COLÔMBIA A CAMINHO DE UM GOLPE CONTRA PETRO? - OUTUBRO #144 08/06/2023 O programa Outubro desta quinta-feira (08/06) terá as análises de Iole Ilíada, Rita Coitinho e Rose Martins. Os especialistas vão debater: COLÔMBIA A CAMINHO DE UM GOLPE CONTRA PETRO? Acompanhe ao vivo, a partir das 19h, nos canais de Opera Mundi. A Colômbia está em pé de guerra. Depois de ter conseguido a aprovação parlamentar da reforma tributária e do Plano Nacional de Desenvolvimento, recorrendo à pressão popular sobre o Congresso, onde não tem maioria, o presidente Gustavo Petro agora enfrenta um forte bloqueio da oposição conservadora contra outras medidas que considera fundamentais: as reformas trabalhista, previdenciária e da saúde. No caso do sistema de saúde, a reforma governista prevê extinguir as Entidades de Promoção da Saúde (EPS) e fortalecer o sistema público administrado pelo Estado. A reforma trabalhista propõe a redução da terceirização e a ampliação do direito de sindicalização e negociação coletiva, além da regulamentação do trabalho rural, do trabalho doméstico e dos trabalhadores de plataformas digitais. No caso da reforma previdenciária, os objetivos são o aumento da cobertura, incluindo pensões especiais por invalidez e para trabalhadores rurais, domésticos e de plataformas. Não bastasse esse bloqueio parlamentar às reformas, o presidente passou a ser acusado de financiamento ilegal de sua campanha eleitoral, depois da gravação de uma reportagem publicada em um dos veículos mais reacionários do país. Um setor da direita exige a abertura de investigações e já fala em impeachment, em um comportamento que foi classificado pelas forças governistas como claro indício de um plano de “golpe brando”, parlamentar, poderia estar sendo urdido contra o presidente. Em resposta à atuação das bancadas conservadoras e da mídia oposicionista, sob o comando do próprio Petro, partidos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais realizaram ontem, 7 de junho, a “Tomada de Bogotá em favor das reformas”, com centenas de milhares se mobilizando em mais de duzentos municípios. Também do exterior veio ampla solidariedade ao governo colombiano, com um manifesto assinado por mais de 400 destacados intelectuais e líderes políticos do mundo, como Noam Chomsky, Jeremy Corbyn e Rafael Correa. 00:04:05 1. Sem maioria no parlamento, atuando de forma oposto a governos como o do presidente Lula, Gustavo Petro decidiu apresentar, nos primeiros meses de seu mandato, um lote de reformas estruturais que confrontavam os interesses das frações econômicas mais poderosas do país e seus partidos. Teria havido erro de cálculo, na avaliação de vocês, ao se investir no enfrentamento e não no gradualismo, na composição? 00:15:58 2. Essa situação de crise, com apenas dez meses de mandato, não poderia ter sido precipitada pela reforma ministerial que Petro realizou em abril, expulsando do governo os partidos mais tradicionais do país, o Liberal e o Conservador, quando seus ministros se recusaram a apoiar a reforma da saúde? 00:28:59 3. Vocês acreditam que será possível superar a fragilidade parlamentar do governo Petro, como parece apostar o próprio presidente, em um cerco do Congresso a partir das mobilizações sociais? 00:42:36 4. No caso de haver risco real de um golpe parlamentar na Colômbia, como já se passou contra a presidente brasileira Dilma Rousseff e o mandatário peruano Pedro Castilho, como deveria se comportar o governo Lula? 00:54:43 5. Quais as lições que o atual cenário colombiano eventualmente traz para a situação brasileira? ---- Quer contribuir com Opera Mundi via PIX? Nossa chave é [email protected] (Razão Social: Última Instância Editorial Ltda.). Desde já, agradecemos! Assinatura solidária: http://www.operamundi.com.br/apoio