Olho de Gato

Olho de Gato

By Joaquim Alexandre Rodrigues | Jornal do CentroNewsNews Commentary
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Olho de Gato episodes

  • Ep42 | Os burgueses do Zoom e o bonsai de Marcelo
    1. Nos últimos dias, foi lançada a “bomba atómica”, perdão, a “bomba” que deixou a população atónita: «Os velhos que se quilhem! Ponham é já os profs em fila prás vÀcinas!»
    2. "O reeleito Presidente da República precisa de mobilizar os portugueses. Temos de inverter o declínio do país. As duas últimas décadas foram comidas pelos caranguejos"
    15 min
  • Ep41 | O moinho de Mamadou

    O moinho de Mamadou


    1. Os tempos estão perigosos:
    — um instante no Instagram de um puto fantasioso e aldrabão e, zás!, sai uma trabalheira para a polícia de Viseu;
    — uns noticiários longos e opiniosos nas televisões e, zás!, sai uma fila de dinossauros de esquerda a exigir-lhes “sobriedade” e respeitinho salazarista, especialmente quando for para fazerem perguntas a suas excelências os senhores ministros;
    — um tuíte de Mamadou sobre um elúvio da guerra colonial e, zás!, sai uma petição estúpida para expulsar o tuiteiro do país;
    — um “corte epistemológico” na irrigação cerebral do deputado Ascenso e, zás!, sai uma bola de demolição que fica a pairar em cima do Padrão dos Descobrimentos.
     
    2. Tantos canais, tantas rádios, tantos jornais, tantos filmes, tantas redes sociais, tantas séries, tantastemporadas, tantas notificações, tantas “breaking news”. É um zapping perpétuo, mais e mais estímulos, mais e mais endorfinas. 
    Os tempos estão maus para reflexão, para informação sólida, por definição, chata. Esta ecologia mediática é um inferno para gente moderada e sensata, é um paraíso para radicais que saibam dominar as técnicas de viralização de mensagens. 
    É o caso do “racializado” Mamadou Ba que, há menos de dois anos, em Abril de 2019, numa festa do MAS - Movimento Alternativa Socialista (um partido formado por dissidentes do Bloco de Esquerda), explicou bem ao que anda: “tem sido sempre um debate intensíssimo entre nós e que não está resolvido, que é saber se a classe é apenas e tão só o único instrumento que nós temos para debelar a luta para a transformação social ou se podemos convocar outras categorias como a raça, a orientação sexual, e outras que tais, com inteligência táctica, perspicácia estratégica, sem mudar nunca o nosso programa.”
    Como se vê, o homem tem um plano: usar “a raça” como um “instrumento” para aplicar o “programa”, a que ele chama “nosso”, programa de um partido muito mais à esquerda do que o esquerdista Bloco. 
    A verdade é que entre nós, nos últimos tempos, tem crescido uma conversa auto-mortificante e ressentida — quase sempre pouco sofisticada — sobre uma putativa “culpa do homem branco”. 
    Isso significa que o competente Mamadou Ba está a conseguir levar a água ao seu moinho identitário.

    13 min
  • Ep39 | Síndrome D. Luísa de Gusmão
    A líder do bloco quer fazer ao PS de António Costa o mesmo que o seu congénere espanhol, Pablo Iglesias, fez ao PSOE de Pedro Sánchez. Catarina Martins está com a “Síndrome D. Luísa de Gusmão”: prefere ser ministra um só dia a ser deputada toda a vida.
    9 min
  • Ep38 | Bengaladas metafóricas
    Em 9 de Março de 2016, o presidente eleito Marcelo foi um cordeirinho. Agora, depois de cinco suaves anos de coabitação com António Costa, o reeleito Marcelo Rebelo de Sousa vai dar menos colinho ao PM e, depois de resolvida a pandemia, vão começar as bengaladas.
    12 min
  • Ep37 | O campeonato das presidenciais e a despedida de Jorge Sobrado
    Marcelo ganhou em todos os concelhos do distrito de Viseu e foi campeoníssimo, com mais de 70%, em Resende, Tabuaço e Sernancelhe. - É mesmo isso: o ciclo “eventoal” está cumprido. Já não há condições para mais do mesmo. Os caminhos novos a percorrer agora são com António Almeida Henriques (se for capaz de se reinventar) ou com João Azevedo (se conseguir convencer os viseenses que, tal como fez em Mangualde há doze anos, é capaz de pegar num concelho em perda e dar-lhe um rumo). Obrigado pelo trabalho e o amor que dedicou a Viseu durante estes sete anos, Jorge Sobrado.
    12 min

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Uma conversa aperitiva para descobrir o tema da crónica da semana com assinatura de Joaquim Alexandre Rodrigues