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A missão de ser catequista é grandiosa e bela, mas exige preparação. Não bastaapenas ter boa vontade ou amar a Igreja — embora esses sejam começosessenciais. Para que o anúncio do Evangelho seja verdadeiro, fiel e fecundo, énecessário que o catequista tenha uma formação inicial sólida, que ocapacite a exercer com responsabilidade e profundidade o ministério que lhe foiconfiado.
Infelizmente,ainda é comum encontrar realidades onde pessoas são convidadas para catequese ecomeçam a atuar sem nenhuma formação prévia. Isso pode gerar confusões,insegurança, transmissões erradas da doutrina e até mesmo desânimo. A boavontade, por si só, não supre a necessidade de conhecimento, maturidade ediscernimento pastoral.
Aformação inicial é o alicerce. É nela que o catequista conhece os fundamentosda fé cristã, a pedagogia própria da catequese, os documentos da Igreja, ossacramentos, a Bíblia, a espiritualidade do catequista e a realidade doscatequizandos. Essa etapa permite que ele compreenda não apenas “o queensinar”, mas “como ensinar”, “por que ensinar” e “para quem ensinar”.
ODiretório para a Catequese reforça a importância dessa formação, indicando quetodo catequista, antes de iniciar seu serviço, deveria passar por um caminhoformativo. Esse caminho pode incluir cursos, encontros paroquiais, experiênciascomunitárias, estudo pessoal, momentos de oração e partilha. Mais do quetítulos, o que se espera é preparo real para a missão concreta.
Aformação inicial também ajuda o catequista a crescer em sua identidade. Ele nãoé apenas um voluntário, nem um professor, mas um ministro chamado a anunciarJesus com alegria e fidelidade. Quando compreende isso desde o início,assume sua missão com mais consciência, amor e compromisso.
Alémdisso, o processo formativo inicial deve levar em conta a realidade local. Deveestar em sintonia com as Diretrizes da Igreja particular, com os desafios dacomunidade e com a linguagem dos catequizandos. Não é uma formação genérica,mas encarnada, feita para preparar quem vai atuar em contextos concretos.
Sevocê já é catequista há algum tempo, talvez não tenha passado por essa formaçãono início. Mas nunca é tarde para buscar, completar ou aprofundar esse caminho.E se você é coordenador ou formador, pergunte-se: temos oferecido uma boaformação inicial aos novos catequistas? Estamos cuidando para que ninguém atuesem preparo?
Formarbem é amar bem. É cuidar da missão de anunciar Cristo com a dignidade que elamerece. Peça hoje ao Senhor que desperte na Igreja o desejo de formarcatequistas com profundidade e zelo. E que você, em sua caminhada, siga semprecrescendo na fé e no serviço.
Nos vemos na próximagota. Até lá!
Vivemos em um mundo cada vez mais diverso. São culturas, línguas, costumes, tradições,formas de ver e viver a vida. Dentro das próprias comunidades de fé,encontramos realidades muito diferentes: crianças de origens distintas,famílias com histórias variadas, modos diversos de expressar o sagrado. Diantedisso, a catequese é chamada a crescer na dimensão intercultural,aprendendo a dialogar com respeito e profundidade com as múltiplas expressõeshumanas da fé.
Ainterculturalidade não é apenas uma questão de tolerância, mas uma riqueza paraa missão catequética. O catequista que sabe escutar e acolher a diversidade descobreDeus presente nas histórias do povo, nos símbolos locais, nas expressõesculturais da religiosidade popular. Em vez de impor modelos únicos, elebusca valorizar o que é bom, verdadeiro e belo em cada realidade.
OPapa Francisco tem insistido muito nesse ponto: a evangelização precisa serinculturada. Isso significa anunciar o Evangelho de forma que ele dialogue coma cultura local, sem perder sua verdade, mas respeitando os caminhos pelosquais Deus já se manifesta naquele povo. O catequista intercultural é,portanto, um pontífice, alguém que constrói pontes entre o Evangelho e avida concreta das pessoas.
Issovale, por exemplo, ao acolher catequizandos de outros países, de diferentesetnias, ou com práticas culturais distintas. Também se aplica ao modo comolidamos com a religiosidade popular: em vez de desprezá-la, é precisocompreendê-la, purificá-la e valorizá-la como expressão legítima da fé de umpovo. A festa do padroeiro, a reza do terço, a procissão, a bênção da casa —tudo isso pode ser caminho de evangelização se bem acompanhado.
Naprática, ser um catequista intercultural exige escuta, empatia, humildade edisposição para aprender. Exige também sensibilidade para perceber quando algoprecisa ser acolhido, quando precisa ser dialogado e quando precisa seriluminado pela luz do Evangelho. Não é uma tarefa fácil, mas é profundamentefecunda.
Tambémé importante ensinar os catequizandos a respeitarem as diferenças, a nãoridicularizarem aquilo que é próprio de outra cultura, a reconhecerem o valorda pluralidade como dom de Deus. A fé não apaga as culturas — ela as eleva,purifica e faz florescer o melhor de cada povo.
Reflitahoje: como você tem lidado com a diversidade cultural em sua catequese? Temescutado com atenção as histórias de vida dos seus catequizandos? Temvalorizado as expressões de fé locais?
Peçaa Deus a graça de ser um catequista de coração aberto, capaz de dialogar comtodas as culturas, sem medo, com amor. Porque o Evangelho é para todos, e emcada cultura ele pode revelar novas cores da presença de Deus.
Até a próxima gota!
O mundo digital já não é apenas um espaço onde as pessoas se comunicam — é ondeelas vivem, aprendem, se informam, constroem vínculos e até mesmo buscamsentido. Diante dessa nova realidade, a missão do catequista também se amplia: épreciso evangelizar nas redes sociais, nas plataformas digitais, nosaplicativos e nas novas linguagens do mundo virtual. A dimensão digital dacatequese não é uma moda passageira, mas um campo real de missão.
OPapa Francisco tem chamado atenção para a importância da presença da Igreja nomundo digital. Ele nos convida a “habitar” esse espaço com sabedoria, levandoluz onde tantas vezes há confusão, acolhida onde há agressividade, e esperançaonde há desânimo. O catequista que compreende isso torna-se um verdadeiromissionário digital, capaz de anunciar Jesus em novas “praças” onde o povoestá reunido.
Evangelizarnas redes exige responsabilidade e discernimento. Não se trata de postarqualquer conteúdo religioso, mas de usar a linguagem certa, com beleza,verdade e caridade. Imagens bem pensadas, vídeos curtos com mensagensprofundas, frases que inspiram, lives de formação, grupos de partilha — tudoisso pode ser ferramenta para tocar corações e aproximar pessoas de Deus.
Masé preciso lembrar: mais do que conteúdo, o que convence é o testemunho. Asredes não são apenas vitrines, mas lugares de encontro. O catequista precisaestar presente com coerência, respeito, escuta e autenticidade. Ser o mesmo noambiente físico e no digital. Ser ponte, e não muro. Ser presença que acolhe, enão voz que impõe.
Tambémé importante ajudar os catequizandos a navegarem com sabedoria nesse mundodigital. Ensinar o discernimento, alertar sobre os perigos, incentivar o usoresponsável da tecnologia, promover espaços saudáveis de convivência e féonline. A catequese precisa formar também cidadãos digitais conscientes ediscípulos missionários conectados com o Evangelho.
Nãoé necessário ser um especialista em tecnologia para evangelizar no digital.Basta dar passos simples: criar um grupo com os catequizandos, enviar umamensagem semanal com a Palavra, compartilhar um vídeo formativo, convidar parauma transmissão ao vivo. Aos poucos, a cultura digital vai sendo integrada àmissão catequética com leveza e criatividade.
Hoje,pergunte-se: como tenho usado as redes sociais como catequista? Tenho sidopresença evangelizadora ou apenas consumidora de conteúdo? Que pequenos passosposso dar para me tornar mais presente digitalmente a serviço da fé?
Peçaa Jesus, comunicador por excelência, que te inspire a evangelizar também pelasredes, com sabedoria, amor e coragem. Porque o mundo digital, quando iluminadopela fé, também pode se tornar terra santa.
Nos encontramos napróxima gota. Até lá!
O catequista é, por essência, um missionário. Não apenas porque ensina sobreJesus, mas porque é alguém que sai de si para levar o Evangelho aonde eleainda não chegou, ou onde precisa ser reavivado. A missão não é um extra dacatequese, nem uma etapa posterior. Ela está no DNA da fé cristã. Quem seencontra com Jesus é naturalmente impelido a anunciá-Lo. E o catequista é,antes de tudo, um apaixonado por essa missão.
Sermissionário não significa, necessariamente, viajar para terras distantes.Muitas vezes, a missão começa na própria comunidade: visitar uma famíliaafastada, acolher uma criança que nunca ouviu falar de Jesus, escutar compaciência um jovem em crise, ir ao encontro de quem está ferido ou desiludido.Cada gesto de proximidade e anúncio é uma semente lançada no terreno damissão.
OPapa Francisco insiste que a catequese precisa ser missionária. Isso significaque o catequista não pode se contentar com quem já está na Igreja. É precisoolhar para fora, para as periferias existenciais, para os corações que aindanão descobriram a beleza do Evangelho. Ser missionário é ter um coraçãoinquieto, movido pelo desejo de que mais pessoas conheçam, amem e sigam aJesus.
Essadimensão missionária também se expressa na maneira de catequizar. Um catequistamissionário fala com entusiasmo, acolhe com ternura, ensina com linguagemacessível, adapta-se aos tempos e às necessidades. Ele não se fecha em métodosrígidos, mas busca caminhos novos para alcançar os corações. Não temmedo de inovar, porque seu foco está em anunciar Cristo.
Alémdisso, o catequista missionário sabe que sua missão ultrapassa os muros daparóquia. Ele forma discípulos para a vida toda, para atuarem como luz nomundo: na família, no trabalho, na escola, na sociedade. Ele ensina seuscatequizandos a serem também missionários, a levarem a fé para além dosencontros e celebrações, a viverem o Evangelho onde quer que estejam.
Reflitahoje: minha catequese tem sido verdadeiramente missionária? Tenho ajudado meuscatequizandos a compreenderem que são também enviados? Estou atento aos queestão distantes da fé, indiferentes ou feridos?
Peçaao Espírito Santo que reacenda em você o fogo da missão. Que você, comocatequista, continue sendo sinal do amor de Deus que vai ao encontro, queacolhe, que anuncia, que transforma. Porque onde o Evangelho chega, tudo podeser novo.
Nos vemos na próximagota. Até lá!
O catequista não é um agente solitário, nem um “dono” da sua turma. Ele é, porvocação, um elo de comunhão dentro da Igreja. Sua missão está enraizadana vida da comunidade e floresce na medida em que promove a unidade entre osdiversos membros do povo de Deus. A catequese nunca é um ato individual, massempre uma ação eclesial, feita com a Igreja, na Igreja e para a Igreja.
Essadimensão comunitária é essencial. O catequista precisa se sentir parte viva dacomunidade paroquial: conhecer os irmãos, participar das celebrações, colaborarcom as demais pastorais, dialogar com os responsáveis, caminhar junto com aequipe. Ser catequista é também ser construtor da comunhão, alguém queune, que acolhe, que integra.
Naprática, isso significa estar atento a tudo o que aproxima e fortalece osvínculos entre os catequizandos, suas famílias, os outros catequistas, o párocoe os demais agentes pastorais. O catequista é ponte. Ajuda a integrar ascrianças à vida da comunidade, estimula a participação dos jovens nas missas,convida os pais a se aproximarem da fé. Sua presença abre portas, cria laços,fortalece vínculos.
Acomunhão começa pela própria equipe de catequese. Trabalhar juntos, rezarjuntos, planejar em unidade, partilhar dificuldades e alegrias — tudo isso fazparte da missão. Um catequista que promove comunhão dentro da equipe estásemeando frutos que irão florescer também nas salas de catequese. A unidadeentre os que anunciam a fé é um testemunho poderoso do Evangelho.
Essadimensão comunitária também se fortalece com a corresponsabilidade. Ocatequista não é o único responsável pela evangelização. Ele colabora com ospais, com a liturgia, com a coordenação paroquial. Reconhece os dons dos outrose sabe trabalhar em conjunto. Sabe que a missão é maior do que ele e que sójuntos podemos levar adiante a obra de Deus.
Emum tempo marcado pelo individualismo, o catequista é chamado a ser sinal decomunhão e fraternidade. Sua atitude acolhedora, sua capacidade de diálogo,seu espírito de serviço e sua disponibilidade para escutar e partilhar ajudam aconstruir uma comunidade mais unida, mais viva e mais missionária.
Reflita:como você tem vivido essa dimensão comunitária? Está se envolvendo com a vidada sua paróquia? Tem promovido unidade com sua equipe? Tem ajudado seuscatequizandos a se sentirem parte da Igreja?
Peçahoje a Deus a graça de ser um verdadeiro elo de comunhão. Porque onde hácomunhão, Deus habita. E onde o catequista semeia comunhão, a catequesefloresce com frutos de amor.
Nosencontramos na próxima gota. Até lá!
Sercatequista não é apenas conduzir encontros semanais com crianças, jovens ouadultos. É muito mais do que “dar aula”. A missão do catequista estáprofundamente ligada à dimensão pastoral da Igreja, ou seja, ao cuidado como povo de Deus, à presença amorosa e constante na vida da comunidade. Overdadeiro catequista não aparece apenas no dia da catequese — ele caminha como povo, sofre com o povo, celebra com o povo e serve com o povo.
Essadimensão pastoral faz toda a diferença. O catequista precisa conhecer asfamílias, entender a realidade local, participar da vida da paróquia, estaratento às alegrias e dores da comunidade. Ele não está ali apenas paratransmitir conteúdos, mas para ser presença viva da Igreja, sinal deacolhida, ponte entre a fé e a vida, rosto de Cristo que cuida.
Muitasvezes, o que mais marca a vida de um catequizando não é uma explicaçãobrilhante ou um conteúdo bem elaborado, mas um gesto simples de carinho, umabraço sincero, uma escuta atenta, uma visita inesperada. A catequese sefortalece quando o catequista sai da sala e entra na vida das pessoas, quandose envolve com as realidades concretas, quando vive com compaixão eproximidade.
Adimensão pastoral também se expressa na capacidade de integrar a catequese àvida da paróquia. Um catequista pastoral é aquele que participa da missadominical, que caminha junto com outras pastorais, que está atento às propostasda comunidade, que colabora com o pároco e se coloca à disposição para servironde for necessário. Ele não vive a catequese como “um grupo à parte”, mas comoum braço da missão evangelizadora da Igreja.
Issonão significa sobrecarga ou ativismo, mas compromisso com a vida concreta dafé. O catequista é um servidor da Palavra e também um servidor do povo. Porisso, precisa cultivar um olhar sensível, uma escuta generosa e um coraçãodisposto a se doar. Quando a catequese se abre para a vida da comunidade,torna-se mais rica, mais fecunda, mais verdadeira.
Penseagora: como está sua presença pastoral? Você tem se envolvido com suacomunidade? Tem sido sinal do amor de Deus além dos encontros de catequese?Está atento às necessidades e aos rostos concretos daqueles que acompanha?
Peçahoje ao Espírito Santo que te ajude a ser um catequista pastoral, próximo,generoso, cheio de compaixão. Porque a fé que ensinamos precisa ser vivida nocoração do povo.
Nosvemos na próxima gota. Até lá!
A catequese não é apenas para ensinar o que crê a Igreja, mas para conduzir aocoração da vida cristã. E o coração da vida cristã é a caridade. Por isso, todacatequese verdadeira é também catequese para o serviço, para o amorconcreto, para a prática da justiça e da solidariedade. O Evangelho que seaprende precisa se tornar Evangelho vivido.
ODiretório para a Catequese lembra que a fé não pode ser separada da vida. E avida, marcada por tantas dores e esperanças, pede de nós respostas coerentescom o amor de Deus. Ensinar doutrinas sem formar para o amor é correr o riscode criar cristãos indiferentes, fechados em si mesmos. Mas formar para a fé comos pés no chão da realidade, é despertar discípulos capazes de agir commisericórdia e promover o bem comum.
Ocatequista é chamado a ajudar os catequizandos a descobrirem que o serviço aosirmãos faz parte da missão cristã. Isso começa nos pequenos gestos: ensinar apartilhar, a perdoar, a acolher quem é diferente, a respeitar os pobres, acuidar da criação. Mas também se estende aos grandes compromissos: lutar contraa exclusão, promover a justiça, participar da transformação social.
Acatequese que integra fé e vida ajuda a formar cristãos comprometidos com oReino de Deus. E o Reino de Deus não é um sonho distante: ele começa onde háamor, paz, perdão, partilha, respeito, cuidado. O catequista, com sua vida eseu ensino, é um instrumento dessa transformação do mundo pelo Evangelho.
Porisso, é importante que os encontros catequéticos incluam experiências concretasde serviço: campanhas de solidariedade, visitas a doentes, ações ecológicas,partilha de alimentos, acolhida de pessoas em situação de rua, entre tantasoutras possibilidades. Mais do que atividades pontuais, são experiências quemarcam e educam para o amor.
Opróprio Jesus nos deu o exemplo. Ele curava, perdoava, lavava os pés dosdiscípulos, acolhia os pobres, denunciava as injustiças. A fé que professamosdeve se parecer com essa fé encarnada no amor. Como disse São Tiago, “a fé semobras é morta” (Tg 2,17). E o catequista é aquele que ensina a fé viva, quese expressa em obras de amor.
Pergunte-sehoje: minha catequese está ajudando os catequizandos a serem mais solidários,mais atentos ao sofrimento do outro? Estou despertando neles o desejo deservir? Como minha própria vida expressa o amor cristão?
Apróxima gota nos ajudará a refletir sobre como a catequese educa para aesperança cristã. Até lá!
A liturgia é o lugar privilegiado onde a fé se celebra, se expressa e seaprofunda. Ela não é apenas um rito, mas uma experiência viva do mistério deDeus que se doa e nos transforma. A catequese, por sua vez, prepara para essaexperiência e dela se alimenta. Por isso, as duas caminham de mãos dadas: catequesee liturgia são inseparáveis no processo de amadurecimento da fé cristã.
ODiretório para a Catequese destaca que a dimensão litúrgica da catequese éfundamental. Não se trata apenas de explicar os ritos, mas de introduzir aspessoas no mistério celebrado. A catequese precisa ser mistagógica, ouseja, levar o catequizando a mergulhar na beleza e na profundidade dossacramentos. A missa, os tempos litúrgicos, os sinais e símbolos da fé devemser vividos como caminhos de encontro com Deus.
Ocatequista é chamado a ser alguém que ama a liturgia. Que participa comfé, que celebra com o coração, que compreende o valor dos gestos e das palavrasda celebração. Seu testemunho é decisivo para formar outros que também celebremcom sentido e reverência. Uma catequese que não conduz à vida litúrgica corre orisco de se tornar apenas moralismo ou teoria.
Porisso, é importante que os encontros catequéticos tenham sempre um olhar voltadopara a liturgia. Preparar bem as crianças para a missa, explicar comprofundidade os sacramentos, valorizar os tempos do Ano Litúrgico, ajudar arezar com os salmos, tudo isso faz parte da missão do catequista. Cadaencontro pode ser uma pequena celebração da fé, com oração, silêncio,cânticos, proclamação da Palavra e gestos simbólicos.
Ainiciação à vida cristã, tão recomendada pela Igreja, tem na liturgia o seuponto alto. O Batismo, a Eucaristia, a Crisma não são metas a serem alcançadas,mas passos em um processo contínuo de comunhão com Deus. O catequista precisaajudar os catequizandos a não verem os sacramentos como um “fim de curso”, mascomo fontes de graça que sustentam a vida inteira.
Alémdisso, a liturgia é escola de fraternidade. Nela aprendemos a viver emcomunhão, a rezar em comunidade, a escutar a mesma Palavra e a partilhar domesmo Pão. Isso tem uma força formativa imensa, especialmente para os jovens eas crianças, que crescem vendo, ouvindo e experimentando a beleza da fécelebrada.
Hoje,pergunte-se: como está minha relação com a liturgia? Participo com fé eatenção? Ajudo meus catequizandos a viverem a missa com mais sentido? Quegestos posso incluir em meus encontros para favorecer essa dimensão?
Afé que se aprende precisa ser celebrada. E a fé celebrada se fortalece e serenova. Até a próxima gota!
APalavra de Deus é o coração da catequese. Sem ela, todo esforço catequéticoperde sua fonte, seu alimento e seu destino. É pela escuta da Palavra que a fénasce, cresce e amadurece. Por isso, o catequista precisa ser, antes de tudo, umapaixonado pela Sagrada Escritura, alguém que a lê com reverência, a meditacom amor e a anuncia com fidelidade.
ODiretório para a Catequese afirma com clareza: a Bíblia deve ser a alma de todaa catequese. Isso significa que ela não é apenas um recurso, mas a base sobre aqual tudo se constrói. Cada encontro catequético deve partir da Palavra,deixar-se iluminar por ela e conduzir a um diálogo com a vida. Não se trata deusar a Bíblia apenas como fonte de histórias, mas de ajudar os catequizandosa encontrarem nela o Deus vivo que fala ao coração.
Ocatequista, por isso, precisa cultivar intimidade com a Palavra. É preciso lerdiariamente, meditar com método, rezar com o texto, estudar com profundidade. Aleitura orante da Bíblia (Lectio Divina) é um caminho precioso que ajuda ocatequista a ouvir Deus falando em sua própria vida, antes de falar aos outros.
Tambémé importante conhecer o conjunto das Escrituras, compreender a unidade entre oAntigo e o Novo Testamento, perceber como Jesus é o centro de toda a revelação.Ao anunciar a Palavra, o catequista não oferece ideias soltas ou frases deefeito, mas apresenta o rosto de Cristo que salva, cura, perdoa e envia.
APalavra deve ser proclamada com beleza, escutada com atenção, acolhida comsimplicidade e aplicada com sabedoria. Isso exige preparo. O catequista nãoimprovisa. Ele estuda o texto, entende o contexto, busca compreender o que Deusquer dizer à comunidade naquela situação concreta.
Emais: a Palavra precisa ser encarnada na vida. Não basta conhecer passagensbíblicas. É preciso deixar que a Palavra transforme atitudes, corrijacomportamentos, inspire escolhas. O catequista é aquele que, ao ensinar umversículo, vive o que anuncia. E por isso sua vida se torna também Palavraviva.
Valea pena perguntar: como está minha relação com a Bíblia? Tenho deixado que elame forme, me alimente e me inspire? Estou ajudando meus catequizandos a setornarem amigos da Palavra de Deus?
Quetal começar ou retomar um momento semanal de leitura orante? Pode ser sozinho,em família ou com a equipe de catequese. O importante é cultivar essa amizadefiel com a Palavra que nos dá vida.
Napróxima gota, vamos refletir sobre como a catequese nos insere no mistério daliturgia. Até lá!
Ninguémse torna catequista sozinho. A missão que exercemos nasce da Igreja, ésustentada pela Igreja e acontece dentro da vida comunitária. É na comunidadeque a fé é despertada, nutrida, celebrada e compartilhada. Por isso, ocatequista não é um agente isolado, mas alguém que serve à comunidade e coma comunidade, como parte de um corpo vivo em missão.
Acomunidade é o lugar onde o catequista reza, estuda, celebra, serve e se forma.É ali que ele encontra irmãos na fé, apoio nas dificuldades e incentivo paracontinuar. A catequese não é uma ação individual ou privada, mas expressãoconcreta da ação evangelizadora da Igreja. Toda paróquia que deseja ser viva emissionária precisa valorizar, acompanhar e integrar bem seus catequistas nadinâmica comunitária.
Ocatequista é chamado a ser um ponte entre a Palavra e a vida da comunidade.Ele escuta o que a Igreja ensina e traduz essa mensagem com linguagem próxima,acessível e encarnada no dia a dia dos catequizandos. Mas também escuta arealidade das pessoas, suas dores e esperanças, e leva isso para dentro da vidaeclesial, ajudando a Igreja a responder com compaixão.
Nacomunidade, o catequista não deve ser visto apenas como “alguém que cuida dascrianças”. Ele é um agente pastoral, um discípulo missionário, um educadorda fé. Seu papel precisa ser reconhecido, valorizado e acompanhado portodos: padres, coordenadores, conselhos e demais agentes de pastoral. Quantomais o catequista se sente parte da comunidade, mais fecunda será sua missão.
Eo inverso também é verdadeiro: o catequista é chamado a ajudar a comunidade acrescer. Quando atua com amor, prepara bem seus encontros, acolhe com carinho,vive a liturgia com profundidade e se empenha em sua formação, ele se tornasinal de que a comunidade está viva e em comunhão. O catequista não apenasensina a fé: ele ajuda a construir a própria identidade da comunidade cristã.
Porisso, é fundamental que os catequistas participem ativamente da vida daparóquia. Não apenas nas reuniões e encontros, mas nas celebrações, napastoral, nos momentos de partilha e confraternização. A missão catequéticafloresce quando está enraizada na vida concreta do povo de Deus.
Sevocê se sente, às vezes, cansado ou sozinho na missão, busque apoio nacomunidade. Partilhe suas alegrias e desafios. Reze com os irmãos. Permita-seser fortalecido por aqueles que caminham com você. E lembre-se sempre: acatequese é um serviço à fé da Igreja, e a comunidade é o terreno onde esseserviço se torna fecundo.
Atéa próxima gota!
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