Se você realmente quer compreender a si mesmo, não deveria se identificar com sua conta no Facebook, Instagram ou com a narrativa interior do eu. Em vez disso, você deve observar o fluxo real do corpo e da mente. Você verá pensamentos, emoções e desejos aparecerem e desaparecerem, sem muita razão e sem nenhum comando de sua parte, como o vento que sopra desta ou daquela direção e desmancha seus cabelos. E, assim como você não é o vento, você também não é a mistura de pensamentos, emoções e desejos que experimenta, e certamente não é a narrativa purificada que você conta sobre eles em retrospecto. Você os vivencia a todos, mas não os controla, não os possui, e não é eles. As pessoas perguntam "quem sou eu?" e esperem que alguém lhes conte uma história. A primeira coisa que precisa saber sobre si mesmo é que você não é uma história.