Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Inteligência artificial pode gerar desenhos de observação
    Na entrevista desta quinta-feira (7) nos Novos Cientistas, o artista plástico Sérgio Venâncio descreveu como foi o desenvolvimento do Extentio, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O software simula o processo de desenho de observação através de imagens geradas por câmeras digitais. O trabalho foi desenvolvido em seu mestrado na ECA, sob orientação da professora Silvia Regina Ferreira de Laurentiz
    14 min
  • Inteligência artificial pode gerar desenhos de observação
    Antes mesmo de iniciar seu programa de mestrado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o artista plástico Sérgio Venâncio já tinha em mente o desenvolvimento de um software que pudesse produzir desenhos de observação por meio de imagens geradas em uma câmera digital. Já na pós-graduação, foi desenvolvido então o Extentio.
    Em sua participação nos Novos Cientistas, Venâncio contou que uma das inspirações para a criação do software veio do artista britânico Harold Cohen, que, na década de 1970, desenvolveu um robô capaz de desenhar e pintar. Cohen serviu de base para os estudos de Venâncio. No projeto foram incorporados conceitos como o de Visão Computacional, área da inteligência artificial que treina computadores para interpretar e entender o mundo visual, e Machine Learning (Aprendizado de Máquina).
    O programa utiliza uma câmera treinada, por intermédio de algoritmos, para reconhecer determinados elementos, como o rosto de uma pessoa. Quando as imagens são captadas, enquadradas e redimensionalizadas, o software, que traça apenas linhas, começa a desenhar usando-as como base. De acordo com o pesquisador, o software não substitui o trabalho do artista por completo. “Não é um software finalizado mas sim um processo constante onde traduzo minha linguagem de observar e desenhar para uma linguagem de máquina. Ele depende muito do observar do artista. Harold Cohen dizia que ele e sua máquina mantinham uma sociedade artística”, descreveu o artista. “Vamos trabalhando com o software como se eu desenhasse como faço com o lápis. É possível sempre alterar o programa. É um ciclo”, explicou Venâncio.
    As obras geradas pelo Extentio podem ser vistas na exposição Pós-Gráfica, que reúne trabalhos de sete artistas que estudam poéticas visuais na ECA e fazem parte do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais. A mostra está aberta, gratuitamente, até o dia 14 de novembro, no Espaço das Artes da USP, que fica na Rua da Praça do Relógio, 160, na Cidade Universitária. De segunda a sexta das 10 às 20 horas.
    14 min
  • Futebol: quando o impacto de um resultado inesperado acaba em mortes violentas
    Na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, o economista Bernardo Ostrovski empreendeu um estudo que analisou o impacto de choques emocionais, induzidos por resultados de jogos de futebol, e a relação com casos de violência que resultaram em mortes. Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (31/10), o economista forneceu detalhes do estudo Não é só um jogo: futebol como canal para a violência
    15 min
  • Futebol: quando o impacto de um resultado inesperado acaba em mortes violentas
    Na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, o economista Bernardo Ostrovski empreendeu um estudo que analisou o impacto de choques emocionais, induzidos por resultados de jogos de futebol, e a relação com casos de violência que resultaram em mortes. Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (31/10), o economista forneceu detalhes do estudo Não é só um jogo: futebol como canal para a violência
    15 min
  • Futebol: quando o impacto de um resultado inesperado acaba em mortes violentas
    Na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, o economista Bernardo Ostrovski empreendeu um estudo que analisou o impacto de choques emocionais, induzidos por resultados de jogos de futebol, e a relação com casos de violência que resultaram em mortes. Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (31/10), o economista forneceu detalhes do estudo Não é só um jogo: futebol como canal para a violência
    15 min
  • Futebol: quando o impacto de um resultado inesperado acaba em mortes violentas
    Entre os anos de 2006 e 2016, o economista Bernardo Ostrovski analisou se comportamentos violentos, que resultaram em mortes, poderiam ser induzidos por resultados de jogos de futebol. Em suas análises, o pesquisador não se ateve a manifestações locais dos comportamentos violentos. Ou seja, se um jogo acontece numa cidade como São Paulo, por exemplo, Ostrovski avaliou informações do sistema DATASUS sobre mortes em decorrência de violências fora do entorno do local das partidas. “Utilizamos o fato de que os torcedores de times de futebol do Brasil estão espalhados ao longo de outros municípios fora do local dos jogos, por todo o país”, disse o pesquisador.
    Se dois times do Rio de Janeiro, por exemplo, atuam num determinado dia e horário, é possível captar a proporção de pessoas atingidas por choques emocionais no Piauí. Como “choque” o pesquisador definiu um resultado não esperado. “De fato, o futebol é um estopim para algumas mortes por causas violentas”, lamenta o pesquisador. Entre as constatações da pesquisa, é a de que as mortes de mulheres ocorridas em casa aumentam de forma significante diante dos choques negativos em relação aos resultados.
    A principal conclusão é de que as pessoas, de fato, reagem de forma violenta a resultados de certa forma “inesperados”. “Se uma equipe é favorita e perde o jogo, consideramos que houve aí um choque, que poderá provocar o comportamento violento.  Ostrovski também teve como base um estudo norte-americano sobre os resultados de jogos de futebol americano. “No caso deles, foram estudados os casos de atitudes violentas, mas não as mortes”, explicou.
    15 min
  • Pesquisa identifica substâncias que podem ser causadoras de alergias em alguns alimentos
    A farmacêutica Gabriela Justamante Händel Schmitz foi a entrevistada desta quinta-feira (24/10) nos Novos Cientistas. Sob a orientação do professor João Roberto Oliveira do Nascimento, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, ela realizou um estudo de doutorado que buscou identificar novos potenciais alérgenos que podem provocar alergias pelo consumo de mamão, manga, abacaxi e mandioca
    11 min
  • Pesquisa identifica substâncias que podem ser causadoras de alergias em alguns alimentos
    A farmacêutica Gabriela Justamante Händel Schmitz foi a entrevistada desta quinta-feira (24/10) nos Novos Cientistas. Sob a orientação do professor João Roberto Oliveira do Nascimento, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, ela realizou um estudo de doutorado que buscou identificar novos potenciais alérgenos que podem provocar alergias pelo consumo de mamão, manga, abacaxi e mandioca
    11 min
  • Pesquisa identifica substâncias que podem ser causadoras de alergias em alguns alimentos
    A farmacêutica Gabriela Justamante Händel Schmitz foi a entrevistada desta quinta-feira (24/10) nos Novos Cientistas. Sob a orientação do professor João Roberto Oliveira do Nascimento, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, ela realizou um estudo de doutorado que buscou identificar novos potenciais alérgenos que podem provocar alergias pelo consumo de mamão, manga, abacaxi e mandioca
    11 min
  • Pesquisa identifica substâncias que podem ser causadoras de alergias em alguns alimentos
    A farmacêutica Gabriela Justamante Händel Schmitz é autora de um estudo de doutorado, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, que buscou identificar novos alérgenos alimentares (proteínas/antígenos responsáveis por desencadear reações alérgicas) de mamão, manga, abacaxi e mandioca. O objetivo foi melhorar o diagnóstico de alergias causadas pelo consumo desses alimentos. “Hoje em dia há uma escassez de alérgenos já descritos para esses alimentos”, disse Gabriela em entrevista aos Novos Cientistas.
    A alergia a esses alimentos pode causar sintomas como urticária, vermelhidão na pele, inchaço, coceira, edemas em volta dos olhos, náuseas, queda da pressão arterial e até anafilaxia, o que pode levar à morte. “Mas isso não significa que não podemos consumir tais alimentos. As frutas são extremamente saudáveis, apesar de terem aumentado os casos de alergias”, ressaltou a pesquisadora.
    A busca pelos potenciais alérgenos de mamão, manga, abacaxi e mandioca facilitará a identificação das proteínas contidas nesses alimentos que são responsáveis por causarem as alergias. Os estudos de Gabriela geraram um pedido de patente junto à Agência USP de Inovação (Auspin), que ainda está em processo. “Foram descobertos 19 potenciais alérgenos que poderão facilitar os diagnósticos”, contou a pesquisadora.
    Em seus estudos, Gabriela identificou ainda a “síndrome látex-fruta” que acontece porque algumas frutas, como mamão, figo, banana, abacate, kiwi e melão, têm em sua composição proteínas semelhantes àquelas presentes no látex da Hevea brasiliensis – a famosa seringueira. “A quimopapaína, por exemplo, encontrada no látex do mamão, pode provocar essa síndrome. A esse fenômeno chamamos reatividade cruzada. Tem gente que é alérgica à borracha [látex] e que também tem ou pode desenvolver alergia ao mamão, ao figo, à banana”, explicou a pesquisadora.
    11 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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