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Em 2006, o senado federal aprovou uma nova data para a comemoração do dia do radialista. 7 de novembro foi escolhido em homenagem ao nascimento de Ary Barroso. Mais conhecido por suas composições, entre elas, Aquarela do Brasil, Tabuleiro da Baiana, Rancho Fundo... Ary Barroso também se destacou no rádio, em um tempo em que era preciso ser muito versátil. O radialista, que nasceu em 1903, brilhou nos microfones, principalmente da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, como apresentador de programas de calouros, animador de auditório e ainda como um dos pioneiros na arte de narrar futebol. É tido como o inventor da vinheta da hora do gol, ao utilizar uma gaitinha em suas transmissões. No blog Peças Raras, você encontra um radioteatro em que contamos essa história.
Mas nesta edição vamos homenagear outro narrador esportivo, que tal qual Ary, também é de Minas Gerais, do signo de Escorpião e teve na Tupi do Rio de Janeiro o destaque para começar a ser conhecido em todo o Brasil. José Silvério completa 77 anos de idade no próximo dia 11 de novembro. Por isso, colocamos na área esta homenagem mais do que merecida ao, talvez, mais premiado narrador esportivo do rádio.
Foto: Lucas Seixas - Folhapress 31.mai.2019
Na série ZYR 100, sobre o centenário do rádio, que produzi para a Rádio Cultura Brasil e que está disponível em centenariodoradio.blogspot.com , no quinto capítulo, eu faço um paralelo entre o que está acontecendo hoje no universo dos podcasts e atrações que marcaram a evolução do rádio.
E é esta a proposta que apresento hoje, em que você conhece um programa de auditório produzido para a podosfera. O convidado desta estreia foi o comunicador e um dos criadores da banda Língua de Trapo, Laert Sarrumor. Um charme do podcast Velhas Novidades é que o apresentador Rogério Baraquet participa acompanhando o entrevistado na interpretação de algumas músicas, durante a conversa.
O resultado desta experiência de programa de auditório na podosfera pode ser conferido no canal “Velhas Novidades” do Youtube.
Há mais pontos positivos do que problemas. No entanto, o podcast pode ganhar se tiver um apoio técnico melhor. Falta por exemplo ter uma abertura mais pensada, seja com uma vinheta ou mesmo uma música de fundo com Rogério trazendo a proposta do Velhas Novidades. O episódio começa sem essa preocupação.
Outro ponto a ser melhor resolvido na próxima gravação é a captação dos sons. Há uma diferença gritante entre a qualidade de som na hora que o Laert fala. A impressão que dá é de que a voz do apresentador, na verdade, não está sendo capturada no microfone dele, mas no do entrevistado.
Apesar destas questões técnicas e que são aceitáveis tanto por ser uma estreia como pela falta de patrocínio que permita o investimento em uma equipe técnica de apoio, a entrevista flui muito bem e os espaços para as apresentações das músicas ao vivo deixam ainda mais gostoso de acompanhar o podcast. Isso sem falar, é claro, do charme que é ouvir os aplausos da plateia durante a atração.
Lembrando: o episódio de estreia do podcast está no canal Velhas Novidades do Youtube. É o programa de auditório que chega à podosfera, esse incrível universo dos podcasts.
O segundo episódio entrou no ar na sexta, dia 4, e conta com Willie de Oliveira, o primeiro vocalista da banda Rádio Táxi.
Este podcast foi publicado originalmente em 2007 e é uma homenagem a Drummond. À época, a intenção era a de lembrar a passagem de 20 anos sem o nosso poeta do cotidiano.
Nesta edição especial, você ouve trechos da última entrevista concedida pelo poeta mineiro, acompanha a interpretação de Drummond para dois de seus textos mais conhecidos e ouve parte da trilha sonora original composta para a peça "As Pessoas de Drummond e o Caminho das Pedras", monólogo de Fernando Silveira, da Cia. Literarte.
31 de outubro é o dia nacional da poesia, por causa do nascimento de Carlos Drummond de Andrade. Aliás, neste ano de 2022, celebramos 120 anos desta data.
Já Paulo Autran teria feito 100 anos em setembro último. E agora em outubro são 15 anos em que o ator deixou o palco da vida.
Mas o que esses grandes nomes da arte brasileira têm a ver com a podosfera?
Depois de começar a ler poesias em "Quadrante", na Rádio MEC, em 1957, Autran lançou uma peça de teatro e um livro com o mesmo nome da coluna de rádio. Ele se envaidecia de ter tido a presença de Drummond na noite de autógrafos e costumava exibir o que o poeta escreveu na ocasião. O bilhete dizia: “Para o Paulo Autran, que transformou em arte todos esses meus modestos trabalhos”.
Em 2005, o ator voltou a apresentar a coluna na Bandnews FM. Eu lembro de várias vezes estacionar o carro na garagem do prédio e não sair enquanto não terminasse a leitura do dia feita por Autran.
O legal é que há uma série de áudios do Quadrante que podem ser encontradas na podosfera. Entre os destaques, é claro, algumas das poesias de Carlos Drummond de Andrade.
Os episódios de Quadrante, com Paulo Autran, na Bandnews, estão disponíveis nestes endereços:
https://castbox.fm/channel/Paulo-Autran---Quadrante---Podcast-id1522987?country=br
https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9xdWFkcmFudGUucG9kb21hdGljLmNvbS9yc3MyLnhtbA
Acompanhe o bate-papo com João Hampesco e a mãe, Fernanda Hampe, gravado para o podcast do Instituto Claro. A edição editada com 10 minutos está neste link: https://open.spotify.com/episode/2TmUapkXYkl9p0Qsrpl6La?si=ItDwbSF0RGCiKVLmQafsCg
Criado nos Estados Unidos no começo dos anos 2000, o trap caiu no gosto de jovens artistas e do público brasileiro nos últimos anos. Um subgênero do rap, apesar de ter destaque por artistas que se limitam a ostentar suas conquistas pessoais, há uma infinidade de exemplos de traps que trazem letras com rimas carregadas e que retratam realidades sociais, como a violência, desigualdade, criminalidade, consumo de drogas e racismo.
Muitos jovens da periferia têm se destacado na criação deste tipo de música. O fácil acesso aos meios de produção é um dos fatores, visto que o trap pode ser criado em aplicativos disponibilizados para computadores e dispositivos móveis, com múltiplas camadas de som e distorção da voz, características comuns ao estilo.
João Hampesco é um adolescente que se tornou trapper e mantém um canal de react no youtube juntamente com sua mãe feminista, Fernanda Hampe, com quase 500 mil inscritos. Em conversas profundas e com aprendizados mútuos, eles analisam as letras e imagens simbólicas apresentadas em clipes que são verdadeiros curtas-metragens. “Ilusão Cracolândia” e “180”, que têm Alok e vários MCs em suas interpretações, são alguns exemplos de músicas colocadas por Hampesco para que a mãe reaja. Psicóloga, ela faz uma contextualização muito rica e que permite que se entenda melhor a sociedade em que vivemos.
Aqui um trap em que ela se apresenta e diz a que vem: https://www.youtube.com/watch?v=1FQjJ69kVuY
Sou mulher, mãe e feminista / Vou falar da nossa luta / É diária e infinita / Em um mundo em disputa x2 / Vou na contramão do trap / Do trap ostentação / E quero agora / Propor reflexão / Esses traper vão ter que aprender / Mulher não serve pra se aparecer / Minha reação vai te surpreender / Não fico quieta e deixo isso acontecer / Nosso corpo não é carne / Pra te saciar / Nossas rugas, peles e sonhos / São histórias pra contar
A seguir, alguns dos vídeos selecionados, com contexto de cidadania:
- Lei Áurea, Borges: https://youtu.be/oZ5cXFJPXDA
- Canção Infantil - Cesar MC: https://youtu.be/Ri-eF5PJ2X0
- Isso é que é bom: https://youtu.be/T65DlsuIpeE
- 180: https://www.youtube.com/watch?v=AcNk5UPr0Vk
“Morro Velho” foi gravada inicialmente no disco “Travessia”, de 1967. Na letra, Milton trata dos caminhos destinados a duas crianças, uma preta e outra branca, que moram na mesma fazenda.
Uma década depois, a música ganha sua versão definitiva na interpretação de Elis Regina, no álbum “Elis”. Ao falar da amizade dos dois meninos que vivem no campo, a composição analisa as desigualdades sociais e o preconceito que se verificam em algumas situações até nos dias de hoje.
“Eu soube uma vez que teve uma pessoa que ela gostava muito que, no prédio que ela morava, foi pedido àquela pessoa, por ser preta, que ela pegasse o elevador de serviço e a Elis ficou muito brava e se mudou do prédio, foi embora do prédio onde ela alugava ali, mas foi assim muito rápido. Isso aconteceu”, conta o produtor musical João Marcello Bôscoli.
Ouça um audiodocumentário da música no podcast do Instituto Claro: anchor.fm/institutoclaro ou diretamente neste endereço: https://www.institutoclaro.org.br/cidadania/nossas-novidades/podcasts/80-anos-de-milton-nascimento-cancao-morro-velho-explora-desigualdade-racial/
Depois de completar 19 anos na Rádio Bandeirantes, o programa "Você é Curioso?" foi transportado para canais do Guia dos Curiosos no ambiente da web (Youtute, Facebook, Spotify, Deezer, SoundCloud).
Marcelo Duarte nos conta como foi essa adaptação, quais as diferenças entre fazer o programa no rádio e na internet e o que ouvia no rádio da infância.
Esta entrevista faz parte do projeto da Rádio Cultura Brasil, a série em 5 capítulos ZYR-100, o Centenário do Rádio no Brasil. A série completa pode ser ouvida em centenariodoradio.blogspot.com
O papo hoje é de professor para professoras e professores.
E o professor que vai trazer uma excelente dica para você acompanhar na podosfera é um pioneiro neste universo.
No conteúdo que está disponível no site papodeeducador.com.br, Damione Damito recebe uma série de convidados para bater um papo sobre educação. Além disso, o professor podcaster produz ainda séries especiais, como os episódio do Educa5, que podem ser conferidos em educa5podcast.com.br
O professor Damione é um inovador e dá aula quando o assunto é apresentar novidades nos conteúdos que produz. Em 2018, além dos podcasts, ele experimentou a linguagem de vídeo também.
Neste momento, o Papo de Educador está passando por mudanças. Damione Damito já preparou o novo estúdio de gravação e, em breve, vai voltar a gravar os episódios do seu podcast. Desta vez, o público vai poder escolher acompanhar em vídeo ou áudio.
O Papo de Educador trata a educação de forma séria, mas com leveza e faz a diferença na podosfera, esse incrível universo dos podcasts.
Em 2011, na Rádio Malaveia, produzimos uma edição especial do programa Música para Assobiar.
Tem músicas de desenhos animados, composições criadas para crianças e jingles voltados a esse público.
Relembre e divirta-se!
Você vai relembrar músicas de Toquinho, Boca Livre, Patotinha, Patrícia e Luciano, Balão Mágico, Xuxa, Absynto e muito mais.
Motivado pelos comentários que são feitos ao longo das estreias no youtube deste “Olá, Curiosos!”, principalmente as participações do Carlos Cantoni, eu fui à procura da poesia.
E quando o assunto é poesia, a podosfera está repleta de títulos, inclusive em outras línguas. No entanto, a maioria tem a mesma fórmula. Leituras de poesias autorais ou de grandes nomes da poesia.
Em relação à produção de quase todos estes podcasts, não há nada de muito original ou a ser ressaltado. Então, para ouvir podcasts de poesia, a dica é que você vá em sua plataforma, seja o Spotify ou o Google Podcasts, por exemplo, e faça uma busca a partir do seu gosto pessoal.
Mas há sim PELO MENOS um podcast muito fora da curva e feito de forma poética e original.
Um podcast da MITO-FÁBULA-POESIA, como Fabio Malavoglia apresenta o seu IMÃ RADIOCAST.
Se você ainda não ligou o nome à pessoa, Malavoglia é jornalista, radialista, produtor, animador cultural, contador de histórias, ensaísta e poeta. Começou no rádio em meados dos anos 80, com o Rádiolábios, de rock e poesia, na USP FM. Também teve passagem marcante pela Cultura FM, em programas como o Tarde Cultura e o RadioMetrópolis, em que esteve até 2019.
Em 24 de novembro de 2021 o poeta entra para o universo dos podcasts e semanalmente exalta o prazer da escuta.
O Imã RádioCast é uma áudio-performance semanal com antigas mitologias, fábulas e relatos da tradição, poemas sábios, contos breves, humor filosófico e arte viva.
E, antes, de ir, uma dica pra você que quer ouvir de novo ou não conseguiu acompanhar o ZYR 100, sobre o centenário do rádio no Brasil, produzida e apresentada por mim, com trabalhos técnicos de Toninho Silva.
Todos os episódios da audiossérie estão disponíveis no site da Rádio Cultura: cultura.uol.com.br/radio ou neste blog: https://centenariodoradio.blogspot.com/
ZYR 100 E Imã RadioCast
História, poesia e arte na podosfera, o incrível universo dos podcasts.
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