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Na cruz, manifesta-se ao máximo a partilha de Jesus com as pessoas que perderam a dignidade, por terem sido privadas do necessário. Assim como a Igreja é chamada a ser a «túnica de Cristo» para revestir o seu Senhor, assim também ela se comprometeu a tornar-se solidária com os nus da terra a fim de recuperarem a dignidade de que foram despojados. Assim as palavras de Jesus – «estava nu e destes-me que vestir» – obrigam-nos a não desviar o olhar das novas formas de pobreza e marginalização que impedem às pessoas de viverem com dignidade.
Com o nascimento de Jesus, foi inaugurado um novo tempo na história da humanidade. E não há como pensar na encarnação de Cristo sem a sua família na terra. Ouçamos algumas palavras do santo padre sobre a Sagrada Família de Nazaré e como seguir o exemplo de Jesus, Maria e José nos dias de hoje.
Desde o ínicio do seu pontificado, o Santo Padre não se esquece dos mais pobres, seja nas orações, alerta para que a sociedade tenha atitudes concretas e em gestos efetivos. Em 2016, ele publicou a Carta Apostólica “Misericordia et misera”, por ocasião do encerramento do Jubileu da Misericórdia. No texto, anunciou a instituição do Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado no 33º Domingo do Tempo Comum. Ouçamos o que o papa disse a respeito:
Gostaria de evocar a importância e a beleza da prece do Santo Rosário. Recitando o Ave-Maria, somos levados a contemplar os mistérios de Jesus, ou seja, a meditar sobre os momentos centrais da sua vida a fim de que, como o foi para Maria e São José, Ele seja o cerne dos nossos pensamentos, das nossas atenções e das nossas obras. Seria bom se, recitássemos juntos, em família, com os amigos, na paróquia, o Santo Rosário ou alguma oração a Jesus e à Virgem Maria! A oração recitada juntos é um momento precioso para tornar ainda mais sólida a vida familiar, a amizade! Aprendamos a rezar mais em família e como família!
Isto faz-nos pensar na dignidade e na importância do trabalho. O livro do Gênesis narra que Deus criou o homem e a mulher, confiando-lhes a tarefa de encher a terra e de a submeter, o que não significa explorá-la, mas cultivá-la, preservá-la e cuidá-la com a própria obra. O trabalho faz parte do plano de amor de Deus; nós somos chamados a cultivar e preservar todos os bens da criação, e deste modo participamos na obra da criação! O trabalho é um elemento fundamental para a dignidade da pessoa.
Ainda sobre a dignidade do trabalho e das pessoas, e a contemplação da vida da Sagrada Família a partir dos mistérios do Terço, podemos destacar as seguintes palavras do Papa Francisco:
Por isso, a Virgem Maria foi imediatamente ter com Isabel para a ajudar no tempo da sua gravidez; em Belém, deu à luz o Filho de Deus; em Caná, tomou para si a situação de dois recém-casados; no Gólgota, não retrocedeu frente à dor, mas permaneceu ao pé da cruz de Jesus e, por vontade d’Ele, tornou-Se Mãe da Igreja; depois da Ressurreição, animou os Apóstolos reunidos no Cenáculo à espera do Espírito Santo, que os transformaria em corajosos arautos do Evangelho. (...) Na sua fé, vemos como abrir a porta do nosso coração para obedecer a Deus; na sua abnegação, descobrimos quão atentos devemos estar às necessidades dos outros; nas suas lágrimas, encontramos a força para consolar aqueles que estão mergulhados na tribulação.
O Terço é uma oração simples e, ao mesmo tempo, profunda. No encerramento de uma vigília mariana no Ano da Misericórdia, Francisco ressaltou que essa oração nos conduz ao concreto das nossas vidas. Escutemos suas palavras:
Maria acompanha-nos neste caminho, apontando para o Filho que irradia a própria misericórdia do Pai. Ela é verdadeiramente a Mãe que indica o percurso que somos chamados a fazer para sermos verdadeiros discípulos de Jesus. Em cada mistério do Rosário, a sentimos perto de nós e a contemplamos como primeira discípula de seu Filho que põe em prática a vontade do Pai.
O Rosário é uma das formas mais bonitas do povo viver a sua mística e elevar-se para o céu! O papa, após rezar o Terço com o povo de Deus na abertura do mês mariano de 2013, enfatizou que a Virgem Mãe nos ensina a ser livres e a saber tomar decisões. Podemos ouvi-lo:
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