A velhice, um período que já é delicado, adquire elementos peculiares para a população LGBTI+. A saudade, o desejo de ter feito a vida diferente ou a solidão aparecem, mas é agravada por rompimentos familiares e pela falta de políticas públicas que respeitem e amparem lésbicas, gays, bissexuais, trans, intersexo e outras pessoas que fogem às sexualidades tradicionais.
O livro “O Brilho das Velhices”, lançado em 2021, traz uma série de entrevistas com pessoas idosas LGBTI+, que contam seu passado, seu presente e seus planos para o futuro. Um livro que buscou, na literatura, dar espaço às vozes dessa população em um tema ainda pouco discutido no mundo.
“Só o fato de chegar à velhice já é um brilho excepcional. Daí vem o ‘brilho’, do título do livro, como contraponto à questão do apagamento”, explica Luís Baron, um dos organizadores da obra, nesta entrevista ao Brasil de Fato MG.
O livro é uma produção coletiva da Universidade Federal de Goiás, da Universidade São Judas, de São Paulo, e da editora Associação Eternamente SOU, da qual Luís Baron é hoje presidente.