PodCália

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By GigolaMusic
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PodCália episodes

  • PodCália#102 – Dead Fish no Labirinto da Memória.
    Labirinto da Memória é o mais novo trabalho da banda Dead Fish.


    A faixa de encerramento do álbum, se chama “Você Conhece Pistóia?”


    Pistóia é o nome de um cemitério na região da Toscana, onde foram sepultados os nossos soldados,” os pracinhas”, tombados em combate na guerra contra o nazismo, no solo da península italiana.


    Em 1955, Cecília Meireles publicou “Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro”, poema escrito durante uma viagem à Itália:
    Eles vieram felizes, como
    para grandes jogos atléticos,
    com um largo sorriso no rosto,
    com forte esperança no peito,
    – porque eram jovens e eram belos.
    Marte, porém, soprava fogo
    por estes campos e estes ares.
    E agora estão na calma terra,
    sob estas cruzes e estas flores,
    cercados por montanhas suaves.
    São como um grupo de meninos
    num dormitório sossegado,
    com lençóis de nuvens imensas,
    e um longo sono sem suspiros,
    de profundíssimo cansaço.
    Suas armas foram partidas
    ao mesmo tempo que seu corpo.
    E, se acaso sua alma existe,
    com melancolia recorda
    o entusiasmo de cada morto.
    Este cemitério tão puro
    é um dormitório de meninos:
    e as mães de muito longe chamam,
    entre as mil cortinas do tempo
    cheias de lágrimas, seus filhos.
    Chamam por seus nomes, escritos
    nas placas destas cruzes brancas.
    Mas, com seus ouvidos quebrados,
    com seus lábios gastos de morte,
    que hão de responder estas crianças?
    E as mães esperam que ainda acordem,
    como foram, fortes e belos,
    depois deste rude exercício,
    desta metralha e deste sangue,
    destes falsos jogos atléticos.
    Entretanto, céu, terra, flores,
    é tudo horizontal silêncio.
    O que foi chaga, é seiva e aroma,
    – do que foi sonho não se sabe –
    e a dor vai longe, no vento…
    1 hr 19 min
  • PodCália#101 – Gilberto Gil e o Cérebro Eletrônico
    “O cérebro eletrônico faz tudo 
    Faz quase tudo
    Faz quase tudo
    Mas ele é mudo”

    Com essa frase genial, Gilberto Gil inicia o seu terceiro trabalho autoral, conhecido popularmente – e não oficialmente - como “Cérebro Eletrônico”.  

    O disco é a mistura perfeita entre músicos tropicalistas da mais alta qualidade e os arranjos cinematográficos de Rogerio Duprat.

    As temáticas “tecnologia, corrida espacial e inteligência artificial” constroem o repertório tão atual que nos fazem questionar se o mesmo foi gravado em 1968.

    Acompanhe essa resenha genial de Gigola e Daniel sobre mais um trabalho marcante do mestre Gilberto Gil.
    59 min
  • GringoCália#34 – HELP! (part. de Leo Palma)
    Em  1965 a beatlemania estava no auge. Esse fato, fazia com que John, Paul, George e Ringo tivessem uma agenda interminável de compromissos profissionais e comerciais.


    Sem tempo de fazer muitas coisas, a banda optou por lançar seu quinto trabalho unindo o útil ao agradável: o novo álbum levaria o nome do filme e seria lançado também como parte da trilha sonora.


    Assim nasceu Help!:  uma obra-prima que varreu para baixo do tapete as últimas dúvidas da crítica sobre os Beatles serem o maior acontecimento cultural da época. 


    O disco marca uma virada na carreira do quarteto, apresentando uma inovação nos arranjos e composições que acompanharia a banda por toda sua curta – porém genial – trajetória.
    Há quem diga que o catálogo dos Beatles pode ser dividido em: AH! (Antes de Help!) e DH! (Depois de Help!).
    1 hr 11 min
  • PodCália#100 - Nestor Kirjner: Sinfonia da Cidade Nova
    Em uma sociedade onde é lugar-comum pais serem ausentes e/ou distantes, relapsos, agressores, indiferentes, austeros, frios; eu fui muito privilegiado. Tive um pai que contrariou todas as expectativas. Ele não era apenas um pai presente; era um mago, um criador, um contador de histórias. A escola era onde eu aprendia o nome das cores, mas em casa, com o Velho, eu entendia a beleza das cores. Na escola, aprendia o nome das notas musicais; com o velho, eu aprendia a escutar melodias com o coração. Enquanto vários pais mandavam seus filhos para a cama, o meu pai tocava violão até eu dormir. “Doralice, eu bem que te disse, amar é tolice, bobagem, ilusão”, era a minha favorita. Foi a primeira canção que aprendi a cantar. Meu pai me buscava na escola e me levava para passear de carro para escutar música, por horas. Contava as histórias de todas as canções, a vida dos compositores, quem era o cantor, o pianista, o violonista. Contava todas as fofocas dos artistas: “Chico Buarque já foi ‘puxador’ de carro’; “Caetano era apaixonado pela Regina Cazé”; “Vinícius teve nove esposas. Nenhuma aguentou o cara”. Todo dia era uma viagem para um mundo encantado. As canções, para ele, não tinham letra: “é poesia musicada!”, corrigia sempre. Foi meu pai quem me ensinou a tocar violão, a ler por prazer, a escrever com o coração, a ser curioso, inquisitivo, a gostar de poesia, arte, cultura. Foi quem me falou de direitos humanos e que só tinha dois palavrões que eu não podia dizer dentro de casa: culpa e guerra.
    Através de suas canções, aprendi a acreditar que compor e cantar não era só para quem era tinha gravadora. Quando ele mostrava uma música sua, eu pensava: “ele também é genial”. Quando comecei a compor, corria para mostrar para ele, e foi assim até o fim de sua vida. As sugestões que me dava me faziam melhorar e querer cada vez mais aprofundar o ofício. Era sempre orgulhoso, empolgado e me colocava pra cima. O mundo podia desmoronar na escola, na rua, na relação com as pessoas, que não importava. Eu tinha meu pai, minha rocha, meu chão.
    Quando o Velho ganhou o dinheiro do FAC (Fundo de Apoio à Cultura) para fazer a “Sinfonia da Cidade Nova”, eu estava no último ano do Ensino Médio. Foram meses de trabalho intenso, nos quais ele fez o projeto mais detalhado e embasado que o Governo do Distrito Federal já viu (e depois a prestação de contas mais perfeita). Meu velho estava cansado, mas poucas vezes o vi tão realizado. Gravou com os melhores músicos da cidade! Seus ídolos! E os caras gravaram as músicas dele! Músicas geniais, diga-se de passagem, porque era um gênio. Quando sentava para compor, não ficava muito atrás dos grandes “poetas musicais” da MPB. Suas canções são ricas em alegorias, sentimentos, melodias e muita profundidade. Suas letras não tem pontas soltas. Quando botava poemas nas músicas de outras pessoas, as palavras abraçavam a melodia com tanta maestria, que parecia que as duas dimensões haviam nascido juntas. Todo parceiro do Velho voltava para compor com ele novamente. Não achavam outro igual.
    A “Sinfonia da Cidade Nova” é um retrato dessa inspiração e transpiração toda. Para os olhos de alguns, ela pode parecer uma exaltação, quase ufanista, de uma cidade cheia de problemas. Em alguns aspectos, até é. Mas percebo que as pessoas que criticam sua adoração pelo quadradinho, geralmente não conheceram meu pai. Quem conviveu com ele, sabe do amor profundo e verdadeiro que sentia por Brasília. A Capital Federal o acolheu quando ele migrou sozinho do Rio Grande do Sul e o presenteou com um emprego, uma carreira musical, uma esposa e três filhos que o amavam muito. Ele foi muito mais feliz em Brasília do que em qualquer outro lugar do mundo. Esse disco é uma carta de amor manuscrita, do poeta para o seu lar. E é um presente, também, para quem escuta. O nível de esmero nos arranjos e composições mostram a alma de um dos maiores compositores que essa cidade já viu. Estou sendo parcial, porque sou filho de Nestor Kirjner? Responder a essa pergunta não me interessa. Cabe ao ouvinte julgar. Mas uma coisa eu digo: o amor que eu sinto no coração quando escuto esse disco é uma amostra do maior amor que já senti na vida e isso é inquestionável! Nesse centésimo episódio do PodCália, Gigola Pierrot e Daniel Menino Alado, vão gastar seus Minutos Vagabundos para externar seus Pensamentos sobre um dos melhores discos da Música Popular Brasiliense, Brasileira e cuíca do mundo.
    2 hr 7 min
  • GringoCália#32 - Cheap Trick! (em cores) (part. de Gui Martins do Detour Podcast)
    Cheap Trick é uma das bandas mais bem humoradas do mundo, e suas letras e invenções harmônicas podem provar isso!


    Composto pelo vocalista Robin Zander, pelo guitarrista Rick Nielsen, pelo baixista Tom Peterson e pelo baterista Bun E. Carlos, o grupo foi formado no ano de 1974, em Illinois – EUA.


    Após um disco de estreia bem cru e garagista, em 1978 o quarteto lança seu segundo trabalho, “In Colors”, que marca uma verdadeira ruptura na carreira da banda trazendo mais maturidade musical, além de uma produção refinada e com fortes influências da música pop.


    Essas mudanças estabeleceram o nome do Cheap Trick de uma vez por todas como uma das maiores bandas de power pop do planeta, principalmente no Japão, onde o sucesso era tão grande que os fizeram ser apelidados de “os Beatles Ianques”


    Não perca seu tempo com truques baratos e dê logo o play nesse episódio!
    1 hr 5 min
  • GringoCália#31 - Frank Zappa & Hot Rats! (part. de Marcelo Dedois)
    Frank Zappa foi um gênio estranho! Ou então, um estranho gênio!


    Talvez, o artista mais underground a se tornar popular do planeta! Ou seria ele o artista mais popular a se tornar underground?


    Enfim...Descrever Zappa é uma tarefa praticamente impossível, e por isso, nem vamos tentar nesse texto.


    Apenas ouça esse episódio, que faz uma resenha (ou tenta resenhar) o disco “Hot Rats” de 1969.
    27 min
  • GringoCália#30 - Travis: a banda invisível (part. de Dado Doria)
    Neste episódio, o Gringocália viaja até Glasgow na Escócia, para bater um papo sobre uma das bandas mais legais dos anos 90: Travis!

    Em seu terceiro trabalho, “The Invisible Band” , o quarteto se aprofunda em temas como amor e melancolia, utilizando cada vez mais violões e instrumentos como banjo e percurssão, fazendo assim um contra ponto ao “britpop noventista” de muros de guitarra.

    Se você “Indefinitivamente” tem “Flores na Janela”, estará “Salvo” ao escrever em seu “Querido Diário” enquanto escuta este episódio! Não se esqueça de sair da “Cela” e “Seguir a Luz” até o “Último Trem”. E depois disso, é só “Cantar, Cantar, Cantar”. *


    * Para quem não entendeu, este último parágrafo faz referências as músicas do disco.
    1 hr 27 min
  • GringoCália#29 - O Telescópio de KT Tunstall (part. de Dado Dória)
    No Brasil, KT Tunstall geralmente é conhecida como “a cantora de Suddenly I See” ou “aquela da música do filme: O Diabo Veste Prada”

    Por isso, no episódio de hoje o PodCália corrige essa injustiça, mostrando que KT é uma artista de muito talento e carisma e que deveria ser ouvida por mais e mais pessoas.

    Seu álbum de estreia - Eye to the Telescope - sintetiza várias situações sobre a “montanha-russa de emoções” que vivemos com o luto de um fim de relacionamento. Contendo influências de rock, soul, folk e country, o disco debuta de forma fabulosa, cativando seus ouvintes de primeira.

    Para esse episódio, temos a honra de contar com a participação de Dado Dória, um dos maiores fãs brasileiros da trajetória de KT Tunstall.
    1 hr 12 min

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Sejam bem vindos ao Podcália, um podcast preparado com muito carinho por dois amigos aficionados por música. Aqui, Daniel e Gigolas expressam seus sentimentos pela música com muito amor, espírito…