Neste vídeo eu, Dony De Nuccio, explico porque, na minha opinião pessoal, chegou a hora! Porque esse é um ótimo momento, uma das melhores oportunidades da década para comprar ações. São 5 razões principais:
1. O auge do pessimismo passou
Em março o Ibovespa caiu quase 30. Foi a pior queda da bolsa desde 1998. Foram momentos com quedas de 7....10...13% em um dia. Em vários momentos o circuit breaker - aquele mecanismo que interrompe o mercado e congela as negociações – foi acionado. Mas o auge desse pessimismo parece ter passado. Enquanto em março as ações ficaram no campo negativo, até a metade do mês de abril, a bolsa registrou apenas três quedas. Essas altas em abril são sinais de que, ao menos por ora, o clima no mercado mudou. O pavor inicial se dissipou. A irracionalidade do mercado e dos investidores se reduziu. Há vários dias as negociações não são interrompidas. A volatilidade diminuiu.
2. A bolsa costuma se recuperar rápido
Em quedas muito bruscas, várias vezes a leitura é de que o movimento foi exagerado, e com isso a recuperação costuma ser rápida. Veja o que aconteceu 6 meses após a eclosão de epidemias anteriores:
epidemia 6 meses depois
Sars (2003) +14,59%
Gripe aviária (2006) +11,66%
H1n1 (2009) +18,72%
Zica (2016) +12,07%
Seis meses depois de todas as epidemias dessa lista, as ações já tinham se recuperado e subido pelo menos menos onze por cento em relação ao patamar que ocupavam antes da crise.
3. O próximo ciclo de alta tende a ser maior do que a queda
Analisemos alguns números:
Ibovespa
1994-1995 -76,6%
1995-2000 +445,5%
Entre 1994 e 1995 o Ibovespa passou por uma queda brusca em poucos meses. 76,6% de queda. Mas então, nos 5 anos seguintes, a bolsa decolou, com uma alta de 445,5%. E esses movimentos se repetiram, como os números abaixo demonstram:
2000-2002 -67%
2002-2008 +448,9%
2008-2009 -61,8%
2009-2010 +120%
2012-2016 -58%
2016-2020 +313%
Resultado passado não é garantia de retorno futuro. Fato. Mas é preciso analisar a história e identificar padrões que nos ajudem a interpretar adequadamente o presente. Além disso, muitos perdem oportunidades querendo acertar o momento exato da reversão da queda. Isso é impossível. O importante é saber aproveitar as raras oportunidades em que fica evidente que as ações, a longo prazo, têm enormes possibilidades de recuperação.
4. A taxa de juros vai impulsionar os negócios
A taxa Selic despencou - vale hoje menos de 1 terço do que valia 4 anos atrás. E se a conjuntura muda, sua estratégia de investimentos precisa mudar também. A taxa baixa traz duas implicações importantes: Primeiro, sua aplicação na renda fixa já não irá render tanto quanto antes. Vale para segurança, para proteger o seu patrimônio, mas não para fazer ele crescer como se tivesse fermento. E segundo, juros baixos impulsionam os negócios, favorecem as empresas - que conseguem captar recursos a preços mais baixos e crescer. E os consumidores também conseguem crédito mais barato e aumentam seu consumo – demandando mais das empresas. Tudo isso impacta no valor da empresa e, portanto, nas ações.