonora

    Este é o capítulo “Sentidos do Campo: storytelling antropológico e experimentação sonora”, de Paula Lacerda e Carolina Parreiras. É o segundo capítulo do livro “No ar: Antropologia, histórias em podcast”. Uma obra que reúne a história de 9 podcasts de Antropologia que nasceram de 2019 para cá. O livro foi organizado por Daniela Manica, Milena Peres e Soraya Fleischer. Foi publicado neste ano de 2022 pela Pontes Editores e pela Editora da Associação Brasileira de Antropologia, a ABA Publicações. Recebeu financiamento do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo e Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas, e do Decanato de Pesquisa e Inovação da Universidade de Brasília.

    O livro pode ser encontrado em áudio no site do Mundaréu e o e-book na ABA Publicações.

    O livro impresso está à venda nas livrarias e com a Pontes Editores.

    E já que é um livro sobre podcasts, nada mais coerente do que o livro também poder ser todo ouvido.

    Publicamos então aqui es autories lendo o texto do seu respectivo capítulo. Você pode fazer download do capítulo em pdf aqui.

    40 min
  • Dentro de contexto: o ambiente sonoro do Selvagerias

    Este é o capítulo “Dentro de contexto: o ambiente sonoro do Selvagerias”, de Frederico Sabanay, Lucas Lippi e Tainá Scartezini. É o primeiro capítulo do livro “No ar: Antropologia, histórias em podcast”. Uma obra que reúne a história de 9 podcasts de Antropologia que nasceram de 2019 para cá. O livro foi organizado por Daniela Manica, Milena Peres e Soraya Fleischer. Foi publicado neste ano de 2022 pela Pontes Editores e pela Editora da Associação Brasileira de Antropologia, a ABA Publicações. Recebeu financiamento do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo e Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas, e do Decanato de Pesquisa e Inovação da Universidade de Brasília.

    O livro pode ser encontrado em áudio no site do Mundaréu e o e-book na ABA Publicações.

    O livro impresso está à venda nas livrarias e com a Pontes Editores.

    E já que é um livro sobre podcasts, nada mais coerente do que o livro também poder ser todo ouvido.

    Publicamos então aqui es autories lendo o texto do seu respectivo capítulo. Você pode fazer download do capítulo em pdf aqui.

    39 min
  • #18 – Fake

    “Vacinou, e virou jacaré”, “é, porque a vacina modifica o DNA”, “morreu uma criança, deve ter sido por conta da vacina”, “o governo quer que eu vacine meu filho para que meu filho morra mesmo, eles querem se ver livres da gente”. Estas são várias das informações que circularam no boca a boca, nos grupos de zap, nas nossas timelines das redes sociais.

    A vacinação contra a Covid-19, tão esperada para contermos a pandemia, não foi transmitida como uma política pública segura e eficaz. Não foi associada ao Programa Nacional de Imunizações, tão antigo e confiável para a população brasileira. O governo federal e seus apoiadores estaduais optaram por torcer dados, difundir boatos, associar terror às seringas e agulhas, quando todos já estavam aterrorizados com as milhares de mortes. Neste episódio, Maria Eduarda da Silva será acompanhada da antropóloga Carolina Parreiras para discutirmos o que é, como se espalha e o mal que as fakes têm produzido tanto na escala micro, quanto na macro.

    Mais informações:

    • Página do episódio
    • Currículo Lattes da Carolina Parreiras.
    • PARREIRAS, Carolina. Sexualidade no ponto.com: espaços e homossexualidades a partir de uma comunidade. Dissertação [Mestrado em Antropologia Social]. Campinas: Unicamp, 2008.
    • ____. “Não leve o virtual tão a sério? Uma breve reflexão sobre métodos e convenções na realização de uma etnografia do e no online”. In: FERIANI, Daniela Moreno; CUNHA, Flávia Melo da; DULLEY, Iracema (Orgs). Etnografia, etnografias. Ensaios sobre a diversidade do fazer antropológico. São Paulo: Annablume, 2011.
    • “Ode ao Bozo“, do álbum homônimo de Gatunas.
    • Materiais extras:

      • Transcrição completa do episódio.
      • “Profundezas da rede”, Capítulo 1 (“O tabuleiro”), Capítulo 2 (“As peças”) e Capítulo 3 (“O jogo”). Rádio Escafandro, janeiro de 2022.
      • “#33 – Redes de informação, com Nina Santos”. Agência Pública. 01/04/2022.
      • “Mentiras que matam, fake news na pandemia“. O Assunto, 10/2021.
      • “Fake news, o que muda com o projeto de lei“. O Assunto, 07/01/2022.
      • CESARINO, Leticia. “Pós-Verdade e a crise do sistema de peritos: uma explicação cibernética”. Ilha, 23(1), pp. 73-96, 2021.
      • ____. “Como as mídias sociais proporcionam uma política populista: observações sobre liminaridade com base no caso brasileiro”. Trabalhos em Linguística Aplicada, 59(1), pp. 404–427, 2020.
      • ____. “As ideias voltaram ao lugar? temporalidades não lineares no neoliberalismo autoritário brasileiro e sua infraestrutura digital”. Caderno CRH, 34, e021022, 2021.
      • CRUZ, Edgar Gómez e HARINDRANATH, Ramaswami. “WhatsApp as ‘technology of life’: Reframing research agendas”. First Monday, 25(11),  2020.
      • DA CAL, Giovanni COPEMAN, Jacob (Orgs.). Fake: Anthropological Keywords. Chicago: Hau books, 2018.
      • EVANGELISTA, Rafael. “Eleições: por que seria tolo bloquear o Telegram”. Outras palavras 10/03/2022.
      • FASANO, Patricia. De boca en boca: el chisme de la trama social de la pobreza.  Buenos Aires: Antropofagia, 2006.
      • FONSECA, Cláudia. Família, fofoca e honra: etnografia das relações de gênero e violência em grupos populares. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2000.
      • RAMOS, Alcida Rita. A profecia de um boato: Matando por ouro na área Yanomami. Anuário Antropológico, 20(1), 2018, pp. 121–150.
      • SILVEIRA, Sergio Amadeu da. “Marco civil e a proteção da privacidade”. ComCiência, 158, 2022.
      • TRAJANO FILHO, Wilson. “Rumores: uma narrativa da nação”. Série Antropologia, 143. Brasília: UnB, 1993.
      • VAIDHYANATHAN, Siva. Anti-social media: How Facebook disconnects us and undermines democracy. Oxford University Press: New York, 2018.
      • Expediente:

        • Apresentação: Soraya Fleischer.
        • Produção: Soraya Fleischer e Daniela Manica.
        • Participação nas conversas preparatórias do episódio: Fernanda Andrade, Irene do Planalto, Max Messias e Rai Almeida.
        • Transcrição das conversas preparatórias e gravação: Fernanda Andrade, Irene do Planalto, Max Messias e Rai Almeida.
        • Produção do roteiro: Soraya Fleischer.
        • Montagem e edição: Soraya Fleischer e Gabriel Marçal.
        • Transcrição do episódio: Fernanda Andrade, Irene do Planalto, Max Messias e Rai Almeida.
        • Revisão da transcrição do episódio: Irene do Planalto, Rai Almeida e Soraya Fleischer.
        • Músicas: Lucas Carrasco.
        • Conteúdo do sítio eletrônico: Soraya Fleischer e Daniela Manica.
        • Divulgação: Bianca Lino, Irene do Planalto e Equipe do Mundaréu.
        • Agradecimentos: Duda, Carol, Lucas Carrasco, equipe do Mundaréu, Gatunas.

           

           

           

           

           

          32 min
        • Antropo…que? Humanidades, ciências e divulgação em audio

          Este é o livro “No ar: Antropologia, histórias em podcast”. Uma obra que reúne a história de 9 podcasts de Antropologia que nasceram de 2019 para cá. O livro foi organizado por Daniela Manica, Milena Peres e Soraya Fleischer. Foi publicado neste ano de 2022 pela Pontes Editores e pela Editora da Associação Brasileira de Antropologia, a ABA Publicações. Recebeu financiamento do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo e Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas, e do Decanato de Pesquisa e Inovação da Universidade de Brasília.

          O livro pode ser encontrado em áudio no site do Mundaréu e o e-book na ABA Publicações.

          O livro impresso está à venda nas livrarias e com a Pontes Editores.

          E já que é um livro sobre podcasts, nada mais coerente do que o livro também poder ser todo ouvido.

          Aqui, apresentamos mais um de seus áudio-capítulos. Acesse aqui o pdf. Boa leitura, boa audição!

           

          “Antropo…. o quê? Humanidades, ciência e divulgação em áudio”

          Roteiro de Apresentação

          Daniela Tonelli Manica, Milena Peres e Soraya Fleischer

           

          LEGENDA

          Blocos
          Sonoplastia
          Material extra

          ABERTURA

          Música de abertura do Programa: “Mudernage”, da cantora Ellen Oléria, apenas o trecho instrumental. (A música deve ficar ao fundo, em background (BG), até o final da terceira frase. Assim, ficará ao fundo das três apresentações).

          Daniela: Olá, pessoal! Eu sou Daniela Manica, antropóloga e pesquisadora da Unicamp.

          Milena: Oi, oi, sou Milena Peres, jornalista e mestranda em Divulgação Científica e Cultural no LABJOR, também na Unicamp.

          Soraya: E eu sou Soraya Fleischer, antropóloga e professora da Universidade de Brasília.

          Daniela: Nós três trabalhamos no podcast Mundaréu, que nasceu em 2019 com o objetivo de divulgar histórias de pesquisa em Antropologia. O podcast apareceu como uma mídia nova, acessível e cheia de possibilidades para explorar. Essa experiência nos levou a encontrar outras pessoas que tinham o mesmo objetivo e, pouco mais de um ano depois, nasceu a Kere-kere, uma rede de podcasts de Antropologia. E é por causa dela que nós estamos aqui, organizando e apresentando esse livro! O No ar: Antropologia. Histórias em podcast é resultado de um conjunto de experiências. O objetivo principal deste livro é mostrar o podcast como forma de divulgar ciência, em especial, a Antropologia, que é parte das Ciências Sociais e Humanas.

          Milena: O podcast é uma mídia de áudio, que conta com vozes, músicas, silêncios, respiros, choros, risadas e outras paisagens sonoras. E é produzido com conversas, entrevistas e depoimentos. A palavra “pod” tem diferentes origens. Tem gente que diz que vem de uma sigla, “program on demand”. Podcast não é como o rádio, que você liga e ouve o que estiver no ar naquela hora. Você, como ouvinte, pode escolher o assunto, o formato, o estilo e horário de ouvir. Pode pausar, ouvir de novo, mandar de sugestão para alguém que possa gostar daquele tema também. Os podcasts podem ser ouvidos no computador ou no telefone celular, a partir dos arquivos deixados nos sítios eletrônicos, ou em tocadores ou agregadores deste tipo de mídia. E há vários agregadores, também, pro gosto de cada ouvinte.

          Soraya: Eu gosto também de outra explicação: “pod” é uma palavra em inglês que quer dizer “vagem” ou “casulo”. No caso da vagem, é legal pensar o bocado de feijõezinhos, favas, grãos que ficam ali juntos numa mesma planta. Gosto da ideia de termos semelhanças e estarmos reunides, mesmo que cada grumo, cada semente seja um pouquinho diferente da outra.

          Daniela: “E o pod, pode?”. Brincadeiras à parte, neste livro queremos pensar como o podcast tem sido intensamente utilizado nos últimos dois anos pela Antropologia brasileira para falar e discutir como se trabalha e faz pesquisa nessa área das Ciências Sociais.

          Música de transição “Mudernage”, Ellen Oléria (do minuto 2:52 até o minuto 3:07):

          Essa magia vem do encontro dos nossos imãs

          E me desequilibra, mas não me desafina
          Direto de Brasília, Ceilândia, Taguatinga
          A mestre raizeira cura com sucupira
          Meu velho pai me ensina que balanço contamina
          Timbreira, grooveria
          Antiga poesia
          E essa batida, sente essa batida
          É fonte rica em vitamina

          (De 3:06 até, deixando de BG para o trecho a seguir, e fechando com fade out no final da fala da Soraya, no Bloco a seguir)

          BLOCO 1: O pod pode divulgar, ensinar, fazer companhia

          Soraya: Dani, por que você acha que o podcast pode ser uma mídia para fazer e falar de ciência? O que o podcast faz de diferente em relação a um artigo científico, uma coluna no jornal, uma palestra, por exemplo?

          Daniela: Sóra, eu sou suspeita para falar, porque sempre gostei muito de rádio. E o rádio tem essa diferença em relação à televisão de ser uma mídia bem menos exigente: você pode escutar enquanto faz outras coisas, não precisa ficar “presa” ali, com a imagem, porque ela não está pressuposta. O podcast também tem a vantagem que as mídias por demanda trazem, como a Milena acabou de falar. Os podcasts de ciência ganharam os corações e fones de ouvido das pessoas muito rapidamente, pois podem ser ouvidos quando cansamos de trabalhar no computador, nos trajetos de deslocamento de carro, de ônibus, a pé.

          Soraya: E eles desafogam os olhos, que têm sido super usados nesse momento intenso de uso de telas, né?

          Daniela: Exatamente! Enfim, eles “cabem” em diversas situações.

          Mas acho que a principal razão dessa explosão recente dos podcasts na divulgação científica é que eles permitem “dar corpo” a pesquisadories através da voz. E a voz transmite tanta coisa, né? Transparece as nossas emoções e nossos so taques. Mostra o nosso pensamento em ação, acontecendo ali no calor da hora. Isso permite um tipo de intimidade com as ouvinties que é muito sedutora. As expressões orais como risos, gaguejares, hesitações, silêncios longos, e choro também, comunicam diversos sentimentos, como fascinação, medo, alegria, surpresa, revolta. O tom de voz comunica esses afetos todos com uma intensidade que nem sempre o audiovisual faz, e o texto precisa usar de muitos recursos narrativos e gráficos para conseguir transmitir isso também. Nos podcasts, podemos contar as histórias dos feitos e fatos científicos humanizando cientistas, mostrando como a ciência é feita por gente específica, num mundo também específico.

          As histórias narradas em áudio também liberam um espaço para a imaginação que o suporte visual entrega como fechado. Nesse sentido, os podcasts parecem também com a literatura… a gente ouve as pessoas sendo entrevistades e fica imaginando como elas são e como são os lugares que elas estão descrevendo, fica imaginando como as histórias aconteceram ali. Tem uma abertura criativa para inventar uma versão toda sua dessas histórias e personagens, como nas histórias de ficção. Eu acho isso muito bacana! E ajuda a traduzir a ciência para quem não tem muita familiaridade com os termos, jargões e práticas. Ajuda estudanties a se interessarem por ciência.

          Soraya: Estudanties podem aprender muitas formas de como escolher um tema, buscar e processar a bibliografia e depois realizar a pesquisa de campo. Os podcasts podem servir demais como recurso didático, dentro da sala de aula. Não só na universidade, mas no ensino técnico, na formação de professories, e ainda no ensino médio, fundamental e até infantil, a meu ver. Os podcasts, ao trazerem tantes antropólogues, apresentam uma variedade enorme em termos metodológicos, éticos, políticos, né?

          Daniela: Isso! Cativando ouvinties, a gente espera contribuir para uma revalorização da ciência, e em especial das Ciências Humanas que têm sido pouco ou mal compreendidas. E essa é uma agenda política urgente! Pra ontem.

          Soraya: Dani, na sua opinião, qual é a importância de ume cientiste, um departamento, uma universidade fazer divulgação científica?

          Daniela: Nessa pandemia, as Ciências Biomédicas sentiram na pele o quão importante é que a população tenha um mínimo de cultura científica para que as políticas científicas de saúde possam ser implantadas em situações trágicas, como a que estamos vivendo. Na Antropologia, a gente tem sentido isso também, com frentes que promovem o descrédito des pesquisadories de Humanidades, e com a perseguição política a pesquisadories e profissionais que atuam na área da demarcação de terras indígenas e quilombolas. Comunicar a ciência é fundamental para podermos construir um mundo mais justo, para cultivar um coletivo aberto ao diálogo e ao conhecimento sobre o mundo e sobre as pessoas.

          Soraya: Tem um monte de palavras que a ciência usa e que só ela entende, né não? Por exemplo, “ibid”, que a gente encontra dentro de um parêntese depois de uma frase que veio entre aspas. É uma de tantas palavras latinas que entraram e ficaram na linguagem da ciência, mesmo que estejamos fazendo ciência num país em que se fala português. Todas essas características próprias do texto acadêmico têm sua importância, claro, mas não chegam em todos os contextos.

          Música de transição, “Mudernage”, Ellen Oléria (do minuto 2:15 até o 2:39):

          Tem que levantar poeira e coisa e tal

          Levantar poeira e coisa e tal
          Tem que pisar fino
          Tem que ter remelexo e coisa e tal
          Coisa e tal

          (De 3:07 a 3:16, deixando de BG para o trecho a seguir, e fechando com fade out)

           

          BLOCO 2: Os podcasts reunidos neste livro

          Soraya: Como é composto este livro, Milena?

          Milena: Este livro tem nove capítulos. Reúne o primeiro conjunto de podcasts de Antropologia que surgiram entre 2019 e 2020. Em cada capítulo, a equipe que produz o podcast conta um pouco sobre a sua história de criação e o formato escolhido para os programas.

          Soraya: E os desafios enfrentados em cada uma destas etapas.

          Milena: Isso mesmo, os desafios, as soluções e os aprendizados ao longo do caminho. Em 2019, surgiram os podcasts do Museológicas, da Universidade Federal de Pernambuco; o Selvagerias, da Universidade de São Paulo; e o Mundaréu, que é fei to em parceria entre o Labjor, Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Universidade Estadual de Campinas, e o Departamento de Antropologia, da Universidade de Brasília. Também no final de 2019, nasceu o Conversas da Kata, da UnB.

          Soraya: E em 2020, vieram o Antropotretas (Observantropologia), da Universidade Federal da Paraíba, e o Antropólis, da Universidade Federal de Pelotas. Também o Sensibilidades Antropológicas, da Universidade Federal de Uberlândia, o Campo Podcast, vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o Compósita, na Amazônia Paraense. Ao longo da pandemia do Covid-19, surgiram muitos outros podcasts. Aqui, reuniremos iniciativas de todas as regiões do país, é incrível como 2020 foi o ano da podosfera!

          Milena: Então, dá para imaginar o mundaréu de gente que se mobilizou, equipes com docenties, discenties e técnices destas universidades todas, para produzir estes programas. É tempo, recurso, gente, muito esforço e criatividade para apresentar a Antropologia para um público mais amplo. São horas de gravação e edição, e depois horas e horas de episódios disponíveis para escolher e ouvir. Este livro quer mostrar as muitas estratégias para produzir podcasts científicos, contando histórias de pesquisa, fazendo entrevistas, promovendo diálogos e mesas redondas, indo conhecer onde a Antropologia foi feita. Revelar os bastidores desse processo e mostrar que é possível, relativamente barato e muito promissor.

          O livro também traz, a partir das experiências de cada uma das produções, as diversas possibilidades que existem para fazer um podcast. A pandemia de 2020 mostrou que é possível gravar online, à distância, e que até os ruídos ao fundo do áudio gravado em casa também viram conteúdo. Cada equipe que elaborou estes capítulos compartilhou, de forma muito solidária, como fez para definir temas e pautas, agendar conversas, editar, reeditar, publicar… e fazer o podcast acontecer! Contaram também algumas histórias que os episódios trazem, como a de uma pesquisadora num acampamento do MST, ou de uma mãe em busca do auxílio emergencial durante a pandemia, casos interessantes que povoam os episódios dessa rede de pesquisadories, a Kere-Kere.

          Soraya: Esses nove podcasts têm chegado aos quatro cantos do mundo, a públicos muito variados, de dentro e de fora da universidade. E o livro é uma forma de trazer para essa mídia que a gente adora, e está tão mais acostumada a trabalhar – o texto em papel – um pouco dessa novidade. Mas a gente quer contar mais uma coisa para vocês.

          No Mundaréu, em geral, a gente tem tentado adotar o feminino como genérico na linguagem. Então, quando a gente fala de antropólogos no geral, falamos “antropólogas”, no feminino. Isso dá um efeito engraçado nas pessoas, especialmente nos homens, que acham que, por causa disso, a gente está falando só de mulheres, e não de homens também. Mas na verdade esse é um recurso feminista para que se pense naquilo que conta, e o que não conta, como “humano”, como “generalizável”. Isso é parte do que nós aprendemos com a Antropologia e as temáticas de gênero, que fazem parte das Humanidades. Gênero é linguagem, é cultura, e fala sobre relações de poder também. E as nossas experiências sociais – inclusive no mundo da ciência – estão pautadas pela centralização do poder entre homens. Nesse livro, nós sugerimos aos autores e autoras experimentarmos juntes uma outra estratégia nessa direção: o uso da linguagem neutra de gênero ao falar sobre as pessoas. Portanto, ao invés de fazer como fazemos no Mundaréu, ao usar o feminino como genérico universal, aqui vamos tentar usar a derivação em “e” para tentar “neutralizar” o gênero em uma forma não binária (masculino/feminino), exceto quando falamos de pessoas específicas que têm uma identidade de gênero binária. Então vocês verão no texto antropólogues, pesquisadories, estudanties e outras palavras novas, assim.

          Milena: É um pouco esquisito, a gente sabe. Foi esquisito também para nós e para es autories escrevermos desse jeito também, inventando, errando, experimentando e brigando com o corretor de texto. Mas “estranhar” as coisas é uma prática antropológica que a gente quis trazer para o livro, pra lembrar também que cultura e linguagem não são fixas. Elas mudam! E a gente acredita que muitos dos problemas que estamos vivendo hoje têm a ver com a desvalorização de populações minoritárias, como as populações LGBTQIA+, as mulheres e váries outres.

          Fechamento: Leitories para o livro, ouvinties para os podcasts e agradecimentos

          Música: “Mudernage”, de Ellen Oléria, com o trecho instrumental em BG até o final das falas nesse bloco de Fechamento (começando no minuto 3:35 e seguindo até o fim).

          Milena: Para quem quiser conhecer a trajetória de criação e produção por trás de cada um destes podcasts, o livro será boa companhia. Quem são essies cientistes antropólogues? Como estudam com as pessoas? Quando e por que começaram a usar o áudio para falar de sua Antropologia? Os capítulos são curtos e escritos numa linguagem mais acessível para quem não é da universidade.

          Soraya: As histórias contadas aqui estão muito legais. Queremos sugerir que vocês visitem os sites destes podcasts, assinem nos seus tocadores, sigam suas redes sociais e conheçam os materiais extras em seus sítios eletrônicos. Há também o site da Rede Kere-Kere, onde você poderá conhecer estes e ainda outros podcasts que surgiram mais recentemente. Mas, sobretudo, sugerimos que vocês divulguem estes projetos em suas aulas, grupos de pesquisa, palestras e almoços de domingo com a família. A Antropologia fala de muitos temas que têm a ver com a nossa vida, sobre as diferenças entre os povos, seus hábitos e formas de viver. Sempre rende uma boa conversa e, de quebra, já serve para ir desfazendo preconceitos e mal-entendidos sobre as diferenças des outres! Aproveitem essas histórias, vozes e risadas como companhia nos momentos de fazer faxina na casa, de lavar louça, de fazer exercício físico ou de circular nos carros, nos ônibus, nas caminhadas.

          Daniela: E nos ajudem a divulgar esses programas tão bacanas justamente pra quem fala que as Humanidades não fazem divulgação científica, ou que não merecem financiamento, porque não contribuem diretamente para o PIB, ou que são “inúteis”, “firula” ou “purpurina”. As Humanidades, e a Antropologia em especial, ensinam a pensar criticamente, um ingrediente fundamental para uma cidadania mais plena. Há muita coisa boa sendo feita! Quando ouvirem, nos deem retornos sobre os programas para irmos melhorando a cada dia. Nosso e-mail é [email protected]. Procurem as redes sociais e páginas dos podcasts na internet. E mandem e-mail ou mensagem. Vocês vão achar essas informações nos materiais extras.

          Milena: A gente agradece muito às autoras e autores que se dispuseram a contar sobre seus podcasts e às suas equipes que pegam junto na produção deste trabalho. Ficamos muito felizes com o prefácio escrito pela Bia e a Sarah, do podcast 37 graus, e a contracapa, feita pela Simone, do podcast Oxigênio. E somos gratas também a todo apoio recebido do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor, do Decanato de Pesquisa e Inovação da UnB, da Pontes Editores e da ABA Publicações.

          Daniela: Como vocês devem ter percebido, aproveitamos para escrever essa apresentação do livro já no formato de um roteiro do Mundaréu. Essa estratégia revela para vocês como nós produzimos o nosso podcast. E, mais importante, é uma forma de já entrar no clima desta mídia, desta forma de falar e navegar pela podosfera. Você vai poder ouvir essa apresentação, se quiser, através do QR Code que aparecerá a seguir e nos outros capítulos do livro. É só apontar seu celular para o símbolo, que a página abrirá no navegador do seu celular. Soraya: Agora, é sua vez! Vire a página, aperte o play e vamos lá!

          Materiais extras

          Rádio Kere-Kere

          Mundaréu

          Ellen Oléria

          Daniela Tonelli Manica é mãe, antropóloga e pesquisadora do Labjor/Unicamp. Estudou na Universidade Estadual de Campinas, foi professora no Departamento de Antropologia Cultural (IFCS-UFRJ) entre 2011 e 2018 e é professora no Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural (IEL-Unicamp) e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (IFCH-Unicamp). Produz o Mundaréu e coordena o grupo de pesquisa Labirinto. E-mail: [email protected]

          Milena Peres é técnica em Publicidade e Propaganda, jornalista pela Universidade do Vale do Paraíba e mestranda em Divulgação Científica e Cultural no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp). Tem interesse nas áreas de corpo, gênero e tecnologia e suas relações. E-mail: [email protected]

          Soraya Fleischer é mãe, antropóloga e professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília. Estudou na UnB, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na Universidade de Johns Hopkins e mais recentemente na Universidade Federal de Santa Catarina. Produz o Mundaréu, coordena a CASCA (Coletivo de Antropologia e Saúde Coletiva) e pesquisa sobre a epidemia do vírus Zika. E-mail: [email protected]

          24 min
        • Essa gente que se mete em tudo

          “Essa gente que se mete em tudo” foi a frase que Bia Guimarães e Sarah Azoubel pescaram do livro “No Ar: Antropologia. Histórias em Podcast”. Para elas, resume o fazer antropológico, um interesse no mundo, nas coisas, parecido com o dos jornalistas. Bia e Sarah, produtoras do lindo podcast 37 graus nos presenteiam com o prefácio ao livro que foi ao ar hoje, no site da ABA Publicações.

          A obra que reúne a história de 9 podcasts de Antropologia que nasceram de 2019 para cá. O livro foi organizado por Daniela Manica, Milena Peres e Soraya Fleischer. Foi publicado neste ano de 2022 pela Pontes Editores e pela Editora da Associação Brasileira de Antropologia, a ABA Publicações. Recebeu financiamento do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo e Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas, e do Decanato de Pesquisa e Inovação da Universidade de Brasília.

          O ebook poderá ser encontrado em áudio no site do Mundaréu. Publicaremos gradativamente os audiocapítulos, de acordo com as lives de debates que transmitiremos pelo canal do Mundaréu no youtube. Participem!

          O livro impresso está à venda nas livrarias e com a Pontes Editores.

           

          5 min
        • #17 – Homofobia

          “A cada 26 horas, uma pessoa LGBT é assassinada ou se suicida no Brasil. Mais da metade dos assassinatos de pessoas LGBT no mundo ocorrem no Brasil. 67% dos assassinatos são direcionados contra travestis e mulheres transexuais. 118 mortes por ano foi a média brasileira de assassinatos de pessoas trans entre 2008 e 2019”.

          Esses dados estão contidos no Projeto de Lei para a criação do Conselho de Estado de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+ do estado de Mato Grosso. Números igualmente violentos podem ser encontrados nos monitoramentos feitos pelo Transgender Europe (TGEU) ou pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). A cada injúria fóbica pronunciada por um vizinho, um deputado, um presidente da república, é uma pessoa LGBTQIA+ que tomba, é uma vida importante que perdemos. Esse episódio traz a realidade de perseguições por orientação sexual e por gênero no estado do Mato Grosso, mas, como mostram nossos convidados, Clóvis Arantes (ONG Livremente) e Marcos Aurélio da Silva (PPGAS/UFMT), o estado é só um reflexo de todo o país em tempos de fascismo.

          Dedicamos esse episódio à memória de Julya Madsan (Juína/MT) e Priscila Diva (Perus/SP).

          Mais informações:

          • Página do episódio
          • Grupo Livremente, Cuiabá/MT
          • Currículo Lattes da Marcos Aurélio da Silva.
          • SILVA, Marcos Aurélio da. “O corpo na cidade: festa, militância e os caminhos das políticas LGBTS em Mato Grosso e no Brasil”. Amazônica: Revista de Antropologia, 8, pp. 142-171, 2017.
          • ____. “Numa tarde qualquer: Uma antropologia da Parada da Diversidade em Cuiabá e da cultura LGBT no Brasil contemporâneo“. Bagoas – Estudos Gays: Gêneros e Sexualidades, 10, pp. 101-130, 2017.
          • SILVA, Marcos Aurélio da e LOPES, Moisés Alessandro de Souza. “Festa, política e o corpo na rua: Uma antropologia visual da Parada da Diversidade de Cuiabá nos 50 anos de Stonewall“. Revista Brasileira de Estudos da Homocultura 2, pp. 180-197, 2020.
          • DOURADO PORTO, Rayssa Karla; SILVA, Marcos Aurélio da; GUGELMIN, Sílvia Angela. “Narrativas de passabilidade e a segurança para transitar: Transmasculinidades e saúde“. Aceno – Revista de Antropologia do Centro-Oeste 8(16), pp. 219-230, 2021.
          • BENEVIDES, Bruna G. (Org). Dossiê assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2021. Brasília: Distrito Drag, ANTRA, 2022.
          • Materiais extras:

            • Transcrição completa do episódio
            • DOUGLAS, Mary. Pureza e perigo. São Paulo: Perspectivas, 2010.
            • BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: Notas para uma teoria performativa da assembleia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
            • ____. Discurso de ódio. Uma política do performativo. Tradução de Roberta Fabbri Viscardi. São Paulo: Editora da UNESP, 2021.
            • GLUCKMAN, Max. Rituais de rebelião no sudeste da África. Brasília: Editora da UnB, 1974.
            • ACENO – Revista de Antropologia do Centro-Oeste, Departamento de Antropologia, UFMT
            • “Ode ao Bozo“, do álbum homônimo de Gatunas.
            • Foto no site: “Cactus white” de @bert8k, Freeimages.
            • Expediente:

              • Apresentação: Soraya Fleischer e Daniela Manica.
              • Produção: Soraya Fleischer e Daniela Manica.
              • Participação nas conversas preparatórias do episódio: Anita Ferrari, Hugo Virgílio, Julia Mendes e Pedro Ribas.
              • Transcrição das conversas preparatórias e gravação: Anita Ferrari, Hugo Virgílio, Julia Mendes e Pedro Ribas.
              • Produção do roteiro: Soraya Fleischer.
              • Montagem e edição: Soraya Fleischer e Gabriel Marçal.
              • Músicas do episódio: Lucas Carrasco.
              • Transcrição do episódio: Anita Ferrari, Pedro Ribas e Hugo Virgílio.
              • Revisão da transcrição do episódio: Anita Ferrari, Pedro Ribas e Soraya Fleischer.
              • Conteúdo do sítio eletrônico: Soraya Fleischer e Daniela Manica.
              • Divulgação: Bianca Lino e Equipe do Mundaréu.
              • Agradecimentos: Clóvis Arantes, Marcos Aurélio da Silva, Lucas Carrasco, equipe do Mundaréu, Gatunas.

                41 min
              • #16 – Cloroquina

                Há dois anos atrás, a pandemia de um vírus respiratório muito letal que se espalhava sobre o planeta chegava ao Brasil. Muitas pessoas adoeciam e morriam rapidamente, e os diversos povos, nações e coletivos foram obrigados a buscar alternativas para lidar com essa repentina realidade. O que fazer? Segurar todo mundo em casa, para evitar o espalhamento? Fechar comércios, escolas, instituições? Usar máscaras? Quais? Como? Quais medidas sanitárias funcionavam? E como lidar com o adoecimento? Haveria algo a se fazer para evitar complicações e mortes?

                O episódio de hoje remete a esse triste aniversário falando sobre uma anti-solução que se espalhou pelo país praticamente junto com o vírus: o uso do medicamento “cloroquina” como parte de um suposto “tratamento precoce”, que prometia evitar as complicações com a doença. E que liberou as pessoas de buscarem outras formas (que certamente seriam mais eficazes) para lidar com o vírus. Conversamos com a antropóloga Rosana Castro, professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e Thaís Penaforte, farmacêutica e professora da Universidade Federal da Bahia.

                Mais informações:

                • Página do episódio
                • Currículo Lattes da Rosana Castro.
                • Currículo Lattes da Thais Penaforte.
                • PENAFORTE, Thais. “O negacionismo enquanto política: o debate da cloroquina em uma comissão parlamentar“. Cadernos de Saúde Pública, 37, p. e00023021, 2021.
                • CASTRO, Rosana. “Mesmo sem comprovação científica…? Políticas de ´liberação´ da cloroquina“. Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, número especial “Reflexões na pandemia”, p. 1-12, 2021.
                • No episódio falamos de:

                  • Off label: Prescrição de medicamentos para finalidades diferentes daquelas descritas na bula aprovada pela autoridade sanitária competente.
                  • Medicina baseada em evidências: Elaboração do tratamento de um paciente por meio da associação da experiência clínica com a melhor evidência científica disponível.
                  • Estudos clínicos: Estudos de caráter científico, com a participação de pessoas, cujo objetivo é verificar a segurança e possíveis efeitos colaterais de novos medicamentos.
                  • Remdesivir: Primeiro antiviral aprovado pela ANVISA para o tratamento de Covid-19 em pacientes adultos ou pediátricos internados com pneumonia grave.
                  • Materiais extras:

                    • Transcrição completa do episódio
                    • Estudos científicos sobre a cloroquina:
                      • Estudo Coalizão, um estudo brasileiro, publicado na revista New England.
                      • Estudo Recovery.
                      • Estudo Solidarity.
                      • RAOULT, Didier et al. “Hydroxychloroquine and azithromycin as a treatment of COVID-19: results of an open-label non-randomized clinical trial“. International Journal of Antimicrobial Agents, 56(1), 2020, 105949.
                      • RAOULT, Didier et al. “Clinical and microbiological effect of a combination of hydroxychloroquine and azithromycin in 80 COVID-19 patients with at least a six-day follow up: A pilot observational study“. Travel Medicine and Infectious Disease, 34, 2020, 101663.
                      • Estudos científicos sobre o remdesivir:
                        • BEIGEL, John H. et al. “Remdesivir for the Treatment of Covid-19 – Final Report”. New England Journal of Medicine 383, pp. 1813-1826, 2020.
                        • ANSEMS, K. et al. “Remdesivir for the treatment of COVID-19”. Cochrane Database of Systematic Reviews 8, Art. No.: CD014962, 2021.
                        • BUTLER, Octavia. Parábola do Semeador. São Paulo: Morro Branco, 2018.
                        • “Ode ao Bozo“, do álbum homônimo de Gatunas.
                        • Foto no site: “Plants” de @isatori, Freeimages.
                        • Expediente:

                          • Apresentação: Daniela Manica.
                          • Produção: Daniela Manica e Soraya Fleischer.
                          • Participação nas conversas preparatórias do episódio: Anita Ferrari, Bianca Lino, Fernanda Andrade, Julia Mendes, e Irene do Planalto.
                          • Transcrição das conversas preparatórias e gravação: Anita Ferrari, Bruno Campelo, Fernanda Andrade, Julia Mendes, e Irene do Planalto.
                          • Produção do roteiro: Daniela Manica.
                          • Montagem e edição: Daniela Manica e Lucas Linardi Carrasco.
                          • Transcrição do episódio: Anita Ferrari, Irene do Planalto e Daniela Manica.
                          • Revisão da transcrição do episódio: Irene do Planalto e Daniela Manica.
                          • Conteúdo do sítio eletrônico: Julia Mendes, Daniela Manica e Soraya Fleischer.
                          • Divulgação: Bianca Lino, Irene do Planalto e Equipe do Mundaréu.
                          • Agradecimentos: Rosana, Thaís, equipe do Mundaréu, Gatunas.

                             

                            37 min
                          • #15 – Terra

                            “Terra” tem muitas acepções. Pode ser pensada como um espaço fundiário, uma propriedade, um lugar para produzir, mas ela é muito mais do que isso. Ela não é só um pedaço de chão. Na terra, cria-se a vida, numa relação de coexistência entre muitos, muitos seres. 

                            A Antropologia, assessorada por várias comunidades tradicionais, povos indígenas, organizações de apoio e estudiosas, etnólogas e especialistas, quer contribuir para ampliar os entendimentos da terra. Diversificar esses entendimentos é garantir a vida de todo mundo, humanos e não humanos, que habitam esse país. Nesse ano eleitoral, sabemos que se multiplicarão as opiniões e práticas tão francamente anti-indígenas, por isso, é preciso contra-argumentar, é preciso somarmo-nos às suas vozes, às suas terras. Nesse episódio, estaremos juntas com a antropóloga Andressa Lewandowski (UNILAB) e a advogada Carolina Santana (Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato).

                            Mais informações:

                            • Página do episódio
                            • Currículo Lattes da Andressa Lewandowski.
                            • Currículo Lattes da Carolina Santana.
                            • AmazoniAlerta é um aplicativo de telefone celular desenvolvido com e para os povos indígenas da Amazônia.
                            • Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato
                            • NEVES, Marcelo e SANTANA, Carolina R. (Orgs.). Direito Constitucional às margens do Estado. Porto Alegre: Editora Zouk , 2021.
                            • LEWANDOWSKI, Andressa. O direito em última instância: uma etnografia do Supremo Tribunal Federal. Tese [Doutorado em Antropologia Social]. Orientadora: Antonádia Borges. Brasília: Universidade de Brasília, 2014.
                            • Materiais extras:

                              • Transcrição completa do episódio
                              • “Ligas camponesas”, série narrativa especial do Antropotretas, sobre o universo de disputas pela regularização da terra e pelos direitos de trabalhadores rurais e agricultores na Paraíba.
                              • “Fatos Florestais”, documentário sobre uso da terra e conservação no Brasil. Produção de Fernando Meirelles, Observatório do Clima e Produtora Imaginária. Participação de Tasso Azevedo e Camila Pitanga.
                              • ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma única história. TED conference, julho de 2009.
                              • “Ode ao Bozo“, do álbum homônimo de Gatunas
                              • Foto no site: “Cactus” de @mioiteu, Freeimages.
                              • Expediente:

                                Apresentação: Soraya Fleischer.
                                Produção: Daniela Manica e Soraya Fleischer.
                                Participação nas conversas preparatórias do episódio: Barbara Correa, Bianca Lino, Max Messias, Rai Almeida, Daniela Manica e Soraya Fleischer.
                                Transcrição das conversas preparatórias: Barbara Correa, Bianca Lino, Max Messias, Rai Almeida.
                                Produção do roteiro: Soraya Fleischer e Daniela Manica.
                                Montagem e edição: Soraya Fleischer e Lucas Linardi Carrasco.
                                Transcrição do episódio: Max Messias e Rai Almeida.
                                Revisão da transcrição do episódio: Irene Chemin e Soraya Fleischer
                                Conteúdo do sítio eletrônico: Soraya Fleischer e Daniela Manica.
                                Divulgação: Equipe do Mundaréu.

                                Agradecimentos: Andressa Lewandowski, Carolina Santana, Marcela Stockler Coelho de Souza, Laboratório de Antropologias da T/terra (DAN/UnB), equipe do Mundaréu, Gatunas.

                                 

                                 

                                44 min
                              • Teaser da Terceira Temporada

                                A agenda política do momento não é nova. A destruição da vida é projeto desde os tempos coloniais nesse país. Um projeto para desunir as pessoas, desmontar as políticas públicas, tirar dinheiro dos hospitais, das universidades, das escolas e da cultura. E estamos sendo torturados, desmoralizados, mortos.

                                Por enquanto, o que podemos fazer é resistir, trabalhar para frear esse rolo compressor. E a terceira temporada do Mundaréu, nesse ano eleitoral de 2022, vem punk. A Antropologia também pode ajudar a pensar os nossos problemas, pode reunir ideias e argumentos de resistência.

                                A partir de fevereiro, esse projeto de ensino, pesquisa e divulgação científica, feito numa parceria entre a Unicamp e a UnB, trará um episódio por mês, sempre embalado pela banda paraibana Gatunas.

                                Então, bora lá resistir, bora ser mais!

                                Mais informações:

                                • Transcrição completa do teaser
                                • “Ode ao Bozo“, do álbum homônimo de Gatunas
                                • Expediente:

                                  Apresentação: Daniela Manica e Soraya Fleischer
                                  Produção: Daniela Manica e Soraya Fleischer
                                  Participação no teaser: Pedro Ribas, Anita Ferrari, Irene Chemin, Lucas Linardi, Ana Noronha, Bianca Lino, Barbara Correa, Julia Mendes, Fernanda Andrade, Jana Aleixo, Milena Peres, Hugo Virgílio, Rai Almeida, Bruno Campelo-Pereira, Max Messias.
                                  Produção do roteiro do teaser: Daniela Manica e Soraya Fleischer
                                  Montagem e edição do teaser: Lucas Linardi Carrasco, Daniela Manica e Soraya Fleischer
                                  Transcrição do teaser: Anita Ferrari
                                  Autorizações para a vinheta da temporada: Lucas Linardi Carrasco e Soraya Fleischer
                                  Conteúdo do sítio eletrônico: Soraya Fleischer e Daniela Manica
                                  Divulgação: Equipe do Mundaréu
                                  Foto no site: “Spiky raindrop”, por @lince86 do Freeimages

                                  Agradecimentos: Gatunas, Pedro Nascimento, Lucas Linardi Carrasco, equipe do Mundaréu, PIBIC, DPI e DAN/UnB, Proec e Labjor/Unicamp.

                                  6 min
                                • # 18 – Mundo na sala de aula: Lembrar para nunca mais acontecer

                                  A entrevistada deste episódio é Victória Smith. A partir do seu TCC, intitulado “Memória, Verdade e Justiça: o estado brasileiro e as violações de direitos humanos cometidas entre 1968 e 1979”, ela se debruçou sobre a história recente para conhecer as graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro entre o AI-5 (1968) e a Lei de Anistia (1979). A partir do caso do jornalista, Vlado Herzog, ela discute as ideias de tortura, memória, esquecimento e cidadania. Esse cuidadoso fazer etnográfico com documentos e arquivos foi orientado pela Professa Andréa Lobo, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília.

                                  Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:

                                  • Antropologia da memória
                                  • Antropologia da morte e do morrer 
                                  • Antropologia e Direitos Humanos
                                  • Antropologia e História
                                  • Pesquisa social em arquivos
                                  • Métodos e Técnicas em Antropologia Social
                                  • Materiais que podem dialogar com este episódio:

                                    • SMITH, Victória. Memória, Verdade e Justiça: O Estado brasileiro e as violações de Direitos Humanos, 1968-1979. Dissertação [Bacharelado em Ciências Sociais]. Brasília: Universidade de Brasília, 2020. 
                                    • “Vida de jornalista 89: Vladimir Herzog, o  jornalista“. ALVES, Rodrigo. Vida de jornalista, 30 de junho de 2021. Podcast.
                                    • Comissão Nacional da Verdade 
                                    • Comissão Rubens Paiva 
                                    • Comissão Anísio Teixeira 
                                    • Materiais extras: 

                                      • Página do episódio
                                      • Transcrição completa do episódio
                                      • Currículo Lattes da Victória Smith
                                      • Currículo Lattes da Andréa de Souza Lobo
                                      • Currículo Lattes da Melissa Bevilaqua
                                      • Currículo Lattes da Hugo Virgílio
                                      • “Mudernage”, do álbum Afrofuturista, de Ellen Oléria
                                      • “Erased”, fotografia de t a.
                                      • Expediente: 

                                        • Apresentação: Hugo Virgílio e Melissa Bevilaqua 
                                        • Produção: Melissa Bevilaqua 
                                        • Montagem e edição do roteiro: Melissa Bevilaqua e Soraya Fleischer
                                        • Montagem e edição do episódio: Melissa Bevilaqua, Daniela Manica e Soraya Fleischer
                                        • Transcrição do episódio: Hugo Virgílio e Melissa Bevilaqua 
                                        • Revisão da transcrição: Janaína Aleixo
                                        • Conteúdo do Sítio eletrônico: Melissa Bevilaqua e Soraya Fleischer
                                        • Divulgação: Bianca Lino e equipe do Mundaréu
                                        • Agradecimentos: Victoria Smith, Andréa Lobo e equipe do Mundaréu.

                                           

                                          16 min

                                        About Mundaréu

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