O Aviário Podcast · by PPGVET

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O Aviário Podcast · by PPGVET episodes

  • TUDO SOBRE FÓSFORO E CÁLCIO DISPONÍVEIS - Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa | Ep. 200

    O fósforo é um dos minerais mais caros da fórmula e um dos mais mal aproveitados: fontes tratadas como 100% disponíveis, como fosfatos e farinhas de carne e ossos, podem ter digestibilidade real de apenas 40% a 66%, segundo dados do Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa (ESALQ/USP). Neste episódio do Podcast O Aviário, o Dr. Marcos Café conversa com o pesquisador sobre a diferença entre fósforo disponível e fósforo digestível, a variação de até 50 pontos percentuais entre calcários nacionais e por que o excesso de cálcio compromete a ação da fitase. Um raio-x técnico de onde sua fórmula perde precisão.

    "O que nós formulamos achando que estava 100% sendo absorvido pelo animal, parece que não é." — Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa

    Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa é Zootecnista pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com Mestrado (2013) e Doutorado (2019) em Zootecnia pela mesma instituição, dedicados à avaliação nutricional de ingredientes para aves. Atuou como pesquisador e técnico de laboratório na UFRRJ antes de assumir, em 2024, a cadeira de Nutrição de Não Ruminantes na ESALQ/USP, em Piracicaba. Hoje lidera pesquisas em digestibilidade ileal, energia metabolizável e fósforo e cálcio digestíveis.

    Episódio: TUDO SOBRE FÓSFORO E CÁLCIO DISPONÍVEIS - Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa

    O Aviário Podcast
    Instagram
    Apresentador: Dr. Marcos Café (LinkedIn)
    Convidado: Dr. Felipe Dilelis de Resende Sousa (LinkedIn)

    • (00:00) Abertura e apresentação do episódio
    • (01:07) Trajetória do Dr. Felipe: do Rio à ESALQ/USP
    • (06:36) Fósforo disponível x fósforo digestível: os conceitos
    • (09:24) Metodologias de determinação e o protocolo da WPSA
    • (13:21) Digestibilidade real de farinhas de carne, vísceras e fosfatos
    • (19:08) Cálcio digestível: calcários variam de 20% a 70%
    • (23:16) Por que o NIRS ainda falha para minerais
    • (27:09) Avaliação de novos ingredientes: inseto, DDG e soja
    • (31:54) Parcerias com a indústria e recado aos nutricionistas
    • (34:15) Encerramento e despedida

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    37 min
  • NUTRIÇÃO IN OVO: ALIMENTAR O PINTINHO ANTES DE ELE NASCER - Dr. Márcio Gilberto Zangeronimo | Ep. 199

    O melhoramento genético levou o frango de corte a um patamar de crescimento que o ovo já não acompanha: está cientificamente comprovado que a quantidade de nutrientes depositada pela matriz comercial limita o desenvolvimento do embrião na fase final de incubação, justamente quando ele atinge o pico de crescimento e já tem o trato digestório formado, por volta dos 17 a 18 dias. Neste episódio do Podcast O Aviário, gravado no SBZ 2026, o PhD. Márcio Zangeronimo detalha a nutrição in ovo, aminoácidos, vitaminas, minerais e bioativos como a arginina inoculados na janela de transferência, a manipulação térmica associada a antioxidantes, a microbiota da casca e a programação embrionária.

    “Por que não alimentar o pintinho antes da eclosão, se ele já está vivo e já está se desenvolvendo dentro do ovo?” – Dr. Márcio Gilberto Zangeronimo

    Dr. Márcio Gilberto Zangerônimo é Médico Veterinário formado pela Universidade Federal de Lavras (2002), com mestrado em Zootecnia com ênfase em Nutrição de Monogástricos (2003), doutorado em Zootecnia (2006) e pós-doutorado em Bioquímica Animal (2008), todos pela UFLA. É Professor Adjunto IV do Departamento de Medicina Veterinária da UFLA, sub-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias e bolsista de produtividade do CNPq nível 1C. Atua em nutrição animal, farmacologia, fisiologia e metabolismo, com 12 anos dedicados à nutrição in ovo.

    Episódio: NUTRIÇÃO IN OVO: ALIMENTAR O PINTINHO ANTES DE ELE NASCER - Dr. Márcio Gilberto Zangeronimo

    O Aviário Podcast
    Apresentador: Dr. Marcos Café
    Convidado: Dr. Márcio Gilberto Zangeronimo

    • (00:00) Abertura do episódio ao vivo no SBZ 2026, em Lavras
    • (01:30) Trajetória do convidado: 17 anos na UFLA e 12 anos de pesquisa em nutrição in ovo
    • (02:30) O conceito: por que não alimentar o pintinho antes da eclosão
    • (03:06) Melhoramento genético x limite de nutrientes do ovo da matriz comercial
    • (05:00) Além do nutriente: arginina, bioativos e colonização precoce do trato digestório
    • (06:30) Cinquenta anos de pesquisa, o estudo pioneiro em Israel e o limite da pressão intra-ovo
    • (08:01) A janela prática: a transferência para o nascedouro e a vacinação in ovo
    • (09:32) Manipulação térmica associada a antioxidantes: vitamina C, vitamina E e glutationa peroxidase
    • (12:34) Incubadoras com inteligência artificial e a microbiota da casca do ovo
    • (14:35) Salmonela atravessa a casca: o conceito de vacinação natural do embrião
    • (18:36) Potencial produtivo: menos antimicrobianos, mais termotolerância, menos perda no transporte
    • (21:36) Inibição da aromatase e programação embrionária no dia zero

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    26 min
  • DDG NA AVICULTURA - Dr. Ideraldo Lima | Ep. 198

    Se você ainda classifica o DDG como ingrediente alternativo, sua leitura de mercado está atrasada: cerca de 25% do etanol brasileiro já é de milho, e as biorrefinarias colocam hoje na cadeia algo em torno de 6 milhões de toneladas de derivados por ano, com projeção de 12 milhões em dois a três anos. Neste episódio gravado presencialmente na SBZ 2026, PhD. Ideraldo Lima, 40 anos de profissão, graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado pela UFV e 26 anos de Perdigão/BRF, destrincha por que a nova portaria do MAPA definiu DDGS e DDG de alta proteína como produto, e não coproduto; por que o milho de segunda safra do Centro-Oeste reduz a pressão de micotoxinas; e por que entrar com 5% quando a formulação permite 10% é a curva de aprendizado mais inteligente.

    “Está entrando em frango, está entrando em suíno, está entrando em poedeiras, em peixes, em pet. Nós estamos realmente com uma possibilidade muito grande de ganhar em competitividade, associando um aspecto de renovação, que é totalmente renovável essa questão.”
    — Dr. Ideraldo Lima

    Ideraldo Lima acumula 40 anos de atuação em nutrição animal. Fez graduação, mestrado e doutorado na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pós-doutorado sob orientação do saudoso professor Luiz Albino, também na UFV. Construiu 26 anos de carreira na Perdigão, posteriormente BRF, passando de nutricionista animal a gerente e diretor. Desde 2016 atua em consultoria própria e é consultor de uma das principais empresas brasileiras de DDG, com acesso direto às biorrefinarias.

    Episódio: DDG NA AVICULTURA - Dr. Ideraldo Lima
    O Aviário Podcast: Instagram
    Apresentador: Dr. Marcos Café (LinkedIn)
    Convidado: Dr. Ideraldo Lima (LinkedIn)

    • (00:00) Abertura do episódio e apresentação do convidado na SBZ 2026
    • (02:13) Trajetória: UFV, 26 anos de Perdigão/BRF e a virada para a consultoria
    • (04:38) O que é o DDG, como surgiu nos EUA e por que não é subproduto
    • (08:09) A entrada dos derivados em ruminantes, monogástricos, peixes e pet
    • (09:42) O dado que assusta: 25% do etanol brasileiro já é de milho
    • (12:06) Micotoxinas, milho de segunda safra e o controle das usinas
    • (15:00) O recado aos nutricionistas de aves: entre com 5% e aprenda
    • (17:08) Cinco a sete dias de processo — por que cada usina entrega um produto
    • (18:51) A portaria do MAPA, a China e a corrida pela curva de aprendizado
    • (21:51) Considerações finais e a mensagem de competitividade ao Brasil

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    27 min
  • O PRIMEIRO ISOLAMENTO DE CAMPYLOBACTER HEPATICUS NO BRASIL - Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca | Ep. 197

    Toda vez que a mortalidade sobe e a postura cai, o sanitarista corre para o mesmo diagnóstico diferencial e é justamente aí que a síndrome do fígado manchado passa despercebida. Neste episódio, a PhD. Belchiolina Beatriz Fonseca relata o primeiro isolamento de Campylobacter hepaticus em galinhas poedeiras no Brasil: pontos necróticos de 1 a 2 mm no fígado, hiperemia ovariana, esplenomegalia e negativo repetido para Salmonella Gallinarum em vários laboratórios. Mortalidade semanal entre 0,36% e 0,75% e queda de postura de 3% a 4%. Bactéria fastidiosa, biofilme, forma viável não cultivável e reincidência após antibioticoterapia.

    “Eu já conhecia a doença, eu já estava procurando ela em frango há algum tempo.”
    — Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca

    Médica Veterinária, mestre em Ciências Veterinárias e doutora em Imunologia e Parasitologia Aplicadas pela UFU, com pós-doutorado em Genética e Bioquímica na área de Biotecnologia em Saúde Humana e Animal. Formou-se em diagnóstico de campilobacteriose na Universidad Austral de Chile e aperfeiçoou-se em probióticos de próxima geração no INRAE, na França. Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq nível B, com 96 artigos publicados e sete patentes. É professora de Avicultura e Ornitopatologia na UFU. Referência em campilobacteriose e patógenos emergentes na avicultura.

    Episódio: O PRIMEIRO ISOLAMENTO DE CAMPYLOBACTER HEPATICUS NO BRASIL - Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca

    O Aviário Podcast: instagram.com/oaviariopodcast
    Apresentador: Dr. Marcos Café
    Convidada: Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca

    • (00:00) Abertura e apresentação da convidada
    • (02:10) Como a avicultura entrou na trajetória da pesquisadora
    • (05:30) O caso que originou o primeiro isolamento no Brasil
    • (09:28) Histórico da doença: de 1954 à descrição de Campylobacter bilis
    • (12:59) Mortalidade semanal e queda de postura registradas em campo
    • (13:44) Lesões macroscópicas e diagnóstico diferencial com Gallinarum
    • (15:08) Panorama internacional e risco de disseminação para matrizes
    • (16:57) O que muda — e o que não muda — em saúde pública
    • (18:44) Tratamento, escolha do antimicrobiano e o problema da reincidência
    • (21:08) Fatores de risco, biofilme, forma viável não cultivável e vacinas
    • (25:43) Bastidores do diagnóstico: isolar é difícil, manter é pior
    • (29:52) Considerações finais da convidada

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    33 min
  • INFLUENZA AVIÁRIA NO BRASIL: A VISÃO OFICIAL DO MAPA - Dra. Denise Russi Rodrigues | Ep. 196

    A influenza aviária deixou de ser exótica e virou variável permanente do planejamento sanitário da avicultura brasileira. Neste episódio, a PhD. Denise Russi Rodrigues, Auditora Fiscal Federal Agropecuária da Coordenação de Sanidade Avícola do MAPA, abre os dados oficiais do PNSA: 190 focos desde 2023, apenas um em aves comerciais, e a inversão do perfil: de 90% dos focos em aves aquáticas para 50% em aves terrestres em 2026. A genômica indicou múltiplas introduções por rotas distintas e amostras sem genótipo identificado desde 2025. Depois de 250 mil análises, a conclusão é operacional: preparação, vigilância e biosseguridade.

    "A principal medida de prevenção continua sendo a biosseguridade."
    — Dra. Denise Russi Rodrigues

    PhD. Denise Russi Rodrigues é Médica Veterinária, com especialização em Produção de Aves e Suínos, mestrado em Produção Animal e doutorado em Ciência Animal pela UFG. Fez pós-doutorado na Ohio State University e no National Animal Disease Center (NADC/USDA). Atuou nove anos como Fiscal Estadual Agropecuária em Goiás e hoje é Auditora Fiscal Federal Agropecuária no MAPA, na Coordenação de Sanidade Avícola do Departamento de Saúde Animal, onde contribui para estratégias nacionais de vigilância, prevenção, controle e resposta a doenças avícolas.

    Episódio: INFLUENZA AVIÁRIA NO BRASIL: A VISÃO OFICIAL DO MAPA - Dra. Denise Russi Rodrigues

    O Aviário Podcast
    instagram.com/oaviariopodcast
    Apresentador: Dr. Marcos Café
    linkedin.com/in/marcos-café
    Convidada: Dra. Denise Russi Rodrigues
    linkedin.com/in/denise-russi-rodrigues

    • (00:00) Abertura do episódio e apresentação da convidada
    • (02:17) Da Agrodefesa ao USDA: a trajetória até o MAPA
    • (05:12) Como epidemiologia e genômica se integram na vigilância
    • (10:08) Cenário atual: 190 focos e a curva epidemiológica
    • (12:57) O que a genômica revelou sobre a origem do vírus
    • (15:52) A inversão do perfil: de aves aquáticas para terrestres
    • (20:14) Por que a vigilância baseada em risco muda o jogo
    • (21:32) Biosseguridade e manejo da vida silvestre no entorno da granja
    • (25:59) As lições da emergência e as 250 mil análises
    • (31:24) Considerações finais da convidada

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    35 min
  • ESPECIAL DIA DO AVICULTOR - Valdecir Molinetti e Leoni Molinetti | Ep. 195

    No Dia do Avicultor, o Podcast O Aviário inverte a lógica da visita técnica e ouve quem recebe o extensionista. Valdecir e Leoni Molinetti saíram de 600 m² em 1995 para 14.400 m² de área construída, migraram do frango pesado de 45 a 50 dias para o griller abatido entre 25 e 28 dias, entraram na produção de peru com alojamento aos 28-30 dias e abate de 16 a 19 kg, e atravessaram a transição da campânula a lenha e cortina manual para pressão negativa, aquecimento peletizado e controlador programado. No episódio: conversão alimentar, custo de aquecimento no inverno, rotatividade de mão de obra, biosseguridade e o que separa o extensionista que gera resultado daquele que só valida o lote.


    “Hoje é mais a cabeça. Se tu não for um cara bom de cabeça, tu trabalha dentro do aviário, mas não dá resultado.”

    — Valdecir Molinetti


    Valdecir e Leoni Molinetti são avicultores integrados em Ampére, no Sudoeste do Paraná. Começaram em 1995 com um aviário de 600 m², migraram do frango pesado para o griller e, em 2012, aceitaram o convite da integradora para construir um núcleo de quatro galpões, decisão tomada com R$ 500 mil de capital diante de R$ 2 milhões de dívida. Hoje conduzem a Granja Molinetti, com 14.400 m² de área construída, frango griller e produção de peru.

    Episódio: ESPECIAL DIA DO AVICULTOR - Valdecir Molinetti e Leoni Molinetti

    Podcast: O Aviário Podcast
    Apresentadores: Me. Wellinton Molinetti e Me. Gabriela Bittencourt
    Convidados: Valdecir Molinetti e Leoni Molinetti

    • (00:00) Abertura do especial de Dia do Avicultor e apresentação dos convidados
    • (02:15) 1995: o primeiro aviário de 600 m² e a decisão de trocar a lavoura pelo frango
    • (06:58) Do griller ao frango pesado de 45-50 dias — e a volta para o griller de 25-28 dias
    • (10:17) A entrada na produção de peru: alojamento aos 28-30 dias e abate de 16 a 19 kg
    • (14:18) A decisão do núcleo em 2012: R$ 500 mil de capital para R$ 2 milhões de dívida
    • (16:21) O que o avicultor espera do extensionista na visita técnica
    • (19:33) A extensionista que mudou a propriedade — e o papo do frango como indicador
    • (22:37) Tecnologia não substitui pessoas: o galpão mais moderno nem sempre entrega o melhor índice
    • (28:48) Manejo em pressão negativa: por que hoje é mais difícil do que há 30 anos
    • (40:39) O tornado de 2019, a perda total do aviário 1 e a reconstrução
    • (43:21) Mensagem final: o que dizer para quem quer começar na avicultura

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    56 min
  • AMBIÊNCIA: PARE DE ACHAR E COMECE A MEDIR - Luís Pedro Santos Jung | Ep. 194

    A Ambiência deixou de ser detalhe de manejo e virou o principal fator de rentabilidade da avicultura de corte e ainda é gerida por percepção. Neste episódio, Luís Pedro Santos Jung, engenheiro químico e Coordenador de Vendas Técnicas da AKSO, destrincha porque amônia, CO2, umidade relativa, temperatura e velocidade do vento precisam ser mensurados na rotina do produtor, e não apenas na visita quinzenal do extensionista: um lote soma cerca de mil horas de alojamento, enquanto a assistência técnica presencial raramente ultrapassa dez. Ele explica por que o CO2 é reversível e a amônia não, lesão celular irreversível em cílios, mucosa ocular, saco aéreo e pulmão, por que não existe sonda fixa de amônia viável no aviário, e como uma sonda descalibrada aciona exaustão desnecessária, derruba a temperatura e queima gás e biomassa sem motivo. Quem não mede não sabe por que o lote foi bom.

    “Quem não tem um medidor não sabe por que o lote foi bom nem por que foi ruim.”
    — Luís Pedro Santos Jung

    Luís Pedro Santos Jung é Engenheiro Químico, formado com atuação inicial em laboratório e nacionalização de produtos, hoje Coordenador de Vendas Técnicas na AKSO. Filho de produtor integrado desde 1997, migrou da química para a instrumentação aplicada à avicultura e, nos últimos dois anos, dedica-se à difusão da medição de ambiência em campo, capacitando técnicos e produtores no uso correto de medidores de amônia, CO2, umidade, temperatura e velocidade do ar em integradoras e cooperativas.

    Episódio: AMBIÊNCIA: PARE DE ACHAR E COMECE A MEDIR - Luís Pedro Santos Jung

    O Aviário Podcast: instagram.com/oaviariopodcast
    Apresentador: Me. Wellinton Molinetti — LinkedIn
    Convidado: Luís Pedro Santos Jung — LinkedIn

    • (00:00) Abertura — por que ambiência tomou conta da avicultura
    • (01:20) De engenheiro químico à ambiência avícola
    • (03:21) Quais indicadores medir dentro do galpão
    • (06:44) Por que o produtor perde a sensibilidade ao ambiente
    • (10:07) CO2: o gás silencioso que gera sonolência nas aves
    • (14:52) Amônia x CO2 — a lesão que não tem volta
    • (17:37) Por que não existe sonda fixa de amônia no aviário
    • (21:43) Cama: o produtor de aves é um manejador de cama
    • (27:09) IA na ambiência e o gargalo dos dados errados
    • (34:04) O fim do amadorismo: quem não mede, fica para trás
    • (44:58) Mensagem final e indicações de leitura

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    51 min
  • LIDERANÇA, COMUNICAÇÃO E MÃO DE OBRA NO GALPÃO - Me. Eva Hunka | Ep. 193

    A avicultura brasileira chegou aos maiores índices zootécnicos da sua história pela via da tecnificação, ambiência controlada, automação de galpão, painéis e dados. Mas nenhum painel opera sozinho. Neste episódio do Podcast O Aviário, a Me. Eva Hunka desmonta o gargalo que protocolo sanitário nenhum resolve: pessoas. Ela disseca o choque intergeracional entre Baby Boomers e Geração Z dentro da mesma equipe, os quatro estágios da comunicação efetiva: pensar, verbalizar, falar e ser compreendido, o uso de ferramentas de andragogia na assistência técnica ao produtor, a formação de equipes com perfis comportamentais complementares e por que o agro comunica bem com quem é do agro, mas ainda perde a disputa narrativa para quem não é.

    “O Brasil é um país de vários países. E a nossa avicultura é uma avicultura de várias aviculturas.”
    — Me. Eva Hunka

    Me. Eva Hunka é médica veterinária pela UFRPE, com aperfeiçoamento em pesquisa pelo CNPq e mestrado em Medicina Preventiva pela Unesp Botucatu. Tem MBA em Avicultura Industrial (Didatus), Green Belt Six Sigma e especializações em Comunicação e Marketing (FMU) e em Marketing do Agronegócio (Biomarketing). Com mais de 20 anos de avicultura, é Head de Marketing Corporativo na ilender, Diretora de Marketing da FACTA, integra o COESA-SP e a APA, é mentora do programa global Women for Food and Agriculture e criadora do canal Curiosidades Galináceas.

    Episódio: LIDERANÇA, COMUNICAÇÃO E MÃO DE OBRA NO GALPÃO - Me. Eva Hunka

    O Aviário Podcast
    instagram.com/oaviariopodcast
    Apresentadora: Me. Gabriela Bittencourt
    linkedin.com/in/gabrielatkbittencourt
    Convidada: Me. Eva Hunka
    linkedin.com/in/eva-hunka-2b8a5422

    • (00:02) Abertura e apresentação da convidada
    • (01:07) Nasci dentro da avicultura: a trajetória de Eva Hunka
    • (04:24) Líder ou liderado: onde está a maior dificuldade hoje
    • (05:03) Geração Z e Baby Boomer na mesma equipe: o choque intergeracional
    • (07:19) De quem é o papel de construir a conexão entre gerações
    • (09:59) Os quatro estágios da comunicação e o curso de escutatória
    • (12:52) Andragogia: adulto ensinando adulto e os gatilhos emocionais
    • (16:44) A avicultura de várias aviculturas e o gargalo da mão de obra
    • (21:50) A volta dos jovens ao campo e o bem-estar humano no agro
    • (25:30) Propósito e valores: o candidato é quem entrevista a empresa
    • (28:24) Processo seletivo e equipes de perfis complementares
    • (35:43) O agro comunica bem com quem é do agro — e mal com o resto
    • (40:23) Liderança como maternidade: elogiar em público, penalizar no privado
    • (45:06) Encerramento e mensagem final da convidada

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    48 min
  • BLENDS ENZIMÁTICOS AVANÇADOS: OTIMIZANDO DIGESTIBILIDADE, ENERGIA E SUSTENTABILIDADE - Nilton Santos | Ep. 192

    Formular ração sem saber o que a ave de fato digere é aceitar que energia e proteína saiam intactas nas fezes. Neste episódio do Podcast O Aviário, Nilton Santos destrincha as enzimas exógenas na nutrição avícola: como os polissacarídeos não amiláceos (PNAs) do milho e do farelo de soja travam o aproveitamento nutricional, por que a protease redefiniu a liberação de aminoácidos e como o setor saiu da enzima isolada para blends com até dez enzimas combinadas. A lógica é direta: eficiência nutricional é fazer mais com o mesmo recurso, e quem ignora isso perde índice zootécnico e margem.

    “O grande desafio do nutricionista é buscar o balanço entre resultado técnico e custo.”
    — Nilton Santos

    Nilton Santos
    Médico veterinário com especialização em nutrição de aves. Construiu uma trajetória técnico-comercial passando por multinacionais do setor de nutrição animal, entre elas a Purina, e hoje atua como Gerente Técnico Comercial Nacional de Aves na Nuctramix Nutrição Animal, empresa sediada em Chapecó (SC), com 12 unidades no Brasil. É especialista em nutrição avícola, enzimas exógenas e formulação orientada ao equilíbrio entre resultado zootécnico e custo.

    Episódio
    BLENDS ENZIMÁTICOS AVANÇADOS: OTIMIZANDO DIGESTIBILIDADE, ENERGIA E SUSTENTABILIDADE - Nilton Santos

    Podcast
    O Aviário Podcast
    Instagram

    Apresentador
    Me. Wellinton Molinetti
    LinkedIn

    Convidado
    Nilton Santos
    Instagram

    Timestamps

    • (00:06) Apresentação do convidado e do tema
    • (10:43) O que são enzimas na nutrição de aves
    • (12:50) Da enzima isolada aos blends com dez enzimas
    • (15:16) PNAs: o substrato que a ave não quebra
    • (23:00) Protease em frações: ácida, neutra e alcalina
    • (25:57) A origem das enzimas: do fitato ao PNA
    • (28:23) Lipase, cálcio e fósforo na dieta
    • (33:20) Reduzir custo mantendo resultado
    • (49:06) Commodities e o futuro do mercado
    • (1:03:42) Recado final: decisão enzimática globalizada

    O Aviário só é possível com o apoio de empresas inovadoras como:

    • PHAGEN – Instagram
    • Pegasus Science – pegasusscience.com
    • BR Render – brrender.ind.br
    • Elanco – elanco.com
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    1 hr 13 min
  • BACTERIÓFAGOS NA AVICULTURA: O QUE A CIÊNCIA DIZ ATÉ AGORA - Dr. Itamar Durli e Dr. Jhonatan Ribeiro | Ep. 191

    Nesta edição, Itamar Durli e Jhonatan Macedo Ribeiro, fundadores da Phagen, mostram por que os bacteriófagos (fagos), vírus que infectam exclusivamente bactérias, descritos há mais de 100 anos e já testados contra Salmonella Gallinarum em aviários brasileiros na década de 1920, voltaram a ganhar força como alternativa aos antimicrobianos.

    Dr. Itamar Durli
    Farmacêutico pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com mestrado e doutorado pela mesma instituição, onde já trabalhou com IgY (imunoglobulina de gema de ovo) e detém patente do uso dessa tecnologia no tratamento de otite em caninos. Em 2019, fundou a Phagen, empresa de pesquisa e desenvolvimento voltada ao uso de bacteriófagos para controle de bactérias na produção animal.

    Dr. Jhonatan Macedo Ribeiro
    Formado em Ciências Biomédicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com mestrado em Microbiologia pela mesma instituição e doutorado com foco em terapia fágica para profilaxia e tratamento de infecções, inicialmente voltado à saúde humana e hoje aplicado também à saúde animal.

    🔗 Acesse o artigo A História Esquecida da Terapia com Bacteriófagos no Brasil:
    Revista Pesquisa FAPESP

    Apresentador
    Me. Wellinton Molinetti
    LinkedIn

    Convidados
    Dr. Itamar Durli
    LinkedIn

    Dr. Jhonatan Ribeiro
    LinkedIn

    Timestamps

    • 00:00 – Abertura e apresentação dos convidados
    • 04:40 – O conceito de saúde única aplicado aos fagos
    • 05:51 – O que é um bacteriófago (fago)?
    • 07:09 – Por que os fagos foram esquecidos após a chegada dos antibióticos
    • 09:16 – O avanço das restrições ao uso de antimicrobianos no mundo
    • 10:12 – Como Europa e Geórgia usam fagos hoje
    • 13:06 – O uso histórico de fagos contra Salmonella em aviários brasileiros (1920)
    • 14:39 – Como a Phagen seleciona e testa fagos específicos para cada bactéria
    • 16:19 – Por que o fago preserva a microbiota: o exemplo do aviário com 35.000 aves
    • 19:36 – Aplicações preventivas e curativas do fago
    • 21:34 – Como usar na prática: água de bebida e cuidados com cloro
    • 26:01 – Como o fago age dentro do intestino da ave
    • 30:16 – Ausência e presença: por que "positivo e negativo" é um conceito equivocado
    • 35:53 – Os próximos passos: o banco de fagos e o pedido de isolados bacterianos
    • 40:25 – A consulta pública do Ministério da Agricultura sobre o uso de fagos
    • 42:28 – O bloqueio de exportação por antimicrobianos e o papel do fago nisso
    • 44:40 – Apresentações técnicas da Phagen para cooperativas e agroindústrias
    • 49:53 – Recomendação de leitura final

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    56 min

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