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Portugal continua a alimentar uma sociedade segregadora das pessoas com deficiência. “Crip Camp” é um documentário que nos mostra uma cenário idílico, para, a partir dele, embarcar na luta por uma sociedade com menos obstáculos. Também na cultura podemos fazer mais e melhor. O sector português começa a despertar para a questão mas ainda é feita uma proposta cultural segregadora. Destaca-se o trabalho da Acesso Cultura e da Terra Amarela, num convite ao vosso activismo. Maria Vlachou é directora executiva da Acesso Cultura e assina a Carta desta semana publicada em culturanuclear.pt. Remar” é o nome deste episódio, enquanto verbo e mote para a acção, emprestado por um verso de Silva. Agir, tomar partido, tentar compreender a vida, na sua dualidade, solidão e superação, são as motivações para ouvir temas de Joni Mitchell, Lana Del Rey, Stevie Nicks e Elton John. Fiquem connosco!
Foto capa: Norman Lomax “Sue in the Blue”
O abuso sexual tem ganho exposição mediática nos últimos anos mas precisa de continuar a ser falado. A série “I May Destroy You”, escrita, realizada e protagonizada por Michaela Coel é uma excelente janela para pensarmos este flagelo. Este episódio chama-se “with love and care”, um verso emprestado por Diana Ross, do icónico tema “It’s My House”. Existem várias canções sobre o carinho e o amor, além de Ross, há Aretha Franklin, Celeste e FKA Twigs. Na fronteira entre o amor e o activismo encontra-se Nina Simone, e, para lá dela, estão os britânicos Sons of Kemet com puro activismo para celebrar a diáspora negra. Fiquem connosco!
Foto capa: Harry Langdon, Getty Images
Inspirado no movimento do jornalismo comunitário, NUCLEAR inicia uma nova rubrica chamada “Cartas” em www.culturanuclear.pt. São textos de diferentes autores dedicados à transformação pessoal que a cultura é capaz de empreender na nossa vida. A primeira é sobre Beyoncé e foi assinada pelo médico Sérgio Bronze. As canções deste “Diamond Life” são a melhor tentativa possível para colocar em 30 minutos a banda-sonora da amizade de Tiago Fortuna e Sérgio Bronze (que podia ter 24 horas!). Há por isso canções de The Carters, Sinéad O’Connor, Janelle Monáe, Sade, Robyn, Jessie Ware e Bateu Matou. Visitem o site para ler a primeira carta e fiquem connosco!
“Foi Deus / Que me pôs no peito / Um rosário de penas / Que vou desfiando / E choro a cantar” - Amália gravou “Foi Deus” em 1952, em Abbey Road, em Londres. É um clássico intemporal, sem limites religiosos, num fluido registo da sua alma e espiritualidade. A soul é um género singular, ganha contornos de epicidade quando fundida ao gospel. É entre essas fronteiras que vive este episódio. No centro está Aretha Franklin, com o seu álbum seminal - “Amazing Grace” - gravado ao vivo numa igreja em 1972. São canções de adoração, fé e abandono que compõem o evangelho desta edição do podcast. Além de Amália e Aretha, também cantam Beyoncé, numa interpretação do clássico “Take My Hand, Precious Lord”, Nina Simone, Prince e Kanye West com o seu Sunday Service Choir. A partir desta semana está disponível o site NUCLEAR em www.culturanuclear.pt. Fiquem connosco!
O suicídio em massa de Igbo Landing ganhou uma dimensão mitológica, a sua força penetrou a cultura popular e continuam a ser criadas obras que referenciam este acontecimento, como é o caso de “Love Drought”, de Beyoncé. Billie Holiday editou “Strange Fruit” mais de uma década antes do movimento pelos direitos civis afro-americanos, a canção tornou-se um acto de resistência e contribuiu para a mudança do tecido cultural americano. James Baldwin continua, hoje, a ter uma mensagem tão urgente como tinha na década de 60. São três fragmentos artísticos e culturais aprofundados neste episódio. Além de Billie Holiday e Beyoncé, esta edição do podcast tem canções de Sam Cooke, Lauryn Hill, Blood Orange e Sara Tavares com Plutónio e Branko, num remix de “Ter Peito e Espaço”. É precisamente esta canção que empresta o título ao NUCLEAR #13, porque é importante habitar um espaço de compaixão quando somos confrontados com realidades dilacerantes. Fiquem connosco!
Este episódio reflecte sobre a importância de adoptarmos no nosso pensamento o modelo social da deficiência. Esta reflexão surge a propósito do filme “Sound of Metal” que faz uma representação de alguém que perde a audição e aprende Língua Gestual. Que bom é ver estes temas no cinema mainstream! Este NUCLEAR chama-se “Shattered Ground”, numa referência ao tema de Nick Cave e Warren Ellis, por compilar canções que transmitem noções, ideias e sentimentos disruptivos. Ouve-se Deolinda, Kate Bush, Phoebe Bridgers, Billie Eilish e Anohni.
“Tudo ou nada” canta Gisela João em “Louca”. Esta edição parte das emoções despertadas pela canção, ancorando-se no estoico acto de resistir. Viver a vida com todas as intermitências. Ouvem-se temas de Etta James, Janelle Monáe, Beyoncé e Florence + The Machine. Num episódio sobretudo feminino, incluir a versão de Nina Simone de “Lilac Wine” arrasta consigo a inevitabilidade de ouvir a mesma música interpretada por Jeff Buckley. Fala-se ainda em Viola Davis, num louvor à sua capacidade de representar a humanidade com um atrevimento desconcertante. Fiquem connosco!
Foto: Janelle Monáe, Pynk.
A epidemia da SIDA foi um dos maiores flagelos sociais das últimas décadas. Nesta edição do NUCLEAR ouvimos e pensamos expressões artísticas que reflectem o impacto do HIV na sociedade, tendo a brilhante mini-série de Russell T. Davies, “It’s A Sin”, no centro. Importa celebrar também, e, por isso, dança-se com a transgressão de Sylvester, a contemporaneidade de Christine and The Queens e a euforia de Years & Years. Há ainda canções para escutar de Bronski Beat, R.E.M. e Joy Division. Fiquem connosco!
Foto Capa: Evan Agostini / Liaison, Getty Images
Que sociedade seria a nossa sem a partilha e a vida em comunidade? “Tudo, tudo, tudo, tudo que nóiz tem é nóiz”, canta Emicida em “Principia”. Este NUCLEAR inspira-se no mote dado pelo artista brasileiro, mas além da música, mergulha também no seu documentário - “AmarElo”. Ouve-se ainda Jay-Z a desconstruir o seu ego e tentar criar um novo legado, Elza Soares, Capicua com Lena D’Água, Sampha, e Moullinex com Sara Tavares. Trata-se de um episódio dedicado à consciência da vida em comunidade, das relações e da natural interdependência que temos uns com os outros. Fiquem connosco!
Um episódio sobre a emancipação do desejo feminino, que começa com “Nasty”, de Janet Jackson, a abrir caminho para a geração seguinte. Há um legado de Miss Jackson quando ouvimos canções como “Partition”, de Beyoncé, e “Kiss It Better”, de Rihanna. Esta edição do NUCLEAR tem ainda músicas de Vanity 6, Róisín Murphy e Jessie Ware. Fala-se em “Fever”, original de Little Willie John, com múltiplas versões, incluindo a de Madonna. Destaque ainda para o projecto jornalístico da Time Magazine para celebrar o Black History Month - “The Renaissance is Black”. Fiquem connosco!
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