***Especialista explica que isso indica que a
barragem apresenta necessidade de monitoramento contínuo e controle
rigoroso, mas risco de rompimento não é iminente.
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A Agência Nacional de Mineração (ANM)
reduziu o nível de emergência da barragem Sul Superior, localizada na
Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), de Nível de Emergência 3
(NE3) para Nível de Emergência 2 (NE2) no Sistema Integrado de Gestão de
Barragem de Mineração (SIGBM).
Segundo a ANM, a barragem estava em nível máximo de emergência (3) desde
2019 por apresentar risco iminente para a comunidade local e o meio
ambiente. De acordo com a agência, foram investigações geotécnicas com
tecnologias avançadas e aumento no quantitativo de equipamentos de
monitoramento, além de evolução de estudos que possibilitaram melhor
compreensão da condição de estabilidade da estrutura, bem como uma
atuação mais efetiva da Vale, que é responsável pela barragem, e da ANM.
O geólogo e presidente da EDEM Desenvolvimento de Projetos e
Participações e do Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de
Goiás e do Distrito Federal (Sieeg-DF), Luiz Antônio Vessani, explica
que a transição do Nível 3 para o Nível 2 demonstra que o risco de
rompimento iminente foi reduzido, mas que há necessidade de
acompanhamento contínuo à barragem e vigilância constante.
“O Nível de Emergência 2 indica que a barragem apresenta riscos que
precisam de monitoramento contínuo e controle rigoroso, mas o risco de
rompimento não é iminente. Esse nível exige atenção constante e ações
preventivas, mas a situação é considerada gerenciável. As medidas
implementadas, como reforço estrutural e melhoria na drenagem, ajudaram a
estabilizar a barragem, diminuindo o perigo imediato, mas ainda
requerendo vigilância constante. A transição do Nível 3 para o Nível 2
significa que o risco de rompimento iminente foi reduzido”, destaca
Vessani.
Risco reduzido, mas não totalmente eliminado
Segundo o especialista, no Nível 3 a barragem apresentava riscos
críticos como “deformações estruturais, infiltrações, alta probabilidade
de liquefação e pressões internas elevadas, indicando um risco iminente
de rompimento”.
“As chances de rompimento são consideravelmente menores do que no Nível
3, devido às medidas preventivas adotadas. A população e o meio ambiente
estão em uma condição de segurança relativa, mas não completamente
isentos de risco”, afirma Vessani.
Em nota, a ANM informou que o avanço das obras de descaracterização tem
contribuído “para o aumento gradual da segurança da estrutura, com a
remoção de cerca de 900 mil metros cúbicos, o que corresponde a cerca de
13% do total a ser retirado, bem como melhorias na drenagem superficial
do seu reservatório e a redução do aporte de água para a barragem”.
Vessani lembra que, em fevereiro de 2019, cerca de 500 moradores das
comunidades próximas à Barragem Sul Superior foram evacuados de maneira
preventiva por conta do aumento do nível de emergência para o Nível 2 e,
posteriormente, para Nível 3. “Desde então, muitos não retornaram às
suas casas, pois o retorno depende da garantia de segurança plena da
barragem”, pondera Vessani.
Fonte: DigitalRadioTv / Br 61
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