O Outubro desta segunda-feira (17/07/23) conta com a participação de Maria Carlotto, Valério Arcary e Roberto Tardelli para comentar e analisar se ALEXANDRE DE MORAES E BARROSO SÃO DEFENSORES DA DEMOCRACIA.
Sexta-feira passada, o ministro do Supremo Tribunal Federa, Alexandre de Moraes, foi hostilizado por três brasileiros no Aeroporto Internacional de Roma, segundo as investigações da PF. Ataques ocorreram por volta das 18h45, 13h45 em Brasília. O ministro estava em Roma para participar de uma palestra e foi chamado de “bandido, comunista e comprado”, conforme a investigação. As palavras teriam vindo de Andréia Mantovani. O marido de Andréia, Roberto Mantovani Filho, de 71, teria, com outros brasileiros, atacado fisicamente o filho de Alexandre de Moraes. Ambos negam as agressões. Ao episódio veio se juntar a polêmica em torno das declarações do ministro Luís Roberto Barroso, que, durante o Congresso da Une, na quarta-feira, para responder às vaias que recebi, declarou: “Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo, para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”. A fala de Barroso colocou-o na fogueira do artilharia bolsonarista nas redes sociais, que o acusou de imparcialidade incompatível com o posto e as decisões que tomou. Afinal, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso são defensores da democracia ou apenas alvos ocasionais do bolsonarismo? Esta e outras questões relativas ao poder judiciário e a política brasileira serão tema da conversa de hoje com:
Antes de começar, informo que faremos o possível para ler eventuais perguntas da audiência, com prioridade àquelas realizadas por membros de nosso canal no YouTube ou que forem acompanhadas por contribuições através do superchat e do supersticker.
Vamos à primeira pergunta:
00:00:00 APRESENTAÇÃO
00:06:10 1. O judiciário brasileiro, depois de sua febre lavajatista, tem sido uma ferramenta importante para impedir os movimentos golpistas fardados e de militantes civis da extrema direita brasileira. Os episódios da semana passada, no entanto, mostram que este poder é talvez o alvo prioritário do bolsonarismo no momento. Mas afinal, figuras como Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso são confiáveis, como defensores da democracia?
00:18:50 2. É possível, na atual conjuntura, contar com a Justiça como um pilar do que restou de democracia no país e, simultaneamente, evitar que ela se torne um poder plutocrático, pairando por sobre o Congresso e o Executivo?
00:29:59 3. Chegou-se a falar, na semana passada, inclusive em impeachment de Luís Roberto Barroso, por conta da sua intervenção na UNE. Como vocês avaliam essa possibilidade?
00:42:59 4. Estamos próximos à escolha de um novo nome para o Supremo Tribunal Federal. Há pressões para que Lula leve em conta, prioritariamente, questões de representatividade racial e de gênero, ou seja, priorize mulheres e juristas não brancos na escolha. Na opinião de vocês, qual deveria ser o perfil do ou da substituta da ministra Rosa Weber?
00:55:10 5. Hoje, pela manhã, eu entrevistei o pesquisador e professor de literatura João Cezar de Castro Rocha, que lembrou que os atos golpistas passíveis de punição não são só os do 8 de janeiro, mas também os do 12 de dezembro, quando bolsonaristas chegaram a invadir a sede da Polícia Federal em Brasília, e do 24 de janeiro, quando houve a tentativa de explodir uma bomba no Aeroporto de Brasília. O Supremo Tribunal Federal tem força, hoje, para conduzir um julgamento de militares e golpistas dos atos de dezembro e janeiro? Se tem, está cumprindo adequadamente este papel?
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