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O que seria uma Antropologia com o pé no chão, orgânica, visceral? É assim que Elisângela Maranhão, do “Grupo Comunidade Assumindo suas Crianças”, e Catarina Morawska Vianna, da Universidade Federal de São Carlos, trabalham juntas. Não é uma Antropologia feita pela Catarina sobre o bairro de Peixinhos ou no Grupo Comunidade, em Olinda/PE, onde Anjinha atua. É uma Antropologia feita com e ao lado destas mães, mulheres, crianças e adolescentes. São as reflexões e ações realizadas conjuntamente entre interlocutoras e antropóloga para pensar sobre as variadas formas de violência vividas ali na região, sobretudo as violências disparadas pelo Estado.
Neste episódio, vamos ouvir sobre a diferença entre pesquisa colaborativa e pesquisa comunitária; vamos conhecer diferentes empreitadas de escrita e co-autoria; e vamos entender o que essas duas convidadas podem nos ensinar sobre a Antropologia do vuco-vuco.
Mais informações:
Músicas:
Expediente:
Agradecimentos: Ellen Oléria, Cannibal, André Luís Monteiro.
Olá pessoal! Saudades!!!
Voltamos agora em novembro, com a segunda temporada. Um mundaréu de boas histórias de pesquisa.
“Mundo na sala de aula”, a nova série do podcast Mundaréu!
Este é o episódio de fechamento da série Mundo na sala de aula. A série produziu nove episódios, publicados sempre às segundas-feiras, entre agosto e outubro de 2020. Foi uma série toda produzida pelas e pelos estudantes da equipe do Mundaréu em Brasília e em Campinas. E teve como objetivo gerar material para ser aproveitado dentro da sala de aula, especialmente neste momento de educação remota.
Neste encerramento, vamos discutir o podcast como ferramenta de ensino e aprendizagem de Antropologia. Um material em áudio pode ser ouvido antes, durante e depois da aula; pode ser acompanhado de um roteiro de audição; pode conectar um texto lido a uma história ouvida; pode até inspirar processos de avaliação.
Neste caso, a professora preparou uma lista com vários e diferentes podcasts de Antropologia e pediu para que a turma escolhesse e ouvisse alguns deles. Depois, cada estudante gravou, em um áudio de até dois minutos, um comentário sobre o material ouvido. Deste conjunto de pequenos áudios, a professora selecionou justamente os trechos que discutiam a utilidade do podcast como recurso didático. E resultou este episódio como forma de concluir a atividade com a turma, fazer o fechamento da série Mundo na sala de aula e, ao mesmo tempo, mostrar o quanto apostamos no podcast para ensinar e aprender Antropologia.
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
Materiais que podem dialogar com este episódio:
Materiais extras
Expediente:
Apresentação: Ana Noronha, Hugo Virgilio e Soraya Fleischer
Agradecimentos: A turma de “Antropologia e mercado de trabalho” por se engajar na atividade e também consentir a inclusão de suas ideias e vozes no episódio; Os podcasts que nos permitiram usar suas vinhetas; A equipe do Mundaréu, em Brasília e em Campinas, pela parceria sempre tão batuta; Raissa Carvalho que transcreveu este episódio e o tornou mais acessível; o Centro de Educação à Distância (CEAD/UnB) e ao Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília.
Mundo na sala de aula é a nova série do Mundaréu.
No oitavo episódio da série Mundo na sala de aula, nós vamos refletir sobre como o Instagram funciona para a divulgação deste podcast e mostrar de que forma produzimos essa comunicação na plataforma, ao mesmo tempo em que pensamos sobre o ambiente digital e suas complexidades. O que são algoritmos, o que eles fazem com os usuários, como montar um conteúdo qualificado para as redes sociais e como identificar os limites dessas relações online.
Neste episódio, abrimos os dados de audiência do Mundaréu no Instagram e compartilhamos o perfil do nosso público, mostrando como pensamos e criamos nossos posts, legendas, stories, enquetes, fotos, artes e vídeos para alcançar nosso principal objetivo: a divulgação científica da Antropologia.
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
Materiais que podem dialogar com esse episódio
Materiais Extras
Agradecimentos: Agradeço às professoras Daniela Manica e Soraya Fleischer pela oportunidade de ingressar na equipe do Mundaréu e de produzir um episódio da série Mundo Na Sala de Aula, além de todo apoio e incentivo constantes. Agradeço ao Arthur Ulhôa pela parceria e criatividade na produção e gravação do episódio. Obrigada também a toda equipe do Mundaréu por todo aprendizado e troca!
Expediente
Apresentação: Milena Peres e Arthur Ulhôa, com participação especial de Jana Aleixo.
“Mundo na sala de aula”, a nova série do podcast Mundaréu!
Neste episódio, vamos discutir como fazer uma antropologia peripatética. Uma antropologia que se aprende e se realiza andando, rindo, sentindo cheiros e saboreando texturas. Ou melhor, que se faz com um amigo-interlocutor que compartilha com a pesquisadora presenças e também parecenças ancestrais.
Vamos conhecer Nelma Rolande, artista plástica e doutoranda em Antropologia Social (PPGAS/DAN), que abriu seus diários e contou como tem sido trilhar com o tema etnologia indígena sendo uma mulher negra. Ela fez pesquisa entre o povo Canela da Aldeia Escalvado, Maranhão, onde encontrou Guukiet-Jôjô, que foi mais do que interlocutor, foi amigo, referência teórica, mestre e crítico. E conhecemos também Clarice Rios, antropóloga do Rio de Janeiro, que abriu sua sala de aula e contou com a presença da Iranice do Nascimento, mãe do Paulo Igor, assistente social e dirigente da Associação Mão Amiga, voltada para o tema do autismo. Juntas, contarão de suas vivências e andanças na Feirinha da Pavuna, das histórias ouvidas na cozinha da entidade, dos cafezinhos tomados nos intervalos das terapias ali oferecidas.
Embarque nestas andanças, caminhadas, passeios de diálogos-encontros com a gente. Bora lá?
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
Materiais que podem dialogar com este episódio:
Materiais Extras
Expediente
Apresentação: Zane do Nascimento e Nelma Rolande
Agradecimentos: Agradeço a equipe do Mundaréu na UnB e na Unicamp, especialmente, as professoras Soraya Fleischer e Daniela Manica pela confiança, apoio e incentivo em tornar possível este episódio. Sou enormemente grata a Josinelma Rolande que aceitou o convite para ser entrevistada, depois, tornou-se minha parceira de locução e disponibilizou, gentilmente, trechos do seu diário de campo e gravações dos rituais que acompanhou entre 2005 a 2011. Na Aldeia Escalvado, agradeço a Leiza Prãnkwy que possibilitou o contato com seu pai, Guukiet-Jôjô (Valdemar), mestre de saber do povo Canela. Quero expressar o meu carinho, admiração e agradecimento aos Filhos de Dona Maria que autorizou o uso da trilha e a Ana Noronha que me colocou em contato com esta banda brasiliense.
Somos estudantes, antropólogues, professories e também militantes! Como conciliar tudo isso e usar de nossas práticas e lutas pra fazer Antropologia?
Esse episódio nos convida a valorizar nossas experiências coletivas, conhecer e somar aos espaços e movimentos sociais e políticos que dão vida e preenchem as universidades. Através das histórias de Fêtxawewe Guajajara Veríssimo, estudante calouro de Ciências Sociais na UnB e Patrícia Barbosa Tukano, estudante de Literatura na Unicamp, podemos nos reconhecer como pessoas políticas e buscar os sentidos que nos impulsionam ao longo de nossas trajetórias, mesmo antes da universidade, às vezes antes até de termos nascido e, ao longo de nosso curso na universidade, dar prosseguimento a esses sentidos. Antropologia também é compromisso e luta!
** Errata: O vestibular indígena começou na UnB em 2006 — e não em 2016, como informado no episódio.
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
Materiais que podem dialogar com este episódio:
Materiais extras:
Expediente:
Apresentação: Irene do Planalto e Zane do Nascimento
Agradecimentos: Agradeço a equipe do Mundaréu de Brasília e de Campinas pelo trabalho e experiências intercambiadas, em especial a Zane do Nascimento, pela companhia neste episódio, e a Soraya Fleischer e Daniela Manica, pela confiança e auxílios atenciosos. Agradeço imensamente a Fêtxa, Patrícia e Artionka pelas entrevistas e disponibilidade de compartilhar um pouco de suas trajetórias com a gente. Ao Nelson D, agradeço por autorizar o uso da música “Transcendência”! E agradecimentos atenciosos a minha mãe Viviane Chemin, minha avó Glória Chemin, meu pai Allan Kardec Pimentel, e Laísa Fernanda, Daniel Silva, Nami Motta, Athene Pilan, Jade Luz e Manuela Costa por serem mis amores e por me apoiarem sempre.
Para fazer um trabalho de campo na Antropologia, planejamos o tema, o lugar, a estratégia de lá chegar e ficar por algum tempo. Encontramos e conhecemos muita gente nesse processo.
Já pensou se eu virar amige de ume interlocutore de campo? Será que isso é possível, viável, aprovável? E se for… será que vai me atrapalhar? Por outro lado, será que eu, necessariamente, tenho que ter uma amizade ou uma boa relação com as pessoas pra fazer pesquisa? É… essas perguntas são tão nossas, de estudantes de graduação em Antropologia, que se ouvimos a palavra “pesquisa” e “campo” na mesma frase já começa o rebuliço no estômago. Mas aqui, queremos conversar sobre essas pré-noções que temos sobre fazer pesquisa e sobre o lugar da amizade dentro da Antropologia.
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
Materiais que podem dialogar com este episódio:
Materiais extras:
Expediente:
Apresentação: Luisa Nascimento e Hugo Virgilio
Agradecimentos: Queria agradecer a todos os envolvidos diretamente e indiretamente no processo de criação desse episódio. A toda equipe do Mundaréu da UnB e Unicamp, às professoras Soraya Fleischer e Daniela Manica e ao Arthur Ulhôa pela sugestão da música para o episódio. A minha mãe e irmã, Marizelma e Natasha, por me ouvirem sempre com carinho e serem minha força, a Carmem, minha namorada, companheira de vida, por estar juntinha comigo durante esse momento todo. E claro, aos meus amigos Lui, Evelyn, Alice, Bia, Tamy e tantos outros que estão comigo desde o início nessa graduação. Foi muito importante e muito prazeroso ouvir essas histórias e conversar sobre elas com você, Hugo! Muito obrigada, querido.
“Mundo na sala de aula”, a nova série do podcast Mundaréu!
Fazer vestibular para qual curso? Entrei, mas estou no curso certo? Como chegar, ficar e formar nas Ciências Sociais? Nesse episódio, falaremos de mudanças, de dúvidas e incertezas — todas situações que muitas de nós passamos durante nosso curso de graduação em Antropologia. José Miguel Olivar (USP), Érica Souza (UFMG), Clarice Rios e os professores da Unicamp, Artionka Capiberibe, Nashiele Rangel Loera, Taniele Rui e Rodrigo Toniol, lembram como escolheram a área. Também refletem como seguem fazendo seu trabalho quando se envolvem com arte e militância ou promovem diálogos interdisciplinares e participam de projetos sociais.
E nem tudo é crise em nossas trajetórias, certo? Aprendemos novos olhares, amadurecemos, produzimos materiais e também nos construímos como antropólogas. E isso faz a maior diferença na nossa profissão!
Disciplinas que podem usar este episódio:
Materiais que podem dialogar com este episódio:
Materiais extras:
Expediente:
Apresentação: Ana Noronha e Irene do Planalto
Agradecimentos: Agradeço a todxs que estiveram presentes desde o momento em que entrei na universidade pública. A todxs do curso de Biologia/UnB, em especial à Heloisa Miranda que me abriu as portas para a minha primeira pesquisa. A todxs xs amigxs, professorxs e mestrxs que encontrei enquanto morava em Recife/PE. À Sara Santos que foi uma excelente professora e me apresentou a área da Antropologia de uma maneira incrível e apaixonante. A todxs da Equipe Mundaréu, especialmente a Irene do Planalto, minha parceira de locução, e Soraya Fleischer, que além de ajudar no episódio, ajudou a resignificar minha trajetória acadêmica. Também quero agradecer ao Henyo Trindade Barreto Filho e às bandas Brutal Mary, Hermano, Moara e Lucas Tufas e Feijão – compostas por ex/estudantes do Departamento de Antropologia da UnB – que permitiram suas músicas integrarem a trilha sonora desse episódio.
“Mundo na sala de aula”, a nova série do podcast Mundaréu!
Trabalho de campo só vale se for num lugar distante? Antropóloga tem que viajar pra fazer pesquisa? Que nada! Trabalho de campo pode ser feito em qualquer lugar, inclusive naqueles que fazem parte do nosso dia a dia. Nesse episódio, a Melissa Bevilaqua vai levar a gente pras salas de aula que ela frequentou. Como estudante e aspirante a professora, ela vai contar como que esse lugar tão familiar virou seu campo. E vai mostrar que, pra gente começar a encontrar possibilidades de pesquisa antropológica em tudo que nos cerca, basta esse tal do estranhamento…
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
Materiais que podem dialogar com este episódio:
Materiais extras:
Expediente
Apresentação: Melissa Bevilaqua e Ana Noronha
Agradecimentos: Agradeço a toda equipe do Mundaréu, tanto da UnB quanto da Unicamp. Em especial, as professoras Soraya Fleischer e Daniela Manica pelos comentários tão atenciosos e pela oportunidade e a Ana Noronha que me acompanhou na gravação desse episódio. Também gostaria de agradecer à professora Artionka Capiberibe pela indicação do lindo disco Palikur Ponte Entre os Povos e à banda do Recanto das Emas, Dream Music.
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