Pensamento e Diferença

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By Bruno CarrascoScienceSocial Sciences
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Pensamento e Diferença episodes

  • História da loucura a partir de Michel Foucault

    Michel Foucault fez um estudo sobre a história de como a loucura se tornou um objeto médico no ocidente, constatando um progressivo domínio da razão sobre a loucura.  Segundo Foucault, no século XIX a pessoa “louca” passa a ser reconhecida como incapaz, portadora de uma doença mental, que necessita de tratamento médico, medicalização e ajuste normativo. Porém nem sempre a loucura foi entendida como um "problema" médico ou precisou de "tratamento".

    Bruno Carrasco, professor e terapeuta, graduado em psicologia, licenciado em filosofia e pedagogia, pós-graduado em ensino de filosofia, psicoterapia fenomenológico existencial e aconselhamento filosófico.

    *Trecho da aula online sobre Foucault, filósofo francês que evidenciou a condição histórica e contingente dos saberes, das relações de poder e das práticas de cuidado de si.

    Referências:

    CASTRO, Edgardo. Introdução a Foucault. Belo Horizonte: Autentica Editora, 2015.
    FOUCAULT, Michel. Resumo dos Cursos do Collège de France. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
    YAZBEK, André. 10 lições sobre Foucault. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

    12 min
  • Fenômeno psicológico na perspectiva Sócio-Histórica

    O fenômeno psicológico, na perspectiva sócio-histórica, é entendido a partir das relações no contexto histórico e social onde este se constitui (família, escola, trabalho e sociedade como um todo). Assim, não se concebe a angústia, depressão ou ansiedade como algo descolado da realidade material, mas que se constitui nas relações com as outras pessoas, no mundo.

    Referência: BOCK, Ana M.; GONÇALVES, Maria da G.; FURTADO, Odair. (orgs). Psicologia Sócio-Histórica: uma perspectiva crítica em psicologia. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2015.

    Bruno Carrasco, professor e terapeuta, graduado em psicologia, licenciado em filosofia e pedagogia, pós-graduado em ensino de filosofia, psicoterapia fenomenológico existencial e aconselhamento filosófico.

    4 min
  • Apolo, Dionísio e a Filosofia Trágica de Nietzsche

    Apolíneo e dionisíaco na filosofia trágica de Friedrich Nietzsche, que propõe a reconciliação dessas duas tendências antitéticas em favor de uma vida afirmativa.

    Trecho da palestra/conferencia: Reconhecimento do sofrimento em Nietzsche e expansão da existência.

    Apresentado no Primeiro Congresso Latinoamericano de Tanatologia Existencial Online - Morte e Morrer na América Latina.

    Realizado por: Instituto Mexicano de Acompañamiento Existencial. Días 23, 24 y 25 de Octubre, 2020.

    9 min
  • Psicopolítica e novas técnicas de poder por Byung Chul-Han

    O livro Psicopolítica - o neoliberalismo e as novas técnicas de poder, de Byung-Chul Han, descreve diversas técnicas de poder atuantes em nosso tempo, que atuam sobre a mente e as emoções, utilizando psicotecnologias com o foco no aumento de eficiência e de desempenho, fazendo com que as pessoas acreditem ser livres, mas se explorando constantemente.

    Aqueles que não conseguem alcançar as expectativas sofrem se deprimem, apesar disso não questionam o sistema ou este modo de vida exigente, mas se sentem inadequados, entendendo seu sofrimento como resultado de uma falha pessoal ou inadaptação. A "cura" é apresentada como um maior ajuste da pessoa a tal modelo de vida.

    Por Bruno Carrasco, professor de filosofia e psicologia, terapeuta, graduado em psicologia, licenciado em filosofia e pedagogia, pós-graduado em ensino de filosofia, psicoterapia fenomenológico existencial e aconselhamento filosófico.

    7 min
  • O que é Antipsiquiatria?

    Antipsiquiatria é um movimento e um conjunto de perspectivas que colocam em questão as práticas da psiquiatria tradicional, apontando seus problemas e deficiências. Trata-se de uma contestação a um modelo de tratamento para as pessoas em sofrimento emocional.  O termo "antipsiquiatria" foi utilizado pelo psiquiatra sul-africano David Cooper (1931-1986) em seu livro "Psiquiatria e Antipsiquiatria", publicado em 1967. Cooper contribuiu significativamente para o movimento antipsiquiátrico, estabelecendo suas bases teóricas e filosóficas, apoiando-se no existencialismo e na fenomenologia.

    A antipsiquiatria entende que nas sociedades industrializadas o padrão de normalidade foi determinado a partir da capacidade produtiva de cada indivíduo ou pela adesão a um modelo "adequado" de vida. A finalidade das instituições psiquiátricas, supostamente designadas à recuperação, na realidade tendem a eliminar as diferenças e a improdutividade por meio de técnicas e métodos de "tratamento" que servem ao ajustamento a um modelo específico de vida.  *Fragmento do grupo de estudos sobre Antipsiquiatria, realizado em agosto de 2022.

    Referências: COOPER, David. Psiquiatria e Antipsiquiatria. São Paulo: Editora Perspectiva, 1989. OBIOLS, Juan. Psiquiatria e antipsiquiatria. Rio de Janeiro: Salvat, 1979.

    Bruno Carrasco, professor de filosofia e psicologia, terapeuta, graduado em psicologia, licenciado em filosofia e pedagogia, pós-graduado em ensino de filosofia, psicoterapia fenomenológico existencial e aconselhamento filosófico.

    5 min

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