Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Como o rap e o hip hop se apropriaram do espaço urbano em SP
    Na entrevista desta quinta-feira (6) em Os Novos Cientistas, o geógrafo Ricardo do Ó Plácido descreveu como conduziu o estudo Territórios negros: cartografias e etnicidades na experiência do rap paulistano (1970-1990). A pesquisa de mestrado teve a orientação do professor Francione Oliveira Carvalho, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FLLCH).
    “Houve, sim, uma apropriação. Mas cheia de contradições e conflitos, ora com o espaço público e com pessoas que estavam no controle desses espaços”, contou o geógrafo. Mesmo assim se conseguiu produzir, no final do milênio, o que ele chama de “autêntica cultura de rua”. O estudo de Ricardo Plácido investigou, cronologicamente, movimentos culturais presentes na cidade de São Paulo no período da pós-abolição que, do mesmo modo, criaram formas de resistência e etnicidade mediante políticas públicas.
    O geógrafo também buscou compreender, num recorte de cerca de 100 anos, como os afro-paulistanos se organizaram em coletivos, irmandades, cordões de Carnaval, times de futebol e associações que configuram territórios negros, sobretudo próximos da região central. Também destacou no seu estudo a conformação das periferias a partir da segunda metade do século, assim como a efetivação dos bailes blacks espraiados pela metrópole nos anos 1970, que se fez justamente perante esse legado geográfico. “Além as ruas, são nos espaços das equipes de som nos anos 1980 que a cultura hip hop, assim como o gênero rap, começam a ter visibilidade. Não por acaso, as primeiras produções discográficas da música rap foram patrocinadas por equipes de baile, como Chic Show, Zimbabwe, Black Mad, Kaskatas”, contou o pesquisador. Já na década de 1990, foram auxiliados pelo movimento negro através do Instituto da Mulher Negra Geledés, além da influência norte-americana no tocante à questão étnica. “Neste momento, é a temática racial que pauta as letras dos jovens rappers de São Paulo.
    12 min
  • Maior exposição a poluentes nas atividades físicas ocorre entre o repouso e o esforço
    Num estudo realizado com ciclistas, na cidade de São Paulo, o educador físico Ramon Cruz avaliou os efeitos da prática da atividade física em ambientes expostos à poluição atmosférica. Ao todo foram envolvidos 15 participantes, todos voluntários, que realizaram exercícios intervalados, de alta intensidade, e depois exercícios contínuos com uma intensidade mais baixa. Quando o exercício intervalado de alta intensidade foi realizado num ambiente de poluição atmosférica, houve impacto negativo para a pressão arterial após a atividade. “É natural que após os exercícios os valores da pressão arterial sejam mais baixos”, citou o pesquisador em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (12). Na poluição atmosférica, segundo Cruz, esse feito hipotensor foi inibido dez minutos após a atividade. “Uma hora depois, houve o efeito mas não foi tão alto como poderia ser quando se compara com um ambiente sem poluição atmosférica”, descreveu.
    A pesquisa intitulada Exercício intervalado de alta intensidade e poluição atmosférica: análise dos efeitos para o sistema cardiovascular, perfil inflamatório e metabolômica, defendida  na Escola de Educação Física e Esportes (EEFE) da USP, permitiu concluir que os benefícios adquiridos nos exercícios de alta intensidade acabam sendo inibidos na poluição atmosférica. “Isso não ocorre quando as atividades são de baixa intensidade”, afirmou Cruz, ressaltando que é melhor ser fisicamente ativo do que sedentário. “É claro que é bom se exercitar, mas sob ambientes em que há poluição atmosférica, como na cidade de São Paulo, o ideal é não praticar as atividades de alto impacto. O pesquisador também aconselhou que exercícios em ambientes poluídos devem ser evitados em horários de pico, onde a exposição aos poluentes é maior. Cruz também destacou a parceria feita com a Faculdade de Medicina (FM) da USP, em que houve colaboração do professor Paulo Saldiva. A pesquisa teve a orientação do Rômulo Cássio de Moraes Bertuzzi, da EEFE.
    13 min
  • Maior exposição a poluentes nas atividades físicas ocorre entre o repouso e o esforço
    Num estudo realizado com ciclistas, na cidade de São Paulo, o educador físico Ramon Cruz avaliou os efeitos da prática da atividade física em ambientes expostos à poluição atmosférica. Ao todo foram envolvidos 15 participantes, todos voluntários, que realizaram exercícios intervalados, de alta intensidade, e depois exercícios contínuos com uma intensidade mais baixa. Quando o exercício intervalado de alta intensidade foi realizado num ambiente de poluição atmosférica, houve impacto negativo para a pressão arterial após a atividade. “É natural que após os exercícios os valores da pressão arterial sejam mais baixos”, citou o pesquisador em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (12). Na poluição atmosférica, segundo Cruz, esse feito hipotensor foi inibido dez minutos após a atividade. “Uma hora depois, houve o efeito mas não foi tão alto como poderia ser quando se compara com um ambiente sem poluição atmosférica”, descreveu.
    A pesquisa intitulada Exercício intervalado de alta intensidade e poluição atmosférica: análise dos efeitos para o sistema cardiovascular, perfil inflamatório e metabolômica, defendida  na Escola de Educação Física e Esportes (EEFE) da USP, permitiu concluir que os benefícios adquiridos nos exercícios de alta intensidade acabam sendo inibidos na poluição atmosférica. “Isso não ocorre quando as atividades são de baixa intensidade”, afirmou Cruz, ressaltando que é melhor ser fisicamente ativo do que sedentário. “É claro que é bom se exercitar, mas sob ambientes em que há poluição atmosférica, como na cidade de São Paulo, o ideal é não praticar as atividades de alto impacto. O pesquisador também aconselhou que exercícios em ambientes poluídos devem ser evitados em horários de pico, onde a exposição aos poluentes é maior. Cruz também destacou a parceria feita com a Faculdade de Medicina (FM) da USP, em que houve colaboração do professor Paulo Saldiva. A pesquisa teve a orientação do Rômulo Cássio de Moraes Bertuzzi, da EEFE.
    13 min
  • Humor reforçou políticas de branqueamento nos anos 1920 no Rio de Janeiro
    Afinal, quem riu? A questão é parte do título da pesquisa de doutorado da historiadora Maria Margarete dos Santos Benedicto realizada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Sob a orientação do professor Elisa Thome Saliba, Margarete mostra em seu estudo como a ideologia do branqueamento influenciou nas representações dos negros e de seus descendentes, nos textos, poesias satíricas e nas ilustrações de revistas humorísticas daquele período, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.
    Em entrevista aos Novos Cientistas, a autora da pesquisa Quaquaraquaquá quem riu? Os negros que não foram… : A representação humorística sobre os negros e a questão do branqueamento da belle époque aos anos 1920 no Rio de Janeiro, falou de algumas de suas motivações para realizar o estudo. “Comecei a questionar: se uma das funções do humor é a crítica à sociedade vigente, ele também produziu reforços de estereótipos e de racismo”, relatou. “Ao retomar o tema em meu doutorado novos questionamentos surgiram. Devemos rir de tudo, inclusive de piadas racistas? O humor pode contribuir para a formação e manutenção do racismo na sociedade?”. Devido à sua formação de historiadora, Maria Margarete decidiu então revisitar a formação da República, que foi marcada pela política de branqueamento, utilizando o viés dos humoristas daquele período.
    O estudo tem como objetivo contribuir para o melhor entendimento das relações entre o humor e o racismo. “A análise daquela sociedade pelo riso proporcionou uma leitura mais elucidativa”, descreveu a pesquisadora. Pelas publicações foi possível verificar como os preconceitos inspiraram a produção daqueles humoristas. “O humor faz parte de uma reflexão sobre a estrutura social a qual ele habita”, refletiu a historiadora, ressaltando que “o riso causa o enfraquecimento de uma possível indignação”. O estudo foi realizado a partir da investigação dos trabalhos de Antônio Torres, Emílio de Menezes e da revista humorística D. Quixote, de propriedade e direção de Manoel Bastos Tigre.
    16 min
  • Humor reforçou políticas de branqueamento nos anos 1920 no Rio de Janeiro
    Afinal, quem riu? A questão é parte do título da pesquisa de doutorado da historiadora Maria Margarete dos Santos Benedicto realizada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Sob a orientação do professor Elisa Thome Saliba, Margarete mostra em seu estudo como a ideologia do branqueamento influenciou nas representações dos negros e de seus descendentes, nos textos, poesias satíricas e nas ilustrações de revistas humorísticas daquele período, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.
    Em entrevista aos Novos Cientistas, a autora da pesquisa Quaquaraquaquá quem riu? Os negros que não foram… : A representação humorística sobre os negros e a questão do branqueamento da belle époque aos anos 1920 no Rio de Janeiro, falou de algumas de suas motivações para realizar o estudo. “Comecei a questionar: se uma das funções do humor é a crítica à sociedade vigente, ele também produziu reforços de estereótipos e de racismo”, relatou. “Ao retomar o tema em meu doutorado novos questionamentos surgiram. Devemos rir de tudo, inclusive de piadas racistas? O humor pode contribuir para a formação e manutenção do racismo na sociedade?”. Devido à sua formação de historiadora, Maria Margarete decidiu então revisitar a formação da República, que foi marcada pela política de branqueamento, utilizando o viés dos humoristas daquele período.
    O estudo tem como objetivo contribuir para o melhor entendimento das relações entre o humor e o racismo. “A análise daquela sociedade pelo riso proporcionou uma leitura mais elucidativa”, descreveu a pesquisadora. Pelas publicações foi possível verificar como os preconceitos inspiraram a produção daqueles humoristas. “O humor faz parte de uma reflexão sobre a estrutura social a qual ele habita”, refletiu a historiadora, ressaltando que “o riso causa o enfraquecimento de uma possível indignação”. O estudo foi realizado a partir da investigação dos trabalhos de Antônio Torres, Emílio de Menezes e da revista humorística D. Quixote, de propriedade e direção de Manoel Bastos Tigre.
    16 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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