Novos Cientistas - USP

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  • Pesquisa analisa o predomínio das más notícias no jornalismo
    Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (23), o jornalista Rodrigo César Castro Lima descreveu o estudo "O problema do mal e o jornalismo: (por) uma epistemologia da notícia." Segundo o pesquisador, o problema do 'mal' é crucial para o campo da comunicação e na construção noticiosa
    14 min
  • Pesquisa analisa o predomínio das más notícias no jornalismo
    Em pesquisa realizada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o jornalista Rodrigo César Castro Lima analisou como o “mal” aparece com mais frequência nas pautas jornalísticas como um todo. “Se observarmos o noticiário, por exemplo, a notícia negativa sempre é mais enfatizada. Podemos perceber ‘empiricamente’ que isso não é por acaso e tem a ver com a necessidade no nascimento da comunicação humana”, descreveu o pesquisador na entrevista desta quinta-feira (23), no podcast Os Novos Cientistas.
    Durante um ano, em 2017, Lima analisou veículos de matrizes culturais e plataformas midiáticas diferentes (impressos, on-line, televisivos) de seis países diferentes: Brasil, França, China, Estados Unidos, Alemanha e Japão. “Considerei como ‘mal’ tudo aquilo que, em sã consciência, uma pessoa evitaria. O resultado da análise de mais de 10 mil notícias é que 80%, em média, das pautas desses veículos eram constituídas de pautas negativas.”
    A pesquisa O problema do mal e o jornalismo: (por) uma epistemologia da notícia defende a hipótese de que, ao nos comunicarmos, a primeira função que desejamos executar é a transmissão dos valores negativos, ou seja, comunica-se primeiro aquilo que é o mal… a tragédia, a morte…enfim, a má notícia. Em sua pesquisa, Rodrigo Lima contou com a orientação do professor Anderson Vinicius Romanini.
    14 min
  • Dois antigos craques do futebol e a construção visual de suas figuras
    No estudo de doutorado intitulado Futebol e cultura visual: a construção da figura do craque. Marcos Carneiro de Mendonça e Leônidas da Silva (1910-1942) a historiadora Diana Mendes Machado da Silva buscou compreender o processo de construção da figura do craque de futebol na primeira metade do século 20.
    Com a orientação do professor Mauricio Cardoso, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Diana explorou as trajetórias midiáticas de dois jogadores que foram os mais fotografados entre 1910 e 1942, Marcos Carneiro de Mendonça e Leônidas da Silva. Principal goleiro do Fluminense Football Club, Marcos Carneiro era branco e oriundo de altos segmentos sociais. “Ele representa o período do futebol amador e também atuou na seleção brasileira, entre 1910 e 1922”, lembrou a historiadora. Já Leônidas, negro e oriundo das classes populares, jogou entre 1930 e 1950. “Leônidas foi considerado o primeiro craque do futebol. Jogou no Clube de Regatas do Flamengo, no São Paulo Futebol Clube e também na seleção brasileira”, disse a pesquisadora.
    A exposição midiática dos dois jogadores revela diferenças. Enquanto Marcos era fotografado em fotos “posadas”, o que era característico do futebol amador, Leônidas tinha sua imagem circulando em periódicos como O Globo Sportivo e O Cruzeiro, sobretudo após sua destacada participação na Copa do Mundo de 1938 e sua transferência para o São Paulo Futebol Clube, em 1942. “As imagens produzidas no futebol profissional mostravam mais os jogos em si e seus principais lances”, destacou Diana.
    17 min
  • Moda afro-brasileira é símbolo de resistência contra a discriminação racial
    Na entrevista desta quinta-feira (9) em Os Novos Cientistas, o tema em questão foi a moda afro-brasileira e como esse modo de vestir acaba sendo uma forma de resistência à discriminação. De acordo com a desenhista industrial Maria do Carmo Paulino dos Santos, autora da pesquisa Moda Afro-Brasileira, Design de Resistência: O Vestir Como Ação Política, o objetivo foi identificar como essa moda se insere na sociedade e no campo cultural. “Esse modo de se vestir acaba instigando seu público a trajar-se como uma ação política”, descreveu Maria do Carmo.
    A pesquisa de mestrado, orientada pela professora Claudia Regina Garcia Vicentini, foi apresentada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. “O estudo possibilitou percebermos que esse corpo social usa essa moda como enunciadora do seu discurso político através da composição visual da sua imagem nas marchas dos movimentos negros”, explicou a pesquisadora. Utilizando a metodologia da investigação qualitativa para identificar elementos culturais visuais presentes nestes trajes, Maria do Carmo definiu como corpos a Marcha do Orgulho Crespo, que aconteceu em São Paulo entre os anos de 2015 e 2017. Devido ao reconhecimento positivo e afirmativo desta marcha, contra o racismo e o preconceito étnico-racial no Estado de São Paulo, foi aprovada a Lei 16.682/2018, que instituiu o Dia do Orgulho Crespo, que é celebrado, anualmente, no dia 26 de julho.
    A moda afro-brasileira, segundo Maria do Carmo, está presente em nosso dia a dia e na luta contra o racismo. A contribuição da mão negra na moda brasileira acontece desde 1500, mas foi totalmente apagada e esquecida, como destacou a pesquisadora. “A moda brasileira vem a ser contada a partir do século 19 e a contribuição dos povos africanos e afrodescendentes não é considerada”, ressaltou.
    15 min
  • Subprodutos da agroindústria podem ser reaproveitados na alimentação de ruminantes
    Em seu estudo desenvolvido no Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, a engenheira agrônoma Beatriz Elisa Bizzuti avaliou possibilidades de reaproveitamento de alguns subprodutos agroindustriais na alimentação de ruminantes. Em entrevista aos Novos Cientistas, Beatriz descreveu como realizou a pesquisa Sustentabilidade da produção: uso de subprodutos agroindustriais na produção de pequenos ruminantes, que teve a orientação do professor Adib Luiz Abdalla.
    Nos laboratórios do Cena, a engenheira avaliou o potencial nutricional de subprodutos como bagaço e palhada de cana-de-açúcar, bagaço de laranja, bagaço de mandioca, casca de amendoim, casca de soja, palhada e resíduos de feijão e palhada de milho. Foram elaboradas duas dietas experimentais contento resíduo de feijão e casca de soja, em substituição parcial do milho triturado e farelo de soja. “Também elaboramos uma dieta controle com milho triturado farelo de soja”, descreveu Beatriz. O segundo ensaio foi realizado in vivo e foram avaliados o desempenho animal e a digestibilidade dos nutrientes, entre outros parâmetros.
    Nos testes foram utilizados 16 animais (ovinos), sendo oito fêmeas e oito machos, agrupados aleatoriamente em cada tratamento. Segundo a engenheira, as dietas experimentais testadas, tanto no primeiro ensaio como no segundo, apresentaram performance similar à da dieta controle à base milho e farelo de soja.”Concluímos que o uso de alguns subprodutos podem, de fato, ser usados nas dietas de ruminantes sem interferir na produtividade”, afirmou a pesquisadora.
    14 min
  • Biomaterial obtido de casulo do bicho-da-seda ajuda a fortalecer enxertos ósseos
    A engenheira de materiais Daniela Vieira foi a convidada desta quinta-feira (24) do podcast Os Novos Cientistas, onde falou sobre sua pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia da USP. Sob a orientação do professor Sérgio Yoshika, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, Daniela desenvolveu um biomaterial para enxerto ósseo com menor custo, mais resistente, biodegradável e biocompatível. Um dos componentes desse material é a fibroína, que é encontrada no casulo do bicho-da-seda. O Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia da USP é oferecido em conjunto pelo IQSC, Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP).
    O material proposto pelos cientistas combina hidroxiapatita (fosfato de cálcio) com a fibroína, proteína encontrada no casulo do bicho-da-seda. A mistura possui características químicas e estruturais próximas às dos ossos trabeculares, que são encontrados no interior dos ossos longos e representam cerca de 20% do esqueleto humano.
    “Temos certeza de que o custo de produção será menor, ainda mais pela matéria-prima que utilizamos, a fibroína de seda é superacessível”, descreveu Daniela. “Nosso método pode reduzir em até 25% o custo de produção do biomaterial.”
    Os testes iniciais realizados com células de hamster na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), em Pirassununga, mostraram que a combinação é promissora. “Nós concluímos que o material não é tóxico, então ele pode estar em contato com humanos e animais. Também constatamos sua habilidade de formar apatita (o principal mineral dos ossos), que permite que ele seja incorporado ao osso danificado, favorecendo o crescimento de um novo tecido ao redor e entre os poros do material”, afirmou Daniela.
    9 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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