Severino entrega-se a um jogo arriscado e decide enganar a Quinhas sobre a maleita no pescoço. São os chamados "Manha Games" elevados a um nível nunca antes visto.
Severino vai ao baú das grandes canções buscar inspiração para uns versos à Quinhas. É lírica com fibra que baste para "alevantar" Toni de Matos. Mas com respeito, R.I.P., e tal e coisa.
Quinhas disserta sobre a bondade de enfiar o povo em casa aos fins-de-semana a partir da 1h da tarde. E, vai-se a ver, descobre ela, há uma pérfida vingança política na génese da coisa.
Parental advisory: neste episódio, Severino está bastante "quilhado". Enquanto cidadão cumpridor, ou, como se diz em inglês "law abiding citizen", sente-se muito revoltado.
“Marcelete” convicta, Quinhas segue sem hesitação as recomendações do Presidente da República. O caso é que nem todas são explicitas, exigem análise e interpretação. E ela é mulher para dar conta do recado.
Enquanto aguarda que a retrosaria da Odete abra, Severino embarca numa viagem nostálgica que o leva de volta ao sonho que a Revolução não cumpriu. Ganhou-se a liberdade, mas perdeu-se um socorrista.
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About Os Lorpas
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Certa vez, o então ainda adolescente Vasco Pulido Valente conseguiu juntar-se a uma tertúlia frequentada por José Régio, um seu ídolo da escrita. O mestre perguntou-lhe que ambições literárias tinha, e o jovem respondeu que almejava escrever um grande romance, mas que para isso sentia que tinha de se mudar para Paris. Só ali poderia sorver toda a pulsão do mundo. José Régio respondeu-lhe que em Portalegre tinha um vizinho que era sapateiro e que todos os dias violava o filho. Concluiu dizendo ao aspirante a romancista que não precisava de ir para Paris, todo o mundo estava em Portalegre.
O que é que isto tem a ver com Os Lorpas? Nada. Mas vai lá dar. Na casa da Quinhas e do Severino também há todo um mundo. O deles, pelo menos. Em podcast e também diariamente na veepradio.com.