Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Protocolo de higienização das mãos em hospitais é tema de pesquisa na FEA
    O administrador Éder de Carvalho Januário foi o entrevistado desta quinta-feira (30) em "Os Novos Cientistas", onde falou de seu estudo de doutorado realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. Na sua pesquisa, ele analisou a implantação do protocolo de higienização das mãos em três hospitais de Minas Gerais
    13 min
  • Protocolo de higienização das mãos em hospitais é tema de pesquisa na FEA
    O ato de lavar e higienizar as mãos entre profissionais que atuam em unidades hospitalares é de suma importância em tempos de pandemia da covid-19. Contudo, essa prática só veio a se tornar, de fato, uma norma a partir de 2013. “Foi por intermédio de uma regra que o protocolo de higienização das mãos passou a ser adotado nas unidades hospitalares”, contou o administrador Eder de Carvalho Januário. “Antes existia a prática, mas não havia um protocolo a ser seguido”, destacou o entrevistado no podcast Os Novos Cientistas.
    E foi esse protocolo instituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sua implantação em três unidades hospitalares em Minas Gerais, sendo duas na cidade de Ponte Nova e uma em Barbacena, o tema de análise da pesquisa Mudança institucional e estrutura de governança: como as organizações gerenciam as práticas de incentivo, que teve a orientação do professor Leonardo A. de Vasconcelos. Para seu trabalho, Eder entrevistou diretores, gestores, médicos e funcionários e analisou como se deram a instalação da nova norma e a orientação dos dirigentes aos colaboradores. A pesquisa teve início em 2016 e foi defendida na FEA no início deste ano.
    13 min
  • Estudo mostra como pessoas em situação de rua mantêm seus laços sociais
    Em entrevista realizada nesta quinta-feira (16) no podcast Os Novos Cientistas, a psicóloga Bárbara Cristina Souza Barbosa contou como sua experiência clínica de trabalhos anteriores serviu para investigar, em seu estudo desenvolvido no Instituto de Psicologia (IP) da USP, os diversos “laços sociais” que são estruturados a partir da escuta dessas pessoas. “Analisamos o laço entre as pessoas que vivem em situação de rua e os profissionais que os atendem, com outros que vivem na mesma situação, e diversos outros tipos de laços que são estabelecidos com outras pessoas e ambientes”, descreveu a pesquisadora.
    O estudo de mestrado intitulado Três notas sobre a clínica com moradores de rua, ou aquilo que a clínica desvela a respeito do laço, teve a orientação da professora Ilana Mountian, do IP. A experiência de ter trabalhado em atendimento a essas pessoas, individualmente ou em grupos, foi fundamental para o desenvolvimento de seu estudo. “O objetivo foi compreender o que a escuta com essas pessoas poderia proporcionar para melhor compreender as suas situações”, contou.
    A metodologia deste trabalho foi realizada a partir da escuta de cenas e fragmentos clínicos vividos em cotidianos de serviços, tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) como no Sistema Único da Assistência Social (Suas). “Além da revisão da literatura e da análise dessas cenas, optou-se por uma escrita que trouxesse a dimensão da narrativa na construção do trabalho”, descreveu Bárbara.
    16 min
  • Cientistas desenvolvem hambúrguer mais sadio com cogumelo em sua composição
    Estudos realizados na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, mostram que é possível se obter um hambúrguer mais saudável adicionado-se em sua formulação o cogumelo da espécie Agaricus biosporus, também conhecido como o “champignon de Paris”.
    De acordo com a pesquisadora Iliani Patinho, que desenvolveu a formulação em sua dissertação de mestrado, o objetivo da inserção do cogumelo no hambúrguer de carne bovina foi torná-lo mais saudável, reduzindo o sal e substituindo principalmente a gordura (toucinho). Na entrevista concedida aos Novos Cientistas desta quinta-feira (9), Iliane contou que, dentre outros produtos, o cogumelo mostrou mais potencial para ser adicionado. “Ele é rico em compostos fenólicos, por exemplo”, ressaltou.
    A pesquisadora também informou que, dentre os testes já realizados, o produto foi submetido à análise de 12 provadores treinados que o aprovaram. “Também submetemos o hambúrguer ao que chamamos de ‘avaliação social’, que foi feita por 209 pessoas, com idade entre 18 e 61 anos”, contou. Nesse teste, o produto também foi aprovado. Em 27 de fevereiro deste ano, Iliane apresentou o hambúrguer a uma empresa que já é parceria no desenvolvimento do novo alimento. “É fundamental que a indústria, de modo geral, sempre tome conhecimento do que vem sendo desenvolvido na Universidade”, disse.
    13 min
  • Levedura da Antártida melhora produção de enzima usada no tratamento da leucemia
    Na entrevista desta quinta-feira (26) dos Novos Cientistas, a pesquisadora Rominne Karla Barros Freire falou sobre seu trabalho de doutorado realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Sob orientação do professor Adalberto Pessoa Júnior, Rominne desenvolveu a tese intitulada Produção de L-asparaginase pela levedura Leucosporidium muscorum CRM 1648 isolada de sedimento marinho coletado na Península Antártica.
    Rominne contou que a L-asparaginase, que tem propriedades para ser usada na área médica e de alimentos, é uma enzima que foi descoberta no início do século passado. “Mas ela tem tido atenção especial por ser aplicada também em tratamentos da leucemia linfoblástica aguda, doença que atinge principalmente crianças e jovens.”
    O trabalho de Rominne foi voltado para a produção da L-asparaginase, já que no Brasil há deficiência da enzima e ela tem sido importada. Além disso, as L-asparaginase são de origem bacteriana, o que causa nas pessoas acometidas pela leucemia algumas reações adversas. “Além disso, devido à escassez, o Ministério da Saúde incentivou instituições de pesquisas a trabalharem no desenvolvimento de novos tipos de L-asparaginase”, disse a pesquisadora. Assim, ela utilizou em seu estudo uma levedura proveniente da Península Antártica como alternativa para a produção da L-asparginase.
    Rominne disse ainda que seu trabalho faz parte de um projeto temático. “Minha pesquisa se resumiu em encontrar as leveduras ideais para a produção da enzima”, descreveu. As leveduras foram coletadas por um grupo de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro. “De um total de 150 leveduras analisadas, sete eram capazes de produzir a L-asparaginase”, contou a pesquisadora.
    14 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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