Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Como a desigualdade racial pode ser reproduzida na formação do policial militar
    A desigualdade racial na sociedade brasileira é presente. E quando se trata do acesso da população ao direito à vida e segurança não é diferente. Nesta edição de Os Novos Cientistas, a socióloga Letícia Pereira Simões foi entrevistada sobre seu estudo de mestrado, em que analisou como essa desigualdade racial é reproduzida dentro da Polícia Militar (PM) do estado de São Paulo.
    Sob orientação do professor Sérgio França Adorno de Abreu, Letícia iniciou sua pesquisa a partir de constatações de que, na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, segundo dados de 2012, para cada pessoa branca vítima fatal de ações da polícia, outras quatro pessoas negras eram mortas. “Isso me chamou atenção na época. Foi quando optei por estudar o fenômeno aqui na cidade de São Paulo”, contou a socióloga.
    A partir de então, Letícia passou a pesquisar o fenômeno na cidade de São Paulo. Na pesquisa A (in)visibilidade da questão racial na formação dos soldados da Polícia Militar, a socióloga buscou refletir sobre o policiamento democrático em sociedades racialmente desiguais. Assim, visitou um quartel de formação de soldados da PM. Além disso, ela realizou  um levantamento da literatura nacional que trata da temática da violência policial e do uso excessivo da força por policiais. Os resultados confirmam a indicação da literatura de que a instituição se recolhe perante temas de desigualdade racial e discriminação pela polícia. “Ainda há a dificuldade em se falar sobre o racismo na sociedade brasileira”, ressaltou Letícia.
     
    14 min
  • Como a desigualdade racial pode ser reproduzida na formação do policial militar
    A desigualdade racial na sociedade brasileira é presente. E quando se trata do acesso da população ao direito à vida e segurança não é diferente. Nesta edição de Os Novos Cientistas, a socióloga Letícia Pereira Simões foi entrevistada sobre seu estudo de mestrado, em que analisou como essa desigualdade racial é reproduzida dentro da Polícia Militar (PM) do estado de São Paulo.
    Sob orientação do professor Sérgio França Adorno de Abreu, Letícia iniciou sua pesquisa a partir de constatações de que, na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, segundo dados de 2012, para cada pessoa branca vítima fatal de ações da polícia, outras quatro pessoas negras eram mortas. “Isso me chamou atenção na época. Foi quando optei por estudar o fenômeno aqui na cidade de São Paulo”, contou a socióloga.
    A partir de então, Letícia passou a pesquisar o fenômeno na cidade de São Paulo. Na pesquisa A (in)visibilidade da questão racial na formação dos soldados da Polícia Militar, a socióloga buscou refletir sobre o policiamento democrático em sociedades racialmente desiguais. Assim, visitou um quartel de formação de soldados da PM. Além disso, ela realizou  um levantamento da literatura nacional que trata da temática da violência policial e do uso excessivo da força por policiais. Os resultados confirmam a indicação da literatura de que a instituição se recolhe perante temas de desigualdade racial e discriminação pela polícia. “Ainda há a dificuldade em se falar sobre o racismo na sociedade brasileira”, ressaltou Letícia.
     
    14 min
  • Mulheres condutoras de ônibus sofrem pressões psíquicas
    Já não é tão raro no trânsito da cidade de São Paulo se ver mulheres dirigindo ônibus que integram o sistema de transporte público. Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (15/08), a psicóloga Tássia Bertoncini de Almeida deu detalhes de sua pesquisa O desgaste mental de motoristas de ônibus: um recorte de gênero, apresentada no Instituto de Psicologia (IP) da USP. Com a orientação do professor Fábio Oliveira, a pesquisadora constatou o sofrimento psíquico que afeta mulheres motoristas e buscou compreender possíveis influências de gênero e suas relações no processo de desgaste mental no trabalho.
    Dentre as principais queixas, a falta de estrutura em terminais e conciliação do trabalho doméstico e assalariado, as jornadas imprecisas de trabalho, fato que as prejudicam nos cuidados com os filhos. “Uma entrevistada se ressentia por não ter conseguido ficar com a guarda da filha no processo de separação por não ter horários definidos para entrar e sair da empresa”, contou a psicóloga.
    Cada vez mais presente na categoria de motoristas de ônibus por serem vistas como cuidadosas e pacientes, as mulheres que trabalham no transporte coletivo sofrem com desgaste emocional de uma forma bastante particular. A maioria das que foram entrevistadas tinham idades entre 35 e 50 anos, solteiras e com filhos; não contavam com a figura masculina para ajudá-las; trabalhar era uma condição de subsistência. “Esse é o perfil das motoristas de ônibus que trafegam diariamente pelas movimentadas e caóticas avenidas paulistanas e que, mesmo sem ter muito tempo, conseguiram espaço para responder à entrevista da pesquisa”, disse Tássia.
    O estudo possibilitou conhecer os vários papéis que elas representam: a mãe, a mulher, a dona de casa e a motorista de ônibus, sendo este último papel preenchendo requisitos de uma profissional exemplar, com características emocionais valorizadas atualmente pelas empresas de transporte coletivo, pois atendem e reforçam expectativas do que delas é esperado como mulher. Isto é: são calmas ao dirigir e mais pacientes e atenciosas com os passageiros.
    14 min
  • Mulheres condutoras de ônibus sofrem pressões psíquicas
    Estudo realizado no Instituto de Psicologia (IP) da USP analisou o sofrimento psíquico das mulheres motoristas de ônibus que trabalham na cidade de São Paulo. Em entrevista aos Novos Cientistas, a psicóloga Tássia Bertoncini de Almeida descreveu, dentre outras dificuldades que elas enfrentam, a falta de estrutura em terminais e conciliação do trabalho doméstico e assalariado
    14 min
  • Mulheres condutoras de ônibus sofrem pressões psíquicas
    Estudo realizado no Instituto de Psicologia (IP) da USP analisou o sofrimento psíquico das mulheres motoristas de ônibus que trabalham na cidade de São Paulo. Em entrevista aos Novos Cientistas, a psicóloga Tássia Bertoncini de Almeida descreveu, dentre outras dificuldades que elas enfrentam, a falta de estrutura em terminais e conciliação do trabalho doméstico e assalariado
    14 min
  • Mulheres condutoras de ônibus sofrem pressões psíquicas
    Já não é tão raro no trânsito da cidade de São Paulo se ver mulheres dirigindo ônibus que integram o sistema de transporte público. Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (15/08), a psicóloga Tássia Bertoncini de Almeida deu detalhes de sua pesquisa O desgaste mental de motoristas de ônibus: um recorte de gênero, apresentada no Instituto de Psicologia (IP) da USP. Com a orientação do professor Fábio Oliveira, a pesquisadora constatou o sofrimento psíquico que afeta mulheres motoristas e buscou compreender possíveis influências de gênero e suas relações no processo de desgaste mental no trabalho.
    Dentre as principais queixas, a falta de estrutura em terminais e conciliação do trabalho doméstico e assalariado, as jornadas imprecisas de trabalho, fato que as prejudicam nos cuidados com os filhos. “Uma entrevistada se ressentia por não ter conseguido ficar com a guarda da filha no processo de separação por não ter horários definidos para entrar e sair da empresa”, contou a psicóloga.
    Cada vez mais presente na categoria de motoristas de ônibus por serem vistas como cuidadosas e pacientes, as mulheres que trabalham no transporte coletivo sofrem com desgaste emocional de uma forma bastante particular. A maioria das que foram entrevistadas tinham idades entre 35 e 50 anos, solteiras e com filhos; não contavam com a figura masculina para ajudá-las; trabalhar era uma condição de subsistência. “Esse é o perfil das motoristas de ônibus que trafegam diariamente pelas movimentadas e caóticas avenidas paulistanas e que, mesmo sem ter muito tempo, conseguiram espaço para responder à entrevista da pesquisa”, disse Tássia.
    O estudo possibilitou conhecer os vários papéis que elas representam: a mãe, a mulher, a dona de casa e a motorista de ônibus, sendo este último papel preenchendo requisitos de uma profissional exemplar, com características emocionais valorizadas atualmente pelas empresas de transporte coletivo, pois atendem e reforçam expectativas do que delas é esperado como mulher. Isto é: são calmas ao dirigir e mais pacientes e atenciosas com os passageiros.
    14 min
  • Aplicativo permite autonomia no controle alimentar de crianças diabéticas
    Na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, cientistas trabalham no desenvolvimento de um aplicativo que propõe o acompanhamento, em tempo real, da rotina alimentar de crianças com Diabetes mellitus pelo profissional de saúde. Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (8/8), a enfermeira Priscilla Ramos de Queiroz Amaral descreveu como funciona o app CarboTower.
    A ferramenta, elaborada especialmente para uso de crianças e seus familiares, tem formato lúdico e educativo. O objetivo é estimular positivamente a adesão ao tratamento proposto. De acordo com a pesquisadora, que vem desenvolvendo o app em sua pesquisa de mestrado, a novidade representa resposta à lacuna do mercado nacional por um produto feito sob medida para esse público que, segundo a pesquisadora, é expressivo. Priscilla afirma que a incidência do Diabetes mellitus infantil é alta e acarreta mudanças de vida importantes, principalmente na alimentação. “E é aí que entra o CarboTower para monitorar a alimentação de maneira mais fácil e divertida.”
    Mas Priscilla adianta não se tratar apenas de um contador de carboidratos lúdico. A partir da inserção de dados, como a quantidade da alimentação diária, dividida por horários; as doses de insulina e os valores do teste de glicemia capilar, o app traça toda a rotina da criança, contabilizando suas ações e orientando atitudes a tomar em tempo real. A pesquisadora avisa que o app será gratuito. O aplicativo ainda não está disponível para o público. “Algumas etapas de testes precisam ser finalizadas antes do teste final com os usuários”, mas as pesquisadoras prometem que “tão logo finalizado, o CarboTower poderá ser adquirido nas principais plataformas de acesso”.
    15 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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