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Quando nos planejamos para termos um filho, muitas vezes não levamos em consideração que a nossa vida nunca mais será a mesma, e esse equívoco leva muitos pais a não assumirem o seu papel como adulto, colocando sobre a criança a responsabilidade de promover o bem estar coletivo. É necessário que o adulto perceba que essa responsabilidade é dele e não da criança.
Aqui começamos a definir um pouco sobre as diferenças entre parentalidade com apego e o apego seguro. Lembro que no apego seguro não faz da criança o centro do universo mas foca em estarmos bem organizados internamente para conseguirmos suprir as demandas do outro ser que estamos cuidando e amando.
Falamos aqui um pouco sobre o real conceito de apego, que não é aquele que remete a dependência excessiva (insegurança excessiva) mas sim o apego que busca suprir as necessidades reais do bebê, criança ou adolescente de forma intencional e entendendo como a nossa parte emocional pode interferir nisso tudo.
O conceito de apego ao longo do tempo tem sido distorcido. Diante da falta de profissionais capacitados, esse conceito equivocado tem se perpetuado. Por isso é muito importante pontuarmos aqui quais são esses "apegos incorretos" para que possamos posteriormente trabalhar o conceito correto.
Outra habilidade importantíssima tanto para os profissionais como para os pais é a capacidade de observação. Porém a observação no sentido mais amplo, inclusive levando em consideração as implicações da fusão emocional na relação mãe e filho(a).
É muito comum que as nossas emoções e necessidades criem em nós algumas crenças limitantes em relação aos nossos filhos. Achamos que estamos fazendo muito quando na verdade estamos fazendo nada. Pois quando fazemos e contabilizamos como se fosse um fardo, na verdade não estamos fazendo para os nossos filhos, e sim para nós mesmas.
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