Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Levedura da Antártida melhora produção de enzima usada no tratamento da leucemia
    Na entrevista desta quinta-feira (26) dos Novos Cientistas, a pesquisadora Rominne Karla Barros Freire falou sobre seu trabalho de doutorado realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Sob orientação do professor Adalberto Pessoa Júnior, Rominne desenvolveu a tese intitulada Produção de L-asparaginase pela levedura Leucosporidium muscorum CRM 1648 isolada de sedimento marinho coletado na Península Antártica.
    Rominne contou que a L-asparaginase, que tem propriedades para ser usada na área médica e de alimentos, é uma enzima que foi descoberta no início do século passado. “Mas ela tem tido atenção especial por ser aplicada também em tratamentos da leucemia linfoblástica aguda, doença que atinge principalmente crianças e jovens.”
    O trabalho de Rominne foi voltado para a produção da L-asparaginase, já que no Brasil há deficiência da enzima e ela tem sido importada. Além disso, as L-asparaginase são de origem bacteriana, o que causa nas pessoas acometidas pela leucemia algumas reações adversas. “Além disso, devido à escassez, o Ministério da Saúde incentivou instituições de pesquisas a trabalharem no desenvolvimento de novos tipos de L-asparaginase”, disse a pesquisadora. Assim, ela utilizou em seu estudo uma levedura proveniente da Península Antártica como alternativa para a produção da L-asparginase.
    Rominne disse ainda que seu trabalho faz parte de um projeto temático. “Minha pesquisa se resumiu em encontrar as leveduras ideais para a produção da enzima”, descreveu. As leveduras foram coletadas por um grupo de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro. “De um total de 150 leveduras analisadas, sete eram capazes de produzir a L-asparaginase”, contou a pesquisadora.
    14 min
  • Técnica em 3D resulta na confecção de placas oclusivas mais precisas
    Placas oclusivas são aquelas usadas contra o bruxismo, doença que se caracteriza por provocar o ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Em pesquisa desenvolvida na Faculdade de Odontologia (FO) da USP, a dentista Mayra Torres Vasques conseguiu produzir placas em cerca de 5 horas, usando tecnologia 3D e softwares específicos
    15 min
  • Técnica em 3D resulta na confecção de placas oclusivas mais precisas
    Placas oclusivas são aquelas usadas contra o bruxismo, doença que se caracteriza por provocar o ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Em pesquisa desenvolvida na Faculdade de Odontologia (FO) da USP, a dentista Mayra Torres Vasques conseguiu produzir placas em cerca de 5 horas, usando tecnologia 3D e softwares específicos
    15 min
  • Técnica em 3D resulta na confecção de placas oclusivas mais precisas
    Placas oclusivas são aquelas usadas contra o bruxismo, doença que se caracteriza por provocar o ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Em pesquisa desenvolvida na Faculdade de Odontologia (FO) da USP, a dentista Mayra Torres Vasques conseguiu produzir placas em cerca de 5 horas, usando tecnologia 3D e softwares específicos
    15 min
  • Técnica em 3D resulta na confecção de placas oclusivas mais precisas
    Em sua tese de doutorado na Faculdade de Odontologia da (FO) USP, a pesquisadora Mayra Torres Vasques desenvolveu placas oclusivas mais precisas para serem usadas por pacientes que têm bruxismo, doença que se caracteriza por provocar o ranger ou apertar dos dentes durante o sono.
    “As placas oclusivas, normalmente, são feitas a partir de moldes da boca do paciente, obtidos pelo dentista. A partir disso, as placas são moldadas e, normalmente, necessitam de muitos ajustes, mesmo depois de o paciente já utilizar”, descreveu Mayra em entrevista nesta quinta-feira (19) aos Novos Cientistas.
    Em um estudo clínico onde acompanhou pacientes com bruxismo atendidos na FO, a pesquisadora se utilizou da tecnologia que vem sendo desenvolvida no Centro de Recursos de Aprendizagem e Investigação (CRAI). Ela utilizou um software específico e a tecnologia 3D. “O uso da tecnologia 3D na odontologia, aqui no Brasil, ainda é difícil porque 90% dos materiais são importados”, destacou Mayra. Mesmo assim, em sua pesquisa, ela conseguiu desenvolver uma placa oclusiva, destinada a pacientes acometidos por bruxismo, com ajustes mais precisos.
    Mayra estudou a interação das diversas dúvidas em relação a estudos que envolvem a construção de próteses oclusais e engenharia de materiais e chegou a tecnologias que permitiram ajustes feitos diretamente no computador e transportados para as impressoras 3D. Todo o trabalho, iniciado em 2015 e concluído em 2018, resultou na tese de doutorado Desenvolvimento de uma técnica de desenho digital e impressão em 3D de placas oclusais e sua aplicabilidade no tratamento de pacientes com disfunção temporomandibular, que teve a orientação da professora Dalva Cruz Lagana, da FO.
    15 min
  • Mulheres familiares de presos organizam suas vidas em função da prisão
    A vida num cárcere não se resume apenas a quem está preso. Do lado de fora, há vidas em paralelo que acabam por se moldar para que as famílias venham a dar melhor assistência a seus parentes que estão reclusos. Em sua pesquisa de doutorado intitulada Jornadas de visita e de luta: tensões, relações e movimentos de familiares nos arredores da prisão, a antropóloga Natália Bouças do Lago abordou a prisão por meio das possibilidades imaginadas a partir dela e seus limites impostos em regras, relações e intervenções. O estudo foi defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), com orientação do professor Julio Assis Simões, do Departamento de Antropologia Social.
    “A vida dessas mulheres passa a se organizar em função da prisão”, disse a pesquisadora em sua participação no Novos Cientistas desta quinta-feira, dia 5. “Muitas viajam longas distâncias, todo final de semana. Outras chegam a mudar de cidade para ficar mais próximas de seus parentes”. O estudo de Natália seguiu os agenciamentos dessas mulheres, assim como seus limites, as desigualdades e a produção de diferenças entre mulheres marcadas pela prisão. Em suas entrevistas, a maioria delas realizadas nas filas das visitas nos presídios e em pensões localizadas nas proximidades das instituições penais, Natália passou alguns finais de semana acompanhando todos os preparativos para a realização de uma visita.
    16 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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