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Segundo o dicionário, despolitizar é tirar o caráter político. Parece óbvio né? Mas é algo bem mais complicado.
A despolitização reduz o papel da política ao âmbito da moral, do direito e da economia. Vivemos em uma sociedade onde política é confundida com processo eleitoral e deve ser feita somente por partidos e políticos.
Muitos políticos se aproveitam da despolitização para conseguirem votos, seguidores, discípulos, fiéis.
No Brasil, a discussão sobre despolitização vem desde a redemocratização. Podemos dizer que ela foi um processo, um projeto bem sucedido, que culminou em 2018, com a eleição do Bolsonaro e sua trupe.
Para conversar com a gente hoje trouxemos dois nomes de peso. O professor de filosofia e militante do Coletivo Negro Minervino de Oliveira, Chico Filho e o BARBA, do Instagram Filosofia de Boteco, marido da Letícia, pai da Sara e da Sofia, filósofo pela Universidade Federal do Paraná, "anarquista porque não tem como deixar de ser".
Fake news foi o termo mais utilizado por Donald Trump em sua campanha eleitoral em 2016, normalmente para notícias e denúncias direcionadas a ele. A mesma estratégia foi utilizada por Bolsonaro em 2018 aqui no Brasil.
Ao mesmo tempo, os militantes de Trump e Bolsonaro inundaram a internet, as mídias sociais e os aplicativos de mensagens com notícias falsas bizarras, como a já famosa mamadeira de piroca.
O conceito de fake news é confuso para a maior parte das pessoas. Políticos usam a palavra para desacreditar denúncias e para atacar adversários, a mídia tradicional não encontrou formas de combater esse fenômeno e a legislação também não consegue alcançar o problema.
Afinal, o que é fake news? Quais os impactos que as notícias falsas estão causando na democracia brasileira e em outros países do mundo? Como podemos superar esse problema?
Para conversar com a gente hoje convidamos André Zanardo, diretor de redação do site Justificando, ativista pelos Direitos Humanos, advogado e apresentador do Podcast Justificando e Bruno Cavalcanti, jornalista, vencedor do Prêmio Jovem Jornalista, com passagem por publicações como Jornal do Brasil, Uol, Folha de S. Paulo e Agência Lupa, que desenvolve um trabalho de checagem de notícias e combate às fake news.
O poder ( e não necessariamente o poder estatal) continuamente se refere e a apela a exceção, à emergência e a uma noção ficcional do inimigo.Ele também trabalha para produzir a mesma exceção , emergência e inimigo ficcional. Em outras palavras, a questão é: Qual é, nesses sistemas, a relação entre política e morte que só pode funcionar em um estado de emergência? Na formulação de Foucault, o biopoder parece funcionar mediante a divisão entre as pessoas que devem viver e as que devem morrer. ( Necropolítica, Achille Mbembe )
Estamos diante de um enorme impasse sobre quem manda e a quem devemos obedecer, os três poderes não se alinham e isso tem sido um dos fatores que gera uma crise política dentro uma crise sanitária.
Quem pode mais? STF? Presidente? Quem equilibra os pesos e quais são as medidas?
E a decisão sobre quem vive e quem morre? Também cabe ao Estado? É o Estado que define quem ocupará os leitos de UTI durante uma pandemia?
E quando um agente do Estado se vê no direito de assassinar um garoto negro de 14 anos com um tiro de fuzil pelas costas ou de ajoelhar no pescoço de um cidadão negro até ele parar de respirar?
Abrimos mão de nossa liberdade por um contrato coletivo, onde o Estado tem o poder. Mas até onde isso vai? Podem controlar nossos dados? Nossa localização pelos telefones? Refazer nossos passos por câmeras de segurança? Medir nossa temperatura corporal à distância?
Existem muitas formas de poder, muitas estruturas de poder.
Falamos com frequência sobre poder econômico, poder político e poder ideológico/religioso. Mas, afinal, o que é o PODER e de onde ele vem.
Por que algumas pessoas, entidades e estruturas possuem muito poder e outras nenhum.
Neste episódio o #Outros500 conversa com o advogado Yuri Felix, Doutor em Ciências Criminais e diretor do IBCCRIM, e com a Advogada Stephanie Lucke Dell’Aquila, mestranda em Teoria Geral e Filosofia do Direito.
A pandemia do coronavírus derrubou discursos consolidados, visões políticas estabelecidas e a forma como encaramos o mundo.
Seremos mais solidários? Conseguiremos construir democracias mais inclusivas e participativas?
Neste episódio o #Outros500 recebe a Doutora em Sociologia e Políticas Sociais pela Universidade de Leeds, Katucha Bento.
Dar banho, trocar fralda, , fazer o almoço, ajudar com a aula online, fazer cabana na sala, preparar o jantar, colocar para dormir, sentir saudade de um banho demorado, ou mesmo poder usar o banheiro sem pressa.
Cuidar dos filhos, definitivamente, não é tarefa simples e ficou ainda mais difícil durante o período de isolamento social. Imagina então fazer isso tudo sozinha!
Neste episódio o #Outros500 fala sobre mães, com a Susana Villar, médica pediatra que se tornou mãe há pouco mais de dois meses e Thaiz Leão, designer de serviço social, ilustradora/quadrinista, criadora do canal A Mãe Solo.
Você certamente já bateu palmas na janela, fez textão em homenagem no Facebook, compartilhou correntes do WhatsApp, falou que é fã e até endossou o Greg News com a campanha Mais que Palmas.
Se a gente não sabe quem vigia o vigia, nossa dúvida hoje é:
QUEM CUIDA DE QUEM ESTÁ CUIDANDO?
Como a gente sempre fala que opinião é uma coisa e informação é #Outros500, fomos ao centro da questão para escolher nossos convidados desta semana.
Três psiquiatras do Hospital das Clínicas, de São Paulo, que cuidam dos profissionais da linha de frente no combate à Covid-19: Marina Mazzoco, Caroline Uchoa e Pedro Fukuti.
Ebola, gripe aviária, a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), o Vírus Nipah, a Febre do Vale Rift, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), a Febre do Nilo Ocidental, o vírus zika e, agora, o coronavírus.
O que todas essas doenças tem em comum? Estão ligadas à atividade humana e às mudanças ambientais que causamos no planeta, modificando as estruturas da vida selvagem e reduzindo a biodiversidade.
O que temos com isso?
Neste episódio, o #Outros500 recebe o gestor ambiental Daniel Roquetti, doutor em Ciência Ambiental pela USP, membro da rede de barragens amazônicas e pesquisador do Programa de Desenvolvimento Local do FGVces.
Opinião é uma coisa, informação é #Outros500.
Morre gente todo dia. Só vai morrer Idoso. Pai de família vai morrer de fome, essas são frases comuns nesse momento de Pandemia.
A vida de um jovem vale mais que de um idoso? Pode morrer gente, contanto que não seja minha gente?
Escolher entre trabalho e isolamento é uma escolha legítima? Será que existe mesmo essa dicotomia entre saúde x economia.
Neste episódio, o #Outros500 conversa com dois especialistas:o sociólogo Vinícius Ribeiro e o economista Rafael Leão.
A pandemia causada pelo novo coronavírus confinou as pessoas dentro de suas casas e, de uma hora para a outra, todos nos vimos obrigados a conviver com muito mais frequência com familiares que pensam muito diferente de nós.
A disputa política e a narrativa construída pelo Governo Federal, em embate com governos estaduais e prefeituras, também contribuiu muito para o acirramento dos ânimos.
É cada vez difícil conversar e argumentar com quem pensa diferente.
Neste quarto episódio, o #Outros500 conversa com a Natasha Vasconcelos, feminista, ativista, advogada, presidente da Comissão da Mulher Advogada OAB/PA, integrante da Rede feminista de juristas - DeFemde e criadora do IG @politicaparamulheres.
E aí, será que estamos preparados para conversar com quem pensa diferente?
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