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“Mundo na sala de aula”, a nova série do podcast Mundaréu!
Nesse episódio, vamos resgatar os melhores (ou piores) “erros” de gravação da primeira temporada do Mundaréu. Ligações mal sucedidas, equipamentos teimosos, gaguejadas, pigarros, palavras enroladas, confusões, risadas e muitos outros perrengues que marcaram os bastidores deste podcast. Também vamos aproveitar para refletir sobre o que pode dar errado em uma pesquisa de campo na Antropologia.
Mas espera aí, o que é “dar errado”? O que o “erro” significa em uma pesquisa de campo? Como lidar com eles? É um erro falar “erro”? Dois antropólogos, o José Miguel Olivar (USP) e a Érica Souza (UFMG), vão nos ajudar a pensar essas questões a partir das adversidades e soluções que cada um enfrentou no trabalho de campo.
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
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Agradecimentos: Agradeço as professoras Soraya Fleischer e Daniela Manica pelas orientações, apoio e pela oportunidade de inventar esse episódio, a toda equipe do Mundaréu pela solidariedade, auxílio, dicas e sugestões e aos professores José Miguel Olivar e a Érica Souza pelas autorizações. Um agradecimento especial ao meu amigo Jay Khyl pela ajuda e paciência de responder minhas dúvidas técnicas.
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Apresentação: Arthur Ulhôa e Melissa Bevilaqua
“Mundo na sala de aula”, a nova série do podcast Mundaréu!
Você já pensou em um dia chegar em casa e ter um antropólogo entrevistando a sua mãe na mesa da cozinha? E se a sua casa for uma ocupação de moradia popular de um antigo hotel no centro do Rio de Janeiro? E mais ainda: quando você menos percebesse, estivesse cursando antropologia? Foi mais ou menos isso o que aconteceu com o Hugo Virgilio, estudante de Antropologia da Universidade Federal Fluminense e em mobilidade estudantil na Universidade de Brasília. Ele produziu o primeiro episódio da nossa nova série: “Mundo na sala de aula”!
Disciplinas que podem se beneficiar deste episódio:
Materiais que podem dialogar com este episódio:
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Agradecimentos: Um agradecimento as professoras Daniela Manica e Soraya Fleischer pela convite de pilotar esse primeiro episódio do Mundo em sala de aula e a toda a equipe do Mundaréu pelas sugestões e apoio. Também agradecer a UnB e seu Departamento de Antropologia pelo acolhimento, a professora Lucía Eilbaum (UFF); ao Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC) e ao Grupo de Estudo e Pesquisa em Antropologia do Direito e das Moralidades (GEPADIM). Também ao Mano Teko que tão gentilmente nos permitiu usar a usa música para embalar o episódio; ao Consórcio Andifes que permite a estudantes de graduação do Brasil inteiro a possibilidade de intercâmbio entre universidades federais; aos meus interlocutores, aos meus padrinhos Olga e Augusto pelo incentivo e por me ajudarem a me manter em Brasília, aos meus melhores amigos Eduardo, Yasmin e Luiza por sempre me apoiarem nas minhas loucuras e claro, aos meus pais por serem os melhores que eu poderia ter, por serem tão mente aberta e nos proporcionarem essa experiência tão legal que é o contato com a Antropologia.
Último da primeira temporada do Mundaréu, este episódio conta como esse tempo passou, para nós. Fala do mundo compartilhado que queremos criar com o Mundaréu, recapitulando um pouco nossos passos para a criação do podcast. Avaliamos, com nossa equipe e com os participantes dos episódios anteriores, os desafios e aprendizados de lançar um material em áudio na Antropologia, mostrando as diferentes facetas deste projeto de pesquisa, docência e extensão. Além disso, trazemos as vozes das/dos estudantes que têm participado da feitura cotidiana deste podcast.
Contamos também um pouco sobre os próximos passos do Mundaréu.
Já seguem nossas redes? @mundareupodcast, estamos no Twitter, Instagram e Facebook!
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Agradecimentos: Henrique Gomes, Patricia Barbosa, Marina Sena, Irineu Pereira, Marcel Bauab, Iranice do Nascimento, Fernanda Bittencourt, Geovane Flach, Marcela Vasco.
“Eu nunca fiquei triste porque ele é assim, eu nunca fiquei mal por causa disso. Não, não! Ele é só meu filho, eu aprendi que antes do autismo tem uma criança ali e, hoje, tem um adulto lindo, um gato! Eu só queria saber como fazer pra deixar ele bem, pra ele ser uma criança feliz, pra ele ser um adolescente feliz do jeito dele”. (Depoimento de Iranice sobre o filho, Paulo Igor, em 5 de março de 2020).
Saber. Saber o diagnóstico, saber como cuidar, saber como ajudar para ser feliz. Eis um direito pelo qual Iranice do Nascimento e tantas outras mães e pais de autistas lutam todo dia. Não é um direito evidente, nem acessível. Não está em todo lugar e nem é facultado a qualquer pessoa. Nesse episódio, conheceremos como essa luta foi feita por ela individualmente, e também institucionalmente, por meio da Associação Mão Amiga. Ao acompanhar as reuniões de acolhida dessa ONG, conhecer a proposta de “tratamento especializado”, caminhar pelas ruas do movimentado bairro da Pavuna na cidade do Rio de Janeiro, a antropóloga Clarice Rios vai aprendendo muito de perto, e também na prática, como se lida com o autismo no dia a dia.
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Músicas, sítios e fotos
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Agradecimentos
“Fui pela primeira vez à ocupação de usuários de crack na esquina da Rua Flávia Farnese no Parque Maré, três quadras adentro da Av. Brasil, numa manhã de dezembro de 2013. O lugar em si já me instigou, pois se tratava de uma área liminar na favela, estruturada de antigos depósitos industriais e apartada das áreas residenciais e das ruas comerciais. Estava com Henrique Gomes, morador da Nova Holanda que então trabalhava na ONG Redes da Maré. A cena constituía-se de não mais que 15 barracos de lona preta que abrigavam os consumidores, os quais ainda acordavam, mas já nos olhavam de modo desconfiado. Ninguém conversou conosco. Henrique chamou por Vera, uma mulher negra de mais de sessenta anos, identificada como liderança local. Eu me apresentei a ela, disse vir de São Paulo e me apressei em dizer que não queria atrapalhá-la naquele momento, já que eu tinha intenção de retornar mais vezes para a realização de uma pesquisa. Era mesmo um primeiro contato.” (Taniele Rui, 2018, p. 63)
Nesse episódio, vamos conhecer todos esses personagens, Dona Vera, uma importante liderança local; Henrique Gomes, morador do Complexo da Maré e interlocutor central da pesquisa; e Taniele Rui, antropóloga e professora da Unicamp. Eles vão nos contar várias histórias de como é fazer pesquisa no Rio de Janeiro, na Maré, numa época após os grandes eventos esportivos e na convivência com consumidores de crack. E conheceremos como a antropologia interpela criticamente a dita “guerra às drogas”, a principal política pública que tem sido empreendida para controlar o tráfico e o uso de substâncias ilegais.
O impacto do Covid-19 nas comunidades de favela tem sido imenso. Se você quiser ajudar a Maré, há uma campanha muito bacana e bem organizada no site da ONG onde o Henrique trabalha. Na página deles, você encontra como doar bem facilmente: http://redesdamare.org.br/
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Lugar de índio é na floresta. Lugar de índio é na universidade, no happy hour do final do dia, na Moradia estudantil e também nas reuniões do Conselho Universitário. Na Unicamp, na UnB, na UFAM. Lugar de índio é na Marcha das Mulheres Indígenas, é viajando para Manaus, Brasília, Oiapoque, Índia ou também integrando a equipe de um projeto de pesquisa de Antropologia. São todos esses lugares, cada vez mais, cada vez mais longe.
Nesse episódio, vamos conversar com Patrícia Barbosa, estudante da etnia Tukano, que fez o primeiro vestibular indígena realizado na Unicamp em 2018. Ela faz pesquisa com Artionka Capiberibe, professora e etnóloga do Departamento de Antropologia da Unicamp. Juntas, elas estiveram na Marcha das Mulheres Indígenas em 2019 como militantes, pesquisadoras e antropólogas. Universidade entre os povos na floresta e, de modo cada vez mais contundente, os povos da floresta na universidade – novos diálogos, novas vozes para conhecermos.
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No Brasil, 45% da área rural está nas mãos de menos de 1% das propriedades, segundo o estudo da ONG Oxfam Internacional (OXFAM, 2016). Segundo a Comissão da Pastoral da Terra, foram 29 assassinatos em conflitos no campo, no ano de 2019. No caso de lideranças indígenas, por exemplo, esse foi o número mais alto de assassinatos na última década (CPT, 2019). Padecemos de uma gritante concentração de terras, sofremos com uma enorme violência rural, vitimando principalmente aquelas pessoas que vêm lutando por um pedaço de terra para plantar, ter família, viver, sonhar.
Nesse episódio, vamos conhecer Irineu Pereira, importante liderança do movimento da Reforma Agrária no interior do Estado de São Paulo. Ele vai nos contar o que é acampar, assentar, batalhar pelo seu lote rural. Nashieli Rangel, antropóloga da Unicamp, vem estudando esse movimento há muitos anos, e nos mostrará como o diálogo com esse seu interlocutor tem sido fundamental em termos políticos, metodológicos e acadêmicos.
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Músicas
Agradecimentos especiais
O que significa uma pessoa ser “cis”, ser “trans”?
São muitas perguntas. Nesse episódio, Érica Souza e Marcel Bauab vão nos ajudar com algumas respostas. Ela é antropóloga e professora da Universidade Federal de Minas Gerais. Ele é músico freelancer e luthier, passou pelo processo de transição e participou da pesquisa dela.
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Agradecimentos especiais: Rafaela Bispo, Julia Morim, Paula Viana, Erica Colaço e Sarah Azoubel.
Mundaréu é embalado pela música “Quem canta” de Danú e Tatá, uma dupla de cantoras de Brasília. Agradecemos sempre por essa parceria!
Nesse episódio, vamos conhecer Marina Sena, quiroprata, instrutora de ioga e mestranda na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Rodrigo Toniol, antropólogo e professor de Antropologia da Unicamp. Marina é uma das profissionais de saúde que participa de uma equipe de pesquisadores interessados em entender a relação entre saúde e espiritualidade. Rodrigo pesquisa o que essa equipe vem fazendo.
Como fazer pesquisa sobre a pesquisa alheia, como fazer pesquisa sobre o fazer científico? E quando essa ciência se produz a partir da rezas, chás, mandalas, mantras, práticas de respiração, visualização e meditação? Como é uma Antropologia sobre as PICS – as Práticas Integrativas e Complementares no SUS?
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O trabalho sexual é a profissão de Betânia Santos e o tema de pesquisa do antropólogo José Miguel Olivar Nieto. Ela, maranhense morando em Campinas/SP; ele, colombiano morando em São Paulo/SP. Nesse episódio, vamos conhecer os dois e conhecer as delicadezas e desafios de seus trabalhos.
Como é fazer pesquisa sobre o trabalho sexual? Quais são os cuidados éticos necessários e as estratégias metodológicas? Que tipo de expectativas as putas têm sobre os resultados gerados pela Antropologia?
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Apresentação: Daniela Manica e Soraya Fleischer
Produção: Daniela Manica, Soraya Fleischer, Vinicius Ferreira e Julia Couto
Gravação: Octávio Augusto, Rádio da Unicamp
Transcrição, montagem e edição do episódio: Vinicius Fonseca e Daniela Manica
Música: “Funk da Daspu” foi composto para os desfiles da grife Daspu e gentilmente cedido para reprodução no episódio.
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