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Esse áudio foi retirado de um vídeo do Youtube: https://youtu.be/7Q0QHw918tE
Em 13 de julho de 1930, Arthur Conan Doyle fez uma aparição no Royal Albert Hall de Londres no meio de seu próprio memorial, seis dias após sua morte. Ninguém o viu, mas a médium Estelle Roberts garantiu aos presentes que Doyle havia mantido sua promessa no leito de morte: que ele voltaria para entregar a prova de que falar com os mortos realmente é possível. Em vida, o criador de Sherlock Holmes era o defensor mais conhecido do espiritualismo - a disciplina de falar com os mortos. Doyle acreditava não apenas na clarividência, mas na telepatia, na telecinesia e em fadas.
Ao longo das décadas de 1910 e 20, os livros, artigos e palestras de Doyle sobre esses assuntos ajudaram a fortalecer a credibilidade do espiritualismo. Mas as raízes do movimento foram plantadas décadas antes em uma pequena cabana de um quarto no vilarejo de Hydesville, Nova York, a casa da família de Margaret e John Fox e suas filhas Maggie, de quatorze anos, e Kate, de onze anos.
Março de 1848 foi uma época preocupante para os Fox. Durante todo o mês, eles foram atormentados por baques e estalos altos o suficiente para acordá-los no silêncio da madrugada. Na noite de 31 de março, John e Margaret estavam exaustos e apavorados, e as meninas foram enviadas para a cama cedo, para recuperarem o sono perdido e para acalmar seus nervos.
Mas assim que Maggie e Kate deslizaram para baixo dos lençóis, os ruídos começaram a reverberar pela cabana. Do assoalho, tetos, estrados e batentes das portas vieram batidas mais altas e mais frenéticas do que nunca. Parecia que para onde quer que as meninas fossem na cabana, esses sons misteriosos as seguiam, como se estivessem sendo perseguidas por alguma força invisível.