Olá, Excêntricos. Bem-vindos a mais uma sessão do Clube!
Esse áudio foi retirado de um vídeo do Youtube: https://youtu.be/7TwUic_I-yk
Com ajuda do nosso amigos Lucas Maia, do Refúgio Cult, nós embarcamos nessa viagem maravilhosa por esse faroeste moderno.
Antes da gente começar, por favor, passem no canal desse homem maravilhoso (e falem que vieram do Clube): https://youtube.com/refugiocult
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A inevitabilidade da morte é a única certeza que nós temos em vida. E mesmo tendo consciência disso desde sempre, porque é algo que nos assombra e nos apavora tanto?
Eu levei muitos anos para perceber o porquê até hoje nenhum filme conseguiu mexer tanto comigo como Onde Os Fracos Não Têm Vez e nenhum outro personagem da história do cinema me desperta tantos sentimentos quanto o Anton Chigurh, vivido pelo Javier Bardem no filme. Até que eu percebi que o Anton é tão assustador quanto a certeza da morte, e então eu consegui entender um pouco melhor a origem do medo que eu sinto do personagem. Já se passaram mais de 10 anos que eu assisti e até hoje, se eu fecho os olhos e penso no Anton Chigurh, eu tenho um arrepio gélido por dentro.
E esse é um dos motivos pelo qual eu nunca revi Onde Os Fracos Não Têm Vez, e achei que nunca conseguiria falar sobre ele no canal, mesmo sendo provavelmente o meu filme favorito. Mas eu precisei trazer um convidado muito especial pra me ajudar nessa, porque é bastante difícil falar sobre esse clássico que me desperta tantos sentimentos, sozinha.