Novos Cientistas - USP

Novos Cientistas - USP

Download on the App Store

Novos Cientistas - USP episodes

  • Pesquisa desenvolve suplementação de ferro de origem natural
    Uma planta brasileira chamada ora-pro-nobis, conhecida popularmente como carne-de-pobre, tem sido objeto de estudos na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga. Nos laboratórios da FZEA, o engenheiro de alimentos e doutor em engenharia química, Vinícius Borges Vieira Maciel conseguiu extrair das folhas da planta o extrato rico em ferro que poderá compor, futuramente, cápsulas como suplemento alimentar
    12 min
  • Pesquisa desenvolve suplementação de ferro de origem natural
    Um estudo desenvolvido na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, está desenvolvendo uma suplementação de ferro de origem vegetal, obtido do extrato de folhas secas de uma planta brasileira chamada ora-pro-nobis, popularmente conhecida como carne-de-pobre. Em entrevista ao podcast Os Novos Cientistas, o engenheiro de alimentos e doutor em engenharia química, Vinícius Borges Vieira Maciel, descreveu como estão as pesquisas que ele vem desenvolvendo em seu programa de pós-doutorado na FZEA, sob a supervisão da professora Rosemary Aparecida de Carvalho e com a colaboração da professora Cristiana Yoshida, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As pesquisas de Maciel também contam com uma parceria internacional, a partir da colaboração do professor Francisco Goycoolea, da Universidade de Leeds, na Inglaterra.
    Nos testes realizados até agora, Maciel verificou a possibilidade de introduzir o ferro vegetal em cápsulas. O pesquisador contou ainda que seus estudos iniciaram há cerca de quatro anos e os testes foram inicialmente realizados nos laboratórios da FZEA. “O estudo está sendo finalizado neste segundo semestre e estamos abertos a novas possibilidades de colaboração”, disse o pesquisador. E para que a população tenha um dia acesso às cápsulas com suplemento de ferro de origem vegetal, Maciel disse que serão necessários mais estudos envolvendo, inclusive, ensaios com animais e seres humanos. “Mas o que é certo é que a ora-pro-nobis pode ser utilizada como uma fonte de suplementação de ferro”, enfatizou.
    Maciel descreveu a ora-pro-nobis como uma planta de porte médio que em muitos lugares chega a ser usada como cerca viva, devido os espinhos que ela possui em seu caule. “Ela é rica em proteínase é importante fonte de diversos minerais e fibras”, descreveu Maciel. A pesquisa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
    12 min
  • Pesquisa permite avaliar melhores datas para plantio de milho e soja em sucessão
    Qual a melhor data de semeadura da soja e do milho safrinha, quando plantados em sucessão? Foi buscando uma resposta a este questionamento que o engenheiro agrônomo Rogério Nóia Júnior realizou sua pesquisa, que também avaliou a influência dos fenômenos climáticos, como o El Niño e La Niña, sobre a sucessão soja/milho safrinha em diferentes datas de semeaduras.
    O estudo resultou na publicação do artigo Sucessão de soja no Brasil: impactos das datas de semeadura na variabilidade climática, produtividade e rentabilidade econômica, na Revista Europeia de Agronomia, assinado por Rogério e por seu orientador, o professor Paulo César Sentelhas, da Esalq.
    Segundo Rogério Nóia, a pesquisa também permitiu determinar a magnitude da quebra de produtividade devido ao déficit hídrico e ao manejo subótimo do cultivo. Para atingir os objetivos, as produtividades das culturas da soja e do milho foram simuladas para 29 locais em 12 Estados, com as datas de semeadura da soja variando de 21 de setembro a 1º de janeiro, para um período de 34 anos (1980-2013).
    Os resultados indicam que a máxima produtividade para a cultura da soja, para a maior parte do território brasileiro, é obtida quando se realiza a semeadura em outubro. O engenheiro disse também que a data ótima de semeadura para a sucessão soja-milho safrinha pode variar de acordo com o fenômeno La Niña e El Niño. “A antecipação da semeadura da soja, para o final de setembro, permite que o cultivo do milho safrinha seja realizado em época com condições climáticas favoráveis. Contudo, os nossos resultados indicam que, em anos de La Niña, a antecipação da semeadura da soja na região Sul do Brasil pode causar perdas de produtividade”, apontou.
    14 min
  • Pesquisa permite avaliar melhores datas para plantio de milho e soja em sucessão
    Qual a melhor data de semeadura da soja e do milho safrinha, quando plantados em sucessão? Foi buscando uma resposta a este questionamento que o engenheiro agrônomo Rogério Nóia Júnior realizou sua pesquisa, que também avaliou a influência dos fenômenos climáticos, como o El Niño e La Niña, sobre a sucessão soja/milho safrinha em diferentes datas de semeaduras.
    O estudo resultou na publicação do artigo Sucessão de soja no Brasil: impactos das datas de semeadura na variabilidade climática, produtividade e rentabilidade econômica, na Revista Europeia de Agronomia, assinado por Rogério e por seu orientador, o professor Paulo César Sentelhas, da Esalq.
    Segundo Rogério Nóia, a pesquisa também permitiu determinar a magnitude da quebra de produtividade devido ao déficit hídrico e ao manejo subótimo do cultivo. Para atingir os objetivos, as produtividades das culturas da soja e do milho foram simuladas para 29 locais em 12 Estados, com as datas de semeadura da soja variando de 21 de setembro a 1º de janeiro, para um período de 34 anos (1980-2013).
    Os resultados indicam que a máxima produtividade para a cultura da soja, para a maior parte do território brasileiro, é obtida quando se realiza a semeadura em outubro. O engenheiro disse também que a data ótima de semeadura para a sucessão soja-milho safrinha pode variar de acordo com o fenômeno La Niña e El Niño. “A antecipação da semeadura da soja, para o final de setembro, permite que o cultivo do milho safrinha seja realizado em época com condições climáticas favoráveis. Contudo, os nossos resultados indicam que, em anos de La Niña, a antecipação da semeadura da soja na região Sul do Brasil pode causar perdas de produtividade”, apontou.
    14 min
  • Substância benéfica à saúde, presente no vinho, tem seu teor aumentado no suco de uva
    Nesta edição de Os Novos Cientistas, a cientista de alimentos Lais Moro descreveu como conseguiu aumentar o teor do resveratrol no suco de uva. Os estudos foram desenvolvidos no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC, da sigla em inglês), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp sediado na USP. Sob a orientação do professor Eduardo Purgatto, Lais estudou a substância nos laboratórios do FoRC e implementou nas parreiras um composto que foi capaz de aumentar o nível do resveratrol na fruta.
    A pesquisadora explicou que o resveratrol pode ser encontrado principalmente nas sementes e na película das uvas pretas e, consequentemente, no vinho tinto. “Nos vinhos tintos ele é encontrado em maior quantidade”, ressaltou Laís, lembrando que condições como clima e solo influenciam na quantidade da substância nos frutos. O resveratrol previne doenças coronárias, reduz níveis de colesterol ruim (LDL), tem ação anti-inflamatória e fortalece o sistema muscular.
    Os testes foram realizados no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais com duas variedades de uva, totalizando 240 litros por região, sendo que parte das videiras era tratada e a outra não. Além do resveratrol, os pesquisadores observaram um aumento significativo de outras substâncias, como antocianinas e flavonoides, também aliadas na promoção da saúde.
    O processo de aplicação da nova técnica se deu diretamente nas parreiras de uva, por aspersão (spray) um composto que é naturalmente produzido pela própria planta durante o seu processo de amadurecimento, antes da colheita. “A aplicação ocorre diretamente no cacho”, explicou a pesquisadora. E por tratar-se de uma aplicação simples, a técnica pode favorecer os pequenos e médios produtores.
     
     
    14 min
  • Substância benéfica à saúde, presente no vinho, tem seu teor aumentado no suco de uva
    Os experimentos foram realizados no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC, da sigla em inglês), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp sediado na USP. A técnica desenvolvida pela cientista de alimentos, Lais Moro, possibilitou aumentar em 70% o teor de resveratrol no suco de uva. A substância, presente no vinho, previne doenças coronárias, reduz níveis de colesterol ruim (LDL), tem ação anti-inflamatória e fortalece o sistema muscular
    14 min
  • Substância benéfica à saúde, presente no vinho, tem seu teor aumentado no suco de uva
    Os experimentos foram realizados no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC, da sigla em inglês), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp sediado na USP. A técnica desenvolvida pela cientista de alimentos, Lais Moro, possibilitou aumentar em 70% o teor de resveratrol no suco de uva. A substância, presente no vinho, previne doenças coronárias, reduz níveis de colesterol ruim (LDL), tem ação anti-inflamatória e fortalece o sistema muscular
    14 min
  • Substância benéfica à saúde, presente no vinho, tem seu teor aumentado no suco de uva
    Nesta edição de Os Novos Cientistas, a cientista de alimentos Lais Moro descreveu como conseguiu aumentar o teor do resveratrol no suco de uva. Os estudos foram desenvolvidos no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC, da sigla em inglês), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp sediado na USP. Sob a orientação do professor Eduardo Purgatto, Lais estudou a substância nos laboratórios do FoRC e implementou nas parreiras um composto que foi capaz de aumentar o nível do resveratrol na fruta.
    A pesquisadora explicou que o resveratrol pode ser encontrado principalmente nas sementes e na película das uvas pretas e, consequentemente, no vinho tinto. “Nos vinhos tintos ele é encontrado em maior quantidade”, ressaltou Laís, lembrando que condições como clima e solo influenciam na quantidade da substância nos frutos. O resveratrol previne doenças coronárias, reduz níveis de colesterol ruim (LDL), tem ação anti-inflamatória e fortalece o sistema muscular.
    Os testes foram realizados no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais com duas variedades de uva, totalizando 240 litros por região, sendo que parte das videiras era tratada e a outra não. Além do resveratrol, os pesquisadores observaram um aumento significativo de outras substâncias, como antocianinas e flavonoides, também aliadas na promoção da saúde.
    O processo de aplicação da nova técnica se deu diretamente nas parreiras de uva, por aspersão (spray) um composto que é naturalmente produzido pela própria planta durante o seu processo de amadurecimento, antes da colheita. “A aplicação ocorre diretamente no cacho”, explicou a pesquisadora. E por tratar-se de uma aplicação simples, a técnica pode favorecer os pequenos e médios produtores.
     
     
    14 min

About Novos Cientistas - USP

From the publisher's feed

Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

More shows like Novos Cientistas - USP

Medo e Delírio em Brasília by Central 3 Podcasts

Medo e Delírio em Brasília

55 Listeners