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Só ouve história quem conta história. Este é um princípio ético, metodológico e também teórico para a Antropologia que a Luciana Hartmann produz com crianças, suas professoras, nas escolas. História para se apresentar e também para conhecer a outra pessoa. Histórias para dar aulas, fazer pesquisa, escrever e apresentar resultados.
Foi o tema da infância e da migração que aproximaram a Luciana, professora de Teatro na Universidade de Brasília, da Ariana Furtado, professora do primeiro ciclo na Escola do Castelo, em Lisboa. Este é um centro de ensino público e multicultural situado no bairro do Castelo, ponto turístico conhecido no alto da cidade. Neste episódio, as crianças cantarão músicas para elas, uma contará histórias para a outra, juntas vão narrar sobre seus encontros para nós. E nós do Mundaréu vamos levando esta contação adiante, sempre num jogo do vai e vem.
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Outras publicações:
Músicas/Histórias/Depoimentos da Rádio Pavão:
No “Bloco 1”:
No “Miolo”:
No “Bloco 2”:
Expediente:
Agradecimentos: Ariana Furtado, crianças da Escola do Castelo, Rádio Pavão, Sílvia Gonçalves, Luciana Hartmann, Ellen Oléria com a música de abertura, “Mudernage”, do álbum Afrofuturista.
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No dia 11 de março de 2021, o desastre nuclear na cidade de Fukushima/Japão completa uma década. Naquele ano de 2011, Suzane Alencar Vieira estava começando a pensar sobre sua pesquisa de campo do doutorado em Antropologia e foi mobilizada pelo que aconteceu em terras japonesas. Encontrou também no Brasil, controvérsias envolvendo a energia nuclear; encontrou no estado da Bahia uma empresa querendo explorar o urânio; encontrou na Malhada, uma comunidade remanescente de quilombola resistindo pelo uso de suas terras e subsolos.
E encontrou Dona Teresa Joana da Silva, uma das lideranças locais importantes. Juntas navegaram entre físicos, cientistas, advogados, prefeitos, cartorários, jornalistas, padres, movimentos sociais, cineastas, comunidades vizinhas. Juntas encontraram um lugar para a antropóloga ser compreendida e ajudar a adensar ainda mais esse debate na região. E Teresa reforça, sobre as consequências da mineração por ali, “Porque hoje, quando chega uma verdura, o povo ainda procura saber: ‘Dondé?’, ‘É de tal canto?’. Porque se for de lá, ninguém quer. O povo perdeu muita muita coisa, viu? Ói, então, o povo virou o povo cismado dos outros. Trouxe muita tristeza”.
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Músicas:
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Agradecimentos: Suzane Alencar Vieira e Teresinha Joana da Silva; Jean e Hugo Miguel (filho e esposo de Suzane); Rodrigo (neto de D. Tereza); Comunidade da Malhada, inclusive os músicos e cantores (Caetité/BA); Ellen Oléria.
Quem cuida da saúde? Quem estuda a saúde?
Parteiras, benzedeiras, fisioterapeutas, pesquisadoras, mães de santo, secretárias municipais da saúde. E também mães, irmãs, avós, primas e vizinhas. Muita, muita gente cuida da saúde no Brasil. E de formas que nem sempre passam pelo jaleco branco ou pelos hospitais. É na casa, é na organização não governamental, é no desenho da política de vacinação.
A antropóloga Soraya Fleischer tem estudado como é partejar em Melgaço/PA, como é lutar pelos direitos reprodutivos das mulheres no Recife/PE, como é cuidar de crianças com a síndrome do vírus Zika na Nova Descoberta/PE. Neste episódio, Paula Viana, enfermeira obstétrica e feminista do Grupo Curumim, vem contar como nos últimos 16 anos, juntas, elas têm produzido Antropologia e políticas públicas de saúde.
Publicações conjuntas:
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Expediente:
Agradecimentos: amigas do Grupo Curumim, Paula Viana, Núbia Melo, Neide Batista, Suely Valongueiro, Cira dos Santos, José Carlos Batista da Silva (Tatau); amigas de Melgaço, Dona Tabita Bentes dos Santos (conhecida como Dona Dorca, in memoriam), seu esposo, Seu Benedito, seus filhos e netos, em especial, Andrea e Adriano; Debora Diniz, Rafael Viana, Mel Florez Swioklo, Cecilia Fleischer Swioklo e Michael Swioklo; pesquisadoras do atual projeto de pesquisa “Quando duas epidemias se encontram: Repercussões do Covid-19 no cuidado e cotidiano de crianças com a Síndrone Congênita do Vírus Zika”, Ana Claudia Camargo, Jeniffer Cardoso, Julia Garcia, Mariana Simões, Raquel Lustosa, Sabrina Alves e Thais Valim; cantoras Ellen Oléria e Flaira Ferro.
6ª Conferência na 32ª Reunião Brasileira de Antropologia – 06/11/2020
Joênia Wapichana – Deputada Federal, Brasil
Título da Conferência: “Os direitos dos povos indígenas na política brasileira contemporânea”
Link para vídeo da conferência
5ª Conferência na 32ª Reunião Brasileira de Antropologia – 05/11/2020
Seth Holmes – Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos
Título da Conferência: “Imigração, saúde e a invisibilização da desigualdade”
Tradução: Carolina Parreiras (USP)
4ª Conferência na 32ª Reunião Brasileira de Antropologia – 04/11/2020
Michael Taussig – Universidade de Colúmbia, Estados Unidos
Título da Conferência: “Tom, O Naturalista”
Tradução: Carolina Parreiras (USP)
3ª Conferência na 32ª Reunião Brasileira de Antropologia – 03/11/2020
Mara Viveros Vigoya – Universidade Nacional da Colômbia
Título da Conferência: As Cores do Antirracismo (Parte II)
Tradução: Matheus França (UFG)
2ª Conferência na 32ª Reunião Brasileira de Antropologia – 01/11/2020
Éric Fassin – Universidade de Paris VIII, França
Título da Conferência: “As cores do antirracismo” (Parte 1)
Tradução: Shisleni Macedo (USP)
1ª Conferência na 32ª Reunião Brasileira de Antropologia – 30/10/2020
Zethu Matebeni – Universidade de Western Cape, África do Sul
Título da Conferência: “Unongayindoda: fazendo o gênero em um contexto sul-africano”
Tradução: Thaís Tiriba (USP)
A antropóloga põe luva, avental, touca, máscara, põe o propé em cima do sapato. E está pronta para entrar na sala de cultura, uma salinha pequena e importante no Instituto de Biofísica da UFRJ onde acontece coleta, processamento, isolamento, plaqueamento, expansão das células. Tudo que a cientista Regina Goldenberg quer ver na estufa é a célula se expandir, crescer e principalmente conversar com outras células. A expectativa de sua equipe é encontrar as células que sejam resistentes e enfrentem todo tipo de intempérie que lhes aparecer pela frente. Tudo que a outra cientista, Daniela Manica, quer é ver Regina e sua equipe conversando, mas não com qualquer célula.
CeSaM – é a partir das células do sangue menstrual que elas têm tentado encontrar as células-tronco “duras de matar”. Neste episódio, é com ela que Daniela conversa para fazer uma Antropologia da Ciência e um feminismo acadêmico, nessa sala de cultura.
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Publicações conjuntas:
Pesquisas sobre as CeSaM:
Materiais sobre as CeSaM e o sangue menstrual:
Outros materiais:
Expediente:
Agradecimentos: Ricardo Costa e Escravos da Mauá, Ellen Oléria, Danny Dee, Clarice Rios.
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