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O fósforo é um dos minerais mais caros da fórmula e um dos mais mal aproveitados: fontes tratadas como 100% disponíveis, como fosfatos e farinhas de carne e ossos, podem ter digestibilidade real de apenas 40% a 66%, segundo dados do Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa (ESALQ/USP). Neste episódio do Podcast O Aviário, o Dr. Marcos Café conversa com o pesquisador sobre a diferença entre fósforo disponível e fósforo digestível, a variação de até 50 pontos percentuais entre calcários nacionais e por que o excesso de cálcio compromete a ação da fitase. Um raio-x técnico de onde sua fórmula perde precisão.
"O que nós formulamos achando que estava 100% sendo absorvido pelo animal, parece que não é." — Dr. Felipe Dilelis de Resende SousaDr. Felipe Dilelis de Resende Sousa é Zootecnista pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com Mestrado (2013) e Doutorado (2019) em Zootecnia pela mesma instituição, dedicados à avaliação nutricional de ingredientes para aves. Atuou como pesquisador e técnico de laboratório na UFRRJ antes de assumir, em 2024, a cadeira de Nutrição de Não Ruminantes na ESALQ/USP, em Piracicaba. Hoje lidera pesquisas em digestibilidade ileal, energia metabolizável e fósforo e cálcio digestíveis.
Episódio: TUDO SOBRE FÓSFORO E CÁLCIO DISPONÍVEIS - Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa
O Aviário Podcast
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Apresentador: Dr. Marcos Café (LinkedIn)
Convidado: Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa (LinkedIn)
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O melhoramento genético levou o frango de corte a um patamar de crescimento que o ovo já não acompanha: está cientificamente comprovado que a quantidade de nutrientes depositada pela matriz comercial limita o desenvolvimento do embrião na fase final de incubação, justamente quando ele atinge o pico de crescimento e já tem o trato digestório formado, por volta dos 17 a 18 dias. Neste episódio do Podcast O Aviário, gravado no SBZ 2026, o PhD. Márcio Zangeronimo detalha a nutrição in ovo, aminoácidos, vitaminas, minerais e bioativos como a arginina inoculados na janela de transferência, a manipulação térmica associada a antioxidantes, a microbiota da casca e a programação embrionária.
“Por que não alimentar o pintinho antes da eclosão, se ele já está vivo e já está se desenvolvendo dentro do ovo?” – Dr. Márcio Gilberto ZangeronimoDr. Márcio Gilberto Zangerônimo é Médico Veterinário formado pela Universidade Federal de Lavras (2002), com mestrado em Zootecnia com ênfase em Nutrição de Monogástricos (2003), doutorado em Zootecnia (2006) e pós-doutorado em Bioquímica Animal (2008), todos pela UFLA. É Professor Adjunto IV do Departamento de Medicina Veterinária da UFLA, sub-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias e bolsista de produtividade do CNPq nível 1C. Atua em nutrição animal, farmacologia, fisiologia e metabolismo, com 12 anos dedicados à nutrição in ovo.
Episódio: NUTRIÇÃO IN OVO: ALIMENTAR O PINTINHO ANTES DE ELE NASCER - Dr. Márcio Gilberto Zangeronimo
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Apresentador: Dr. Marcos Café
Convidado: Dr. Márcio Gilberto Zangeronimo
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Se você ainda classifica o DDG como ingrediente alternativo, sua leitura de mercado está atrasada: cerca de 25% do etanol brasileiro já é de milho, e as biorrefinarias colocam hoje na cadeia algo em torno de 6 milhões de toneladas de derivados por ano, com projeção de 12 milhões em dois a três anos. Neste episódio gravado presencialmente na SBZ 2026, PhD. Ideraldo Lima, 40 anos de profissão, graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado pela UFV e 26 anos de Perdigão/BRF, destrincha por que a nova portaria do MAPA definiu DDGS e DDG de alta proteína como produto, e não coproduto; por que o milho de segunda safra do Centro-Oeste reduz a pressão de micotoxinas; e por que entrar com 5% quando a formulação permite 10% é a curva de aprendizado mais inteligente.
“Está entrando em frango, está entrando em suíno, está entrando em poedeiras, em peixes, em pet. Nós estamos realmente com uma possibilidade muito grande de ganhar em competitividade, associando um aspecto de renovação, que é totalmente renovável essa questão.”Ideraldo Lima acumula 40 anos de atuação em nutrição animal. Fez graduação, mestrado e doutorado na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pós-doutorado sob orientação do saudoso professor Luiz Albino, também na UFV. Construiu 26 anos de carreira na Perdigão, posteriormente BRF, passando de nutricionista animal a gerente e diretor. Desde 2016 atua em consultoria própria e é consultor de uma das principais empresas brasileiras de DDG, com acesso direto às biorrefinarias.
Episódio: DDG NA AVICULTURA - Dr. Ideraldo Lima
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Apresentador: Dr. Marcos Café (LinkedIn)
Convidado: Dr. Ideraldo Lima (LinkedIn)
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Toda vez que a mortalidade sobe e a postura cai, o sanitarista corre para o mesmo diagnóstico diferencial e é justamente aí que a síndrome do fígado manchado passa despercebida. Neste episódio, a PhD. Belchiolina Beatriz Fonseca relata o primeiro isolamento de Campylobacter hepaticus em galinhas poedeiras no Brasil: pontos necróticos de 1 a 2 mm no fígado, hiperemia ovariana, esplenomegalia e negativo repetido para Salmonella Gallinarum em vários laboratórios. Mortalidade semanal entre 0,36% e 0,75% e queda de postura de 3% a 4%. Bactéria fastidiosa, biofilme, forma viável não cultivável e reincidência após antibioticoterapia.
“Eu já conhecia a doença, eu já estava procurando ela em frango há algum tempo.”Médica Veterinária, mestre em Ciências Veterinárias e doutora em Imunologia e Parasitologia Aplicadas pela UFU, com pós-doutorado em Genética e Bioquímica na área de Biotecnologia em Saúde Humana e Animal. Formou-se em diagnóstico de campilobacteriose na Universidad Austral de Chile e aperfeiçoou-se em probióticos de próxima geração no INRAE, na França. Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq nível B, com 96 artigos publicados e sete patentes. É professora de Avicultura e Ornitopatologia na UFU. Referência em campilobacteriose e patógenos emergentes na avicultura.
Episódio: O PRIMEIRO ISOLAMENTO DE CAMPYLOBACTER HEPATICUS NO BRASIL - Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca
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Apresentador: Dr. Marcos Café
Convidada: Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca
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A influenza aviária deixou de ser exótica e virou variável permanente do planejamento sanitário da avicultura brasileira. Neste episódio, a PhD. Denise Russi Rodrigues, Auditora Fiscal Federal Agropecuária da Coordenação de Sanidade Avícola do MAPA, abre os dados oficiais do PNSA: 190 focos desde 2023, apenas um em aves comerciais, e a inversão do perfil: de 90% dos focos em aves aquáticas para 50% em aves terrestres em 2026. A genômica indicou múltiplas introduções por rotas distintas e amostras sem genótipo identificado desde 2025. Depois de 250 mil análises, a conclusão é operacional: preparação, vigilância e biosseguridade.
"A principal medida de prevenção continua sendo a biosseguridade."PhD. Denise Russi Rodrigues é Médica Veterinária, com especialização em Produção de Aves e Suínos, mestrado em Produção Animal e doutorado em Ciência Animal pela UFG. Fez pós-doutorado na Ohio State University e no National Animal Disease Center (NADC/USDA). Atuou nove anos como Fiscal Estadual Agropecuária em Goiás e hoje é Auditora Fiscal Federal Agropecuária no MAPA, na Coordenação de Sanidade Avícola do Departamento de Saúde Animal, onde contribui para estratégias nacionais de vigilância, prevenção, controle e resposta a doenças avícolas.
Episódio: INFLUENZA AVIÁRIA NO BRASIL: A VISÃO OFICIAL DO MAPA - Dra. Denise Russi Rodrigues
O Aviário Podcast
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Apresentador: Dr. Marcos Café
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Convidada: Dra. Denise Russi Rodrigues
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No Dia do Avicultor, o Podcast O Aviário inverte a lógica da visita técnica e ouve quem recebe o extensionista. Valdecir e Leoni Molinetti saíram de 600 m² em 1995 para 14.400 m² de área construída, migraram do frango pesado de 45 a 50 dias para o griller abatido entre 25 e 28 dias, entraram na produção de peru com alojamento aos 28-30 dias e abate de 16 a 19 kg, e atravessaram a transição da campânula a lenha e cortina manual para pressão negativa, aquecimento peletizado e controlador programado. No episódio: conversão alimentar, custo de aquecimento no inverno, rotatividade de mão de obra, biosseguridade e o que separa o extensionista que gera resultado daquele que só valida o lote.
“Hoje é mais a cabeça. Se tu não for um cara bom de cabeça, tu trabalha dentro do aviário, mas não dá resultado.”
— Valdecir Molinetti
Valdecir e Leoni Molinetti são avicultores integrados em Ampére, no Sudoeste do Paraná. Começaram em 1995 com um aviário de 600 m², migraram do frango pesado para o griller e, em 2012, aceitaram o convite da integradora para construir um núcleo de quatro galpões, decisão tomada com R$ 500 mil de capital diante de R$ 2 milhões de dívida. Hoje conduzem a Granja Molinetti, com 14.400 m² de área construída, frango griller e produção de peru.
Episódio: ESPECIAL DIA DO AVICULTOR - Valdecir Molinetti e Leoni Molinetti
Podcast: O Aviário Podcast
Apresentadores: Me. Wellinton Molinetti e Me. Gabriela Bittencourt
Convidados: Valdecir Molinetti e Leoni Molinetti
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A Ambiência deixou de ser detalhe de manejo e virou o principal fator de rentabilidade da avicultura de corte e ainda é gerida por percepção. Neste episódio, Luís Pedro Santos Jung, engenheiro químico e Coordenador de Vendas Técnicas da AKSO, destrincha porque amônia, CO2, umidade relativa, temperatura e velocidade do vento precisam ser mensurados na rotina do produtor, e não apenas na visita quinzenal do extensionista: um lote soma cerca de mil horas de alojamento, enquanto a assistência técnica presencial raramente ultrapassa dez. Ele explica por que o CO2 é reversível e a amônia não, lesão celular irreversível em cílios, mucosa ocular, saco aéreo e pulmão, por que não existe sonda fixa de amônia viável no aviário, e como uma sonda descalibrada aciona exaustão desnecessária, derruba a temperatura e queima gás e biomassa sem motivo. Quem não mede não sabe por que o lote foi bom.
“Quem não tem um medidor não sabe por que o lote foi bom nem por que foi ruim.”Luís Pedro Santos Jung é Engenheiro Químico, formado com atuação inicial em laboratório e nacionalização de produtos, hoje Coordenador de Vendas Técnicas na AKSO. Filho de produtor integrado desde 1997, migrou da química para a instrumentação aplicada à avicultura e, nos últimos dois anos, dedica-se à difusão da medição de ambiência em campo, capacitando técnicos e produtores no uso correto de medidores de amônia, CO2, umidade, temperatura e velocidade do ar em integradoras e cooperativas.
Episódio: AMBIÊNCIA: PARE DE ACHAR E COMECE A MEDIR - Luís Pedro Santos Jung
O Aviário Podcast: instagram.com/oaviariopodcast
Apresentador: Me. Wellinton Molinetti — LinkedIn
Convidado: Luís Pedro Santos Jung — LinkedIn
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A avicultura brasileira chegou aos maiores índices zootécnicos da sua história pela via da tecnificação, ambiência controlada, automação de galpão, painéis e dados. Mas nenhum painel opera sozinho. Neste episódio do Podcast O Aviário, a Me. Eva Hunka desmonta o gargalo que protocolo sanitário nenhum resolve: pessoas. Ela disseca o choque intergeracional entre Baby Boomers e Geração Z dentro da mesma equipe, os quatro estágios da comunicação efetiva: pensar, verbalizar, falar e ser compreendido, o uso de ferramentas de andragogia na assistência técnica ao produtor, a formação de equipes com perfis comportamentais complementares e por que o agro comunica bem com quem é do agro, mas ainda perde a disputa narrativa para quem não é.
“O Brasil é um país de vários países. E a nossa avicultura é uma avicultura de várias aviculturas.”Me. Eva Hunka é médica veterinária pela UFRPE, com aperfeiçoamento em pesquisa pelo CNPq e mestrado em Medicina Preventiva pela Unesp Botucatu. Tem MBA em Avicultura Industrial (Didatus), Green Belt Six Sigma e especializações em Comunicação e Marketing (FMU) e em Marketing do Agronegócio (Biomarketing). Com mais de 20 anos de avicultura, é Head de Marketing Corporativo na ilender, Diretora de Marketing da FACTA, integra o COESA-SP e a APA, é mentora do programa global Women for Food and Agriculture e criadora do canal Curiosidades Galináceas.
Episódio: LIDERANÇA, COMUNICAÇÃO E MÃO DE OBRA NO GALPÃO - Me. Eva Hunka
O Aviário Podcast
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Apresentadora: Me. Gabriela Bittencourt
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Convidada: Me. Eva Hunka
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Formular ração sem saber o que a ave de fato digere é aceitar que energia e proteína saiam intactas nas fezes. Neste episódio do Podcast O Aviário, Nilton Santos destrincha as enzimas exógenas na nutrição avícola: como os polissacarídeos não amiláceos (PNAs) do milho e do farelo de soja travam o aproveitamento nutricional, por que a protease redefiniu a liberação de aminoácidos e como o setor saiu da enzima isolada para blends com até dez enzimas combinadas. A lógica é direta: eficiência nutricional é fazer mais com o mesmo recurso, e quem ignora isso perde índice zootécnico e margem.
“O grande desafio do nutricionista é buscar o balanço entre resultado técnico e custo.”Nilton Santos
Médico veterinário com especialização em nutrição de aves. Construiu uma trajetória técnico-comercial passando por multinacionais do setor de nutrição animal, entre elas a Purina, e hoje atua como Gerente Técnico Comercial Nacional de Aves na Nuctramix Nutrição Animal, empresa sediada em Chapecó (SC), com 12 unidades no Brasil. É especialista em nutrição avícola, enzimas exógenas e formulação orientada ao equilíbrio entre resultado zootécnico e custo.
Episódio
BLENDS ENZIMÁTICOS AVANÇADOS: OTIMIZANDO DIGESTIBILIDADE, ENERGIA E SUSTENTABILIDADE - Nilton Santos
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Apresentador
Me. Wellinton Molinetti
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Convidado
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Nesta edição, Itamar Durli e Jhonatan Macedo Ribeiro, fundadores da Phagen, mostram por que os bacteriófagos (fagos), vírus que infectam exclusivamente bactérias, descritos há mais de 100 anos e já testados contra Salmonella Gallinarum em aviários brasileiros na década de 1920, voltaram a ganhar força como alternativa aos antimicrobianos.
Dr. Itamar Durli
Farmacêutico pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com mestrado e doutorado pela mesma instituição, onde já trabalhou com IgY (imunoglobulina de gema de ovo) e detém patente do uso dessa tecnologia no tratamento de otite em caninos. Em 2019, fundou a Phagen, empresa de pesquisa e desenvolvimento voltada ao uso de bacteriófagos para controle de bactérias na produção animal.
Dr. Jhonatan Macedo Ribeiro
Formado em Ciências Biomédicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com mestrado em Microbiologia pela mesma instituição e doutorado com foco em terapia fágica para profilaxia e tratamento de infecções, inicialmente voltado à saúde humana e hoje aplicado também à saúde animal.
🔗 Acesse o artigo A História Esquecida da Terapia com Bacteriófagos no Brasil:
Revista Pesquisa FAPESP
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