Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Aplicativo permite autonomia no controle alimentar de crianças diabéticas
    Na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, cientistas trabalham no desenvolvimento de um aplicativo que propõe o acompanhamento, em tempo real, da rotina alimentar de crianças com Diabetes mellitus pelo profissional de saúde. Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (8/8), a enfermeira Priscilla Ramos de Queiroz Amaral descreveu como funciona o app CarboTower.
    A ferramenta, elaborada especialmente para uso de crianças e seus familiares, tem formato lúdico e educativo. O objetivo é estimular positivamente a adesão ao tratamento proposto. De acordo com a pesquisadora, que vem desenvolvendo o app em sua pesquisa de mestrado, a novidade representa resposta à lacuna do mercado nacional por um produto feito sob medida para esse público que, segundo a pesquisadora, é expressivo. Priscilla afirma que a incidência do Diabetes mellitus infantil é alta e acarreta mudanças de vida importantes, principalmente na alimentação. “E é aí que entra o CarboTower para monitorar a alimentação de maneira mais fácil e divertida.”
    Mas Priscilla adianta não se tratar apenas de um contador de carboidratos lúdico. A partir da inserção de dados, como a quantidade da alimentação diária, dividida por horários; as doses de insulina e os valores do teste de glicemia capilar, o app traça toda a rotina da criança, contabilizando suas ações e orientando atitudes a tomar em tempo real. A pesquisadora avisa que o app será gratuito. O aplicativo ainda não está disponível para o público. “Algumas etapas de testes precisam ser finalizadas antes do teste final com os usuários”, mas as pesquisadoras prometem que “tão logo finalizado, o CarboTower poderá ser adquirido nas principais plataformas de acesso”.
    15 min
  • Pesquisa analisa narrativas de viagens à União Soviética durante a Guerra Fria
    A pesquisa foi baseada em narrativas publicadas em forma de livro de homens e mulheres (33 livros para 54 autores) dos mais diversos setores sociais: políticos, operários, escritores, jornalistas, sindicalistas, médicos, juízes, professores, jovens militantes e esposas descritas como acompanhantes de seus maridos, que foram divididos em grupos para sistematização do estudo: comunistas, simpatizantes, anticomunistas e aqueles de ideologia não definida.
    14 min
  • Pesquisa analisa narrativas de viagens à União Soviética durante a Guerra Fria
    Nas décadas de 1950 e 1960, no período da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a então União Soviética, alguns brasileiros viajaram à Rússia. “Muitos se deslumbraram com a sociedade observada, mesmo estando num sistema político fechado, enquanto outros rechaçaram as diferenças sociais encontradas e a falta de liberdade”, contou a pesquisadora Raquel Mundim Tôrres. Ela é autora do estudo Transpondo a Cortina de Ferro: Relatos de Viagem de Brasileiros à União Soviética na Guerra Fria (1951-1963) e explicou aos Novos Cientistas, em entrevista concedida no dia 25 de julho, detalhes de sua pesquisa, em que analisou a representação que cada viajante teve da experiência de visitar a URSS.
    Entre os viajantes, juízes, escritores, jornalistas, professores e operários. “A representação que cada viajante construiu da região, quando transpôs a fronteira, variou de acordo com sua posição ideológica na época em que realizou a viagem, normalmente planejada por duas instituições estatais russas, a Voks e a Intourist”, contou a historiadora. Segundo Raquel, as narrativas possuem um viés historiográfico instigante e documental. Os brasileiros que viajaram para a União Soviética a lazer também tiveram uma missão política. “Compreender os trâmites de uma sociedade, observar seu cotidiano, anotar informações e dados passados pelos guias e, finalmente, se posicionar sobre o que era observado”, afirmou a historiadora. Dentre os turistas, foram encontrados vários personagens ilustres, inclusive da literatura brasileira, como os escritores Jorge Amado e Graciliano Ramos, conhecidos por serem comunistas. A pesquisa foi realizada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
    14 min
  • Pesquisa analisa narrativas de viagens à União Soviética durante a Guerra Fria
    A pesquisa foi baseada em narrativas publicadas em forma de livro de homens e mulheres (33 livros para 54 autores) dos mais diversos setores sociais: políticos, operários, escritores, jornalistas, sindicalistas, médicos, juízes, professores, jovens militantes e esposas descritas como acompanhantes de seus maridos, que foram divididos em grupos para sistematização do estudo: comunistas, simpatizantes, anticomunistas e aqueles de ideologia não definida.
    14 min
  • Pesquisa analisa narrativas de viagens à União Soviética durante a Guerra Fria
    Nas décadas de 1950 e 1960, no período da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a então União Soviética, alguns brasileiros viajaram à Rússia. “Muitos se deslumbraram com a sociedade observada, mesmo estando num sistema político fechado, enquanto outros rechaçaram as diferenças sociais encontradas e a falta de liberdade”, contou a pesquisadora Raquel Mundim Tôrres. Ela é autora do estudo Transpondo a Cortina de Ferro: Relatos de Viagem de Brasileiros à União Soviética na Guerra Fria (1951-1963) e explicou aos Novos Cientistas, em entrevista concedida no dia 25 de julho, detalhes de sua pesquisa, em que analisou a representação que cada viajante teve da experiência de visitar a URSS.
    Entre os viajantes, juízes, escritores, jornalistas, professores e operários. “A representação que cada viajante construiu da região, quando transpôs a fronteira, variou de acordo com sua posição ideológica na época em que realizou a viagem, normalmente planejada por duas instituições estatais russas, a Voks e a Intourist”, contou a historiadora. Segundo Raquel, as narrativas possuem um viés historiográfico instigante e documental. Os brasileiros que viajaram para a União Soviética a lazer também tiveram uma missão política. “Compreender os trâmites de uma sociedade, observar seu cotidiano, anotar informações e dados passados pelos guias e, finalmente, se posicionar sobre o que era observado”, afirmou a historiadora. Dentre os turistas, foram encontrados vários personagens ilustres, inclusive da literatura brasileira, como os escritores Jorge Amado e Graciliano Ramos, conhecidos por serem comunistas. A pesquisa foi realizada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
    14 min
  • Telemedicina e seus aspectos regulatórios são temas de pesquisa na USP
    Em entrevista ao podcast "Os Novos Cientistas", o médico e advogado Sílvio Eduardo Valente buscou debater as questões regulatórias para o exercício da modalidade. O estudo deixa claro que é necessário avançar tanto nas regulamentações jurídicas quanto nos parâmetros éticos, já que a medicina a distância ainda sofre impasses para regulamentação no Brasil
    13 min
  • Telemedicina e seus aspectos regulatórios são temas de pesquisa na USP
    Em entrevista ao podcast "Os Novos Cientistas", o médico e advogado Sílvio Eduardo Valente buscou debater as questões regulatórias para o exercício da modalidade. O estudo deixa claro que é necessário avançar tanto nas regulamentações jurídicas quanto nos parâmetros éticos, já que a medicina a distância ainda sofre impasses para regulamentação no Brasil
    13 min
  • Telemedicina e seus aspectos regulatórios são temas de pesquisa na USP
    Uma pesquisa de doutorado, desenvolvida na Faculdade de Direito (FD) da USP, analisou as questões regulatórias que envolvem o exercício da telemedicina no Brasil. O médico e advogado Sílvio Eduardo Valente, autor do estudo, concedeu entrevista na quinta-feira (25/7) aos Novos Cientistas, onde explicou, entre outras coisas, a necessidade de a modalidade avançar tanto nas regulamentações jurídicas quanto nos parâmetros éticos.
    A tese de doutorado Aspectos regulatórios da telemedicina no Brasil: repercussões na responsabilidade das equipes de saúde, que teve orientação do professor Roberto Augusto de Carvalho Campos, mostra como a telemedicina é uma prática que avança no País. No entanto, a norma que regulamenta a atuação médica a distância – resolução 1.643, de 2002 -, segundo Valente, está atrasada em relação a todo o desenvolvimento tecnológico alcançado nos últimos 17 anos. Recentemente, uma nova proposta de resolução (2.227, de 2018), que delimitava melhor o exercício da telemedicina, ganhou notoriedade. Entretanto, não foi implantada porque houve muitas manifestações de médicos e entidades representativas da classe. O Conselho Federal de Medicina decidiu revogá-la, alegando que a questão não tinha sido suficientemente discutida. Segundo o pesquisador, a nova norma traria muitas inovações na relação entre médico e paciente. Em comparação, deu o exemplo dos atendimentos psicológicos a distância, que já são permitidos pelo Conselho Federal de Psicologia, beneficiando pacientes.
    Apesar da norma vigente ser de 2002, houve um avanço sobre o tema no Código de Ética Médica. Antes, existia uma vedação formal para a prática da telemedicina, mas ela foi retirada no Código publicado em 2019. O grande problema é que “ainda não existe uma permissão formalizada”, pondera Valente, entendendo que não basta não proibir. “O Código de Ética Médica coloca que não existe mais a vedação, mas essa questão será regulada em uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina que ainda não saiu”, completa.
    13 min
  • Estudo analisa os registros históricos da arquitetura de Brasília
    Brasília é uma cidade que tem sua arquitetura amplamente documentada, por meio de livros, registros e trabalhos ensaísticos. Em seu estudo de mestrado realizado no Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos, o arquiteto Luiz Gustavo Sobral Fernandes resgatou textos e livros sobre a cidade para analisar, a partir de seus leitores o “acontecimento” que foi a nova capital brasileira, projetado por Lucio Costa e Oscar Niemeyer,inaugurada em 1960.
    Em entrevista aos Novos Cientistas, o arquiteto descreveu como conduziu sua pesquisa Nobre Bastarda: As leituras e os leitores de Brasília (1957.1973), sob orientação do professor Carlos Alberto Ferreira Martins. Fernandes também realizou parte de seus estudos na Universidade do Texas, em Austin, EUA, onde teve a supervisão do professor Fernando Luiz Lara. De acordo com o arquiteto, Brasilia é um projeto singular que foi fruto da ambição política de um presidente, na época Juscelino Kubitschek, interessado no desenvolvimento econômico no centro do País. “A cidade tornou-se uma obra arquitetônica social e amplamente discutida e comentada no Brasil e e outras partes do mundo”, relevou o arquiteto.
    16 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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