Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Sambas de Germano Mathias e raps dos Racionais MC's são analisados em pesquisa do IEB
    A entrevistada desta quinta-feira (20) nos Novos Cientistas foi a jornalista Rachel D’Ipolitto de Oliveira Sciré. Ela é autora da dissertação de mestrado Ginga no asfalto: figuras de marginalidade nos sambas de Germano Mathias e nos raps do Racionais MC’s, realizada sob orientação do professor Walter Garcia e apresentada no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.
    Em seu estudo, Rachel teve como principal objetivo investigar as semelhanças e as diferenças entre as personagens do malandro e do bandido, a partir de sambas sobre a malandragem na obra de Germano Mathias e de raps sobre o “mundo do crime” na obra do grupo Racionais MC’s.
    Algumas comparações entre o sambista e o grupo permitiram analisar, por exemplo, a violência de estado. “Minha pesquisa possibilita ver que há uma persistência histórica sobre a nossa realidade. As narrativas cantadas nas letras nos permite refazer uma trilha que liga algumas situações do passado com o presente. São dilemas que a sociedade brasileira ainda enfrenta”, descreve Rachel. Ambas as personagens representam figuras de marginalidade, associadas às camadas pobres da população e a situações de conflito social, marcadas pela transgressão e pela opressão.
    De maneiras específicas, as duas figuras estudadas propõem críticas à estrutura social, condensam sabedorias sobre a condição dos excluídos, discutem estereótipos marginais, assim como a questão da sobrevivência, tanto no que diz respeito à inserção no sistema produtivo quanto à manutenção da vida em nossa sociedade.
    15 min
  • Estudo avalia dinâmicas que podem causar o mal-estar em atletas de alto rendimento
    Nos esportes de alto rendimento, não se vive apenas de glórias, conquistas, medalhas. “Mesmo entre esses atletas, existe o mal-estar, seja psicológico, físico, social, ou uma mescla de diversos aspectos”, descreveu o psicólogo Fábio Menezes dos Anjos. Ele foi o autor da pesquisa de mestrado Psicanálise e esporte: o mal-estar na carreira de atletas profissionais, apresentada no Instituto de Psicologia (IP) sob orientação do professor Ivan Ramos Estevão. Convidado desta quinta-feira (13) no podcast Os Novos Cientistas, Menezes descreveu um pouco sobre como conduziu seu estudo.
    O objetivo da pesquisa foi utilizar o referencial teórico da psicanálise para investigar de que maneiras a dinâmica do esporte de alto rendimento conduz aqueles que se envolvem em uma carreira como atletas ao mal-estar. Trata-se, como disse o autor, de uma pesquisa que poderá servir como base para outros estudos. “Eu não estudei nenhuma modalidade esportiva ou casos isolados. E também não houve um recorte geográfico”, explicou o psicólogo. Mesmo assim ele citou a situação de um jogador de basquetebol da NBA que confessou ter tido uma crise de pânico durante uma partida. O psicólogo alerta que um dos caminhos para se reduzir o mal-estar é que os esportistas falem mais sobre seus problemas. “O atleta de basquete sentiu-se motivado a falar depois de ler o depoimento de um outro esportista”, informou Menezes.
    A sensação de mal-estar também pode estar relacionada a contextos políticos, como consta na pesquisa. “Estudei também o lugar social do esporte ao longo da história, expondo as relações entre esporte e política, e demonstrando como o papel da prática esportiva e do atleta foi se transformando até passar a ocupar seu lugar atual na cultura.”
    14 min
  • Estudo avalia dinâmicas que podem causar o mal-estar em atletas de alto rendimento
    Nos esportes de alto rendimento, não se vive apenas de glórias, conquistas, medalhas. “Mesmo entre esses atletas, existe o mal-estar, seja psicológico, físico, social, ou uma mescla de diversos aspectos”, descreveu o psicólogo Fábio Menezes dos Anjos. Ele foi o autor da pesquisa de mestrado Psicanálise e esporte: o mal-estar na carreira de atletas profissionais, apresentada no Instituto de Psicologia (IP) sob orientação do professor Ivan Ramos Estevão. Convidado desta quinta-feira (13) no podcast Os Novos Cientistas, Menezes descreveu um pouco sobre como conduziu seu estudo.
    O objetivo da pesquisa foi utilizar o referencial teórico da psicanálise para investigar de que maneiras a dinâmica do esporte de alto rendimento conduz aqueles que se envolvem em uma carreira como atletas ao mal-estar. Trata-se, como disse o autor, de uma pesquisa que poderá servir como base para outros estudos. “Eu não estudei nenhuma modalidade esportiva ou casos isolados. E também não houve um recorte geográfico”, explicou o psicólogo. Mesmo assim ele citou a situação de um jogador de basquetebol da NBA que confessou ter tido uma crise de pânico durante uma partida. O psicólogo alerta que um dos caminhos para se reduzir o mal-estar é que os esportistas falem mais sobre seus problemas. “O atleta de basquete sentiu-se motivado a falar depois de ler o depoimento de um outro esportista”, informou Menezes.
    A sensação de mal-estar também pode estar relacionada a contextos políticos, como consta na pesquisa. “Estudei também o lugar social do esporte ao longo da história, expondo as relações entre esporte e política, e demonstrando como o papel da prática esportiva e do atleta foi se transformando até passar a ocupar seu lugar atual na cultura.”
    14 min
  • Como o rap e o hip hop se apropriaram do espaço urbano em SP
    Na entrevista desta quinta-feira (6) em Os Novos Cientistas, o geógrafo Ricardo do Ó Plácido descreveu como conduziu o estudo Territórios negros: cartografias e etnicidades na experiência do rap paulistano (1970-1990). A pesquisa de mestrado teve a orientação do professor Francione Oliveira Carvalho, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FLLCH).
    “Houve, sim, uma apropriação. Mas cheia de contradições e conflitos, ora com o espaço público e com pessoas que estavam no controle desses espaços”, contou o geógrafo. Mesmo assim se conseguiu produzir, no final do milênio, o que ele chama de “autêntica cultura de rua”. O estudo de Ricardo Plácido investigou, cronologicamente, movimentos culturais presentes na cidade de São Paulo no período da pós-abolição que, do mesmo modo, criaram formas de resistência e etnicidade mediante políticas públicas.
    O geógrafo também buscou compreender, num recorte de cerca de 100 anos, como os afro-paulistanos se organizaram em coletivos, irmandades, cordões de Carnaval, times de futebol e associações que configuram territórios negros, sobretudo próximos da região central. Também destacou no seu estudo a conformação das periferias a partir da segunda metade do século, assim como a efetivação dos bailes blacks espraiados pela metrópole nos anos 1970, que se fez justamente perante esse legado geográfico. “Além as ruas, são nos espaços das equipes de som nos anos 1980 que a cultura hip hop, assim como o gênero rap, começam a ter visibilidade. Não por acaso, as primeiras produções discográficas da música rap foram patrocinadas por equipes de baile, como Chic Show, Zimbabwe, Black Mad, Kaskatas”, contou o pesquisador. Já na década de 1990, foram auxiliados pelo movimento negro através do Instituto da Mulher Negra Geledés, além da influência norte-americana no tocante à questão étnica. “Neste momento, é a temática racial que pauta as letras dos jovens rappers de São Paulo.
    12 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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