Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Biossensor poderá facilitar o diagnóstico de Alzheimer
    Desenvolvido no Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, o sistema vai permitir a detecção da doença a partir de duas proteínas (Fetuína-B e Clusterina) que, quando alteradas em suas concentrações, poderão indicar o diagnóstico. Laís Canniatti Brazaca realizou seus estudos no IFSC e na Universidade da Califórnia (EUA)
    12 min
  • Biossensor poderá facilitar o diagnóstico de Alzheimer
    Na entrevista desta quinta-feira (18) no podcast Os Novos Cientistas a pesquisadora Laís Canniatti Brazaca descreveu como foi o desenvolvimento de um novo biossensor capaz de detectar o Alzheimer a partir da quantificação de duas proteínas, a Fetuína-B e a Clusterina. Quando encontradas em concentrações alteradas no sangue, as substâncias podem indicar um possível diagnóstico da doença.
    O sistema, desenvolvido no Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, poderá trazer mais confiança no diagnóstico a um custo mais baixo. Os estudos de Laís foram desenvolvidos em seu doutorado realizado no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do IFSC (GNano), sob a coordenação do professor Valtencir Zucolotto, e aperfeiçoado durante um estágio sanduíche realizado pela estudante na Universidade da Califórnia, em San Diego (Estados Unidos), sob supervisão do professor Joseph Wang.
    Laís explicou que o biossensor é um dispositivo simples baseado em papel, no qual se encontram nanopartículas de ouro complexadas a anticorpos seletivos para os biomarcadores. “Ao depositar uma simples gota de sangue no papel, em poucos segundos o biofluido escorre em direção aos anticorpos, permitindo que as proteínas Fetuína-B e Clusterina se liguem às nanopartículas de ouro e se concentrem em uma determinada região, causando uma mudança de cor no papel de branco para rosa”, explicou. O dispositivo, porém, ainda não foi testado com sangue, tendo sido somente avaliado em amostras ideais, contendo as proteínas estudadas.
    Durante as pesquisas, os testes custaram, em média, R$ 50,00. Porém, com a ampliação da escala de produção e com a adaptação de algumas técnicas utilizadas no desenvolvimento do sistema, é possível que cada teste venha a ter um custo médio de R$ 10,00.
    12 min
  • Na Poli, cientistas desenvolvem novo modelo matemático para estudos epidemiológicos
    Não é de agora que a matemática é uma aliada em estudos epidemiológicos. Modelos matemáticos podem auxiliar no planejamento de ações no combate a pandemias, como é o caso atual da covid-19. E lá na Escola Politécnica (Poli) da USP cientistas trabalham no desenvolvimento de um novo modelo matemático que poderá, num breve futuro, auxiliar no combate à doença que já atinge o mundo todo.
    Em entrevista aos Novos Cientistas desta quinta-feira (4), a física Cristiane M. Batistela explicou como desenvolveu um novo modelo a partir de um outro já consagrado, o SIR. Os estudos de Cristiane vêm sendo realizados no programa de pós-doutorado do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Poli, sob a supervisão do professor José Roberto Castilho Piqueira.
    “O modelo SIR foi publicado em 1927, por W. O. Kermack (bioquímico escocês) e A. G. McKendrick (médico escocês)”, contou a física. Eles criaram o sistema que considera uma população fixa com apenas três compartimentos: suscetíveis (S), indivíduos saudáveis mas que podem contrair a doença; infectados (I), aqueles que contraíram a doença e são capazes de infectar os suscetíveis; e recuperados (R), que não podem contrair a doença novamente. Daí a sigla SIR. O trabalho de Cristiane foi adaptar o SIR e incluir mais dois compartimentos: os imunizados (I2), que são a classe de indivíduos que contraíram a doença e estão imunes; e óbitos (O), que são a classe dos que contraíram a doença e morreram. “Com essa inclusão de mais dois compartimentos fizemos então um novo modelo que permite descrever a propagação na população que possui todos esses grupos”, explicou.
    13 min
  • Coreanos colaboram com seu legado étnico para o turismo do Bom Retiro
    Localizado próximo à região da Estação da Luz, em São Paulo, o bairro do Bom Retiro é bastante conhecido por ser um pólo de compras de roupas, tecidos e acessórios. Em pesquisa de mestrado desenvolvida na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, a pesquisadora Eanne Leite Palacio Leite analisou como a comunidade coreana se adaptou e tem colaborado para o turismo do bairro
    14 min
  • Coreanos colaboram com seu legado étnico para o turismo do Bom Retiro
    Na entrevista desta quinta-feira (14) no podcast Os Novos Cientistas, a mestre em turismo Eanne Palacio Leite contou como realizou seu estudo Mobilidades e Turismo Urbano: estudo sobre o legado étnico da comunidade coreana no Bom Retiro (São Paulo/Brasil). A pesquisa foi apresentada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP com orientação da professor Thiago Allis.
    Dentre as motivações que levaram Eanne a essa pesquisa está o fato de ela ter conhecido alguns bairros orientais nos Estados Unidos. “Conheci alguns locais com tais características e, também pelo fato de eu residir no Bom Retiro, decidi verificar como a comunidade coreana e seu legado étnico vêm se destacando na participação do desenvolvimento turístico do bairro”, disse.
    Segundo Eanne, o Bom Retiro pode ser identificado como um bairro multicultural. “Ali temos, entre outras atrações, a Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca”, ressaltou a pesquisadora, lembrando que, nos últimos anos, os coreanos estão se destacando por promoverem atividades culturais e renovando seus estabelecimentos. Mas o bairro e suas imediações diretas possuem outros equipamentos turísticos consolidados como patrimônio cultural material e são também reconhecidamente um polo de atração de compras, vinculados ou não à presença da comunidade coreana na região. Para realizar sua pesquisa, Eanne deu enfoque às “padarias coreanas” e realizou um estudo descritivo-exploratório, com o levantamento bibliográfico, pesquisa documental e estudo de campo.
    14 min
  • Estudo traz alternativas na produção de cuidados a populações em situação de rua
    Em entrevista realizada nesta quinta-feira (7) no podcast Os Novos Cientistas, o psicólogo Mário César da Silva descreveu como empreendeu seu estudo na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP intitulado Das im-permanências do povo de rua à produção do comum: o Consultório na Rua como extituição. Sob a orientação da professora Yara Maria de Carvalho, o psicólogo usou como metodologia de pesquisa a cartografia. “A cartografia propõe que se caminhe junto com os grupos envolvidos para acompanhar as alterações no campo em que estes se encontram. Foi isso que fiz em meu estudo”, conta.
    O pesquisador analisou a atuação dos consultórios na rua – serviços vinculados à atenção básica na cidade de São Paulo – fazendo um contraponto com a sua experiência na saúde mental, como técnico de um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS AD) na região da Cracolândia, em São Paulo. Segundo Silva, o programa Consultório na Rua é formado por equipes multidisciplinares e que teve início em 2014 na cidade de São Paulo. “Trata-se de um programa que é vinculado às Unidades Básicas de Saúde e que trabalha desde a abordagem das pessoas nas ruas bem como nos Centros de Acolhimentos e envolve a saúde como um todo.”
    O psicólogo contou que uma das ações durante o estudo foi exercitar entre as pessoas responsáveis pelos atendimentos o exercício da escrita coletiva. “Sugeri que narrassem em cartas as suas experiências durante uma semana”, disse. “Toda sexta-feira eu coletava o material e produzíamos as cartas coletivas contando como foi a nossa semana”, lembrou. Segundo Mário Silva, o trabalho de leitura das cartas, semanalmente, acabou possibilitando às equipes pensarem num outro jeito de produzir cuidados destinados àquelas pessoas.
    14 min
  • Protocolo de higienização das mãos em hospitais é tema de pesquisa na FEA
    O administrador Éder de Carvalho Januário foi o entrevistado desta quinta-feira (30) em "Os Novos Cientistas", onde falou de seu estudo de doutorado realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. Na sua pesquisa, ele analisou a implantação do protocolo de higienização das mãos em três hospitais de Minas Gerais
    13 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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