Se você postar uma imagem do quadro "A Origem do Mundo", de Gustave Courbet, nas suas redes sociais, você vai ter sua publicação rapidamente removida da sua página. Isso porque um quadro de uma vagina hiperrealista à mostra parece ir contra os termos de comunidade das redes.
Esse fato evidencia algo que sabemos já de antemão: que vaginas incomodam. E é porque incomodam que são objeto de interesse da arte - porque a arte é aquilo que recusa se acomodar aos fatos da realidade e busca, sempre, transformá-los, movimentá-los, tirá-los dos seus lugares confortáveis. Assim, seja nas artes plásticas, na literatura ou na dramaturgia, a vagina tem sido abordada sob diferentes perspectivas, desde o famoso quadro francês do século XIX até os também famosíssimos Monólogos da Vagina de Eve Ensler.
No Brasil, em janeiro desde ano de 2021, o encontro entre a arte e a vagina voltou a causar alvoroço. A escultura "Diva", da artista plástica pernambucana Juliana Notari, causou polêmica. A obra de 33m é nada mais, nada menos do que uma enorme vagina/ferida exposta na Zona da Mata de Pernambuco.
Para falar sobre esse tema, passando por sua obra mas indo além, a artista Juliana Notari aceitou nosso convite para esse papo, e se juntou à apresentadora Renata Magalhães, à editora do NotaTerapia Luisa Bertrami e à professora de História da Arte Sthephane Godoi para falar sobre vagina e as muitas formas como ela mobilizou e mobiliza as artes e o mundo.
Junte-se a nós nesse papo que vai ser incrível!
Para ver na versão em vídeo, acesse o link:
https://youtu.be/FcGVMSY7Ex8