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– ESCUTE ANTES DE LER O TEXTO! –
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Era um feriado prolongado comum na grande São Paulo, mas como meus pais eram comerciantes, teriam que trabalhar. Eu, consequentemente, estava fadado a ficar em casa em pleno verão. Mas, pela primeira vez nesta história, o Arthur me salvou.
O Arthur era um grande amigo. Nossas famílias moravam na mesma rua desde antes de eu nascer, mas nossos pais só se conheceram no hospital. Mamãe ficou grávida de mim na mesma época que a mãe do Arthur esperava por ele. Em certo sentido, como diz a música do Cazuza, “nossos destinos foram traçados na maternidade”. — Eu gostava tanto dessa música, mas agora nem consigo mais ouvi-la.
O Arthur nasceu no dia 3 e eu no dia 4. Perdi as contas de quantas vezes ele bancou ser o meu “irmão mais velho” na rua — Me respeita, moleque, que eu sou mais velho que você!
Voltando ao feriado prolongado, ainda me lembro de quando o pai do Arthur veio perguntar para o meu pai se poderia me levar para viajar com eles. Meu pai ficou meio relutante, mas acabou deixando. E lá fomos nós para o litoral.
Meu pai, apesar de ser amigo do pai do Arthur, não gostava muito do fato da família dele ser cristã. Na verdade ele nunca disse isso para a gente, mas dava para ler nas entrelinhas. Na época, assim como meus pais, eu não acreditava em Deus, mas não me incomodava com o fato do Arthur ir todo domingo de manhã à igreja. Pra ser sincero, eu até gostava, pois eu, o “irmão mais novo”, tinha que narrar toda a corrida do Senna depois que o Arthur voltava e eu adorava ver e recontar as emocionantes corridas daquela época. — Eu gostava tanto de Fórmula 1, mas agora nem consigo mais assisti-la.
A viagem foi muito gostosa. O sol estava muito forte e a gente passava o dia inteiro na praia. Só voltava para dentro de casa depois que o sol se punha e a gente começava a ficar arrepiado com o frio.
Lembro que jogamos muito futebol e vôlei de praia. Foi também nessa viagem que fiquei em pé numa prancha de surfe pela primeira vez. O Arthur ficou insistindo para eu tentar subir numa “prancha de verdade”, como ele dizia, e deixar de lado a minha tão surrada e querida prancha de bodyboard verde-limão — Eu gostava tanto de pegar jacaré com a minha prancha, mas agora nem consigo mais segurá-la.
E tudo aconteceu no último dia de praia.
O Arthur e eu entramos na água. O dia estava mais quente que os anteriores e o mar estava incrivelmente tranquilo.
Já tínhamos ultrapassado as ondas há tempos, mas seguíamos adiante naquela piscina maravilhosa. De repente, a maré começou a nos puxar para dentro.
A gente tentava nadar de volta, mas não conseguia de jeito nenhum. Ficamos brigando com a força das águas por quase uma hora e ninguém percebia a nossa agonia. A gente tentava gritar, mas ninguém ouvia nada no meio daquele silêncio ensurdecedor.
Depois de muito tempo, o pai do Arthur viu a gente acenando. Ele entrou desesperado para nos resgatar. Nós estávamos muito cansados.
Depois de um tempão brigando com o mar, ele chegou…
Chegou bem na hora que eu fiquei com cãibras. Malditas cãibras.
Ele não ia conseguir pegar nós dois ao mesmo tempo. Até tentou agarrar um em cada braço, mas a maré começou a levar nós três. O desespero dele ficou ainda mais nítido quando ele ficou parado, tentando pensar o que fazer.
Foi quando o Arthur, pela segunda vez nesta história, me salvou.
— Pai, leva ele primeiro. Depois você volta para me pegar.
— Mas, filho…
— Pai. Eu te amo. Eu sei para onde eu vou e eu sei para onde o senhor vai, mas ele ainda não sabe.
Na época não entendi o que o Arthur quis dizer, mas hoje sei que foi a única coisa que ele poderia ter dito para convencer o seu pai a deixá-lo lá e salvar a mim.
Nunca mais vou esquecer essas palavras: “Eu sei para onde eu vou e eu sei para onde o senhor vai, mas ele ainda não sabe.”
Fui deixado na areia e o pai do Arthur, com lágrimas nos olhos, entrou novamente na água para buscá-lo, mas Deus o buscou primeiro. — Eu gostava tanto do mar, mas agora nem consigo mais pisar na água.
Hoje eu sou salvo pelo mesmo Cristo que salvou o Arthur. O mesmo Cristo que fez o Arthur me salvar. O mesmo Cristo que convenceu o pai do Arthur a salvar a mim ao invés do próprio filho.
Hoje eu espero ansiosamente o dia em que vou poder abraçar o meu “irmão mais velho” de novo. Nesse dia vou poder contar para ele que o meu filho também se chama Arthur.
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Texto: Thiago André Monteiro
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Fala, discípulo!
Pedro, Thiago e Matheus, diretamente do Mar da Galileia, se reúnem mais uma vez No Barquinho para uma conversa sobre tudo o que abrange o mundo dos surdos! Pra isso, chamamos a Laís D’Andréa (cega, que gravou o #NB41 – A Visão do Cego) e a intérprete de língua de sinais Letícia Muniz.
Neste podcast, saiba se todo surdo é mudo, entenda como é uma conversa entre um surdo e um cego, e porque surdos não gostam de bigodes nem de unhas pintadas!
Duração: 96 min.
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Pedro, Thiago e Matheus, diretamente do Mar da Galileia, se reúnem mais uma vez No Barquinho para uma conversa aberta sobre os limites da zoeira, sobre o bullying e, como de costume aqui no #NB, falam também um pouco de sua infância na escola e a convivência com as diferenças.
Neste podcast, descubra quem sempre fez amizades para a preservação de sua integridade física, quem sobreviveu ao trote na faculdade e qual dos discípulos teve a sua personalidade forjada como resultado do bullying sofrido na infância.
Duração: 82 min.
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Ouça também o MassaPocket #04 – Zueras, Piadas & Limites”
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O dia 10 de novembro de 2009 entardecia como qualquer outro. Depois de um dia na labuta, voltava para casa exausto, porém com a sensação de dever cumprido por mais um dia bem sucedido no escritório.
Seguia na rotina diária de enfrentar o trânsito caótico da capital num dos principais e mais engarrafados corredores da cidade. Naquele dia parecia que o caos estava maior que o de costume, mas isso não incomodava, pois não planejava que esta fosse uma noite comum. — De fato, a noite poderia ser classificada como qualquer outra coisa, exceto comum, como vocês poderão constatar. O que ninguém poderia esperar é que fosse um incomum tão diferente.
Na mente pecadora um plano já estava sendo desenhado em seus detalhes. Era casado há poucos anos, ainda sem filhos, e continuava apaixonado pela esposa. Mas naquela noite, depois de muito tempo, passaria a noite sozinho em casa. A esposa viajara a trabalho. Em meio aos faróis acesos, pedestres atravessando as ruas fora das faixas, motos loucas cruzando irresponsavelmente os carros e buzinas para todos os gostos, o plano era detalhado e aperfeiçoado cada vez mais.
A noite sozinho em casa prometia. Sem a presença da esposa estaria livre para gastar horas se deleitando com pornografia, como há muito não fazia. Mas a mente não planejava tranquila. Sendo cristão, sabia que o que estava para fazer só tinha um nome: pecado! Mas era daqueles pecados gostosos que a gente racionaliza, fingindo até mesmo que, por um breve momento, Deus não existe de fato.
A vontade mesmo era procurar os serviços de uma mulher de verdade, dessas do ramo; mas não tinha coragem. Sabia que isso seria adultério, e, sendo assim, uma questão muito mais séria; impossível de se conviver. É verdade que constantemente lembrava de Mateus 5, onde o próprio Jesus ensinava que o simples olhar para outra mulher com segundas intenções já era considerado por Deus como um adultério consumado. Mas quando o homem decide racionalizar o pecado, essas coisas não são levadas em conta.
Diante da batalha interna entre o Espírito Santo e a natureza pecaminosa humana, eis que surgiu uma oração. Por uma fagulha de tempo Deus deixou de ser aquela mera hipótese na mente e ganhou o espaço que lhe era devido desde o início.
— Deus, você mesmo disse em 1 Coríntios 10.13: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.“. Pois bem, você está vendo aqui que estou planejando pecar contra você e preciso de sua ajuda para não seguir adiante. Se você existe mesmo, por favor, se mostre de maneira evidente e promova este livramento que você prometeu.
Eis então que o milagre aconteceu; e imediatamente. Antes de ter a chance de dizer “amém”, todas as luzes daquela avenida cercada de prédios se apagaram! Impressionante! Nunca, em toda a caminhada cristã, sonhara que viveria uma experiência tão intensa. Mas seria mesmo um milagre? A princípio ainda cogitava uma coincidência, mas que coincidência era aquela? Afinal, Deus registrara uma promessa na Bíblia e a oração feita pedia justamente para que Ele a cumprisse. Mas entenda bem o dilema que agia na mente humana deste pecador: em menos de um segundo, Deus passou de uma hipótese improvável a uma presença quase palpável.
Conforme o carro seguia para casa, ainda completamente perplexo com aquilo, notava que o blecaute não era local, mas parecia não ter fim. Os bairros passavam e a escuridão continuava. — Será que em casa também falta energia? — pensava.
Sim. Na verdade a energia elétrica caíra não somente nos bairros próximos, nem ao menos na cidade inteira, mas em quase 20 estados brasileiros (na verdade, ele ultrapassou até mesmo as fronteiras nacionais) e ninguém conseguia explicar o motivo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Blecaute_no_Brasil_e_Paraguai_em_2009). Quero dizer, quase ninguém, pois alguém nesta história sabia exatamente o porquê aquilo acontecera.
Ao perceber o tamanho da resposta divina, uma oração de humilhação e gratidão foi surgindo. — Obrigado, Deus, por se mostrar de maneira tão evidente a este miserável pecador que não merece a sua misericórdia. — Este foi o pensamento que dominou a mente até que o sono chegasse, mas não antes de algumas horas de extasiada reflexão a respeito do que acontecera.
Por fim a calmaria chegou e, assim com acontecera com os hebreus depois da milagrosa travessia do Mar Vermelho, o êxtase deu lugar à mesmice da vida e Deus novamente perdeu o seu espaço, voltando a ser tratado como uma mera hipótese. Tanto que naquela mesma manhã, aproveitando a ausência da esposa em casa e o retorno da energia elétrica, alguém se deleitou algumas horas com pornografia até notar que já se atrasava para o trabalho.
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Texto: Thiago André Monteiro
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Fala discípulo à deriva!
Pedro, Thiago e Matheus,, junto com Thiago Monteiro (TAM), Chico Gabriel e Daniel Sas, estão à deriva e explicam o que é este novo podcast produzido pelo No Barquinho!
Agora, todo dia 05 do mês, você tem um novo podcast para ouvir! O primeiro programa sai já neste dia 05/01. Aguarde!
Você pode colaborar! Envie seu texto, com seus dados completos, para [email protected]
Duração: 15 min.
Arte e Logo por Daniel Sas (portfólio)
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Fala, discípulo!
Pedro, Thiago e Matheus, diretamente do Mar da Galileia, se reúnem mais uma vez No Barquinho, e dessa vez sozinhos, resolveram trocar ideias sobre o ano que está terminando e também fazer um Top 3 do que consumiram de entretenimento no ano de 2013.
Neste episódio do #NB você tem a oportunidade de conhecer muita coisa nova e que talvez nunca tenha ouvido falar. Todos os links estão aí embaixo pra que você tenha acesso direto. Aprecie!
Duração: 101 min.
Vitrine por Daniel Sas. Acesse o portfólio do nosso vitrinista!
Links comentados no episódio:
– Jesus Rocks
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Fala, discípulo!
Pedro, Thiago e Matheus, diretamente do Mar da Galileia, se reúnem mais uma vez No Barquinho para conversar sobre a mitologia por detrás de tudo o que dizem que é do diabo! E para nos ajudar, chamamos o Bibo (BiboTalk) e o Cacau Marques (Juntos em 1)!
Neste podcast, desmistifique os mitos e as verdades sobre o que é do diabo, e tenha outras ideias acerta do natal, dia das bruxas e até mesmo do Pica-pau!
Duração: 92 min.
Vitrine por Daniel Sas. Acesse o portfolio do nosso vitrinista!
Links comentados no episódio:
#NB39 – Dossiê: Satanás
Pica-pau: o diabo necessário
Mark Discroll e John Piper sobre o Halloween
Podcast 2em1 #16 – Verdades e Origens do Natal
Podcast Irmãos.com #49 – É Natal!
Mosaico Teológico
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Pedro, Thiago e Matheus, diretamente do Mar da Galileia, se reúnem mais uma vez No Barquinho para mais um podcast da série CineGalileia, conversando e discutindo o filme “Os Agentes do Destino” sob o ponto de vista cristão! E para discutir conosco, chamamos a nossa colunista Jaqueline Lima, e o sempre presente Názaro Brito.
Neste podcast, ouça uma discussão descontraída sobre temas como almas gêmeas, destino e o assunto proibido: soberania de Deus X responsabilidade humana, além de qualificar o filme em nossa nova escala de notas!
Duração: 94 min
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Links comentados nas epístolas:
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Pedro, Thiago e Matheus, diretamente do Mar da Galileia, se reúnem mais uma vez No Barquinho, para bater um papo descontraído sobre os jogos de PC que fizeram nossa alegria muitos anos atrás! E pra essa conversa convidamos três amigos para falar dessa nostalgia, Daniel Sas, o nosso vitrineiro, Edu Kokinho do Massacrente e Marcelo Mathias do podcast mais que parceiro irmaos.com!
Em mais um episódio descontraído do #NB relembremos os jogos de PC que nos fizeram perder horas na frente do monitor!
Duração: 104 min
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Fala, discípulo!
Pedro, Thiago e Matheus, diretamente do Mar da Galileia, se reúnem mais uma vez No Barquinho, para bater um papo sobre algo que tem assombrado a indústria do entretenimento: a pirataria. E pra essa conversa foram convidados dois produtores de entretenimento: Davi Luna (Juntos em 1) e Abner Melanias (Achando Graça).
Em mais um episódio do #NB ouça uma discussão aberta e sem meias palavras sobre pirataria e direitos autorais; entenda como cada um dos participantes consome conteúdo de entretenimento e aprenda a piratear um podcast!
Duração: 118 min
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