Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Estudo avalia métodos anestésicos usados em cirurgias do globo ocular
    Cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP realizaram experimentos em que compararam índices de dor em dois tipos de anestesias usadas em cirurgias do globo ocular: a peribulbar e a subtenoniana. A pesquisa avaliou 54 pacientes submetidos a cirurgias de vitrectomia, um procedimento usado em cirurgias como a de descolamento de retina. O estudo foi publicado na revista PLOS ONE e tem como autor principal o médico oftalmologista Jefferson Augusto Santana Ribeiro que avaliou os dois procedimentos em seu pós-doutorado na FMRP.
    Na entrevista concedida ao podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (3), ele explicou que a vitrectomia é um procedimento usado em cirurgias oftalmológicas para tratar doenças do segmento ocular posterior. “Ou seja, problemas que acontecem na parte de trás do globo ocular”, descreveu Ribeiro.
    O médico informou que, dentre os dois métodos anestésicos comparados, o peribulbar é o mais difundido e tradicional. “Ambos são aplicados desde o começo do século passado, mas eu quis comprovar que o subtenoniano é mais eficaz, principalmente no controle da dor nos pacientes”, disse. O trabalho foi desenvolvido no programa de pós-doutorado do oftalmologista, que foi realizado com a supervisão do professor Rodrigo Jorge da FMRP.
    12 min
  • Pesquisa analisa os danos causados por agrotóxicos na cultura de tomate
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (27), o entrevistado foi o fisioterapeuta e doutor em Saúde Pública Rafael Junqueira Buralli. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, ele avaliou os efeitos da exposição aos pesticidas pelos agricultores que trabalham com a cultura de tomate na cidade de São José de Ubá, localizada no noroeste do Rio de Janeiro.
    Em geral, os trabalhadores e suas famílias, inclusive crianças, estão sujeitos a intoxicações. Entre as pessoas avaliadas foram detectados sintomas respiratórios dos mais variados, como chiado no peito e redução da capacidade pulmonar e até mesmo sinais de depressão e ansiedade. Em entrevistas realizadas com os trabalhadores foram citados mais de 50 agrotóxicos de 31 classes químicas diferentes. “Esses produtos, em geral, são misturados para serem aplicados na cultura do tomate”, contou o pesquisador.
    São José de Ubá é um dos maiores produtores do País, o que justifica a escolha do local para a pesquisa. “O tomate é muito perecível e demanda muito agrotóxico. Os agricultores, por medo de perder sua produção, usam muitos produtos na tentativa de preservar e melhorar a colheita”, disse o fisioterapeuta. Em sua pesquisa, Buralli realizou uma descrição bem detalhada de como os trabalhadores e suas famílias se expõem às substâncias, seja pela falta de equipamentos de produção ou falta de apoio técnico. Dentre as ações a serem tomadas para evitar esses problemas, o pesquisador ressalta que deve haver maior apoio técnico aos trabalhadores e treinamento, bem como fortalecer ações de vigilância tanto no uso quanto na venda desses produtos. Na safra de 2014, 82 agricultores familiares foram entrevistados e submetidos à avaliação clínica. A avaliação respiratória foi repetida na entressafra de 2015 para comparação entre os períodos de maior e menor uso de pesticidas.
    12 min
  • Documentos de movimentos negros desmistificam a ideia de subalternidade e passividade
    Na entrevista desta quinta-feira (20) nos Novos Cientistas, a historiadora Fernanda dos Anjos Casagrande descreveu sobre a sua pesquisa de mestrado, desenvolvida na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, intitulada Acervos do movimento negro na cidade de São Paulo: um olhar para os registros da luta negra.
    Com orientação do professor Ivan Siqueira, Fernanda analisou documentos referentes à luta negra do período de 1904 a 1969 na cidade de São Paulo. O objetivo foi discutir a guarda e preservação de documentos a partir de especificidades da tipologia documental preservadas em instituições de custódia. Além da preservação dos acervos, a pesquisadora também teve a preocupação de contar a história desses acervos e como eles foram parar em algumas instituições. “Esse trajeto ajuda a contar outra história do movimento negro e a refletir sobre como se deu a construção de um discurso estereotipado de subalternidade e passividade. A história desses acervos ajudam a desconstruir essa ideia”, descreveu a pesquisadora.
    Fernanda analisou três coleções de documentos: a coleção Jornais Negros Brasileiros – 1904-1969, pertencente ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP; a coleção Imprensa Negra, presente no Arquivo Público do Estado de São Paulo; e o Fundo Clóvis Moura, sob a guarda do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista – Cedem/Unesp. Com as análises, Fernanda traçou uma abordagem descritiva e crítica que pretende delinear o panorama das condições de acesso a documentos do movimento negro e perfazer a mediação aos acervos analisando, de um lado, a constituição de fundos e coleções, e de outro, as políticas vigentes de guarda, preservação e acesso.
    16 min
  • Monitoramento das mudanças climáticas pode beneficiar cultura do eucalipto
    Na entrevista dos Novos Cientistas desta quinta-feira, 6 de agosto, o engenheiro agrônomo Elvis Felipe Elli explicou como desenvolveu sua pesquisa de doutorado sobre a produtividade de eucaliptos no Brasil em relação às mudanças climáticas. Esta edição do podcast contou com a participação do jornalista Caio Albuquerque, da Esalq.
    Elvis Elli lembrou que o Brasil é o maior produtor mundial de eucaliptos, sendo o Estado de Minas Gerais o que mais produz em território nacional. Em sua pesquisa, que foi feita sob orientação do professor Paulo Cesar Sentelhas, o engenheiro identificou características de planta que poderão trazer vantagens adaptativas sob os diversos cenários de mudanças climáticas do País.
    Em seu estudo, utilizou técnicas de modelagem combinadas com um método estatístico chamado “análise de sensibilidade global”, para identificar quais as características mais influentes na produtividade de florestas de eucalipto em 23 ambientes de produção espalhados por todo o Brasil. “O objetivo foi identificar se as características mais influentes atualmente na produtividade serão as mesmas em climas futuros, ou se novas características ganharão importância, contou o engenheiro. Os resultados da pesquisa foram recentemente publicados na revista In silico Plants. O trabalho também teve a participação de pesquisadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef) e do instituto de pesquisa Australiano CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), onde Elvis Elli realizou um período de intercâmbio.
    15 min
  • Pesquisadores de São Carlos criam película de silício para ser usada como lente
    Na edição desta quinta-feira (30) dos Novos Cientistas, o pesquisador Augusto Martins, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, falou sobre o desenvolvimento de uma película de silício que poderá ser usada como lente fotográfica. O podcast também contou com a participação do jornalista Henrique Fontes, do campus de São Carlos.
    A película obtida pelos cientistas é mil vezes mais fina que um fio de cabelo. “O desafio é fabricar lentes cada vez mais poderosas, mas com tamanhos cada vez menores”, observou Augusto Martins. A nova lente pesa aproximadamente dois microgramas, possui cerca de 230 nanômetros de espessura e tem uma área de 3,14 milímetros quadrados.
    Além do pequeno tamanho, outra vantagem da película de silício, de acordo com o cientista, é que ela poderá atuar sozinha dentro do celular, sem a necessidade de incorporar lentes complementares para obter imagens em alta resolução, como acontece nas câmeras comuns.
    12 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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