Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Mulheres familiares de presos organizam suas vidas em função da prisão
    A vida num cárcere não se resume apenas a quem está preso. Do lado de fora, há vidas em paralelo que acabam por se moldar para que as famílias venham a dar melhor assistência a seus parentes que estão reclusos. Em sua pesquisa de doutorado intitulada Jornadas de visita e de luta: tensões, relações e movimentos de familiares nos arredores da prisão, a antropóloga Natália Bouças do Lago abordou a prisão por meio das possibilidades imaginadas a partir dela e seus limites impostos em regras, relações e intervenções. O estudo foi defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), com orientação do professor Julio Assis Simões, do Departamento de Antropologia Social.
    “A vida dessas mulheres passa a se organizar em função da prisão”, disse a pesquisadora em sua participação no Novos Cientistas desta quinta-feira, dia 5. “Muitas viajam longas distâncias, todo final de semana. Outras chegam a mudar de cidade para ficar mais próximas de seus parentes”. O estudo de Natália seguiu os agenciamentos dessas mulheres, assim como seus limites, as desigualdades e a produção de diferenças entre mulheres marcadas pela prisão. Em suas entrevistas, a maioria delas realizadas nas filas das visitas nos presídios e em pensões localizadas nas proximidades das instituições penais, Natália passou alguns finais de semana acompanhando todos os preparativos para a realização de uma visita.
    16 min
  • Bagaço e palha de cana podem ser rota alternativa para produção mais limpa de amônia
    Em sua dissertação de mestrado Desempenho ambiental e energético da gaseificação de biomassa de cana-de-açúcar como rota alternativa de produção de amônia, apresentada na Escola Politécnica (Poli) da USP, o engenheiro químico Fernando Henrique Cardoso buscou avaliar a produção do insumo (amônia) a partir da palha e bagaço de cana-de-açúcar.
    A amônia é muito usada pela indústria química para a produção, por exemplo, de fertilizantes hidrogenados, metanol e gasolina. “A amônia é composta por uma molécula de nitrogênio e três de hidrogênio. A rota convencional para se obter o produto é a partir do gás natural, o que significa um grande impacto ambiental. Daí o interesse em propormos rotas alternativas a partir do bagaço e da palha de cana, que são produtos bastante disponíveis no estado de São Paulo”, contou o pesquisador.
    Utilizando o software Aspen Plus, Cardoso realizou as simulações. “Ao todo foram oito cenários que foram analisados e o que proporcionou o menor impacto ambiental foi justamente o que usou o bagaça e a palha de cana”, ressaltou. Os cenários foram criados a partir de modelagem e simulação computacional. “Dentro do próprio processo fiz algumas alterações de reatores e agentes gaseificantes”, ressaltou. O estudo de Cardoso é uma pesquisa básica que servirá para novas pesquisas. Não houve, no estudo, a comparação com a rota tradicional de fabricação da amônia. “O próximo passo será, a partir desses oito cenários analisados, compará-los com a simulação, no mesmo software, com a rota tradicional de fabricação da amônia”, descreveu
    15 min
  • Bagaço e palha de cana podem ser rota alternativa para produção mais limpa de amônia
    Em sua dissertação de mestrado Desempenho ambiental e energético da gaseificação de biomassa de cana-de-açúcar como rota alternativa de produção de amônia, apresentada na Escola Politécnica (Poli) da USP, o engenheiro químico Fernando Henrique Cardoso buscou avaliar a produção do insumo (amônia) a partir da palha e bagaço de cana-de-açúcar.
    A amônia é muito usada pela indústria química para a produção, por exemplo, de fertilizantes hidrogenados, metanol e gasolina. “A amônia é composta por uma molécula de nitrogênio e três de hidrogênio. A rota convencional para se obter o produto é a partir do gás natural, o que significa um grande impacto ambiental. Daí o interesse em propormos rotas alternativas a partir do bagaço e da palha de cana, que são produtos bastante disponíveis no estado de São Paulo”, contou o pesquisador.
    Utilizando o software Aspen Plus, Cardoso realizou as simulações. “Ao todo foram oito cenários que foram analisados e o que proporcionou o menor impacto ambiental foi justamente o que usou o bagaça e a palha de cana”, ressaltou. Os cenários foram criados a partir de modelagem e simulação computacional. “Dentro do próprio processo fiz algumas alterações de reatores e agentes gaseificantes”, ressaltou. O estudo de Cardoso é uma pesquisa básica que servirá para novas pesquisas. Não houve, no estudo, a comparação com a rota tradicional de fabricação da amônia. “O próximo passo será, a partir desses oito cenários analisados, compará-los com a simulação, no mesmo software, com a rota tradicional de fabricação da amônia”, descreveu
    15 min
  • Sambas de Germano Mathias e raps dos Racionais MC’s são analisados em pesquisa do IEB
    A entrevistada desta quinta-feira (20) nos Novos Cientistas foi a jornalista Rachel D’Ipolitto de Oliveira Sciré. Ela é autora da dissertação de mestrado Ginga no asfalto: figuras de marginalidade nos sambas de Germano Mathias e nos raps do Racionais MC’s, realizada sob orientação do professor Walter Garcia e apresentada no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.
    Em seu estudo, Rachel teve como principal objetivo investigar as semelhanças e as diferenças entre as personagens do malandro e do bandido, a partir de sambas sobre a malandragem na obra de Germano Mathias e de raps sobre o “mundo do crime” na obra do grupo Racionais MC’s.
    Algumas comparações entre o sambista e o grupo permitiram analisar, por exemplo, a violência de estado. “Minha pesquisa possibilita ver que há uma persistência histórica sobre a nossa realidade. As narrativas cantadas nas letras nos permite refazer uma trilha que liga algumas situações do passado com o presente. São dilemas que a sociedade brasileira ainda enfrenta”, descreve Rachel. Ambas as personagens representam figuras de marginalidade, associadas às camadas pobres da população e a situações de conflito social, marcadas pela transgressão e pela opressão.
    De maneiras específicas, as duas figuras estudadas propõem críticas à estrutura social, condensam sabedorias sobre a condição dos excluídos, discutem estereótipos marginais, assim como a questão da sobrevivência, tanto no que diz respeito à inserção no sistema produtivo quanto à manutenção da vida em nossa sociedade.
    15 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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