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A poesia de Cesário Verde, o poeta da cidade e autor de um livro só, foi decisiva, e de valor incalculável, na fundação da modernidade literária portuguesa. «Se eu não morresse, nunca! E eternamente/Buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!»
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A obra de Pessoa toca nos anos vinte e trinta do século XX as experiências mais significativas da cultura europeia. A obra poética, espalhada nas revistas, reflete os grandes temas da literatura de todos os tempos. Em 1934, publica o seu único volume de versos portugueses: Mensagem, poema esotérico-místico sobre a História de Portugal. Quando morreu deixou publicada uma décima parte da sua obra. Só mais tarde se descobriu que Fernando Pessoa deixou uma herança inestimável para o país e para a Língua Portuguesa.
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Jorge de Sena é autor de uma obra gigantesca. Destaque para Metamorfoses e Conheço o Sal, Destaque também para a novela O Físico Prodigioso e para os contos Antigas e Novas Andanças do Demónio. Sem esquecer o volume de poemas Sobre Esta Praia e em edição póstuma os romances Sinais de Fogo, Génesis e Monte Cativo.
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A edição das Odes Modernas, de Antero de Quental, está na origem da maior polémica literária portuguesa de todos os tempos: a Questão Coimbrã. Castilho, o antigo professor de Antero, ao escrever uma carta ao editor António Maria Pereira, ridicularizou as Odes Modernas, de Antero. Hoje são um texto seminal para a Literatura Portuguesa de todos os tempos.
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Serão as Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, lidas na convalescença duma doença, que induzem Ramalho à escrita e à literatura. Além de uma influência estritamente estilística, durante toda a vida Ramalho Ortigão não abandonará um gosto exacerbado pelas viagens e pela sua terra, possuído dum verdadeiro «espírito do lugar» que fará dele um dos primeiros cultores da etnografia nacional.
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O cidadão, artista e historiador Jaime Cortesão viveu e sofreu intensamente os dramas de Portugal e do Mundo durante a primeira metade do século XX. Foi talvez por isso que a sua obra nos ficou como um legado paradigmático de um humanismo avançado e virado para o progresso e, sobretudo, para a compreensão do papel e da força dos portugueses na História.
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Ignorada pelo público em vida, sujeita às hesitações e às dificuldades dos editores, os livros de Irene Lisboa — quer os que assinou desde sempre com o seu nome quer os que assinou sob o pseudónimo de João Falco — foram quase sempre bem acolhidos pela crítica. Hoje é uma escritora incontornável do século XX português.
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José Régio nasceu em Vila do Conde a 17 de setembro de 1901, ano em que Afonso Costa apresentou, na Câmara dos Deputados, uma moção no sentido de substituir as instituições políticas vigentes por outras de feição republicana. Régio começou muito cedo a perfilhar ideias republicanas, no seio de uma família de monárquicos. De resto, o seu percurso político e literários será sempre muito claro, muito firme e não raro pejado de riscos.
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Raúl Brandão, emotivo, de uma sensibilidade quase exagerada, contemplativo, sem grandes apetências para a erudição nem para uma vida de glórias sociais, é um exemplo muito pessoal na Literatura Portuguesa: abriu, sem o saber, caminhos diversos para a prosa moderna.
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